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Posts de abril 2010

Acionistas da Celesc aprovam novos conselheiros

30 de abril de 2010 0

Uma das decisões da assembleia dos acionistas da Celesc, na manhã de hoje, foi a aprovação de quatro novos membros do conselho de administração, e três do conselho fiscal. Segundo a Celesc Holding, os novos integrantes do Conselho de Administração da Celesc são Andriei José Beber, Antônio Fernando do Amaral e Silva, Edimar Rodrigues de Abreu e Lírio Albino Parisotto, que substituem, a partir da próxima reunião do órgão, os conselheiros Glauco José Côrte, Alexandre Fernandes e Içuriti Pereira da Silva, representantes do acionista majoritário, e Lauro Sander, representante dos minoritários ordinaristas, indicado pela Previ.

Para o Conselho Fiscal, foram eleitos: Telma Suzana Mezia (Titular), João Moraes Azzi (Suplente) e Julio César de Souza Cardoso (Titular), para mandato de um ano, que assumem a vaga deixada pelos conselheiros Hayton Jurema da Rocha, Helvécio Floriani e Marcelo Ferrari Wolowski, representantes dos acionistas preferencialistas e minoritários ordinaristas.

Brasil Foods e Coopercampos assinam parceria

30 de abril de 2010 1

A gigante BRF Brasil Foods e a cooperativa catarinense Coopercampos firmaram ontem um acordo de prestação de serviços que prevê a contratação da futura capacidade industrial da planta frigorífica de suínos, que está em construção no município de Campos Novos. A unidade terá capacidade de abate de sete mil cabeças/dia e o investimento soma R$ 145 milhões. O objetivo da Brasil Foods é otimizar seus processos industriais de produção de suínos, visando ganhos de eficiência e vantagens competitivas. Segundo o presidente da Coopercampos, Luiz Carlos Chiocca, o frigorífico trará desenvolvimento à região.

Hotés de luxo exigem 100% mais das governantas

30 de abril de 2010 0

Um dos eventos dentro do Encontro Catarinense dos Hoteleiros, que se encerra hoje, no CentroSul, em Florianópolis, foi o Simpósio de Governança Hoteleira, que contou com 300 participantes para discutir luxo, formação de pessoas e hospitalidade.

_ Trabalhar num hotel de luxo é igual, como se fosse em qualquer outro, só que com 100% a mais de cobrança _ disse Ana Gonçalves, a governanta executiva do luxuoso Hotel Fasano, do Rio de Janeiro, onde a diária pode chegar a R$ 5 mil.

Segundo ela, é bem difícil superar as expectativas de clientes que têm muito dinheiro, que têm mais luxo em casa do que no hotel, mas não é impossível.

_ Se soubermos procurar as informações sobre o cliente e agradá-lo, superar as expectativas, estaremos realizando um serviço de luxo.

A Celesc para os catarinenses

30 de abril de 2010 0

 A novela sobre a Celesc ganha novos capítulos esta semana. Uma das surpresas foi a decisão da Assembleia Legislativa, quarta-feira. Pressionados pelos empregados da companhia, 37 deputados aprovaram uma emenda constitucional para que as mudanças nos estatutos das estatais do Estado sejam feitas somente com a aprovação do Legislativo. Hoje, os empregados da Celesc prometem mobilização contra a assembleia dos acionistas da companhia.

O argumento dos trabalhadores é o mesmo: a defesa dos interesses dos catarinenses, porque os acionistas visam ao lucro e querem privatizar a empresa. Mas para a população catarinense, interessa bons serviços com custos menores, o que garante redução da tarifa de energia. É um interesse conflitante com o dos empregados, que querem altos salários. Os acionistas investem para ter lucro e sabem que a Celesc é uma estatal. O que parece, até o momento, é que os empregados estão liderando as decisões na empresa porque tudo é alterado em função dos pleitos e pressões deles.

Pode cair

A emenda constitucional aprovada pela Assembleia sobre o estatuto das estatais pegou o governo de Leonel Pavan de surpresa. Segundo uma fonte ligada ao gabinete do governador, a avaliação é de que a decisão da Assembleia é inconstitucional porque o dever de administrar a empresa é do governo eleito. Se ele aceitar a decisão, estará delegando para o Legislativo o poder de participar da gestão da empresa.

Falta de transparência

Enquanto a Assembleia Legislativa toma decisões rápidas sobre as estatais, pensando só na próxima eleição, os conselheiros da Celesc, especialmente os que representam os acionistas minoritários, reclamam da falta de transparência. Eles contam que não têm acesso nem ao cronograma de investimentos dos cerca de R$ 200 milhões que a Celesc faz anualmente, nem ao nome das empresas que fazem as obras. Lirio Parisotto, o maior acionista individual da empresa, disse, ano passado, que esperou seis meses pela lista de devedores da companhia.

PDVP

O principal motivo que levou cinco conselheiros da Celesc a votar pela suspensão do Programa de Desligamento Voluntário Programado (PDVP) na reunião do dia 19 último foi a falta de aprovação do gasto do programa pela diretoria colegiada da empresa. Se a diretoria não aprova, a responsabilidade fica toda para o conselho. Outro ponto foi a falta de informação de que o programa estaria dentro dos custos recomendados pela Aneel.

600 auxiliares

administrativos. Este é um dos excessos no quadro de pessoal da Celesc hoje. Foram contratados em 2006, ano de eleição.

Eike fala sobre o estaleiro em Santa Catarina

29 de abril de 2010 0

O interesse dos catarinenses no bilionário Eike Batista vai além da curiosidade óbvia despertada pelo oitavo homem mais rico do mundo. Aqui no Estado, em Biguaçu, a OSX Brasil, braço naval do grupo EBX, construirá um estaleiro que focará na alta tecnologia para a exploração de petróleo. O projeto é um dos que mais empolgam Eike (pronuncia-se Áique), como ele demonstrou em entrevista exclusiva ao DC, em clima de conversa, no dia 22 de março, logo após da estreia da OSX na Bovespa. A publicação só ocorre hoje porque o empresário cumpriu a quarentena de silêncio exigida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que terminou anteontem.

