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Posts de junho 2010

Brasil Foods vai contestar parecer da Seae no Cade

30 de junho de 2010 0

A BRF Brasil Foods acaba de divulgar nota dizendo que vai contestar o parecer da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O presidente da companhia, José Antônio Fay, lembra que cabe ao Cade julgar a questão.

Leia a nota da empresa, abaixo:

A BRF Brasil Foods destaca que o parecer é apenas uma parte do processo. “É uma recomendação, não um julgamento. Vamos contestar fortemente o parecer agora no CADE, órgão a quem cabe julgar a questão”, afirma José Antônio Fay, presidente da BRF.
O parecer, avalia a empresa, não leva em consideração evidências e argumentos concretos apresentados por meio de estudos técnicos baseados em metodologias antitruste produzidos pelas consultorias McKinsey e Fagundes & Associados. Essas análises demonstram haver forte concorrência, elevada substituição de produtos no caso de eventual aumento de preços, ausência de relevantes barreiras à entrada de novos competidores e presença de rivalidade por parte de grandes grupos. A operação apresenta, sobretudo, substanciais sinergias que permitirão produtos melhores a preços mais competitivos. “Estamos convictos de que temos argumentos e dados que justificam a aprovação sem restrições”, acrescenta o presidente da Sadia, Julio Cardoso.
A operação criará uma das maiores exportadoras no país, que já nasce com cerca de 42% de suas vendas no mercado externo, o equivalente a mais de R$ 9 bilhões por ano. Com a união de forças de Sadia e Perdigão, a empresa terá condições de ampliar sua presença como competidor global do mercado de alimentos, gerando empregos, renda, divisas e impostos no Brasil “Estranhamente o relatório da SEAE não considera a condição de grande exportador da BRF”, comenta Fay.

Restrição à fusão Sadia-Perdigão derruba as ações da Brasil Foods

30 de junho de 2010 0

As restrições recomendadas pela Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) para a fusão da Perdigão e Sadia, por entender que causaria uma grande concentração de mercado derrubaram as ações da BRF Brasil Foods, hoje, na Bovespa. O recuo alcançou 6,32%.

Uma das recomendações da Seae é a locação de uma das maiores marcas, Sadia ou Perdigão, por cinco anos, acompanhada da alienação do conjunto de ativos produtivos correspondentes à marca. A outra é a alienação de um bloco de ativos correspondente às marcas de combate das requerentes: Batavo, Rezende, Confiança, Wilson e Escolha Saudável. A alienação dessas cinco marcas deverá ser acompanhada da venda de um conjunto de ativos produtivos que corresponda à participação de mercado detida pelas respectivas marcas.

A empresa ainda não se pronunciou sobre essas recomendações da Seae. Analistas observam que esta ainda não é uma posição definitiva porque não é a avaliação do Cade, órgão que dá a palavra final. 

Aemflo discute substituição tributária hoje à noite

30 de junho de 2010 0

Os auditores fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado, Almir Gorges e Amery Nadir fazem palestra hoje, às 19h30min, na Aenflo, em São José, sobre substituição tributária. A entidade solicitou a participação dos fiscais da Fazenda Estadual para esclarecer dúvidas de seus associados. Emerson Cattoni, consultor da AEMFLO responsável pelo núcleo de contabilidade, informa que, antes mesmo da confirmação de data, a palestra já tinha uma lista de espera de mais de 100 pessoas. 

Produtores de aço são multados na Europa

30 de junho de 2010 0

A Comissão Europeia multou grupo de 17 siderúrgicas produtoras de aço por prática de truste no valor total de 518 milhões de euros (US$ 632 milhões). A ArcelorMittal, que tem fábrica em São Francisco do Sul e é líder mundial, deverá pagar a maior parte da multa, 276 milhões de euros.

Fusão Sadia-Perdigão avança

30 de junho de 2010 1

A Secretaria de Acompanhamento Econômico, do Ministério da Fazenda, encerrou análise sobre a operação de fusão entre Perdigão e Sadia. Em seu parecer, recomendou que o negócio seja aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) com restrições. A Brasil Foods (BRF) aguarda a aprovação final do negócio pelo Cade para completar a integração. A análise da fusão ainda terá que passar pela Secretaria de Direito Econômico.

Cresce o risco de SC perder o estaleiro

30 de junho de 2010 25

A decisão da OSX, empresa empreendedora do estaleiro naval, de abrir um licenciamento paralelo para o projeto de Biguaçu no Porto do Açu mostra que a questão do prazo tem grande importância para o negócio, até porque a previsão de início da produção era para o segundo semestre do ano que vem. Mas, além disso, outros diferenciais logísticos como a proximidade de matérias-primas também podem pesar. O projeto estava certo para Santa Catarina, faltando apenas a licença ambiental. Mas o diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Roberto Monteiro, deixou claro que, agora, a decisão será tomada após as licenças, que podem sair para os dois locais.
A mobilização de lideranças catarinenses para manter o projeto é fundamental porque o governador do Rio, Sérgio Cabral, é articulado e está mais próximo do grupo EBX. O risco de SC perder o empreendimento mostra o quanto o rigor ambiental para grandes projetos pode trazer altas perdas econômicas. Sem o estaleiro, a região perderá, numa primeira fase, mais de 4 mil empregos diretos, o dobro de indiretos, o Instituto de Tecnologia Naval, uma série de serviços e alta arrecadação tributária. Mas a mesma região recebeu e ainda recebe construções que afetam o meio ambiente, e centenas de barcos trafegam sobre os golfinhos.

