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Posts do dia 17 maio 2010

Weg investe no Espírito Santo

17 de maio de 2010 0

O novo parque fabril da Weg, em Linhares, Espírito Santo, que receberá investimento de R$ 186 milhões nos próximos quatro anos, começa a ser construído. A previsão da companhia é que a produção de motores elétricos comerciais terá início no final deste ano. A implantação dessa primeira fase vai gerar mil empregos diretos. O objetivo é atender parte da região Sudeste e também exportar porque a logística local é favorável.

Glauco é candidato à presidência da federação

17 de maio de 2010 0

O primeiro-vice-presidente da Federação das Indústrias (Fiesc), Glauco José Côrte, confirmou que é candidato à presidência da entidade para suceder Alcantaro Corrêa. Mas avalia que é precipitado o início de campanha sucessória agora, faltando mais de um ano para terminar o mandato de Corrêa.

Na última semana, o presidente do conselho da Marisol e ex-diretor da Fiesc Vicente Donini, lançou sua candidatura à sucessão de Corrêa, confirmando uma divisão na entidade empresarial mais poderosa do Estado. O industrial disse que tomou a iniciativa agora porque o presidente da federação iniciou a campanha em eventos regionais no Estado, em abril. Glauco Côrte afirmou que não houve início do processo sucessório, o que Corrêa fez foi avisar as regiões para que estudem nomes para a futura diretoria.

Por que Donini quer pilotar a Fiesc

17 de maio de 2010 0

Quando, em agosto do ano passado, o empresário Vicente Donini, presidente do conselho de administração da Marisol e diretor-secretário da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), entregou uma carta de renúncia ao presidente da federação, Alcantaro Corrêa, alegando divergências na gestão, muitos pensaram que ele se afastaria definitivamente da entidade. Mas outros acreditaram que ele poderia se candidatar para presidi-la. A escolha foi pela segunda opção. Na última terça-feira, Donini comunicou a Alcantaro Corrêa que iria colocar o seu nome à avaliação das lideranças industriais.

Após trajetória de 30 anos como acionista e executivo do Grupo Weg e mais 19 como acionista e presidente da Marisol, duas empresas de Jaraguá do Sul que estão entre as mais admiradas do Brasil, Donini diz que tem tempo para se dedicar integralmente à Fiesc e que a entidade pode fazer mais pelo desenvolvimento do Estado. Sinaliza que gostaria de ser candidato único, mas o cargo também é disputado pelo vice-presidente da entidade, Glauco José Côrte, candidato da situação, que já está em campanha. O foco é a entidade empresarial mais poderosa do Estado, com orçamento anual de R$ 650 milhões.

Perfil

O industrial Vicente Donini, 67 anos, de Jaraguá do Sul, é presidente do conselho das empresas Marisol e Condor. Atuou na Weg por 30 anos, onde foi sócio e executivo, chegando a superintendente da Weg Motores e Weg Acionamentos. Depois, se tornou acionista e presidente da Marisol, cargo que transferiu para o seu filho Giuliano após longo processo sucessório. Com forte atuação em entidades empresariais, é vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit) e membro de conselho da Associação Empresarial de Jaraguá do Sul. Natural de Joinville, é técnico em contabilidade e tem especializações na Universidade do Sul da Califórnia (EUA) e Fundação Dom Cabral/Insead.

Por que decidiu disputar a presidência da Federação das Indústrias?
Vicente Donini
– Como a vida é feita de momentos, eu tive um momento muito marcante no setor industrial. O que eu faço é sempre com muita paixão e afinco. Acredito que, agora, que não ocupo mais cargo executivo na empresa, posso fazer um grande trabalho à frente da Federação das Indústrias. Como consegui vencer todas as etapas empresariais, hoje eu posso me doar para a instituição, se essa for a vontade das legítimas lideranças industriais catarinenses.

No ano passado o senhor pediu afastamento do cargo de diretor da Fiesc porque discordou do seu presidente, Alcantaro Correa. Como foi?
Donini
– As nossas relações sempre foram respeitoras, mas isso não nos tira o direito de divergir em relações a determinadas práticas e até sobre o estilo. Pedi um encontro pessoal com o presidente para explicar minha decisão, ele me atendeu, e todas afirmações que fiz foram baseadas em fatos documentais. Ao término da reunião, ele disse: pois é, Vicente, se nós tivéssemos tido uma oportunidade de uma conversa tão direta como esta, nada disso teria acontecido. Saí porque as decisões eram muito centralizadas, sem considerar a avaliação de um colegiado. Disse a ele que iria visitar todos os vice-presidentes regionais e dizer o mesmo. Não rompi nem com a Fiesc nem com o presidente Alcantaro. Divergimos em fatos e estilo. Minha luta é pela preservação da unidade, não estou buscando o caminho do confronto.

