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A Celesc para os catarinenses

30 de abril de 2010 0

 A novela sobre a Celesc ganha novos capítulos esta semana. Uma das surpresas foi a decisão da Assembleia Legislativa, quarta-feira. Pressionados pelos empregados da companhia, 37 deputados aprovaram uma emenda constitucional para que as mudanças nos estatutos das estatais do Estado sejam feitas somente com a aprovação do Legislativo. Hoje, os empregados da Celesc prometem mobilização contra a assembleia dos acionistas da companhia.

O argumento dos trabalhadores é o mesmo: a defesa dos interesses dos catarinenses, porque os acionistas visam ao lucro e querem privatizar a empresa. Mas para a população catarinense, interessa bons serviços com custos menores, o que garante redução da tarifa de energia. É um interesse conflitante com o dos empregados, que querem altos salários. Os acionistas investem para ter lucro e sabem que a Celesc é uma estatal. O que parece, até o momento, é que os empregados estão liderando as decisões na empresa porque tudo é alterado em função dos pleitos e pressões deles.

Pode cair

A emenda constitucional aprovada pela Assembleia sobre o estatuto das estatais pegou o governo de Leonel Pavan de surpresa. Segundo uma fonte ligada ao gabinete do governador, a avaliação é de que a decisão da Assembleia é inconstitucional porque o dever de administrar a empresa é do governo eleito. Se ele aceitar a decisão, estará delegando para o Legislativo o poder de participar da gestão da empresa.

Falta de transparência

Enquanto a Assembleia Legislativa toma decisões rápidas sobre as estatais, pensando só na próxima eleição, os conselheiros da Celesc, especialmente os que representam os acionistas minoritários, reclamam da falta de transparência. Eles contam que não têm acesso nem ao cronograma de investimentos dos cerca de R$ 200 milhões que a Celesc faz anualmente, nem ao nome das empresas que fazem as obras. Lirio Parisotto, o maior acionista individual da empresa, disse, ano passado, que esperou seis meses pela lista de devedores da companhia.

PDVP

O principal motivo que levou cinco conselheiros da Celesc a votar pela suspensão do Programa de Desligamento Voluntário Programado (PDVP) na reunião do dia 19 último foi a falta de aprovação do gasto do programa pela diretoria colegiada da empresa. Se a diretoria não aprova, a responsabilidade fica toda para o conselho. Outro ponto foi a falta de informação de que o programa estaria dentro dos custos recomendados pela Aneel.

600 auxiliares

administrativos. Este é um dos excessos no quadro de pessoal da Celesc hoje. Foram contratados em 2006, ano de eleição.

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