Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

No topo dos loteamentos no Brasil

31 de outubro de 2010 4

O empresário Reynaldo Leal entende muito de terrenos para construções residenciais. Foi graças a esta habilidade, aliada ao crescimento do mercado imobiliário do país, que a sua empresa, a GSP Loteamentos, que tem matriz em Ourinhos, interior de São Paulo, se tornou a maior do setor no Brasil, presente em 70 cidades. As belezas de Santa Catarina pesaram para Leal abrir escritório em Florianópolis, há quatro anos, e fixar na cidade uma das três residências que tem no país.

O slogan da GSP, Seu sonho possível, reflete o desejo de muitos brasileiros de morar numa casa. Adepto do estilo casual, com um boné de grife, o empresário não revela números estratégicos da empresa e faz questão de conferir pessoalmente cada negócio que lança. Sua empresa oferece lotes para alta renda e também unidades mais acessíveis. Em SC, predominam os produtos mais sofisticados, em 11 cidades.

  • Reynaldo Galves Leal
  • Fundador e presidente da GSP Loteamentos, a maior empresa brasileira do segmento de vendas de terrenos para imóveis residenciais. Técnico em Topografia e engenheiro civil pela Universidade de São Paulo (USP), Reynaldo Galves Leal, 57 anos, ingressou jovem no setor imobiliário, antes mesmo de concluir o curso universitário. Foi sócio de várias empresas e, desde 1996, está à frente da GSP, que tem matriz em Ourinhos, interior de São Paulo e, há quatro anos, tem escritório também em Florianópolis. A vinda para Santa Catarina foi para realizar um sonho do empresário e da mulher, de morar na capital catarinense.

  • Como ingressou no setor?
    Reynaldo Leal
    – Antes de me formar em Engenharia eu era topógrafo (profissional que avalia terrenos), fiz curso prático de topografia em Piraju, interior de São Paulo, minha cidade natal, onde morei até os 20 anos. Eu trabalhava em empresa de meu irmão, que é engenheiro agrônomo. Meu pai era cafeicultor e dono de farmácia. Chegou a ter 500 mil pés de café. Entrei no curso de Engenharia e me formei em 1977. Fiquei sócio de uma empresa que fazia topografia, transformei ela numa construtora, na qual trabalhei até 1980. Aí veio uma grande crise no setor imobiliário, porque a inflação chegou a 40% ao ano de 1979 a 1980. Como os contratos não previam correção monetária, tivemos que fechar a empresa e demitir os 500 trabalhadores.

    Como foi a recuperação?
    Reynaldo
    – Levei um tempão para pagar minhas contas. Cheguei a trincar, mas não quebrei. Comecei a trabalhar como engenheiro autônomo em Botucatu, SP. Eu fazia 40 casas por ano. Comprava o terreno para as pessoas que não tinham condições e fazia a casa para elas. Nesse período, já tinha me casado. Mudei para Ourinhos e comecei a trabalhar com loteamentos. Fui convidado por dois loteadores para fazer um empreendimento. Acompanhei eles numa reunião. Estava curioso para saber como definiam preço. Um virou para o outro e disse: “O que você acha de 24 pagamentos de R$ 500”. Ou outro falou: “Acho bom”. Eu fiquei de boca aberta. Se esses caras, fazendo desse jeito, estão ganhando dinheiro, eu vou nadar de braçada. Em 1985, comecei a prospectar e fiz o primeiro loteamento, em Santa Cruz de Rio Pardo, São Paulo, junto com dois sócios. Depois tive uma empresa com outros sócios no Paraná, a Santa Alice.

    Por que a marca GSP?
    Reynaldo
    – São as iniciais de Grupo Santa Paula, que fundei antes de ir para o Paraná e, mais tarde, em 1996, passei a me dedicar somente a ele. Como já existia o registro Grupo Santa Paula no Brasil, optamos pelas iniciais GSP. Desde aquela data estou sozinho na empresa. A maioria dos nossos empreendimentos é com aquisições de áreas. Temos poucas parcerias. Se existe a possibilidade de um preço razoável de um terreno, eu compro, corro todos os riscos do negócio e tenho uma rentabilidade maior.

    E a vinda para Florianópolis?
    Reynaldo
    – Eu gostei da cidade. Este era um sonho meu e da minha esposa. A gente escolheu Florianópolis para morar há quatro anos, e também abrimos escritório da empresa aqui. Temos mais duas residências no Brasil, uma casa em Ourinhos e um apartamento em São Paulo. Dois dos nossos filhos moram em São Paulo e outro mora em Ourinhos.

    A sua empresa é a maior do Brasil. Como chegou à liderança?
    Reynaldo
    – Estamos em 10 estados,70 cidades. Visito todos os nossos negócios. Eu é que dou o ok para a compra de terrenos. Não delego isso para ninguém. Esse é o grande segredo de sucesso da empresa, é saber comprar bem, enxergar o que os outros não enxergam. Muitas vezes eu vejo um grande empreendimento onde outros não veem. Esse é um dos dons que Deus me deu. Outra razão, é cumprir o prometido, sempre. Em todos os 160 empreendimentos que temos executados no país, nunca deixamos de fazer sequer um item que tenhamos prometido. O que é prometido é cumprido exatamente, sempre que possível, antes do prazo que a gente estipulou.