Mas a entidade tem candidato da situação, o vice-presidente Glauco José Côrte, e o industrial Guido Búrigo também tem interesse no cargo?
Donini
– A escolha será das lideranças industriais. O que podemos fazer é submeter os nossos nomes à apreciação dessas lideranças, e até é desejável divergências numa primeira fase. Mas a escolha pode seguir para a convergência.

Há espaço para três candidaturas?
Donini
– Não. Guido Búrigo manifestou desejo e se colocou como a terceira via. É justo, é uma grande liderança. Mas não existe espaço para três porque o número de posições para compor a diretoria e conselhos é grande e requer vinculação a sindicatos. O número de pessoas elegíveis daria para formar duas chapas, mas se quisermos alta representatividade, dá para compor só uma chapa. O processo eleitoral foi deflagrado pela casa, pelo presidente Alcantaro Corrêa, em abril.

Quais são suas principais propostas?
Donini
– A Federação das Indústrias, com suas distintas casas, tem uma missão a cumprir. A primeira, via Senai, é a educação tecnológica. O Senai de Santa Catarina faz isso com esmero, com muito boa qualidade, a quantidade de alunos no Estado é expressiva, proporcionalmente bem maior do que outras federações, mas não atende a nossa demanda. Tem 60 mil alunos matriculados entre cursos regulares e de curta duração, mas com o Brasil crescendo de 5% a 7% por uma década vamos ter um déficit de pelo menos 30 mil matriculas. Temos que continuar servindo com qualidade e a empregabilidade desses alunos é total. E, independentemente disso, tem a necessidade da educação continuada. O Sesi atua na área de saúde e bem-estar com competência, mas pode fazer mais. Temos o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), voltado à inovação tecnológica, e a Fiesc cuida das macropolíticas.

Quais são os principais gargalos à competitividade?
Donini
– Temos problemas de infraestrutura e alta carga tributária, por isso precisamos interagir de forma contínua com governos e parlamentares. Santa Catarina tem muitos bons nomes a oferecer à Fiesc, a questão é se as pessoas estão disponíveis para se doarem à instituição desinteressadamente. O meu compromisso é com o dia de hoje e com o futuro. Cada um que passa pela Fiesc constrói. Eu quero passar por lá e fazer infinitamente melhor. A entidade tem recursos para isso.

É a favor do fim da reeleição na Fiesc?
Donini
– Se a entidade não tomar uma decisão antes da próxima eleição, caso eu seja o novo presidente, vou propor depois, de forma consensual, um mandato só, de quatro anos. Acho que o evento da reeleição é sempre muito danoso porque envolve a estrutura da entidade e desvia o foco.

Notas

Indústrias

A indústria é competitiva da porta para dentro, diz o industrial Vicente Donini. Segundo ele, o custo Brasil é um grande obstáculo para a produção industrial. Um dos exemplos que ele cita é o custo da energia elétrica, que não é mais baixo no Brasil, apesar de o país ter geração barata. É que aqui a carga tributária é de 40%. No Primeiro Mundo, é 10%.

Inovação

O setor industrial patinou muito, há muita importação. Para Vicente Donini, a indústria precisa recuperar sua capacidade competitiva.
– Do contrário, nós deixamos de criar emprego, não criando emprego não tem renda e sem renda não há consumo. É um círculo danoso. Precisamos construir um círculo virtuoso – afirma o empresário.
Para melhorar isso, é preciso aprovar as reformas estruturais no país.

Estado

O elevado índice de importação de produtos industriais é um problema que transcende, em parte, os limites do Estado, observa Vicente Donini.
–Temos um câmbio muito desigual, e isso tira parte da nossa competitividade. Outro aspecto é que a parte tributária é muito penosa e o custo do dinheiro, muito elevado – diz.
Todos esses custos precisam ser transferidos para os produtos, por isso os itens feitos no Brasil perdem competitividade tanto no mercado interno quanto no exterior.