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Posts de outubro 2010

Promessas de Dilma

31 de outubro de 2010 1

Os desafios econômicos dominaram o primeiro pronunciamento da presidente eleita, Dilma Rousseff, que incluiu, também, temas importantes como o respeito às leis e à liberdade de imprensa. A principal promessa econômica é de luta pela erradicação da pobreza, para a qual pediu apoio dos empresários, igrejas, entidades civis, universidades, imprensa, governadores, prefeitos e todas as pessoas de bem. 

Pelo tamanho desta meta, ela tem razão em pedir todos esses apoios porque, para cumpri-la deverá ir além do que o presidente Lula fez com o Bolsa Família. Só uma educação de alta qualidade, em todos os níveis, especialmente no ensino fundamental, vai permitir a erradicação da miséria. Foi com essa conquista, aliada a mais ações, que outros países conseguiram atingir este objetivo. O principal exemplo é a Coréia do Sul, que há 40 anos tinha a mesma renda per capita do Brasil e hoje é desenvolvida.

Para qualificar o desenvolvimento econômico, Dilma prometeu medidas como o esforço pela melhoria da qualidade do gasto público, simplificação e atenuação da tributação e pela qualidade dos serviços públicos. Incluiu valorização do empreendedor individual, ampliação do limite do Supersimples e modernos mecanismos de aperfeiçoamento econômico. O discurso é positivo e propositivo, com temas prioritários.



No topo dos loteamentos no Brasil

31 de outubro de 2010 4

O empresário Reynaldo Leal entende muito de terrenos para construções residenciais. Foi graças a esta habilidade, aliada ao crescimento do mercado imobiliário do país, que a sua empresa, a GSP Loteamentos, que tem matriz em Ourinhos, interior de São Paulo, se tornou a maior do setor no Brasil, presente em 70 cidades. As belezas de Santa Catarina pesaram para Leal abrir escritório em Florianópolis, há quatro anos, e fixar na cidade uma das três residências que tem no país.

O slogan da GSP, Seu sonho possível, reflete o desejo de muitos brasileiros de morar numa casa. Adepto do estilo casual, com um boné de grife, o empresário não revela números estratégicos da empresa e faz questão de conferir pessoalmente cada negócio que lança. Sua empresa oferece lotes para alta renda e também unidades mais acessíveis. Em SC, predominam os produtos mais sofisticados, em 11 cidades.

  • Reynaldo Galves Leal
  • Fundador e presidente da GSP Loteamentos, a maior empresa brasileira do segmento de vendas de terrenos para imóveis residenciais. Técnico em Topografia e engenheiro civil pela Universidade de São Paulo (USP), Reynaldo Galves Leal, 57 anos, ingressou jovem no setor imobiliário, antes mesmo de concluir o curso universitário. Foi sócio de várias empresas e, desde 1996, está à frente da GSP, que tem matriz em Ourinhos, interior de São Paulo e, há quatro anos, tem escritório também em Florianópolis. A vinda para Santa Catarina foi para realizar um sonho do empresário e da mulher, de morar na capital catarinense.

  • Como ingressou no setor?
    Reynaldo Leal
    – Antes de me formar em Engenharia eu era topógrafo (profissional que avalia terrenos), fiz curso prático de topografia em Piraju, interior de São Paulo, minha cidade natal, onde morei até os 20 anos. Eu trabalhava em empresa de meu irmão, que é engenheiro agrônomo. Meu pai era cafeicultor e dono de farmácia. Chegou a ter 500 mil pés de café. Entrei no curso de Engenharia e me formei em 1977. Fiquei sócio de uma empresa que fazia topografia, transformei ela numa construtora, na qual trabalhei até 1980. Aí veio uma grande crise no setor imobiliário, porque a inflação chegou a 40% ao ano de 1979 a 1980. Como os contratos não previam correção monetária, tivemos que fechar a empresa e demitir os 500 trabalhadores.

