O maior acionista individual da Celesc, Lirio Parisotto, alertou no programa Conversas Cruzadas desta noite, da TVCom, ancorado pelo jornalista Renato Igor, que o custo do novo PDV (Programa de Demissão Voluntária) da estatal poderá somar cerca de R$ 1,4 bilhão. Este montante, mais o custo do PDV de 2002, que alcançou R$ 830 milhões, e a folha mensal de R$ 200 milhões, poderão dar aos cerca de 4 mil trabalhadores da empresa a gigantesca cifra de R$ 3,5 bilhões nos últimos oito anos, mais que o dobro do valor da companhia. ´
_ No mesmo período, os acionistas ficaram com apenas R$ 350 milhões de dividendos _ disse Parisotto, que prometeu entrar na Justiça contra o novo PDV, caso a diretoria da empresa decida implementá-lo.
O diretor de gestão administrativa da Celesc, Gilberto Eggers, contestou a informação do acionista. Disse que o novo plano de demissões deverá custar, no máximo, R$ 405 milhões.
Parisotto voltou a afirmar que a Ceslesc perde R$ 1,5 milhão por dia devido a má gestão. Nesse cálculo, ele inclui sábados, domingos e feriados. Explica que essa perda é baseada na comparação de resultados de outras companhias de energia de mesmo porte no Brasil. O empresário desafiou novamente a Assembléia Legislativa a abrir uma investigação para esclarecer "os esquemas e igrejinhas" que o ex-presidente da Celesc Distribuição, Ricardo Rabello, disse ter na empresa.
Sobre as mudanças propostas para o estatuto e que deverão ser votadas na assembléia extraordinária dos acionistas do dia 29 de abril, Sérgio Alves disse que elas visam somente a melhoria da gestão e não consistem em privatização da companhia.