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Posts de dezembro 2009

De férias

21 de dezembro de 2009 4

Entrei em férias da coluna Informe Econômico do Diário Catarinense ontem. Por isso, também, estou reduzindo o ritmo de postagens de informações aqui no blog.

Um feliz Natal e um ótimo 2010 a todos.

Postado por Estela Benetti

Tractebel compra a Suez Energia Renovável

21 de dezembro de 2009 0

A Tractebel Energia, que tem sede em Florianópolis, informou ao mercado no início da noite de hoje que seu conselho de administração aprovou a compra da Suez Energia Renovável, cujas ações ordinárias estão sob controle da GDF Suez Energy Latin America. O valor do negócio é de R$ 604,4 milhões. A Suez Energia Renovável detém 40,07% da hidrelétrica de Estreito, no Tocantins.

O negócio faz parte do modelo de gestão do grupo GDF Suez, da França, que transfere para a sua controlada Tractebel Energia a operação de usinas que constrói no Brasil.

Postado por Estela Benetti

Setor privado vê cenário melhor para 2010

20 de dezembro de 2009 0

Indústria volta a investir

O setor industrial catarinense teve um ano de 2009 muito bom, não de resultados, mas de correção de rumos porque a crise serve para melhorar as rotas. A avaliação é do presidente da Federação das Indústrias (Fiesc), Alcantaro Corrêa.
_ O novo ano, 2010, será maravilhoso porque o Banco Central, o BNDES e outras instituições estão anunciando muito crédito. Acredito que o PIB do país vai crescer, no mínimo, 5,5% e temos que fazer investimentos senão outros países farão. Vamos ter apagão de mão-de-obra qualificada, por isso a Fiesc, por meio do Senai e o Sesi,  se antecipa para formar o maior número de pessoas _ diz Corrêa.

Comércio segue em alta


O presidente da Federação do Comércio (Fecomércio/SC), Bruno Breithaupt, avalia que o ano de 2009 foi bom para o comércio, o que surpreendeu porque o setor esperava dificuldades em função da crise global. O setor de supermercados foi um dos que tiveram melhor desempenho em SC. Deverá fechar 2009 com crescimento real de aproximadamente 7%.
_ No ano que vem, em função do aumento da massa salarial, confiança do consumidor, mais crédito e novos investimentos, o PIB vai crescer mais e o comércio também _ afirma Bruno Breithaupt.

Serviços avançam
Como o nível de atividade dos serviços está muito ligado aos demais, a expectativa para o ano que vem é de que este segmento também tenha um ano de crescimento em 2010. O empresário Bruno Breithaupt, presidente da Fecomércio, entidade que também representa os serviços, está otimista com a expansão do turismo, principalmente. Segundo ele, pesquisa da Fecomércio apontou que hotéis com 15 empregados estão contratando mais 10 na temporada.  

Agricultura retoma rumo
Desastres climáticos como chuvas, seca e tornado, mais a crise global, tornaram 2009 um dos anos mais difíceis para a agropecuária catarinense, que não vai deixar saudades, avalia o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de SC (Faesc), José Zeferino Pedrozo.
_ Para 2010, estamos mais otimistas. Não sei se é pelo começo de um novo ano, mas acreditamos que não teremos problemas climáticos e os preços começam a se recuperar. Com o recuo da crise no mercado externo, devemos ampliar as exportações, especialmente de frango e suíno _ afirma Pedrozo.

 

Postado por Estela Benetti

Os economistas controlaram a crise

20 de dezembro de 2009 1

Este ano que se encerra daqui a poucos dias, não vai deixar saudade e também não sairá da memória de muita gente. É que ele sofreu o maior impacto da crise global que estourou dia 15 de setembro de 2008. A boa lembrança é que a profunda crise não se tornou a temida depressão econômica e isso foi possível graças às orientações dos economistas e ações coordenadas dos bancos centrais (BCs). É isso que diz o economista e professor de Macroeconomia da UFSC João Rogério Sanson.

