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Posts de agosto 2010

Por que os cartões de crédito têm juros altos

31 de agosto de 2010 1

Se o consumidor fizer uma compra com cartão de crédito de R$ 1 mil e financiar no crédito rotativo por 12 meses, com juros de 13% ao mês, o equivalente a uma taxa acumulada de 330% ao ano, vai pagar no final R$ 4.334,52. Este cálculo, para ilustrar o elevadíssimo custo do cartão de crédito quando a pessoa decide pagar só o valor mínimo da fatura, é do economista Álvaro da Luz, da Somma Investimentos, de Florianópolis. Vale observar que as taxas podem superar 14% ao mês, enquanto o rendimento da caderneta de poupança fica em torno de 0,6% ao mês.
As razões desses juros altos, segundo Álvaro da Luz, são o mercado oligopolizado (duas empresas têm mais de 90% do setor), é um segmento não regulado pelo Banco Central e a inadimplência é alta. O BC mostra que a inadimplência total do crédito rotativo dos cartões é de 35,5%, sendo 24,1% de débitos acumulados em mais de 90 dias e 11,42% de dívidas pagas em até 90 dias.

Toda a fatura

O cartão de crédito é uma forma prática de pagamento, mas a fatura deve ser paga integralmente no vencimento. Se a pessoa entra no crédito rotativo com esses juros altos, pagando apenas o valor mínimo, começa a ter perdas elevadas e dificuldades para voltar a equilibrar as finanças, alerta Álvaro da Luz (foto), que tem graduação e mestrado em economia pela UFSC e, na Somma, acompanha dados de crédito nacional. O último dado do BC aponta que o total de concessão acumulada de crédito nos cartões está em cerca de R$ 17 bilhões.

EBX e o meio ambiente

31 de agosto de 2010 0

O presidente do grupo EBX, Eike Batista, defendeu no programa Roda Viva maior rigor na legislação ambiental.

_ Nos últimos sete anos, obtivemos 108 licenças ambientais. É rígido, mas que bom que é. Projetos que não cumprem critério ambiental e social não devem nem existir. Temos de partir do conceito de que vamos buscar o sustentável. É o que eu faço _ afirmou.  

Segundo ele, o espaço em que as mineradoras extraem matéria-prima é "muito pequeno em comparação à área do Brasil".

_ Quando você extrai minério, cataloga fauna e flora, faz viveiros e pode fazer recuperação de 100%. Isso é uma coisa que a indústria deveria mostrar _ explicou. 

 Ele afirmou também que os brasileiros precisam se "orgulhar" do Ministério Público. "Acho ótimo os controles e as auditorias. Mandamos todo mês relatórios do andamento das obras para o Ministério Público."

Eike Batista fala do Instituto Naval na entrevista

30 de agosto de 2010 0

Na entrevista que será exibida às 22h pela TV Cultura, no Roda Viva, Eike chamou atenção para as pessoas que formará no Instituto Tecnológico Naval.

Amanhã, o Diário Catarinense trará mais uma matéria sobre a disputa entre SC e RJ pelo estaleiro.

Abaixo: matéria do site do Estadão sobre a entrevista do empresário.

SÃO PAULO - O empresário Eike Batista, presidente do grupo EBX, disse que seu conglomerado vai investir US$ 40 bilhões nos próximos dez anos. "Meu dinheiro está sendo usado para empregar brasileiros num novo Brasil", disse o empresário durante a gravação do programa Roda Viva, da TV Cultura, ao ser questionado se fará doações semelhantes às já anunciadas por Bill Gates e Warren Buffet.

Perguntado se também está caminhando para doar sua fortuna, ele respondeu: "sim, com a diferença que eles estão se aposentando e eu estou só começando". O empresário afirmou que comprou 38 anos de know how da Coreia e está criando o Instituto Tecnológico Naval (ITN). "Quantas pessoas estou formando?", perguntou aos entrevistadores.

Vovós exportadoras?

30 de agosto de 2010 0

A terceira idade do Japão terá que empreender e exportar, no futuro, para o país se manter entre as economias mais fortes do mundo. Essa é a recomendação dos economistas do país porque, nos próximos 40 anos, a população cairá de 125 milhões de habitantes para 105 milhões. Segundo o presidente da Fiesc, Alcantaro Corrêa, que esteve recentemente no país, o foco exportador será para pequenas e médias empresas. A média de vida das mulheres japonesas é de 86 anos, e dos homens, 78 anos.