Diário Catarinense – O que o senhor pode contar de novidade para Santa Catarina?
Eike Batista
– Vamos fundar, em Santa Catarina, o Instituto Tecnológico Naval, o ITN. Como o Brasil não tem tecnologia para fazer navios-sonda e plataformas, a gente fez parceria com os coreanos, que têm 38 anos de experiência. Pelo acordo, durante cinco anos, mais de 50 engenheiros coreanos vão operar posições-chave do estaleiro. Neste prazo, a gente vai absorvendo a tecnologia. Para isso, precisamos de pessoas do instituto lá. A partir de um certo tempo, precisaremos tocar a produção usando a tecnologia mais avançada.

DC – Quais os diferenciais de tecnologia?
Eike
– Por que não estamos fazendo o casco? O casco, que é baixa tecnologia, não vai ser feito no estaleiro. Vamos fazer só o high-tech das operações offshore (exploração de petróleo em mar aberto), a parte de alta tecnologia. Dentro dos 30% que são possíveis de comprar no exterior, vamos adquirir o casco fora porque há milhares de cascos. Podemos comprar e fazer a conversão, deixar a zero. O complexo são os módulos de refino, de geração de energia e mesmo a construção das plataformas. Há peças gigantes, há toda uma engenharia para soldar isso. Este estaleiro será mais moderno do que os da Coreia. Para o Brasil, é um negócio inacreditável. O país tem o maior mercado do mundo em offshore. Conforme eu já disse, a OSX será a “Embraer dos mares”. É um avanço espetacular para o Brasil. O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) foi criado, tornou-se um centro de conhecimento e aí surgiu a Embraer. Nós estamos pegando a tecnologia, vamos criar, paralelamente, o ITN e absorver tudo. A partir de um determinado momento, vamos ter a nossa tecnologia.

DC – Vocês já têm ideia do perfil de profissional que o instituto vai formar?
Eike
– Como a tecnologia é embarcada e a parte eletrônica é gigantesca, Santa Catarina é o paraíso. O Estado tem polo metalmecânico, de software e de componentes sofisticados. O BNDES está com uma política de industrialização do Brasil, especialmente de tecnologia. Está fomentando para que a GE (General Electric) venha produzir turbinas aqui. O financiamento do BNDES é único no mundo. Nós consumimos 3 milhões de automóveis e não temos montadoras nacionais. Os chineses já têm 12 empresas de automóveis. Por que não temos um automóvel nacional? Os coreanos não tinham nada, hoje têm o carro Hyundai e outros. Se você cita Coreia, tem qualidade. A coreana Samsung passou a Sony. Se você falasse em Coreia 10 anos atrás todo mundo ria, hoje é referência. Se a Samsung passou a Sony, por que a gente não pode passar a Hyundai na indústria naval? O Brasil é maior que a Coreia e tem matérias-primas.

DC – O estaleiro precisa de 5 mil empregados?
Eike
– Claro, é um negócio muito grande. Você tem que ver. Na Coreia, são 45 mil funcionários dentro de uma única área. Para se ter ideia, eles têm 18 restaurante lá dentro. Não fazemos puxadinho. Essa palavra é proibida no Grupo EBX (risos). Se a Marinha quiser, podemos fazer um porta-aviões lá dentro do estaleiro, que terá um dique de 450 metros de comprimento por 130 metros de largura. O mais incrível é que quando você vai ver a história da Coreia, os estaleiros nasceram simplesmente com a política do governo de criar empregos. Não sei se vocês viram o programa de TV sobre a internet na Coreia. Hoje, 95% dos usuários ali têm 30 mega de banda larga. A garotada tem grande estrutura para fazer o dever de casa. Se Deus quiser, o governo fará leilão de banda larga no Brasil. Se abrirem o setor, eu estou interessado porque é uma vergonha o que se tem aqui. Você está satisfeita com o seu telefone? É caro. Mas com eficiência no conceito, nunca vi um muro ficar em pé na nossa frente. Por isso geramos tanta riqueza.

DC – Como está a OGX, a companhia petrolífera do grupo?
Eike
– Estamos descobrindo petróleo em quantidade maior do que a gente imaginava em águas rasas, com custo baixo. Cada nova descoberta são mais unidades que vamos fabricar no estaleiro. No nosso plano inicial nasce com 52% da eficiência dos coreanos. O que eles fazem lá em 18 meses, a gente planejou fazer em 30 meses. Dizemos que o projeto vai funcionar porque a metade de Santa Catarina é de origem alemã. Eles acham graça, mas o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Estado é alto. Absorver a tecnologia é viável. Com o tempo, nós, brasileiros, somos capazes de atingir isso. A planta do desenho inicial é o segredo da operação, uma linha de montagem de coisas gigantes. Aí está o know-how. Depois, para operar, é só treinar pessoas. Um ano depois, o estaleiro estará rodando.

DC – E as licenças ambientais?
Eike
– A responsabilidade é da Fatma. E o Ministério Público tem que questionar mesmo. Estamos fazendo o estaleiro em uma área já degradada. Se não fosse, provavelmente seria impossível. No fundo há uma coisa curiosa. Você quer fazer o melhor estaleiro do mundo, e se fosse numa área não-desmatada, não poderia. É aquela brincadeira que eu fiz para uma jornalista: “Você usa secador de cabelo, telefone? Anda de carro ou anda de bicicleta?” Estamos fazendo o estaleiro mais sofisticado do mundo. O banco só dá o dinheiro se você usar tecnologia. Na Alemanha pode, aqui no Brasil não pode. O que não pode é trazer uma termelétrica velha da República Tcheca ou da Rússia e montar aqui. A mesma coisa é você querer vender um carro sem catalisador. Mas o mundo vai continuar usando combustível fóssil.

DC – Como serão os cuidados do estaleiro da OSX com o meio ambiente?
Eike
– O que a empresa sempre tem feito é buscar tudo o que existe de mais moderno no mundo. Muitas empresas optam por uma gambiarra. Mas estamos investindo US$ 1,7 bilhão. Já imaginou que estaleiro vai ser feito aí? Vai ser o melhor estaleiro do mundo. O único lugar do mundo em que pode ser instalado, porque o Brasil é o maior mercado de offshore do mundo. Vai ser tudo zero, um negócio bonito, vamos integrar aquilo ambientalmente.

DC – Por que a EBX escolheu SC?
Eike
– Por causa da baía protegida. Os coreanos fizeram uma avaliação e, para eles, também pesou o IDH do Estado. Sabem que ali é possível educar o pessoal para fazer coisa de alta tecnologia. Pergunta se isso seria possível fazer em Angola? Você está a 20 minutos de Florianópolis, tem faculdade. Você não deve colocar um negócio desses na Amazônia.