Perda do instituto

Se o estaleiro não ficar em Santa Catarina, o Estado deverá perder, também, o Instituto de Tecnologia Naval (ITN), que daria suporte técnico ao empreendimento. O diretor da Fundação Certi, José Eduardo Fiates, que, paralelamente, está negociando com a OSX a instalação da instituição no Sapiens Parque, diz que o Estado perderá muito em conhecimento científico se o projeto não ficar aqui. A proposta do ITN inclui a participação das universidades da região: UFSC, Unisul, Univali e Instituto Técnico Federal.

Análise ambiental

A análise ambiental que o Centro de Empreendedorismo Inovador da Fundação Certi está fazendo para colaborar no licenciamento ambiental para o estaleiro da OSX em Biguaçu será apresentada em workshop no final da próxima semana. Ontem, o biólogo Marcos Daré esteve no Rio de Janeiro apresentando resultado preliminar para técnicos da OSX, informou o diretor executivo da fundação, José Eduardo Fiates. Segundo ele, as soluções apontadas por técnicos do Brasil e exterior são bastante razoáveis.

Grupo ainda mantém processo de licenciamento em SC

29 de junho de 2010 7

A OSX, empreendedora do estaleiro, informou em seu comunicado ao mercado que o processo de licenciamento que está iniciando no Rio de Janeiro não elimina as negociações para a instalação do projeto em Biguaçu. Segundo a assessoria de imprensa da companhia, os processos serão desenvolvidos paralelamente porque se não der certo em Santa Cantarina, a segunda alternativa já estará em andamento, o que reduz o atraso do empreendimento.

Leia o comunicado na íntegra:

Rio de Janeiro, 29 de junho de 2010 – A OSX Brasil S.A. (“OSX”); (Bovespa: OSXB3), empresa privada brasileira dedicada ao setor de equipamentos e serviços para a indústria offshore de petróleo e gás natural, por meio de atuação integrada nos segmentos de construção naval, afretamento de unidades de exploração e produção (E&P) e serviços de operação e manutenção (O&M), em paralelo ao licenciamento ambiental do estaleiro de sua subsidiária OSX Construção Naval SA na Cidade de Biguaçú, Estado de Santa Catarina, vem a público comunicar ao mercado que:

1.  Em atenção aos pleitos da população do norte do Estado do Rio de Janeiro por soluções para as severas enchentes e inundações, o Governo do Estado do Rio de Janeiro aprovou, em 31 de março de 2010, a contratação da execução do Plano de Macro-Drenagem da Baixada Campista.  O Plano de Macro-Drenagem contempla, como um de seus principais canais de drenagem, o Canal Campos-Açu, que desaguará no mar através do Complexo Industrial do Superporto do Açu (o “Complexo Industrial do Açu”), que está sendo implementado no Município de São João da Barra pela LLX Açu Operações Portuárias S/A (“LLX Açu”), subsidiária da LLX Logística S.A. (“LLX”), empresa do grupo EBX.

2. A abertura de um canal interno de navegação propicia a instalação, às suas margens, de um estaleiro com cais de mais de 3.500 metros de extensão no Complexo Industrial do Açu (“Estaleiro do Açu”) e, nesse sentido, o Governo do Estado do Rio de Janeiro enfatizou seu convite à OSX para que venha a instalar ali o seu estaleiro, trazendo para o norte do Estado do Rio de Janeiro a geração de até 10.000 novos empregos diretos na fase de operação e 3.500 novos empregos diretos na fase de construção.

3. Nesse contexto, a OSX, em parceria com a LLX, aprofundou estudos sobre a pré-viabilidade da implantação do Estaleiro do Açu, cujo lay-out conceitual já foi aprovado pela parceira tecnológica da OSX, Hyundai Heavy Industries Co., Ltd. (“Hyundai”), líder mundial em construção naval.

4. Como resultado, a OSX iniciou o processo de licenciamento ambiental para a implantação do Estaleiro do Açu, perante o órgão licenciador ambiental competente no Estado do Rio de Janeiro.

5.  O Estaleiro do Açu será dedicado à construção de equipamentos navais numa área total de aproximadamente 320 hectares no Complexo Industrial do Açu, com capacidade de produção anual inicial de aproximadamente 180.000 toneladas/ano de chapas de aço e 220.000 toneladas/ano de montagem. A alternativa da implantação do Estaleiro do Açu não representará alteração orçamentária significativa para a Companhia, e estima-se que o licenciamento ambiental de sua instalação ocorrerá até abril de 2011.

