Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Polêmica entre conselheiros da Celesc

28 de julho de 2010 0

Divulgado no último dia 15 aos trabalhadores da Celesc, o Boletim 11 do conselheiro Jair Maurino Fonseca, que representa os empregados da Celesc no conselho de administração da companhia, abriu mais um debate envolvendo divergências na maior estatal catarinense. Por não concordar com boa parte do que foi comunicado no boletim, outro conselheiro da empresa, Arlindo Magno de Oliveira, que representa a Previ, enviou uma carta aberta a Jair e aos celesquianos, ontem, contestando o que achou contraditório. Entrou em ação porque há uma campanha em andamento para a eleição dos novos diretores administrativo e financeiro, de seguridade e o conselho fiscal do Celos, o fundo de pensão da estatal. Jair faz campanha para o ex-conselheiro da empresa, Arno Veiga Gugnier, que disputará o posto de diretor administrativo e financeiro do Celos no pleito do dia primeiro de setembro.


Sobre o PDVP

Jair Fonseca comentou as dificuldades de alguns empregados diante da demora na aprovação do novo Programa de Demissão Voluntária Programada (PDVP). Comunicou que os sindicatos não tomaram a iniciativa de procurar o Ministério Público do Trabalho sobre o tema e informou que está marcada uma reunião para a manhã do dia 19 de agosto para discutir o plano, na qual ele espera uma solução definitiva.

Em resposta, o conselheiro Arlindo Magno argumentou que o conselho de administração tem clara a necessidade de implentar um PDVP para enquadrar a Celesc Distribuição a uma empresa de referência, mas que a diretoria executiva da empresa, até agora, não aprovou o plano. A responsabilidade de aprovar ficou apenas com o conselho de administração, com os impactos até hoje desconhecidos.

_ O debate público inclusive com a participação do Conselheiro Jair Maurino, transmitido pela TVCOM, trouxe para a reunião do conselho de administração da CELESC um desconforto enorme sobre o real impacto nos resultados da companhia. Por estes motivos o Conselho da CELESC suspendeu o PVDP _ escreveu Arlindo.


Eleição da diretoria

Jair Fonseca criticou um dos representantes da Previ, Paulo Roberto Evangelista de Lima, por defender a aplicação da Lei Estadual 13.570/05, que obriga o Estado ser majoritário na Celesc Distribuição, para mudar o diretor de Gestão da Celesc Distribuição. Isto porque Lima sempre teria desconsiderado esta lei e agora tem um interesse específico.

Arlindo Magno argumentou que os conselheiros têm que atuar em favor da companhia após eleitos, segundo a lei 6.404/76, e não a favor de acionista X, Y ou Z ou dos empregados. Observou, ainda, que a adesão ao Nível 2 de Governança Corporativa pela Celesc implica em cumprir a lei e esta diz que a eleição e destituição de diretores é atribuição do conselho de administração, não deve ser loteada pelo acionista controlador ou pelos funcionários. A eleição de diretor tem que ser por competência.

Conforme Arlindo Magno, o debate sobre a substituição do diretor de gestão revela a necessidade de melhorar o desempenho da diretoria executiva principalmente na área de recursos humanos. A não implementação do PVDP é um exemplo claro de ineficiência.Ele disse que defende a eleição de diretores por competência e remunneração variável meritória (PLR) para todos na CELESC, proporcional a participação de cada um no resultado.

 

Comentários

comments

Envie seu Comentário