DC – O dinheiro captado na oferta inicial de ações (IPO) é suficiente?
Eike
– Nós precisávamos fazer o IPO da OSX agora porque teríamos que trazer equipamentos. No fundo, o modelo da companhia é tentar levantar todo o dinheiro necessário sem se endividar.

DC – Será preciso pegar dinheiro em banco ou em outra fonte?
Eike
– Tem o meu banco, a EBX. Tem ações e tem cash também, tudo criado com projetos que nasceram do zero, de uma maneira única, planejada, com demanda. Muitos investidores, especialmente do exterior, estão vendo que o mercado está crescendo.

DC – Alguns investidores dizem que um dos problemas do negócio é que a OSX vai fornecer para uma empresa do mesmo grupo, a OGX.
Eike
– Eles não fizeram o dever de casa para entender o nível de transparência que todas as empresas X têm no mercado. Está estipulado que o contrato dá 15% de margem (lucro da OSX). O estaleiro vai ser o mais eficiente do Brasil. Não há área para produzir equipamentos, todas as empresas vão bater na porta dele. É um negócio nacional, de altíssima qualidade e mais barato.

DC – A sua ascensão na lista da revista Forbes como o oitavo mais rico do mundo (agora quarto em função dos últimos negócios) está gerando muitos pedidos de entrevistas?
Eike
– Há mais pedidos de entrevistas, mas eu não atendo. Quanto à formação da riqueza do nosso grupo, a gente faz pesquisas e monta projetos. No caso da OSX é isso. Fizemos pesquisa em toda a costa brasileira para encontrar uma área adequada. Eu estava morrendo de medo porque podia ser que aquele terreno não tivesse sustentação, mas tem. O legal é que é o melhor terreno para instalar um estaleiro do porte do nosso. E quem é o melhor do mundo para ser parceiro nisso? Há dois estaleiros em Cingapura e três na Coreia. O melhor é o da Hyundai, por isso fizemos uma associação com ele. Se não desse certo, não daria para colocar o estaleiro em pé. Se o solo não pudesse suportar guindastes de 2 mil toneladas, não daria para fazer, aí, tchau. Ali é o melhor lugar do Brasil. A gente está num lugar que tem infraestrutura. Tem Florianópolis, a universidade… Além disso, ainda tem encomenda de uma empresa irmã de US$ 30 bilhões (a OGX, com demanda de 48 plataformas).

DC – Onde está aplicada a sua fortuna?
Eike
– O dinheiro está no mercado, gerando empregos. Se fosse aplicar esse dinheiro num banco, como você desenvolveria o Brasil? Esse dinheiro vai gerar centenas de milhares de empregos. Exemplo: a OGX vai produzir petróleo no ano que vem. Gera caixa. Na área de geração de energia, estamos construindo 1,4 mil MW (megawatts) em várias usinas termelétricas, que começarão a gerar caixa em meados do ano que vem. O investimento é de R$ 4 bilhões, dos quais R$ 1,2 bilhão vai para filtros e sistemas particulados, de controle do meio ambiente. É assim que tem que fazer, é o estado-da-arte. Quanto tempo demorou a construção de Itaipu, 10 anos? E ninguém questiona a geração de caixa daquela “máquina”. E tem muita gente que acha que sem riqueza é possível preservar o meio ambiente. É um negócio que vem junto. A pobreza promove a degradação. O nosso desafio com o estaleiro é gerar mais de 5 mil empregos e, além disso, mais 5 mil nas plataformas, na parte de operação e manutenção.

Bunge deve manter fábrica em Gaspar

29 de abril de 2010 0

As fábricas da multinacional Bunge que estão baseadas em Santa Catarina, devem continuar no Estado. A companhia pode migrar do benefício Compex para o Pró-Emprego. Isto foi encaminhado em reunião do governador Leonel Pavan e do secretário da Fazenda, Clerverson Siewert, com o vice-presidente de gestão da Bunge, Martus Tavares, e o vice-presidente da área de alimentos da empresa, Gilberto Tomazoni.

– Estamos em entendimento avançado e caminhando para uma solução boa para todos – disse o governador.

O benefício do Compex para a Bunge vence em julho próximo. Equipes técnicas da Fazenda e da empresa vão se reunir na próxima semana para detalhar a migração dos benefícios fiscais.

Conforme Martus Tavares, por conta dos reflexos da crise global na companhia, a possibilidade de fechamento da fábrica de Gaspar chegou a ser estudada, mas não existe a intenção da empresa em sair do Estado, muito pelo contrário.

A fosfateira

Muitas pessoas ainda questionam a Bunge sobre a instalação de uma fosfateira em Anitápolis, na Serra catarinense. Mas, há poucos meses, a Bunge Fertilizantes vendeu os seus negócios de mineração para a Vale do Rio Doce e manteve apenas as atividades de comercialização de fertilizantes no Brasil. Por isso, agora, qualquer polêmica com a fosfateira deve ser discutida com a Vale.

Abef e UBA se unem

28 de abril de 2010 0

As duas maiores entidades brasileiras que representam o setor avícola, a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef) e a União Brasileira da Avicultura (UBA), anunciaram  hoje a união das atividades, formando a União Brasileira de Avicultura (Ubabef). Para mostrar sua força, a nova entidade informa que o setor movimentou ano passado R$ 32,367 bilhões.

A diretoria tem Francisco Turra como presidente executivo e três Diretores de Núcleos: Ariel Antônio Mendes (Produção e Técnico Científico), Ricardo Santin (Mercados) e José Perboyre (Administrativo e Financeiro).

Casan negocia financiamento de R$ 240 milhões

27 de abril de 2010 0

A Casan deu mais um passo para conseguir financiamento de 100 milhões de euros (R$ 240 milhões) da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) para investir em saneamento no Estado. O presidente da estatal, Walmor de Luca, recebeu ontem comitiva francesa que buscou informações sobre as características do Estado e projetos de saneamento.

O contrato prevê contrapartida da empresa de 10%, juro anual de 1,4%, cinco anos de carência e prazo de 15 a 20 anos para pagar. A expectativa é de que o contrato seja assinado até o final do ano. A comitiva francesa foi liderada pelo chefe da divisão de saneamento da agência, Maurice Bernard, o consultor Bertrand Dardenne, o coordenador de projetos Antoine Grimaud e o diretor da agência em Brasília, Gerard Larose.