6. O Complexo Industrial do Açu oferece ao Estaleiro do Açu uma plataforma de desenvolvimento integrada às empresas da sua cadeia de suprimentos, como siderúrgicas, pólo metal-mecânico e outros fornecedores e prestadores de serviço da indústria naval que serão atraídos para o Complexo.

7.  O estaleiro que a OSX construirá e operará no País destina-se a suprir a demanda nacional por equipamentos navais para a indústria brasileira de petróleo e gás, sempre de acordo com os mais altos padrões de tecnologia e de sustentabilidade, em consonância com os demais projetos empresariais do Grupo EBX, e em atenção aos legítimos interesses da Companhia, de seus acionistas, de seus clientes e das demais partes interessadas envolvidas.


Rio de Janeiro, 29 de junho de 2010

Roberto Bernardes Monteiro
Diretor Financeiro e de Relações com Investidores

Para acessar o documento, clique aqui.

Sobre a OSX

A OSX é uma Companhia do setor de equipamentos e serviços para a indústria offshore de petróleo e gás natural, com atuação em três segmentos: construção naval, afretamento de Unidades de E&P e serviços de O&M. A OSX foi constituída para suprir a demanda da indústria por soluções de serviços integrados aos campos de petróleo e gás natural. Em março de 2010, a empresa captou recursos na ordem de R$ 2,5 bilhões em sua oferta pública de ações, no 7º maior IPO primário da história da BM&FBOVESPA. A OSX é parte do Grupo EBX, conglomerado industrial fundado e liderado pelo empresário brasileiro Eike Batista, que possui um comprovado histórico de sucesso no desenvolvimento de novos empreendimentos nos setores de recursos naturais e infraestrutura. Para mais informações visite o site: www.osx.com.br/ri.

OSX pode estar desistindo do estaleiro em SC

29 de junho de 2010 17

O grupo EBX, do bilionário Eike Batista, pode estar desistindo de construir o estaleiro naval em Santa Catarina em função da negativa do ICMBio para conceder a licença ambiental. A LLX Logística, empresa do grupo, informou hoje em comunicado ao mercado que está mantendo tratativas com a OSX, outra empresa de Batista, para a construção de estaleiro no Superporto do Açu.

Leia a íntegra do comunicado, abaixo:  

A LLX LOGISTICA S.A. (“Companhia” ou “LLX”); (Bovespa: LLXL3), empresa privada 
brasileira que esta construindo dois complexos portuarios na regiao Sudeste, 
sendo um deles o “Superporto do Acu”, o maior investimento em infraestrutura 
portuaria na America Latina, comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral 
que: 

A LLX Acu Operacoes Portuarias Ltda (“LLX Acu”), subsidiaria da Companhia, vem 
mantendo tratativas com a OSX Brasil S.A (” OSX”), empresa do Grupo EBX do setor 
de equipamentos e servicos para a industria offshore de petroleo e gas, visando 
a instalacao de um estaleiro no Complexo Industrial do Superporto do Acu 
(“Estaleiro do Acu”). 

O Estaleiro do Acu sera dedicado a construcao de equipamentos navais, abrangendo 
uma area total de aproximadamente 320 hectares no Complexo Industrial do 
Superporto do Acu, com uma capacidade de producao anual inicial de 
aproximadamente 180.000 toneladas/ano de chapas de aco e de 220.000 
toneladas/ano de montagem. O cais projetado para o Estaleiro do Acu, com mais de 
3.500 metros de extensao, sera acessado por um canal interno de navegacao, que 
permitira tambem a movimentacao eficiente de cargas para empresas de apoio 
offshore e de produtos siderurgicos. 

Os estudos de pre-viabilidade para a implantacao do Estaleiro do Acu foram 
desenvolvidos em conjunto pela LLX e OSX e o seu layout conceitual ja foi 
aprovado pela socia e parceira tecnologica da OSX, Hyundai Heavy Industries Co., 
Ltd. (“Hyundai”), lider mundial em construcao naval. 

A OSX iniciou o processo de licenciamento ambiental para a implantacao do 
Estaleiro do Acu perante o orgao licenciador ambiental competente no Estado do 
Rio de Janeiro. 

O Complexo Industrial do Superporto do Acu oferecera ao estaleiro da OSX uma 
plataforma de desenvolvimento integrada as empresas da sua cadeia de suprimentos 
como siderurgicas, polo metal-mecanico e outros fornecedores e prestadores de 
servico da industria naval que serao atraidos para o Complexo. 

Esta nova iniciativa demonstra mais uma vez a capacidade das empresas do Grupo 
EBX de potencializar as oportunidades e sinergias existentes no Complexo 
Industrial do Superporto do Acu, que esta em fase adiantada de construcao e 
devera movimentar as suas cargas iniciais no primeiro semestre de 2012. 

