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ICMbio cria grupo para avaliar OSX

27 de agosto de 2010 0

O Instituto Chico Mendes (ICMBio) publicou no Diário Oficial da União da última sexta-feira, dia 20, a criação do grupo de trabalho para analisar os estudos ambientais sobre o projeto OSX Estaleiro, em Biguaçu, e se manifestar sobre os impactos ambientais nas unidades de conservação na área pretendida pelo empreendimento. O grupo é integrado por profissionais do instituto em SC que atuam nas reservas e por técnicos de Brasília, e tem prazo de 30 dias para fazer a avaliação. Segundo o presidente da Fatma, Murilo Flores, se for mantido esse prazo, a Fatma deverá decidir sobre a licença ambiental prévia em outubro. Ele observa que não só os técnicos do ICMBio, mas também os da Fatma estão sendo rigorosos nas exigências à empresa. Hoje haverá outra reunião com executivos da companhia sobre o tema.

Em SC ou no RJ?

Nos últimos dias, surgiram novos boatos de que a empresa EBX, do bilionário Eike Batista, controladora da OSX, já teria decidido instalar o empreendimento na região do Porto de Açu, Rio de Janeiro, em função de pressões e mais incentivos do governo do Rio. O presidente da Fatma, Murilo Flores, disse que questionou a diretoria da OSX, semana passada, sobre a escolha do local e a resposta foi de que não há nenhuma decisão tomada. Segundo Flores, a empresa disse que a intenção é obter as duas licenças prévias para, depois, decidir sobre o local. Essa mesma posição foi passada aos acionistas da companhia, semana passada. O presidente da Fatma acredita que a licença prévia para Biguaçu, caso seja concedida, sairá antes do que a do Rio. Além disso, diz que haverá anuência do ICMBio também no projeto carioca.

Análise delicada

Representante do Estado nas negociações do licenciamento do estaleiro da OSX em Brasília, o ministro da Pesca, Altemir Gregolin (foto), mantém contato frequente com a ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira. Segundo ele, os trabalhos estão em andamento dentro do previsto e a análise é delicada, até em função de o ICMBio de SC ter manifestado posição contrária à localização sugerida.

– Continuamos firme defendendo o estaleiro para SC. Não há uma opção clara do empresário Eike Batista de que tenha desistido do projeto no Estado – diz.

Conforme o ministro, a geopolítica do pré-sal e a qualidade da mão de obra catarinense favorecem a instalação do projeto em SC.

Para a OGX

Como os negócios da OGX, empresa petrolífera do grupo EBX avançam, a OSX, sem o seu estaleiro, compra unidades no exterior para atendê-la. Já encomendou 2 FPSOs (navios-sonda) e 2 WHPs (plataformas fixas). O processo de cotação do segundo FPSO começou e os trabalhos de engenharia dos dois equipamentos WHP’s também foram iniciados.

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