Acif com a Formaplas

26 de abril de 2010 0

A Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif) inaugura quarta-feira, na sua Regional Lagoa da Conceição, a Cozinha Escola Formaplas/Acif. A indústria de móveis planejados de Palhoça equipou o espaço onde serão ministrados cursos de gastronomia a trabalhadores dos associados da entidade.

O presidente da Acif, Doreni Caramori Junior, explica que inauguração marca nova estratégia mercadológica da entidade, a de projetar a marca dos seus parceiros em ambientes, a exemplo do que faz a FGV.

Fazenda quer que fila de incentivo ande mais rápido

26 de abril de 2010 0

O programa de incentivo fiscal Pró-Emprego, do governo estadual, terá uma fila de espera menor. A Secretaria da Fazenda iniciou a comunicação do indeferimento coletivo dos pedidos de enquadramento no programa das empresas que foram intimadas a apresentar documentos há mais de seis meses e não cumpriram a intimação.
Conforme o secretário da Fazenda, Cleverson Siewert, o objetivo é analisar com mais rapidez os processos válidos.
– Atualmente, mais de cem empresas estão na fila para análise, dependendo da entrega de documentos que já foram solicitados. A retirada coletiva destes processos vai acelerar a análise daqueles que estão com a documentação em dia – diz Siewert.
As empresas podem obter informações sobre seus processos com a Secretaria Executiva do Pró-Emprego. O programa, que completou dois anos este mês, já beneficiou mais de 350 processos e garantiu investimentos superiores a R$ 7,5 bilhões.

Vinhos catarinenses na Expovinis

25 de abril de 2010 0

Vinícolas que integram a Acavits, Associação Catarinense dos Produtores de Vinhos Finos de Altitude, vão participar de estande coletivo, a partir de amanhã, do 14º Salão Internacional do Vinho, a Expovinis 2010, no Expo Center Norte, em São Paulo.

A Villa Francioni, de São Joaquim, mostrará os oito rótulos que elabora entre os quais o seu vinho mais nobre, o supertoscano Michelli 2005, lançado há uma semana, em São Paulo. Com guarda prevista de 15 anos, o preço sugerido é R$ 198. A Francioni também fará no evento o pré-lançamento do vinho de sobremesa Colheita Tardia, que custará R$ 248.

De SC ao topo das finanças globais

25 de abril de 2010 0

Do Informe Econômico:

O engenheiro aeronáutico Conrado Engel, 52 anos, catarinense natural de Concórdia, é um dos maiores executivos do setor financeiro mundial. Após atuar por mais de dois anos em Hong Kong, à frente da área de varejo do Grupo HSBC, o banco privado número um do mundo, presente em 88 países, voltou ao Brasil em junho do ano passado para presidir a instituição neste que é um dos mercados globais mais promissores do setor.
Entre os focos do HSBC para crescer no país estão a expansão do crédito imobiliário, atendimento premium a clientes e serviços especiais para empresas, principalmente as que atuam em diversos países. Com 8% do mercado financeiro catarinense, o banco tem uma agência na cidade natal de Engel que atende bem a região onde moram seus pais e irmãs, e que ele visita com frequência.

Perfil

Presidente do HSBC Bank Brasil desde junho de 2009, Conrado Engel é um dos principais executivos do Grupo HSBC, da Inglaterra. Ingressou na instituição em 2003, quando ela comprou a Losango. De janeiro de 2007 a maio de 2009 atuou em Hong Kong, China, onde comandou a área de varejo da instituição na Ásia e Oceania. Engenheiro pelo ITA, ingressou no setor financeiro em 1981, no Citibank, depois atuou no Nacional e Unibanco. Nascido em Concórdia, é casado com a concordiana Márcia Marcon e tem dois filhos, Maria Alice e Pedro.

O senhor cursou engenharia no ITA mas foi para o setor financeiro. Por quê?
Conrado Engel
– Nasci em Concórdia e sai de lá cedo para estudar. Fiz o segundo grau em Curitiba e depois fui fazer engenharia no Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos, São Paulo. Eu sempre quis fazer Engenharia Aeronáutica, mas acabei indo direto para o mercado financeiro por acaso e não retornei à engenharia. Eu estava no quinto ano do curso e o Citibank fez recrutamento de trainees no ITA. Resolvi entrar para ver como funcionava o sistema financeiro. Comecei na área de informática e migrei para a de negócios.

Seus pais influenciaram na escolha da sua carreira?
Engel
– Meus pais eram professores. Minha mãe coordenava a escola de primeiro grau que a Sadia tinha para os funcionários Meu pai era tesoureiro-caixa na Sadia, onde trabalhava durante o dia. À noite, era diretor de um colégio e também foi professor de português. Ambos tinham atividade diferente da engenharia.

O senhor é um dos maiores executivos do setor financeiro global. A que atribui seu sucesso?
Engel
– A razão número um é uma formação básica forte em engenharia. A número dois, é a capacidade de entender diferentes culturas, as pessoas com quem se está lidando, isso, no final do dia, faz a diferença. E a terceira, sorte, também, né?

Como avalia os mercados da Ásia e Oceania, onde coordenou a área de varejo do HSBC?
Engel
– Na Ásia, eu era responsável por 19 países, com culturas e formas de reação muito diversas. Depois da crise, a Ásia se tornou o grande motor da economia. Existe um grande comércio da Ásia com os países desenvolvidos e emergentes. O potencial econômico da Ásia é imenso, a China já é o maior parceiro econômico do Brasil e o maior exportador do mundo. Para operar na Ásia, tem que entender que são muitos países com culturas e sistemas regulatórios diferentes. A forma como o chinês reage é diferente do indiano. Para ter sucesso nesses mercados, tem que entender como as pessoas agem.

O HSBC atende bem Concórdia, a sua cidade natal?
Engel
– Temos uma agência em Concórdia com capacidade suficiente para atender bem a cidade e a região. A agência tem 8 mil contas e um nível de serviços e negócios bastante grande.