SOBRE A LLX 
A LLX esta implementando dois portos no estado do Rio de Janeiro, regiao Sudeste 
do Brasil, que contarao com infraestrutura eficiente e profundidade necessaria 
para receber os mais modernos navios de grande capacidade, como graneleiros do 
tipo capesize , resultando em menores custos operacionais. O Superporto do Acu, 
localizado no norte do estado do Rio de Janeiro e ja em construcao, tera 
profundidade de 21 metros, ate dez bercos para atracacao de navios e ira 
movimentar produtos como de minerio de ferro, petroleo, produtos siderurgicos, 
carvao e graneis solidos. O Superporto do Acu tem 90 km2 de retroarea e abrigara 
um complexo industrial de grande porte, que incluira terminal para minerio de 
ferro, plantas de pelotizacao, usina termoeletrica, siderurgicas, cimenteiras e 
polo metal-mecanico. O Porto Sudeste, localizado no sul do estado do Rio de 
Janeiro, tera profundidade de 21 metros e 2 bercos para atracacao de navios, com 
capacidade inicial para movimentar 50 milhoes de toneladas de minerio de ferro 
por ano. Para mais informacoes visite o site: www.llx.com.br/ri .

Vem aí o Plano Safra das Águas

28 de junho de 2010 0

O Ministério da Pesca e Aquicultura lançou ontem o Plano Safra das Águas, com crédito específico para pesca. Cada produtor poderá solicitar de R$ 2 mil a R$ 200 milhões, com juros entre 0,5% e 12,35% ao ano e até 12 anos para pagar, informa o ministro Altemir Gregolin.Além disso, serão disponibilizados R$ 1 bilhão para a reforma e compra de embarcações.

OCDE conclui pesquisa sobre educação de SC

28 de junho de 2010 0

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) já concluiu o levantamento sobre a educação em Santa Catarina. Segundo o diretor de Educação da instituição, Ian Whitman, que participou hoje de seminário sobre educação no CentroSul, em Florianópolis, falta traduzir o material e a divulgação será no dia 1º ou 2 de setembro.

O levantamento começou ano passado e envolveu mais de 60 instituições. Não é o famoso teste de Pisa (sigla, em inglês, do Programa Internacional de Avaliação de Alunos) da OCDE que compara o desempenho de países 58 países na educação e no qual o Brasil tem sido um dos lanterninhas em matemática (53º lugar) e em leitura (48º lugar).

O Pisa sinaliza a capacidade de inovação e competitividade dos países porque, quanto melhor a educação, maior o potencial de inovação tecnológica e desenvolvimento econômico. Segundo Whittman, com a pesquisa sobre educação, Santa Catarina se projeta no Brasil e exterior.

Ações do BB devem ser reservadas até amanhã

28 de junho de 2010 0

Quem ainda não tem ações do Banco do Brasil e pretende investir no maior banco brasileiro tem até amanhã para fazer a reserva da nova oferta. A reserva direta pode ser feita na página do banco na internet e o valor mínimo para os pequenos investidores é R$ 1 mil. Outra alternativa é aderir ao fundo de investimento do BB, cuja cota é de R$ 200, mas tem a taxa de administração de 1,5%.

Os investidores também podem fazer a reserva nas corretoras especializadas em bolsa. As ações do Banco do Brasil são um bom investimento a médio e longo prazo, por isso estão nas carteiras dos maiores investidores do país. O BB está fazendo uma capitalização de R$ 9,7 bilhões porque quer emprestar mais e, assim, aumentar sua participação no mercado.

Para o impasse do estaleiro

28 de junho de 2010 0

O ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin, será um dos líderes da mobilização catarinense em favor de solução para viabilizar a licença ambiental ao estaleiro naval da OSX, do empresário Eike Batista, em Biguaçu, na Grande Florianópolis. Durante a Exponautica, feira da indústria náutica de lazer, realizada em Biguaçu, no final de semana, o ministro disse que vai propor uma reunião com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, sobre o tema.
– Diante da posição do ICMBio que, a princípio, questiona a concessão da licença ao estaleiro, um caminho que acho importante é fazer uma reunião com a ministra do Meio Ambiente com representantes políticos do Estado e município para colocar a importância da obra para Santa Catarina. O empreendimento, além da geração de empregos diretos, vai impulsionar toda a economia. Não podemos perder este investimento – diz Gregolin.
Conforme o ministro, há medidas tecnológicas que reduzem os impactos de empreendimentos no meio ambiente e, na concessão de licença, o ICMBio pode exigir medidas mitigatórias e compensatórias.

