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Eleições e a economia

24 de junho de 2010 0

A política econômica do Brasil vai continuar a mesma, independentemente de quem ganhar a eleição para a Presidência da República este ano. Esta foi uma das mensagens do economista da Tendências Consultoria e ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega, que falou para auditório lotado, ontem, na convenção da Exposuper, na Expoville, em Joinville. Segundo ele, como a economia está muito boa, a ex-ministra Dilma Rousseff é a favorita para vencer o pleito.
Ele alertou, no entanto, sobre a necessidade de o novo governo buscar uma melhor qualidade dos gastos públicos, com menos aumentos para servidores da ativa e aposentados e mais investimentos. Na avaliação dele, o candidato que poderá avançar mais nesse sentido é o ex-governador de São Paulo, José Serra. Mailson afirmou aos supermercadistas que o setor em que eles atuam, de varejo, está entre os que continuarão crescendo acima da média no Brasil. O outro é o de construção civil.

Freio nos gastos
O economista Mailson da Nóbrega diz que para buscar a redução da carga tributária é preciso, em primeiro lugar, estancar o aumento dos gastos públicos acima da inflação, especialmente na remuneração de servidores e aposentados do governo federal. Citou como exemplo negativo a proposta que está prestes a ser aprovada e que aumenta para R$ 33 mil o salário de um analista judiciário e para R$ 8 mil o de motoristas daquele poder.
É preciso mudar a Previdência. Segundo ele, as mulheres não podem se aposentar com 51 anos, e os homens, com 54 anos. É preciso seguir o modelo europeu, onde a idade é 65 anos, porque a expectativa de vida após a aposentadoria é a mesma. Além disso, é preciso um regime único para os trabalhadores do setor público e privado. O setor público não pode ter aposentadoria integral.

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