Como está a participação do banco em Santa Catarina?
Engel
– O HSBC tem 37 agências no Estado, das quais quatro são em Florianópolis. Temos 150 mil clientes, 8% do mercado estadual. Nossa estratégia é de expansão do número de agências no curto prazo. Pensamos em abrir mais uma em Chapecó, uma em Palhoça e estamos reavaliando praças importantes como Florianópolis, Joinville e Blumenau. Temos grandes parceiros, como a prefeitura de Blumenau e empresas como a Portobello, a Duas Rodas…Além da minha questão sentimental com o Estado, é um mercado que cresce e tem uma boa distribuição econômica e geográfica.

Qual é a posição do Grupo HSBC nos rankings mundial e nacional dos maiores bancos?
Engel
– No mundo, somos o terceiro maior, atrás, apenas, de dois bancos estatais chineses. Somos o maior banco privado do mundo. No Brasil, estamos em quinto lugar. Nossos ativos no país devem crescer em torno de 20%, mas especificamente em crédito imobiliário, deve crescer mais do que o dobro. O segundo segmento que queremos crescer é o do banco premium para pessoa física. Temos uma agência em Florianópolis, no Hotel Majestic. É uma estratégia global, na maioria dos 88 países temos agências assim.

Que serviços globais vocês oferecem a pessoas e empresas?
Engel
– O cliente premier tem o mesmo nível de serviço aqui, na China ou em Dubai. Se chegar numa cidade chinesa e perder seus cartões, vai numa agência nossa e tem o processo de reposição muito rápido. É bom para pessoas físicas, principalmente as que viajam ao exterior. Na pessoa jurídica, temos foco nas grandes empresas e no comércio com os chineses. Temos uma mesa do Brasil em Xangai para apoiar as empresas brasileiras que têm negócios com a China e vice-versa. Temos estruturas que suportam companhias brasileiras a fazer negócio em todos os países em que operamos. Somos o mais internacional dos bancos globais, colocamos à disposição dos clientes essa infraestrutura.

Notas

Brasil

O HSBC prevê crescimento de 5,8% para o PIB do Brasil este ano. Segundo o presidente da instituição no país, Conrado Engel, a economia brasileira já está em fase pré-crise, alguns setores, principalmente os voltados para consumo interno, estão acima do pico de produção, o que significa crescimento rápido.

Por isso ele prevê que o Banco Central vai subir os juros para tentar gerenciar melhor esse crescimento, senão a inflação vem junto. Apesar da alta do juro básico este ano, a projeção, no médio prazo, é de estabilidade.

Imobiliário

Entre os serviços às pessoas físicas, o HSBC oferece linha completa de crédito imobiliário que está crescendo muito bem no Estado, diz, Conrado Engel. Nos últimos 12 meses, as operações com imóveis avançaram 30%. Além das linhas de crédito do banco para veículos e outras operações há a oferta de financiamento ao consumidor direto pela Losango, com diversas lojas no Estado.

Exterior

No ano passado, o HSBC liderou a busca de recursos do exterior para empresas e o governo brasileiro. A instituição emitiu mais de US$ 23 bilhões em bônus.

– As empresas e a própria república captam dinheiro lá fora. Nós somos o banco número um em captação de investimentos para o país – explica Conrado Engel.
O cliente premier do HSBC tem o mesmo nível de serviço aqui, na China ou em Dubai. Somos o mais internacional dos bancos globais.

Vinícius faz palestra na Califórnia

25 de abril de 2010 0

O secretário de Articulação Internacional e de Planejamento do Estado, Vinícius Lummertz, viajou ontem para Los Angeles, Califórnia, EUA. Fará palestra na conferência global do Instituto Milken, que visa a apontar oportunidades de investimentos pelo mundo.

Lummertz viajou sem a esperada companhia do bilionário Eike Batista, que também faria palestra no evento. Eike teve que cancelar sua participação porque precisa tomar decisões, esta semana, sobre o projeto que assinou com o presidente chinês, Hu Jintao, há poucos dias.  

Síntese da ação do MPT contra o PDVP da Celesc

25 de abril de 2010 0

Abaixo, os principais tópicos da síntese da ação cautelar do Ministério Público do Trabalho

sobre o Plano de Demissão Voluntária Programada (PDVP) da Celesc:

O MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO,
com sede na Avenida Rio Branco, 301, Centro, Florianópolis, pelos Procuradores do Trabalho

que ao final subscrevem, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, no desempenho das funções que lhe são outorgadas pelos arts. 127 e 129, III, da Constituição da República, combinado com o art. 83, incisos I e III, da Lei Complementar n.º 75/93 e na Lei n.º 7.347/85, propor a presente

AÇÃO CAUTELAR
em face da CELESC Distribuição S/A, empresa de economia mista, inscrita no CNPJ n.º

08.336.783/0001-90, com sede na Av. Itamarati, 160, Itacorubi, nesta capital, pelos

fundamentos de fato e de direito a seguir alinhados.

1 – Síntese da Ação

A Celesc lançou o incluso Programa de Desligamento Voluntário Programado – PDVP, cuja meta é demitir 1300 dos cerca de 3800 empregados do seu quadro, à razão de 1/8 dos inscritos por mês, no período de maio a dezembro do corrente ano1. As inscrições encerraram no último dia

31 de março, com 1500 adesões. Pelas razões expostas nesta petição, contudo, o MPT considera

imprescindível a imediata suspensão do Programa, a obstrução do início às demissões

programadas para o próximo mês.

2.Inobservância do princípio da legalidade


A requerida é sociedade de economia mista, controlada pelo Estado de Santa Catarina, que

detém aproximadamente 50,2% das suas ações. Integra, portanto, a Administração Pública

indireta e nessa condição está obrigada à observância dos ditames do caput do art. 37, da

Carta Magna, inclusive do princípio da legalidade. Como assevera Celso Antônio Bandeira de

Mello, o “princípio da legalidade, no Brasil, significa que a Administração não pode fazer

senão o que a lei determina.A Celesc não explora atividade econômica. É concessionária de

serviço público da União Federal (art. 21, XII, “b”, da CF). Segundo o mesmo autor, em se

tratando de sociedades de economia mista “concebidas para prestar serviços públicos ou

desenvolver quaisquer atividades de índole pública propriamente …, é natural que sofram o

influxo mais acentuado de princípios e regras de Direito Público, ajustados, portanto, ao

resguardo de interesses dessa índole.3” Constituindo o programa de demissão incentivada uma

medida de impacto financeiro vultoso sobre o orçamento de uma empresa controlada pelo

Estado, certamente que os seus contornos, objetivos e limites devem ser previamente

definidos em lei.
Entretanto, ao que sabe o MPT, não há lei disciplinando a implantação de programas de

demissão incentivada no âmbito da administração pública do Estado de Santa Catarina.O PDVP,

destarte, não atende ao princípio da legalidade, e precisa ser obstado.