Eike no Roda Viva de hoje

30 de agosto de 2010 6

O bilionário Eike Batista, que entrou no radar econômico catarinense com o projeto do estaleiro OSX em Biguaçu, será o entrevistado da jornalista Marília Gabriela, hoje, a partir das 22hmin, no Roda Viva, da TV Cultura. Gabi estreia na apresentação do programa, que ganha novo formato. Não será ao vivo, mas a gravação ocorre no mesmo dia.

Pelo Twitter

Em conversa pelo twitter com o empresário de Florianópolis Ernesto São Thiago, Eike Batista citou que a Empresa Nacional de Navegação Hoepcke, da Capital, detinha, no século passado, grande parte dos fretes de cabotagem do país. O bilionário explicou que cabotagem é o transporte marítimo entre dois portos do mesmo país e lembrou que ela começou a ser sabotada no país no governo de Washington Luiz (1930).
Ernesto observou que no mar a manutenção (da via) é zero e não há pedágio.

HORÁRIO

A entrevista será exibida às 22h e não às 22h30min como publiquei antes aqui no blog.

Aliás, o Eike Batista tuitou que a entrevista acaba de ser gravada e que ele gostou.

_ Acabei a Entrevista com a Marilia Gabriela, Paulo M.Leite, Augusto Nunes, Cida Damasco, Isabel de Luca adorei todos, jornalistas de alto nivel!_ escreveu o bilionário.

Obrigada

Agradeço a leitora Ariane que avisou sobre erro de digitação no titulo deste post. Já corrigi.

Havan inicia construção de loja em Palhoça

30 de agosto de 2010 0

A rede Havan, que tem matriz em Brusque, iniciou a construção da sua nova loja em Palhoça, às margens da BR-101, que deverá ser finalizada em cinco meses. O investimento da maior rede de varejo do Estado será de R$ 15 milhões. A unidade terá quatro mil metros quadrados de área construída e será em frente ao supermercado Giassi. O presidente da empresa, Luciano Hang, revelou ao prefeito Ronério Heiderscheidt que o plano é construir, na Grande Florianópolis, mais uma unidade em São José e outras na Capital. A intenção é aproximar a empresa dos clientes porque os problemas de tráfego são crescentes na região.

Brasil vai importar 250 mil toneladas de algodão

29 de agosto de 2010 0

Diante da escassez de algodão no Brasil e no mundo, que causou aumento de 50% no preço da commodity no país nos últimos seis meses, o governo vai liberar a importação de 250 mil toneladas do produto, o equivalente a 25% do consumo nacional, com alíquota zero, entre outubro deste ano e junho de 2011. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis de Blumenau (Sintex), Ulrich Kuhn, a decisão deverá ser formalizada na reunião da Câmara de Comércio Exterior (Camex), dia 15 de setembro. Conforme o empresário, essa importação com alíquota reduzida, que poderá ser dos EUA, não será suficiente para suprir a falta do produto no mercado interno. A alta de preços está pressionando custos justamente nesta fase em que as empresas começam a produzir mais para atender as vendas do final do ano.

Contra juros de até 550% ao ano nos cartões

29 de agosto de 2010 3

Muitos consumidores, animados com a praticidade dos cartões de crédito, não sabem que estão pagando as taxas de juros mais altas do mundo. Ao parcelar uma fatura em atraso paga juro de 12% ao mês, o que, no acumulado no ano, chega a 550%. Para se ter ideia da distorção, os juros básicos da economia brasileira estão em 10,75% ao ano e algumas linhas do BNDES para empresas, que são subsidiadas por todos os brasileiros, custam apenas 4,5% ao ano. É contra esse custo estratosférico de juros aos consumidores nos cartões e outros custos altos que envolvem essa indústria de dinheiro de plástico que a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), presidida pelo catarinense Roque Pellizzaro Junior (foto), vem desenvolvendo uma longa cruzada. Uma das vitórias foi a mudança nas maquininhas.

Roque Pellizzaro Junior

Presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas desde 2007, o empresário e advogado Roque Pellizzaro Junior tem como maior desafio do seu mandato na entidade a redução dos custos altíssimos das operações de cartões de crédito no país, para consumidores e lojistas. Natural de Curitibanos, Meio-Oeste de Santa Catarina, foi presidente da CDL da sua cidade por três mandatos e exerceu, por duas vezes, a presidência da Federação das CDLs de Santa Catarina antes de chegar à entidade máxima dos lojistas no país.