Articulação

O ministro Altemir Gregolin diz que tem uma excelente relação com a titular do Meio Ambiente Izabella Teixeira, em função do trabalho conjunto que os ministérios desenvolvem para a concessão de licenças de ordenamento para pesca. Ele acredita que ela tomará decisão técnica em favor de Santa Catarina, o fato de ela ser do Rio de Janeiro não vai pesar. Na semana passada, a mídia carioca divulgou que o plano B da OSX é o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, e o governador daquele Estado, Sérgio Cabral, já trabalha para atrair o investimento.
A bancada catarinense está buscando assinaturas para moção de apoio ao projeto e este trabalho deve ser em conjunto, diz Gregolin. Entre os que pediram apoio ao ministro nas negociações com o Ministério está o prefeito de Biguaçu, José Castelo.

BNDES diz que Busscar deve abrir capital

27 de junho de 2010 0

O BNDES não cogita injetar novos recursos para salvar a Busscar, montadora de ônibus joinvilense que acumula dívidas de R$ 600 milhões. O banco já emprestou R$ 30 milhões à empresa em 2004. Apesar de não se manifestar oficialmente sobre o assunto, o BNDES sinalizou que uma solução definitiva para a empresa seria a abertura de capital, o que oportunizaria uma nova gestão, entrada de investidores ou uma possível aquisição. O empresário Cláudio Nielson, dono da Busscar, diz não se opor a sócios, mas só aceita uma proposta “justa e correta”. O prefeito de Joinville, Carlito Merss, disse que o dirigente pode por tudo a perder ao tentar manter o controle familiar da empresa. As informações foram publicadas hoje pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Móveis sofisticados com preço acessível

27 de junho de 2010 0

O designer Marcelo Rosenbaum, um dos profissionais de arquitetura mais badalados do Brasil e colaborador do quadro Lar Doce Lar, do programa de Luciano Ruck, da Globo, vai criar linha popular de móveis para o pólo moveleiro do Oeste catarinense. Rosenbaum disse que quer “democratizar o luxo” com produtos bonitos e de preços acessíveis. O projeto é uma iniciativa da Associação dos Moveleiros do Oeste (Amoesc), Sebrae e o Ministério da Integração Nacional. O presidente da associação, Osni Verona, e a secretária de Programas Regionais do ministério, Márcia Damo, participaram das das negociações. O polo moveleiro do Oeste tem 283 empresas distribuídas em 86 municípios e gera 7 mil empregos diretos.

Negócios na Exponautica vão crescer mais de 100%

27 de junho de 2010 0

A segunda edição da Exponautica, que acontece até hoje na Marina Pier 33, em Biguaçu, na Grande Florianópolis, mostra a força do setor náutico de lazer do Estado e seu potencial para avançar muito mais. No final da tarde de ontem, as projeções eram de que os negócios vão somar R$ 35 milhões, mais que o dobro dos registrados na primeira edição do evento, ano passado. O empresário Luizão Feuback, empreendedor da marina, e Ivan Gogolevsky, um dos organizadores da feira, já estão comemorando os resultados.

O maior estande da mostra é o do estaleiro Schaefer, de Palhoça. Os fabricantes do Rio Grande do Sul, Cimitarra e All Fibras, também apresentam suas embracações na feira catarinense que já é a terceira maior do setor no Brasil.

E quem quer saber mais sobre o projeto do estaleiro do bilionário Eike Batista, que poderá ser instalado em Biguaçu, pode buscar informações com profissionais da OSX que apresentam a maquete no evento. Segundo eles, uma das principais dúvidas das pessoas se refere à movimentação de embarcações que a futura industria naval vai promover. Informam que o estaleiro terá, em um ano, movimento equivalente ao de um dia em um porto comercial.

Dudalina: "varejar" e ser "simples"

26 de junho de 2010 1

Leia aqui no blog a entrevista mais completa da presidente da Dudalina, Sônia Hess:

 A vanguarda da moda masculina é o foco da Dudalina, a maior camisaria da América Latina, que consolidou três marcas e agora investe no varejo, por meio de franquias. Quem está à frente desse processo é a empresária Sônia Hess, sexta filha da matriarca Adelina Hess de Souza, que fundou e desenvolveu a empresa ao mesmo tempo em que constituiu uma família com 16 filhos. A Dudalina tem quatro fábricas em Blumenau (matriz), Luiz Alves, Presidente Getúlio e Terra Boa (Paraná) e vai faturar mais de R$ 170 milhões este ano, um crescimento superior a 20%. Com as marcas Dudalina, Individual e Base, a empresa tem seis franquias e vai abrir uma loja em São Paulo, para o consumidor masculino.
A Dudalina chama a atenção pela inovação dos seus produtos, marketing e pela gestão voltada à qualidade de vida dos seus trabalhadores. A empresária Sônia Hess integra o Conselhão do presidente Lula, o Consult do governo de SC e acaba de assumir o Lidem, que reúne empresárias do Brasil

Perfil
A empresária Sônia Regina Hess de Souza preside desde 2003 a Dudalina, maior camisaria da América Latina, fundada por sua mãe, Adelina Hess de Souza, há 53 anos, em Luiz Alves, Santa Catarina. É membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República (Conselhão), do Conselho Consultivo do governo de SC (Consult) e presidente do Grupo de Mulheres Líderes Empresariais (Lidem), com sede em São Paulo. Durante a semana, comanda a empresa a partir da matriz, em Blumenau, e encontra tempo para a sua atividade de conselheira. Os fins de semana são reservados para a família, em São Paulo: o marido e as três enteadas, que considera suas filhas. Em breve, será avó de gêmeos e vai colocar dois berços no seu quarto para viver com intensidade esta nova fase.  