3. Período Eleitoral

A Lei n.º 9.504/97, em seu art. 73, veda aos agentes públicos, dentre outras, as seguintes

condutas:
“V – nomear, contratar ou de qualquer forma admitir, demitir sem justa causa, suprimir ou

readaptar vantagens ou por outros meios dificultar ou impedir o exercício funcional e,

ainda, ex officio, remover, transferir ou exonerar servidor público, na circunscrição do

pleito, nos três meses que o antecedem e até a posse dos eleitos, sob pena de nulidade de

pleno direito, ressalvados:(…) As restrições impostas pela Lei n.º 9.504/97, por força do

citado § 1.º do art. 73, são aplicáveis às empresas públicas e de economia mista. Neste ano

o processo eletivo abrange Estados e Federação, de modo que a circunscrição do pleito e, por

conseguinte o impeditivo legal alcança o país inteiro (art. 86, Código Eleitoral). O lapso

temporal de vedação de admissões e demissões, de acordo com a Resolução TSE nº 21.806/04, é o compreendido entre os três meses anteriores e posteriores à eleição.

À Celesc, portanto, está vedada a admissão e demissão de empregados nesse interregno. e a

obtenção ou a perda do emprego, de acordo com o legislador, pode, em tese, reverter em voto,

o fato de a demissão ser em massa, de estar inserida no contexto de um programa cujo custo

pode chegar a 1,7 bilhão,só constitui mais uma razão para ser imediatamente vedada, mormente

em se considerando que a pessoa que até o ano passado exerceu a presidência da estatal é

candidato ao governo do Estado na eleição que ocorrerá em outubro próximo.

4. Ofensa ao Princípio da Moralidade Administrativa
O programa de demissão anterior da Companhia, chamado PDVI, constitui objeto de investigação do TCE nos autos do Processo RLA 09/00592800, ainda em tramitação (documento incluso). Esse processo foi instaurado com base em peças extraídas da Representação RPJ 03/07350762.Um dos presidentes da Celesc que deu consecução ao programa anterior admitiu,em esclarecimentos prestados ao TCE, algumas deficiências que, de acordo com o entendimento do dirigente, comprometeram a estrutura organizacional da empresa no período pós-PDVI: “a) não houve previsão de cargos cuja adesão ao PDVI fosse de interesse da empresa; b) não foi realizada a reestruturação dos processos e ferramentas de trabalho; c) não foi definido um novo concurso público, bem como a data de realização; d) inexistiu proposta de ação de retenção de conhecimento” (fl. 458).A requerida, não obstante a experiência adquirida, a identificação das falhas praticadas, incorre, no PDVP atual, nos mesmos erros.
Lírio Parisoto, o principal acionista privado da Companhia, afirmou, em entrevista ao Diário

Catarinense veiculada no dia 30.03.10, que há “pessoas sobrando nos escritórios, e o pessoal

que vai sair é justamente quem não deveria, quem detém o conhecimento”. De fato, o PDVP, ao

que consta, não define previamente o limite de empregados por cargo e setor, não tem uma

previsão dos impactos que poderão advir da ausência dos empregados em determinadas áreas e

nem como serão reestruturadas e mantidas em funcionamento. Também não há definição de

concurso (deliberação pelo Conselho de Administração, data, cargos, etc.), e a proposta de

retenção de conhecimento inserida nos itens 3.4 e seguintes do PDVP será de pouca eficácia,

em face do curtíssimo espaço de tempo para sua implementação – as demissões, repita-se, têm

seu início programado para o próximo mês.
A conclusão dos auditores do TCE relativamente ao programa de demissão anterior é,mutatis

mutandis, inteiramente aplicável ao atual: “não foi planejado, desenvolvido e executado de

forma apropriada”, podendo, assim, ocasionar “prejuízos de ordem técnica e operacional da

empresa, face ao quase esvaziamento de empregados de alguns setores da companhia” (fls.

467/8). Há, ainda, a questão da inclusão dos empregados enquadrados em cargos para os quais

não prestaram concurso, e que terão o incentivo calculado sobre as remunerações ilegalmente

recebidas, matéria que adiante será enfrentada com mais vagar. Por essas e outras razões,

concluíram os técnicos que o último programa – assim como conclui o MPT relativamente ao

atual – “atenta contra o princípio constitucional da moralidade administrativa, descrito no

art. 37, caput, da Constituição Federal de 1988″ (fls. 467/8).

5. Inexistência de Concursados

Tratando-se de empresa de economia mista, a admissão de empregados deve ser,necessariamente, precedida de aprovação em concurso público (art. 37, II da CF). No caso, conforme admitido pela empresa em audiência nesta Procuradoria Regional do Trabalho da 12.ª Região – PRT 12, o  último concurso, realizado no primeiro semestre de 2006, está com o prazo de validade praticamente esgotado. De todo modo, os remanescentes foram aprovados para empregos administrativos, não para a área nevrálgica da Companhia, que é a operacional.

Outro aspecto de grande relevância é o de que, muito embora esteja sendo mencionado para

2011, o certo é que a realização de concurso sequer está autorizada pelo Conselho de

Administração da Celesc, como informado na mesma audiência. Uma medida drástica, como a

adotada pela empresa com esse PDVP, causa extrema preocupação ao Ministério Público, pelas

várias razões expostas nesta ação, mas em especial por não haver possibilidade, em curto

prazo, de serem contratados novos empregados, e mais de 50% das adesões serem de pessoal da área operacional.

6 – Continuidade e qualidade dos serviços prestados

 A falta de energia tem se mostrado um problema em vários Estados da Federação. São cada vez

mais comuns as notícias de “apagões e apaguinhos”. Segundo Leila Coimbra, “as

concessionárias de energia reduziram os investimentos nas suas redes nos últimos três anos,

o que ajuda a explicar a sucessão de ‘apaguinhos’ que atinge o país. Entre as empresas que

puxam o ranking de pequenos blecautes, o corte de gastos chega a 30%. Celesc, que até algum

tempo atrás figurava entre as empresas distribuidoras de energia com melhores índices de

aprovação por parte dos usuários, lamentavelmente vem perdendo seu bom conceito.