    Que terrenos vocês oferecem?
    Reynaldo
    – Temos loteamento popular, que denominamos Prata, e custam até R$ 50 mil. Depois, temos o Ouro, com preço de R$ 50 mil a R$ 150 mil, e o Platinum, produto premium para a classe A, de R$ 150 mil até mais de R$ 1 milhão. Todos são oferecidos com financiamento de até 10 anos e infraestrutura adequada ao perfil de cada segmento. Os mais simples têm água, luz, esgoto e área de lazer.

    O que o comprador de terreno quer saber quando faz o negócio?
    Reynaldo
    – Se o imóvel é legal, se tem a documentação em ordem. Nos nossos empreendimentos, temos um dossiê com todos os documentos para o cliente olhar. Os nosso produtos têm uma garantia de fiança bancária. Cada empreendimento é uma empresa separada, com garantia de 100% ao cliente. Vendemos terrenos porque a maioria das pessoas tem o sonho de ter uma casa bonita.

    Como está a presença da GSP em Santa Catarina?
    Reynaldo
    – Investimos em 11 cidades, entre as quais Florianópolis, São José, Governador Celso Ramos, Balneário Camboriú, Camboriú, Joinville, Jaraguá do Sul, Blumenau e Campo Alegre. A maioria dos nossos projetos é de alto padrão. Temos o GSP Platinum Jurerê; o Golfe em Joinville; e o Bosque Europeu em Blumenau, entre outros.

    Quanto vai crescer em 2011?
    Reynaldo
    – A GSP vem dobrando de tamanho todos os anos, o que significa crescer 100%, tanto no número de lotes quanto em faturamento. Nos últimos anos, houve um represamento grande dos nossos projetos por problemas ambientais, documentais, de sorte política, uma série de entraves. Mas coincidiu que em 2010 todos esses projetos em carteira foram desenrolados. Então, este ano vamos crescer 100% e, no ano que vem, devemos dar um salto de 500%. Isso porque, em janeiro, vamos lançar sete empreendimentos; em fevereiro, seis; março, três; abril, seis; maio, seis; junho, cinco; julho, dois; agosto, três; setembro, cinco; outubro, dois; e novembro, três.

    O crédito ajuda?
    Reynaldo
    – O plano Minha Casa, Minha Vida alavancou as vendas de imóveis. A economia está crescendo e pessoas estão tendo empregos, subindo na escala salarial e, assim, mudam para imóveis melhores.

    Notas

    Estilo

    O empresário Reynaldo Leal não revela números sobre os seus negócios, embora seja um dos homens mais ricos do Brasil. Apesar disso, faz questão de se vestir de forma casual, com calça jeans e um boné de grife.
    – A gente tem que ser o que é. Não pode vestir uma roupa e por dentro ser outra pessoa. Eu não sou um executivo engravatado, nunca fui e não gosto de usar terno. Para mim, todas as pessoas são iguais. Aqui na empresa, abraço tanto a menina que faz o café quanto o gerente-geral da empresa. Sou católico, acredito em Deus, que tem sido muito bom comigo – afirma Reynaldo.

    Casa

    Uma das razões pelas quais o fundador da GSP está confiante no crescimento dos negócios nos próximos anos é o elevado déficit habitacional do Brasil. Apesar de tudo o que foi feito nos últimos anos, ele diz que há necessidade de aproximadamente 10 milhões de moradias. À medida que as pessoas vão ampliando sua renda e patrimônio, vão mudando para imóveis melhores.

    Projetos

    Nesta onda de vendas pela internet, a oferta de imóveis pela rede também ajuda nos negócios. Reynaldo Leal afirma que o site da GSP permite compras, embora o sistema não seja um dos melhores e está sendo reformulado. Segundo ele, hoje, de 5% a 7% dos negócios são pela internet, e, com o novo sistema, a meta é comercializar de 20% a 30% virtualmente.

    Vendas

    O mercado imobiliário do Brasil vai crescer até 2016, com certeza, muito. As famílias podem financiar terreno e casa. Ficou mais fácil.

    Comentários

    comments

    Comentários (4)

    • RONALDO APARECIDO DE ASSUNÇÃO NOVELI diz: 3 de março de 2012

      EU SEI DE UMA AREA 4,5 ALQUEIRES EM UMA CIDADE DE 8 MIL HABITANTES UMA AREA MUITO BOA PLANA ,SEM ARVORES NO MEIO ,SEM REDE DE ENERGIA QUE PASSA NELA ,ELA JA PASSA REDE DE ESGOTO NO MEIO DELA , TOPOGRAFIA DELA E MUITO BOA PRA LOTEAMENTO ,INFORMAÇOES ME LIGUE (17) 9736.0684

    • Edna diz: 26 de maio de 2014

      Pena que ele não sabe o quanto um pai de familia trabalhador sofre para pagar o financiamento de seu sonho ( a casa própria).
      Digo isso em nome de várias familias que estão sendo lesadas pela GSP em vários estados.
      Vejam caso da GSP Itatiba por exemplo e tantos outros mais!

    • Luciana Leandro diz: 24 de novembro de 2014

      Tive oportunidade de trabalhar na GSP no ano de 2001 a 2006 na filial em Araguari-MG. Foi um aprendizado muito importante! Parabéns, Dr. Reynaldo! Parabéns, GSP! Forte abraço!

    • francisco diz: 15 de abril de 2015

      Sou corretor em sc tenho areas para loteamento e terreno para contruçao de predios,sobrados em balneario camboriu e imediaçoes se tiver interese ou alguem que esteja lendo este comentario entrar em contato rufoherranz@gmail.com

    Envie seu Comentário