 

 
O que há de novo na gestão de pessoas da Dudalina?
Sônia Hess
_  Como a Dudalina ainda é uma empresa industrial, mas totalmente voltada para o varejo, para fortalecer as suas marcas estamos aprimorando a qualidade dos produtos e atuando com cuidado não só dos resultados financeiros, mas olhando muito as pessoas. Uma das coisas que mais gosto é dar emprego, mas dar emprego com dignidade. As pessoas se comprometem ao saber que estamos juntos, buscando um resultado também de felicidade. Como 80% do nosso público é mulher, estamos criando espaços com serviços para mulheres, reformando nossos restaurantes e estacionamentos. Temos vários programas de responsabilidade social, uns muito interessantes como o mãe Dudalina, porque a mulher vai estar grávida enquanto estiver trabalhando conosco. Por isso ela tem desde o anjo da guarda, que é uma outra que já teve filho, o kit bebê, palestras com médicos e psicólogos e faz o chá de bebê na empresa.

Quantas mulheres trabalham na empresa atualmente?
Sônia
_ Temos, hoje, 1.250 colaboradores e devemos encerrar o ano com 1,4 mil. São quase mil mulheres, cerca de 80% do total. Nós temos o PPR (participação nos resultados) definido sempre pensando em incluir o maior número de pessoas. Elas têm metas para trabalhar com maior qualidade, menor tempo e melhor performance. É interessante que numa fábrica nossa, no Paraná, tem muito homem costureiro, cerca de 20%. Em Santa Catarina, não é muito normal isto. Talvez não tenham outra opção de emprego porque lá não se criou um paradigma de que mulher é costureira. Aqui em Santa Catarina tem mais mulheres do que homens na costura.
Como está a evolução para o varejo?
Sônia
_ Hoje, 65% da nossa produção não é camisaria, fabricamos calça, malha, tricô e outros produtos. Cada marca nossa tem uma solução completa para o homem. A Individual é para o momento de trabalho; a Dudalina, para o social, o evento; e a Base é para o lazer. O nosso core business é camisaria, mas estamos investindo em tear, fechamos um Finame com o BNDES, para malharia, estamos ampliando a fábrica de Terra Boa. Devemos investir R$ 6 ou R$ 7 milhões na modernização de fábricas e no varejo, este ano. Fora as seis lojas que a gente já tem, investimos numa loja-conceito, de experimentação, no Shopping Market Plaza, do João Dória, em Campos do Jordão, SP. É uma experiência fantástica, porque lá a gente está vivendo o varejo. Todas as pessoas com cargo executivo aqui da empresa vão passar a experiência de estar lá um final de semana junto ao consumidor, para começar a aprender a conjugar o verbo “varejar”, porque o verbo varejar é muito diferente do verbo fabricar.
E as camisas femininas?
Sônia
_ Lançamos na loja Tida, em Florianópolis, a nossa linha de camisaria feminina, que está um show. Pegamos tecidos masculinos, botamos um charme e modelagem feminina, para vestir a mulher. É a grande novidade. A degustação em São Paulo está indo muito bem.
Qual é o maior entrave às empresas no Brasil?
Sônia
_ Quando Steve Jobs diz que não vai abrir uma Apple no Brasil por causa da carga tributária brasileira é preocupante porque é verdade. Você compra um iPhone lá fora e quanto custa no Brasil? Nosso país está muito caro pela sua carga tributária. Acredito que a responsabilidade do próximo presidente da república tem que ser olhar, principalmente, a carga tributária do nosso país. É imposto, sobre imposto, sobre imposto. Eu diria que hoje, o valor de uma camisa, 50% é carga tributária. Se a gente for lá do começo, do plantador do algodão, até colocar essa camisa no varejo, ela realmente tem carga violentíssima, enquanto em qualquer outro país, se cobra o imposto no final. O Lula perdeu uma grande oportunidade de fazer uma reforma tributária. Também precisamos de uma reforma trabalhista.
O que sugere ao próximo(a) presidente da República?
Sônia
_ Deveria ter a responsabilidade de fazer as reformas porque ainda falta muita reforma no Brasil. Temos todas as condições de fazer agora e criar um país moderno. Eu tenho uma frase na empresa, “ser simples assim”. Falo isto há anos, antes da campanha da Oi. A gente tem que procurar a forma mais simples de fazer as coisas. Não é simplória, é simples. A vida tem que ser simples.
Você é membro do Conselhão e do Consult. Os conselheiros são ouvidos?
Sônia
_ Os conselhos são orientativos. Eu me sinto extremamente honrada de estar lá (no Conselhão) porque as pessoas que participam dele são importantes para o Brasil, não me pergunte porque estou lá. Um dia veio uma ligação de Brasília me convidando. O presidente Lula vai às reuniões, ouve, respeita o conselho. Claro que não sai dali para executar o que ele está ouvindo, mas é orientativo. Esse conselho tem um misto de pessoas importantes que eu tenho muito mais a ganhar do que a doar. O conselho estadual, o Consult, também é muito interessante, reúne várias pessoas que gostam de Santa Catarina. Assumi recentemente a presidência do Lidem, que são as mulheres que participam do Lide, grupo criado por João Dória, que reúne presidentes de 600 empresas.
Porque há poucas mulheres no topo das empresas?
Sônia
_ Até o nível de gerência há muitas mulheres, elas estão em cerca de 50% dos cargos. Da gerência para diretoria cai para 16%. Da diretoria para presidência não chega a 5%. Você vê que tem um caminho longo para as mulheres conquistarem mais espaço. Nosso tema no Lidem, este ano, é a inovação. Entre as empresárias que participam estão a Luiza Helena Trajano (Magazine Luiza) e Chieko Aoki (Blue Tree Hotels). O problema da baixa participação feminina não é dos homens, é das mulheres porque elas têm muitas outras coisas além do seu trabalho. Elas têm família e os homens nem sempre têm esse lado.
Como você concilia trabalho e família?
Sônia
_ Querendo ou não, sou dona de casa. A filha faz aniversário, ela quer fazer churrasco, eu estou organizando… eu tenho que cuidar da minha família, da minha casa. Eu acho que é muito trabalho, a mulher acaba dormindo menos para dar conta de tudo, eu não sei como é que minha mãe conseguiu. Ela teve seus 16 filhos e foi empreendedora, por isso ela é minha inspiração, nem tenho idéia de como ela conseguiu isso. Eu estava lá no meio, mas não entendo. Muitas vezes ela colocava os filhos para dormir e depois nós íamos botar etiqueta, despachar pedidos da empresa. Meu sonho é um dia fazer um filme sobre ela, de como ela construiu isso. Até eu iria aprender muito, teria que pesquisar mais para saber como é que essa alma da minha mãe, de ter feito tudo isso e ter deixado um legado único. Eu tenho um amor maternal pelos meus irmãos mais novos, porque ajudei a criar, é uma coisa muito forte. Em relação à família, eu vejo meu marido de sexta à noite até domingo à noite. Quando vou para casa eu desligo, vou ser dona de casa, cozinho e leio. Adoro cozinhar e receber pessoas.
Como avalia a educação no Brasil?
Sônia
_ O maior investimento que o Brasil pode fazer é na educação. Temos um ensino de qualidade muito baixa e o resultado do nosso país vem através da educação. Eu falo da educação da família, da escola e técnica, para preparar as pessoas para o futuro. Na Itália, a criança entra na escola às 8h e sai às 16h. No Brasil como é? Ela fica pouco envolvida, se desenvolve pouco. Nós, empresários estamos complementando a educação, estamos participando disso, mas a gente  participa quando essa criança já está pronta, e, às vezes, não dá para recuperar. No começo é que tem que ministrar uma educação muito criteriosa, com muito trabalho.