7. Terceirização


O MPT vinha, e ainda vem, realizando audiências com representantes da Celesc, dos Sindicatos

profissionais, e do Tribunal de Contas, na tentativa de delinear critérios, prazos e

condições para adimplemento do confessadamente descumprido Termo de Compromisso de

Ajustamento de Conduta n.º 88/01, por ela firmado nos autos do PP 586-2000-12-000/2, que

coíbe a terceirização da atividade-fim (documento incluso). Se houver demissão em massa será

inevitável o incremento da terceirização. A própria requerida admite que, em razão do

programa, “é possível que por pequeno lapso de tempo, seja necessário suprir parte dessa

mão-de-obra por terceirizados” (ata da audiência de 18.03.10). Há, portanto, uma

incongruência na postura da empresa, que de um lado reconhece a ilegalidade da terceirização

e se mostra receptiva à proposta de eliminá-la de modo gradativo – o que inevitavelmente

importaria em recomposição de seu quadro de pessoal – e de outro, lança um programa de

demissão.

7.1 Auditorias
A requerida, nem precisaria ser dito, optou por manter a terceirização das “atividades hoje

consideradas fim”. Se a Celesc já não tem em seu quadro o contingente necessário para a

consecução de suas atividades finalísticas, se,considerando apenas os serviços de operação e

manutenção de redes, precisaria, para adequar-se aos ditames legais, contratar 679 novos

empregados, parece autorizada a conclusão de que a implantação do PDVP constituirá afronta

ao inciso II do artigo 37 da Constituição Federal e ato de improbidade dos agentes políticos

responsáveis, na forma dos disposto no art. 11 da Lei n. 8.429/1992.

8. Do Risco à Saúde e Integridade Física dos Trabalhadores

De acordo com os inclusos documentos, extraídos do já citado relatório da  Fundação Coge, no

ano de 2008 houve 409 acidentes fatais no “Setor Elétrico Brasileiro”, uma média de 34,1 por

mês. Desse total, 15 foram típicos com empregados, 3 em trajeto, 60 com terceirizados, e 331

com a população. Chama a atenção o alto risco, muitas vezes nem lembrado, que envolve os

usuários do serviço, seja por descuido próprio ou por falha da Companhia.Também salta aos

olhos que, no setor elétrico brasileiro, o número de acidentes fatais com terceirizados é

quatro vezes maior do que com empregados próprios. Ainda de acordo com o relatório, dentre

as distribuidoras de energia com mais de 2000 empregados, a Celesc é a 3.ª empresa com maior

freqüência de acidentes com empregados próprios – só perde para a CELPA- Centrais Elétricas

do Pará S/A e para a Cosern-Companhia Energética do Rio Grande do Norte. Já na condição de

tomadora sua situação melhora, conquanto diste muito do ideal – está em 27.º lugar.

Acidentes horríveis ocorrem na requerida, por exemplo, em virtude da absurda possibilidade

de a energia não ser desligada na hora programada! É que a Companhia não possui um sistema

de rádio digital ou similar que permita a comunicação entre o executor e o ordenador do

serviço em rede de energia. Além disso, não disponibiliza, ou ao menos não vinha

disponibilizando, aparelho de detecção de tensão.

9. (Des) Vantagens do PDVP

A Celesc afirma ser imperativa a necessidade de reduzir 220 milhões dos seus gastos anuais e

pretende alcançar essa economia com a demissão de 1300 empregados, a um custo que estima em 400 milhões, “em valor presente”. O programa, todavia, é contestado pelo acionista Lírio

Parisoto,que estima seu custo em nada menos que 1,7 bilhão, o que, segundo ele, superaria o

patrimônio líquido da Companhia (1,4 bilhão). Além disso, a cada programa de demissão

implantada, neste ou noutro Estado, são milhares as ações ajuizadas. Num programa da

envergadura do ora discutido, os débitos que advirão das ações judiciais alcançarão

facilmente a cifra dos milhões, sem se considerar o custo da tramitação de cada um desses

processos, que também é bancado por dinheiro público. A recente experiência com o programa

de demissões do Besc – Banco do Estado de Santa Catarina é elucidativa neste aspecto. O fato

de a empresa estar sendo instada a comprovar, perante o TCE, nos autos do processo RLA

09/00592800 (documento incluso), as vantagens auferidas com o programa anterior, é mais uma razão para se por em dúvida os benefícios do atual, mormente porque, como demonstrado nesta petição, padece dos mesmos vícios daquele. As prorrogações da jornada dos empregados e a maior disseminação da terceirização são alternativas inevitáveis para fazer frente à carência de mão-de-obra que será acarretada pelo programa.

10. Ajuste de Gastos e PDVP

No caso da Celesc, como noticiado no site da Assembléia Legislativa, os “jornais e revistas

especializadas em economia, que circulam em todo o país, especulam o futuro da estatal e

isto está gerando uma incerteza nos catarinenses, funcionários da empresa e os próprios

parlamentares”. A requerida vem, desde a década de 90, lançando mão de programas de demissão voluntária, sem que seus benefícios sejam perceptíveis – tanto que o TCE está exigindo provas das vantagens auferidas com o último programa. O que se tem divulgado, sempre, são seus efeitos hostis (aposentados recebendo fortunas “para se aposentarem”, incentivo concedido a empregados em enquadramento ilegal e calculado sobre o salário auferido nessas condições, avultados valores das ações trabalhistas subseqüentes aos PDVPs, etc.).  Parece verdade que a estatal precisa adequar seus gastos. Mas, esses ajustes dependem do que Beltrão chama de “grande capacidade governativa”. Precisam passar por processos mais

profundos que a simples diminuição do quadro de pessoal. Muito embora o MPT não pretenda,

nem esteja habilitado tecnicamente para discutir com profundidade um eventual programa de

reforma da Celesc, pode afirmar, no entanto, que qualquer projeto desse tipo precisa começar

pela eliminação de injustificáveis privilégios que são concedidos a empregados e

dirigentes31, e que oneram, de modo imoral e ilegal, a Companhia.