Qual é a vantagem de uma única máquina para cartões nas lojas?
Roque Pellizzaro Junior
– Tínhamos um contrato entre a Visa e a antiga Visanet, hoje Cielo, que obrigava que os cartões Visa só poderiam ser recebidos pela credenciadora Visanet. E a Visanet não poderia receber nenhum outro cartão que não fosse o Visa. Isso fazia com que existissem dois monopólios no Brasil, o Visanet Visa e o Redecard Mastercard. Lembrando que Visa e Mastercard são bandeiras que representam 97 % do mercado de cartões de crédito no país. Com isso, o foco todo da indústria de cartões era nos emissores, os bancos. Quanto mais cartões de uma bandeira eram emtidos, mais clientes tinha, e isso fazia com que os comerciantes pagassem mais de taxa para as credenciadoras Visanet e Redecard. Com a mudança, as máquinas da Cielo (ex-Visanet) e da Redecard podem receber todos os cartões e a gente cria uma concorrência entre as duas. O foco deixa de ser o emissor bancos, e passa a ser o lojista.

As credenciadoras vão ganhar menos com essa mudança?
Pellizzaro
– Elas devem perder, de mercado, em torno de 45% nos próximos 12 meses. Nenhum lojista vai ficar com duas máquinas. Ninguém vai gastar duas vezes para ter a mesma coisa. Com isso, elas vão perder mercado e faturamento no aluguel de equipamento. Só na Redecard, o aluguel representava 23% do faturamento. Para as duas, a receita somava R$ 1,5 bilhão de aluguel de maquininhas. Este valor vai baixar para cerca de R$ 1 bilhão a menos em locação, fora uma perda na taxa de desconto de 20% a 30%. Uma empresa que pagava 5% vai pagar 4,2% ou 4% de taxa de desconto. Isso vai adequar melhor o mercado.

A CNDL está incentivando o aumento da concorrência?
Pellizzaro
– Já temos a Getnet junto com o Santander, e a First Data, que é a maior credenciadora do mundo, sinaliza que vem para o Brasil. Está procurando parceiros, entre os quais nós, as CDLs. A bandeira Elo está sendo ressuscitada pelo Bradesco e Banco do Brasil.

O que o consumidor paga?
Pellizzaro
– O consumidor paga tudo nos cartões. Paga o valor que está embutido na mercadoria, que é a taxa de desconto, e a taxa de antecipação. Quem recolhe a taxa é o lojista, mas quem paga é o consumidor. Além disso, existem os custos vinculados ao emissor, que são as taxas de anuidade cobradas do consumidor e as taxas de juros cobrados na venda parcelada com juros ou no parcelamento rotativo.

O juro do rotativo é aquele altíssimo. Vai cair?
Pellizzaro
– O custo do pagamento parcelado (crédito rotativo) dos cartões ainda nem sinalizou em cair. Vai até 12% ao mês, ou seja, acima de 550% ao ano. Para nós, como comerciantes, isso nos preocupa muito. Quando o consumidor gasta muito pagando juros não sobra dinheiro para gastar em compras. Tanto que o nosso projeto interno, na confederação, se chama Eu quero o meu consumidor de volta. Não quero que ele pague juro, quero que ele gaste comigo. Todo o nosso trabalho, hoje, na área de regulamentação do cartão, junto com o Congresso Nacional, Governo, através do Banco Central, do Ministério da Justiça, em relação ao consumidor visa a reduzir isso, e tabelar efetivamente esses custos, unificar, padronizar as formas de cobrança aos consumidores.

Para evitar o pagamento mínimo da fatura?
Pellizzaro
– Para se ter uma ideia, se você pegar uma fatura de cartão de crédito vai ver o total da fatura e, com destaque, o valor mínimo a pagar, que é bem pequeninho, induzindo a pessoa a pagar o mínimo, ao invés do valor total. Quando é uma pessoa esclarecida, que sabe os custos das taxas de juros dos cartões, tudo bem, ela vai saber que o melhor é pagar tudo na data do vencimento. Mas quando você pega pessoas das classes C e D e E, que não têm conhecimento de finanças, essa indução leva a cair na areia movediça do crédito rotativo, que tira renda das pessoas. Por isso, o nosso trabalho é solicitar que o governo tabele esse processo e padronize a forma de apresentação, seja por nomenclatura ou layout.

Como resolver as perdas quando o sistema do cartão tem falha?
Pellizzaro
– Também estamos cobrando mais responsabilidades de toda a cadeia de cartões. Por exemplo, dia 24 de dezembro do ano passado, a Redecard teve problema técnico e deixou milhares de lojistas sem poder vender. Quem é que paga essas perdas? Hoje, não imputamos responsabilidade a alguém. Nós precisamos ter isso muito mais firme como o sistema bancário. É preciso de uma lei que defina que credenciadoras e bandeiras são agentes financeiros, aí o Banco Central poderá intervir nelas.