    Como foi a recuperação?
    Reynaldo
    – Levei um tempão para pagar minhas contas. Cheguei a trincar, mas não quebrei. Comecei a trabalhar como engenheiro autônomo em Botucatu, SP. Eu fazia 40 casas por ano. Comprava o terreno para as pessoas que não tinham condições e fazia a casa para elas. Nesse período, já tinha me casado. Mudei para Ourinhos e comecei a trabalhar com loteamentos. Fui convidado por dois loteadores para fazer um empreendimento. Acompanhei eles numa reunião. Estava curioso para saber como definiam preço. Um virou para o outro e disse: “O que você acha de 24 pagamentos de R$ 500”. Ou outro falou: “Acho bom”. Eu fiquei de boca aberta. Se esses caras, fazendo desse jeito, estão ganhando dinheiro, eu vou nadar de braçada. Em 1985, comecei a prospectar e fiz o primeiro loteamento, em Santa Cruz de Rio Pardo, São Paulo, junto com dois sócios. Depois tive uma empresa com outros sócios no Paraná, a Santa Alice.

    Por que a marca GSP?
    Reynaldo
    – São as iniciais de Grupo Santa Paula, que fundei antes de ir para o Paraná e, mais tarde, em 1996, passei a me dedicar somente a ele. Como já existia o registro Grupo Santa Paula no Brasil, optamos pelas iniciais GSP. Desde aquela data estou sozinho na empresa. A maioria dos nossos empreendimentos é com aquisições de áreas. Temos poucas parcerias. Se existe a possibilidade de um preço razoável de um terreno, eu compro, corro todos os riscos do negócio e tenho uma rentabilidade maior.

    E a vinda para Florianópolis?
    Reynaldo
    – Eu gostei da cidade. Este era um sonho meu e da minha esposa. A gente escolheu Florianópolis para morar há quatro anos, e também abrimos escritório da empresa aqui. Temos mais duas residências no Brasil, uma casa em Ourinhos e um apartamento em São Paulo. Dois dos nossos filhos moram em São Paulo e outro mora em Ourinhos.

    A sua empresa é a maior do Brasil. Como chegou à liderança?
    Reynaldo
    – Estamos em 10 estados,70 cidades. Visito todos os nossos negócios. Eu é que dou o ok para a compra de terrenos. Não delego isso para ninguém. Esse é o grande segredo de sucesso da empresa, é saber comprar bem, enxergar o que os outros não enxergam. Muitas vezes eu vejo um grande empreendimento onde outros não veem. Esse é um dos dons que Deus me deu. Outra razão, é cumprir o prometido, sempre. Em todos os 160 empreendimentos que temos executados no país, nunca deixamos de fazer sequer um item que tenhamos prometido. O que é prometido é cumprido exatamente, sempre que possível, antes do prazo que a gente estipulou.

    Que terrenos vocês oferecem?
    Reynaldo
    – Temos loteamento popular, que denominamos Prata, e custam até R$ 50 mil. Depois, temos o Ouro, com preço de R$ 50 mil a R$ 150 mil, e o Platinum, produto premium para a classe A, de R$ 150 mil até mais de R$ 1 milhão. Todos são oferecidos com financiamento de até 10 anos e infraestrutura adequada ao perfil de cada segmento. Os mais simples têm água, luz, esgoto e área de lazer.

    O que o comprador de terreno quer saber quando faz o negócio?
    Reynaldo
    – Se o imóvel é legal, se tem a documentação em ordem. Nos nossos empreendimentos, temos um dossiê com todos os documentos para o cliente olhar. Os nosso produtos têm uma garantia de fiança bancária. Cada empreendimento é uma empresa separada, com garantia de 100% ao cliente. Vendemos terrenos porque a maioria das pessoas tem o sonho de ter uma casa bonita.

    Como está a presença da GSP em Santa Catarina?
    Reynaldo
    – Investimos em 11 cidades, entre as quais Florianópolis, São José, Governador Celso Ramos, Balneário Camboriú, Camboriú, Joinville, Jaraguá do Sul, Blumenau e Campo Alegre. A maioria dos nossos projetos é de alto padrão. Temos o GSP Platinum Jurerê; o Golfe em Joinville; e o Bosque Europeu em Blumenau, entre outros.