11. Conclusão

Os vícios que maculam o PDVP, a presença do fumus boni juris e do periculum in mora, estão

fartamente demonstrados e exigem pronta atuação para assegurar a eficácia da prestação

jurisdicional que será pleiteada na ação a ser ajuizada por dependência a esta. Assim, e com

fundamento nos artigos 796, c/c 800, 804, 813 e seguintes do Código de Processo Civil, pede

o MPT:
A concessão de medida liminar inaudita altera pars, e constituída a relação processual e

instruído o feito, a concessão da tutela definitiva, para determinar a suspensão do Programa

de Desligamento Voluntário Programado da Celesc Distribuição S/A até o julgamento final da

ação principal.Inaudita altera pars, e constituída a relação processual e instruído o feito,

a concessão da tutela definitiva, para determinar a suspensão do Programa de Desligamento

Voluntário Programado da Celesc Distribuição S/A até o julgamento final da ação principal.
A citação da requerida para, querendo, apresentar defesa, sob pena de revelia e confissão. A

produção de provas por todos os meios em direito admitidos, especialmente pericial,

testemunhal, documental e depoimento pessoal, sob pena de confissão.
Requer, por fim, seja a empresa intimada a apresentar, no prazo da defesa:
a) relação dos inscritos no programa, com indicação dos respectivos cargos, salários brutos

e lotação; b) “listagem prévia” de que trata o item 5.2, e subitens 5.2.1, 5.2.2 e 5.2.3 do

PDVP (fl. 752). Dá à causa o valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais)

Pede deferimento

Florianópolis, 13 de abril de 2010

Dulce Maris Galle Keilor Heverton Mignoni

Procuradora do Trabalho Procurador do Trabalho

Contra o PDVP da Celesc

24 de abril de 2010 0

O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Santa Catarina divulgou ontem a íntegra da ação cautelar na qual se posicionou contra a realização de Programa de Demissão Voluntária Programada (PDVP) pela Celesc. A lista de argumentos inclui a falta de uma lei para a realização do plano, o período eleitoral e a falta de concurso para repor os trabalhadores que sairiam. A decisão foi tomada no dia 14 deste mês.

Obs.

Na edição deste sábado do Diário Catarinense eu prometi, na coluna Informe Econômico, que colocaria a íntegra da decisão do Ministéri Público do Trabalho aqui no blog. Mas fiz algumas tentativas nesta madrugada e o sistema travou, por isso não consegui incluir. Vou procurar ajuda durante o dia para ver se consigo publicar pelo menos a parte principal da decisão, que tem 14 páginas.

Obrigada pela compreensão.

Fogão colorido

23 de abril de 2010 0

A Ceramarte, de Rio Negrinho, fabricante das panelas de cerâmica Ceraflame, prevê que as cozinhas terão cenários cada vez mais coloridos. É isso que mostra a nova coleção de panelas refratárias da empresa que está apoiando o festival gastronômico Brasil Sabor 2010, no Paraná. Os produtos são nas cores azul, vermelho, cinza, bege e preto.
O evento do Ministério do Turismo e da Associação Brasileira dos Bares e Restaurantes quer valorizar a culinária característica de cada lugar. Objetivo da Ceraflame é aliar seus produtos à gastronomia de alto padrão.

Empresário de Lages é o novo secretário de Desenvolvimento de SC

23 de abril de 2010 0

O empresário Paulo César da Costa, vice-presidente da Facisc e ex-presidente da Associação Comercial e Industrial de Lages (Acil), é o novo secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico Sustentável. O anúncio foi feito há pouco, pelo governador Leonel Pavan, durante recepção ao embaixador da Alemanha no Brasil, Wilfred Groling, na Casa D’Agronômica. O governador pediu apoio ao embaixador para a instalação de unidade da multinacional alemã ZF, fabricante de sistemas de freios, no município de Lages. A empresa já tem fábrica no Estado de São Paulo.

Paulo Costa é mais uma escolha técnica do novo governador que vem surpreendendo nesta composição de colegiado. O empresário do Planalto Serrano nunca exerceu cargo político e é da mesma região do seu antecessor, Onofre Agostini, que é de Curitibanos.

Paranapanema planeja investir US$ 300 milhões no Estado

23 de abril de 2010 0

A mineradora Paranapanema confirmou, ontem, para o governador Leonel Pavan e o secretário de Planejamento, Vinícius Lummertz, a instalação de uma unidade processadora de cobre no Estado, que receberá investimento de US$ 300 milhões. A confirmação foi feita pelo presidente do grupo paulista, Luiz Antônio Ferraz.
A companhia informou que adquiriu uma fábrica usada da Polônia, por US$ 150 milhões, e vai investir mais US$ 150 milhões para produzir 40 mil toneladas de laminados de cobre por ano. Segundo Lummertz, a empresa procura um município para instalar a unidade. A projeção é de faturamento anual de R$ 400 milhões e geração de 500 novos empregos. Conforme o secretário, a unidade tem cerca de 10 anos de uso, por isso é considerada uma fábrica moderna. O governo ofereceu o incentivo Pró-emprego.

A Paranapanema é líder nacional em processamento de cobre, um dos metais mais caros do mercado.

Etna é atração no Joinville Garten Shopping que é inaugurado hoje

23 de abril de 2010 0

Maior rede de decoração do país, a Etna inaugura sua primeira loja em Santa Catarina hoje à noite, no Joinville Garten Shopping, do grupo Almeida Junior. Uma das âncoras do empreendimento, a Etna tem 3 mil metros quadrados de espaços de vendas e oferece 77 empregos diretos. Seguindo seu estilo, a empresa oferecerá móveis modernos, com design diferenciado (foto), para a decoração de interiores. A Etna pertence ao mesmo grupo da Vivara e tem sete lojas no Brasil. Essa de Joinville é a oitava.

EBX cria diretoria de sustentabilidade

22 de abril de 2010 0

O grupo EBX, do bilionário Eike Batista, que tem projeto para construir estaleiro em Biguaçu pela empresa OSX, anunciou a criação da Diretoria de Sustentabilidade e do Conselho Ambiental e Social da EBX. A nova pasta será responsável pela elaboração e execução do Plano de Sustentabilidade do Grupo EBX.

Quem assume a diretoria é Paulo Monteiro, diretor de Novos Negócios e Meio Ambiente da MPX Energia SA. O grupo informou que tem adotado as melhores práticas de sustentabilidade, desde a fase conceitual dos projetos.