Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Combate à inflação

09 de junho de 2010 2

A nova alta dos juros básicos do país, a taxa Selic, que passou de 9,5% para 10,25% ao ano, atraiu uma série de críticas dos representantes da indústria, comércio e trabalhadores.

Mas diante de um superaquecimento da economia e das limitações do Banco Central para controlar a inflação, é a melhor alternativa. O Brasil, que viveu uma hiperinflação na década de 1980 e início dos anos de 1990 não pode se dar ao luxo de ter preços em alta, muito acima da meta de 4,5% ao ano. Quem perde com a inflação são os mais pobres.

Um dos problemas que envolvem os juros altos no Brasil é a dívida pública. Com taxas maiores, o governo precisa pagar mais ao setor financeiro e sobra menos para investir.

Comentários

comments

Comentários (2)

  • Carlos Henrique diz: 10 de junho de 2010

    O ritmo de crescimento “chinês” é reflexo das isenções fiscais e estímulos via crédito. Com o fim dessas medidas a taxa de crescimento iria desacelerar normalmente, sem necessidade de novo aumento na taxa de juros, que só vem para diminuir nossa capacidade de investimento e transferir renda para investimentos não produtivos.

  • Pedro diz: 11 de junho de 2010

    Coloquemos assim, o ganho financeiro dos segmentos mais pobres da população, sim, aceleram as vendas de inúmera gama de produtos e serviços: maior a demanda, maiores os preços. Nunca vi comerciante “segurar” os preços quando está vendendo tudo (ou quase tudo). E, pior, com juros básicos de 8 e tanto por cento, os juros bancários (cheques, cheques especiais, cartões de crédito) e os juros comerciais (financiamentos diretos, financeiras, etc e tal) não cairam um avo de centésimo: então, esse aumento, agora, apenas serve para sinalizar ao mercado de que as coisas estão sob controle: não mexeriam um átimo nos diversos créditos: quer dizer, não mexeriam, porque para os donos do dinheiro, qualquer movimento é motivo para elevarem – mais e além – suas margens de lucro. Daí culpam a SELIC?

Envie seu Comentário