 
Notas

Lojas

A Dudalina está ingressando no varejo lentamente e com muita responsabilidade. As três marcas da empresa têm uma clientela grande e definida. Mas um dos projetos novos, para novembro, será uma loja em São Paulo, que a presidente da companhia, Sônia Hess, chama de loja destino, no Bairro Paraíso, onde funcionava a sede da empresa. É uma loja para o homem, muito diferente, para o consumidor que gosta de qualidade, inovação.
Conforme a empresária, para acertar no varejo a empresa pretende fazer muito benchmarking com parceiros que têm mais tempo de estrada, a exemplo de uma Hering e uma Marisol.

Impostos

Entre as maiores dificuldades do setor de vestuário estão a concorrência com produtos chineses e a informalidade. Sônia Hess afirma que a Dudalina é uma empresa 100% formal, por isso é difícil concorrer com o “importabando”. É difícil oferecer produtos lindos diante de tantos impostos. Ter uma empresa competitiva dá muito trabalho diante da carga tributária de 50%.

Na Globo

Com uma agenda intensa, a presidente da Dudalina diz que tem pouco tempo para assistir televisão. Mas os atores da rede Globo vestem muitas roupas da empresa.

– Todos os atores vestem bastante nossos produtos, mas merchandising em novela não dá para fazer. É melhor vestir os atores, que é um merchandising bem mais barato! A gente fornece roupas para todas as novelas, o tempo todo. Terno, gravata, tricô, camisa… todas as noites nós estamos na Globo, mas vestindo alguém – diz a empresária Sônia Hess.