Aliás, na última quarta-feira o presidente do Federal Reserve dos EUA, Ben Bernanke, foi eleito o Homem do Ano pela revista Time justamente porque os economistas e os BCs agiram bem. Na entrevista a seguir, Sanson diz que as políticas monetária e fiscal do governo brasileiro deram certo, e que o ano de 2010 marcará a retomada do crescimento no Brasil e no mundo.

Quem é

O economista João Rogério Sanson é professor titular da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde ministra a disciplina de macroeconomia e é diretor de Projetos da reitoria. Natural de Lages, Sanson é graduado em Economia pela Universidade Católica do Paraná e tem mestrado e doutorado (PhD) pela Universidade de Vanderbilt, nos EUA. Casado com Nadir (advogada), é pai de Luciana (médica) e Beatriz (cantora lírica e jornalista).

Como foi o ano de 2009 para a economia brasileira?

João Rogério Sanson – Foi um ano bom porque a política macroeconômica deu certo. As coisas poderiam ter sido muito piores se tivesse ocorrido nos anos de 1990, quando os fundamentos da nossa economia não eram bons. Os resultados melhores da economia, este ano, ocorreram em função da política monetária, que baixou a taxa de juros, e da política fiscal, via manutenção de gastos e redução de impostos, principalmente aos setores da indústria automotiva e linha branca. São setores que reagem bem à variação de preços. Em economia, isso se chama maior elasticidade-preço.

E para Santa Catarina?

Sanson – Santa Catarina tem uma economia diversificada. O parque fabril que depende das exportações sofreu bastante em função da crise e do câmbio. Quem atende ao mercado interno foi melhor, incluindo os que fornecem para a indústria automotiva nacional. Quando esse setor vai bem, as empresas fornecedoras daqui também vão bem. Além disso temos um bom parque industrial associado à linha branca, tanto de produção direta quanto de insumos. E essa industrial melhorou.

Por que o mundo sofreu menos do que se imaginava com a crise global que começou em 2008?

Sanson – Acho que tem a ver com a contribuição dos economistas. Até tivemos na última semana a morte de Paul Samuelson (EUA), que deu uma contribuição importante à teoria econômica. O que teve de diferente hoje com relação à década de 1930? Todo mundo pensava que iria se repetir a grande depressão. Tudo começou de forma parecida, crise no sistema financeiro americano, bancos falindo, uma GM ameaçando falir. Tivemos a contribuição do Keynes e tudo o que se estudou, depois, em função do trabalho dele. Aquela reação coordenada dos bancos centrais do mundo inteiro, estimulando as economias ao mesmo tempo e evitando a guerra comercial, não foi só um insight dos políticos, teve muito conhecimento de teoria econômica, pesquisa econômica por trás, que motivou o pessoal a se reunir ligeirinho e tomar decisões. Essa foi a grande diferença dessa crise que, embora tivesse começado com a mesma violência, permitiu que, rapidamente, a situação fosse controlada. Os economistas tiveram uma participação decisiva nas medidas para controlar a crise.

Qual é a projeção para a economia do Brasil em 2010?

Sanson – Vários institutos estavam projetando crescimento de 6% para o PIB, mas como houve uma revisão no cálculo para baixo, em um ponto percentual, ficaria em 5%. A economia vai continuar andando nessa direção de crescimento e vai bombar no ano que vem. Vamos retomar os investimentos e voltar a ter taxa de crescimento que tínhamos em 2008.

Como será o crescimento mundial no ano que vem?

Sanson – As expectativas são de que os EUA e Europa continuem andando devagar. No ano que vem eles não vão ter a taxa de crescimento que tiveram em 2007 e 2008 devido aos efeitos da crise e porque já são ricos. Aliás, os EUA já estavam em dificuldades antes por causa da crise do setor imobiliário. A tendência é de o Brasil exportar mais para os países do Oriente, especialmente a China e Índia.