Notas

Classes

Pesquisa da Associação Paulista de Supermercados apurou que as compras com cartões de crédito nas lojas do setor passaram de 20% do total para 40%, entre 2005 e 2010. Esse aumento no país ocorreu com o avanço das classes C, D e E. Há 153 milhões de cartões no país, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões e Serviços. Desses, 60% são de pessoas das classes C, com renda mensal entre R$ 1,1 mil e R$ 4 mil.

Crédito

A média diária de emissão de novos cartões de crédito é de 48,5 mil, segundo dados da Abecs. No primeiro semestre do ano, foram emitidos no país 8,7 milhões de cartões. No período, os números foram 44% maiores do que nos mesmos meses do ano passado.

Pagamento

Na visão da CNDL, o lojista pode vender à vista com dinheiro e com cartão com preços diferentes. Existe uma decisão do STJ que transitou em julgado, promovida pelo Sindilojas do Distrito Federal, que reconhece que isso é possível porque não existe nenhum preceito legal que diz que a venda com cartão é à vista, porque o lojista recebe 30 dias após.

Indústria

A própria indústria de cartões de crédito, integrada por bandeiras, credenciadoras e bancos, começa a discutir, internamente, para equilibrar ganhos e perdas diante do novo cenário. Isto porque o emissor estava ganhando demais com os juros, o credenciador estava ganhando demais com a taxa de desconto e a antecipação, e a bandeira ganhando dos dois de forma excessiva. 

ICMbio cria grupo para avaliar OSX

27 de agosto de 2010 0

O Instituto Chico Mendes (ICMBio) publicou no Diário Oficial da União da última sexta-feira, dia 20, a criação do grupo de trabalho para analisar os estudos ambientais sobre o projeto OSX Estaleiro, em Biguaçu, e se manifestar sobre os impactos ambientais nas unidades de conservação na área pretendida pelo empreendimento. O grupo é integrado por profissionais do instituto em SC que atuam nas reservas e por técnicos de Brasília, e tem prazo de 30 dias para fazer a avaliação. Segundo o presidente da Fatma, Murilo Flores, se for mantido esse prazo, a Fatma deverá decidir sobre a licença ambiental prévia em outubro. Ele observa que não só os técnicos do ICMBio, mas também os da Fatma estão sendo rigorosos nas exigências à empresa. Hoje haverá outra reunião com executivos da companhia sobre o tema.

Em SC ou no RJ?

Nos últimos dias, surgiram novos boatos de que a empresa EBX, do bilionário Eike Batista, controladora da OSX, já teria decidido instalar o empreendimento na região do Porto de Açu, Rio de Janeiro, em função de pressões e mais incentivos do governo do Rio. O presidente da Fatma, Murilo Flores, disse que questionou a diretoria da OSX, semana passada, sobre a escolha do local e a resposta foi de que não há nenhuma decisão tomada. Segundo Flores, a empresa disse que a intenção é obter as duas licenças prévias para, depois, decidir sobre o local. Essa mesma posição foi passada aos acionistas da companhia, semana passada. O presidente da Fatma acredita que a licença prévia para Biguaçu, caso seja concedida, sairá antes do que a do Rio. Além disso, diz que haverá anuência do ICMBio também no projeto carioca.

Análise delicada

Representante do Estado nas negociações do licenciamento do estaleiro da OSX em Brasília, o ministro da Pesca, Altemir Gregolin (foto), mantém contato frequente com a ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira. Segundo ele, os trabalhos estão em andamento dentro do previsto e a análise é delicada, até em função de o ICMBio de SC ter manifestado posição contrária à localização sugerida.

– Continuamos firme defendendo o estaleiro para SC. Não há uma opção clara do empresário Eike Batista de que tenha desistido do projeto no Estado – diz.

Conforme o ministro, a geopolítica do pré-sal e a qualidade da mão de obra catarinense favorecem a instalação do projeto em SC.

Para a OGX

Como os negócios da OGX, empresa petrolífera do grupo EBX avançam, a OSX, sem o seu estaleiro, compra unidades no exterior para atendê-la. Já encomendou 2 FPSOs (navios-sonda) e 2 WHPs (plataformas fixas). O processo de cotação do segundo FPSO começou e os trabalhos de engenharia dos dois equipamentos WHP’s também foram iniciados.

Marina:uma das razões da defesa da Amazônia

27 de agosto de 2010 0

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, no Painel RBS desta manhã, alertou sobre a importância da preservação da Amazônia para garantir chuvas nas demais regiões do país. Segundo ela, estudos dos últimos 20 anos indicam que as secas do Sul são causadas pelos desmatamentos da Amazônia. 

Ao pedir votos, Marina Silva reforçou a importância de os eleitores considerarem que um segundo turno nesta eleição vai permitir ampliar os debates sobre temas fundamentais para o futuro do Brasil, como educação, saúde e saneamento.