Weg participa da energia para a Copa

26 de junho de 2010 0

Transformadores fabricados pela Weg, em Jaraguá do Sul, para a Eskom, estatal de energia elétrica da África do Sul, garantem a iluminação para a Copa do Mundo. Para receber o Mundial, o país teve que investir alto em infraestrutura, especialmente em transmissão de energia. Para isso, comprou 67 transformadores de alta potência da empresa catarinense. A Weg fornece para a Eskom desde 2005 e, até agora, já vendeu mais de 200 transformadores. Mês passado, a empresa comprou o Zest Group, líder do setor de comércio e instalação de equipamentos elétricos no país.

Certi ajuda em solução para o estaleiro

26 de junho de 2010 0

O impasse ambiental para a instalação do estaleiro da OSX em Biguaçu, especialmente na questão que envolve a proteção aos golfinhos, contará com a colaboração da Fundação Certi Centros de Referências em Tecnologias Inovadoras de Florianópolis. A instituição, por meio do seu Centro de Empreendedorismo Inovador, articulou pesquisadores nacionais e internacionais para subsidiar uma solução consistente ao problema. O presidente do conselho da Certi, Carlos Alberto Schneider, diz que no prazo de 10 a 15 dias será realizado um workshop sobre o tema. A Fundação Certi, por meio dos seus centros de tecnologia, planejou o parque tecnológico de Florianópolis e o Parque Sapiens, no Norte da Ilha de Santa Catarina. Também elabora projetos inovadores, faz pesquisas e cria produtos para empresas públicas e privadas do país.

Apoio unânime ao estaleiro

25 de junho de 2010 0

Bastou os políticos catarinenses serem informados sobre o risco de o estaleiro da OSX ir para o Rio de Janeiro que passaram a falar linguagem única, em defesa do empreendimento no Estado, mesmo em fase de grandes divergências políticas. Foi assim na abertura da Exponautica, ontem à noite, em Biguaçu. Além do prefeito local, José Castelo (PSDB), manifestaram apoio ao projeto no Estado o senador Raimundo Colombo (DEM), os deputados federais Cláudio Vignatti (PT) e Paulo Bornhausen (DEM), o ex-governador Esperidião Amin (PP) e o deputado estadual Cesar Souza Junior (DEM).   

O governador Leonel Pavan e a senadora Ideli Salvatti começaram hoje a fazer mais articulações para viabilizar a licença ambiental do futuro estaleiro.

Sem a "Boeing dos mares"?

25 de junho de 2010 3

A informação de que o empresário Eike Batista está negociando com o governo do Rio de Janeiro a transferência do projeto do estaleiro da OSX para aquele Estado em função da falta da licença ambiental em Santa Catarina não surpreende. A empresa ainda não comunicou oficialmente que está abandonando o projeto de Biguaçu, mas, pressionada pelos investidores internacionais, procura um local para viabilizar o projeto com mais rapidez. Com a notícia de ontem, as ações da companhia listadas no Novo Mercado da Bovespa tiveram alta de 0,73%.
Enquanto o ICMBio mantém a posição de que há questões ambientais intransponíveis, os executivos da OSX dizem que os impactos seriam mínimos e compensáveis no projeto. Se não for possível um consenso, o Estado perderá seu maior investimento privado e o Instituto de Tecnologia Naval que seria instalado em parceria com a UFSC. Assim, ficará fora da nova onda econômica do país, a do setor de petróleo. Segundo Eike Batista, a OSX, integrada pelo estaleiro, afretamento e serviços, será a “Boeing dos mares” porque o Brasil é o maior mercado offshore do mundo, tem matéria-prima e mão de obra para avançar no setor. O estaleiro vai gerar, nos primeiros anos, 5 mil empregos diretos. A sua sócia Hyundai, na Coreia do Sul, gera 45 mil.

Acif defende o estaleiro

A diretoria executiva da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif) defendeu, na sua reunião semanal, a construção do estaleiro da OSX em Biguaçu.
– A sociedade precisa dialogar com os empreendedores e buscar uma solução para o impasse, já que existem instrumentos jurídicos que disciplinam empreendimentos dessa natureza, resguardando os interesses legais, ambientais e urbanísticos – disse o presidente da entidade, Doreni Caramori Júnior.
Um dos fatos que preocupam é que, enquanto os políticos catarinenses estão ocupados com suas negociações para a próxima eleição, o governador do Rio, Sérgio Cabral, faz lobby para levar o projeto ao seu Estado.

Falsa polêmica

O diretor de Turismo da Acif, Ernesto São Thiago, diz que existe uma falsa polêmica sobre o impacto negativo da possível instalação do estaleiro na Grande Florianópolis. Na avaliação do empresário, a obra promoverá a revitalização do Canal Norte da Ilha de Santa Catarina, favorecendo a livre navegação de embarcações de maior calado, uma demanda histórica da comunidade regional. Ele defende a instalação de infraestrutura para receber cruzeiros marítimos e lanchas.