    Quanto vai crescer em 2011?
    Reynaldo
    – A GSP vem dobrando de tamanho todos os anos, o que significa crescer 100%, tanto no número de lotes quanto em faturamento. Nos últimos anos, houve um represamento grande dos nossos projetos por problemas ambientais, documentais, de sorte política, uma série de entraves. Mas coincidiu que em 2010 todos esses projetos em carteira foram desenrolados. Então, este ano vamos crescer 100% e, no ano que vem, devemos dar um salto de 500%. Isso porque, em janeiro, vamos lançar sete empreendimentos; em fevereiro, seis; março, três; abril, seis; maio, seis; junho, cinco; julho, dois; agosto, três; setembro, cinco; outubro, dois; e novembro, três.

    O crédito ajuda?
    Reynaldo
    – O plano Minha Casa, Minha Vida alavancou as vendas de imóveis. A economia está crescendo e pessoas estão tendo empregos, subindo na escala salarial e, assim, mudam para imóveis melhores.

    Notas

    Estilo

    O empresário Reynaldo Leal não revela números sobre os seus negócios, embora seja um dos homens mais ricos do Brasil. Apesar disso, faz questão de se vestir de forma casual, com calça jeans e um boné de grife.
    – A gente tem que ser o que é. Não pode vestir uma roupa e por dentro ser outra pessoa. Eu não sou um executivo engravatado, nunca fui e não gosto de usar terno. Para mim, todas as pessoas são iguais. Aqui na empresa, abraço tanto a menina que faz o café quanto o gerente-geral da empresa. Sou católico, acredito em Deus, que tem sido muito bom comigo – afirma Reynaldo.

    Casa

    Uma das razões pelas quais o fundador da GSP está confiante no crescimento dos negócios nos próximos anos é o elevado déficit habitacional do Brasil. Apesar de tudo o que foi feito nos últimos anos, ele diz que há necessidade de aproximadamente 10 milhões de moradias. À medida que as pessoas vão ampliando sua renda e patrimônio, vão mudando para imóveis melhores.

    Projetos

    Nesta onda de vendas pela internet, a oferta de imóveis pela rede também ajuda nos negócios. Reynaldo Leal afirma que o site da GSP permite compras, embora o sistema não seja um dos melhores e está sendo reformulado. Segundo ele, hoje, de 5% a 7% dos negócios são pela internet, e, com o novo sistema, a meta é comercializar de 20% a 30% virtualmente.

    Vendas

    O mercado imobiliário do Brasil vai crescer até 2016, com certeza, muito. As famílias podem financiar terreno e casa. Ficou mais fácil.

    Lixo Zero nos supermercados

    30 de outubro de 2010 1

    O projeto Supermercado Lixo Zero 2020, apresentado ontem, na 7ª Conferência Internacional Lixo Zero, em Florianópolis, pela Associação Catarinense de Supermercados (Acats) ,chamou a atenção de especialistas de meio ambiente do exterior. Uma das participantes, a carioca Ana Lucia Carvalho, que é gestora de meio ambiente da prefeitura de San Diego, Califórnia, EUA, disse que vai mostrar o projeto da entidade catarinense à associação de supermercados da região da Califórnia.
    – Fiquei maravilhada e orgulhosa ao ver um projeto com objetivo tão audacioso sendo implantado em meu país. Um projeto desses coloca o Brasil na vanguarda mundial da sustentabilidade – disse Ana Lucia.
    Pelo plano, até 2020, supermercados associados da Acats terão sistemas próprios de gestão de resíduos sólidos Lixo Zero, disse o diretor da entidade, Antônio Carlos Poletini.

    A economia no novo governo

    30 de outubro de 2010 0

    Desta vez, o mercado financeiro não registrou variações bruscas, independentemente da posição dos dois candidatos à Presidência da República nas pesquisas de intenções de voto. Mas com o fim do processo eleitoral, amanhã à noite, o país passará a ser informado sobre as medidas econômicas que a nova cúpula do Executivo federal vai fazer.

    Uma coisa é certa. Pelo menos uma reforma deverá sair do papel. Os dois candidatos prometeram mudanças na área tributária, e o ano para promover as alterações é o imediatamente após a eleição. A dúvida é se a mudança virá com redução da carga ou apenas facilidades para arrecadar. O ideal seria unir essas duas prioridades, porque empresas brasileiras estão perdendo mercado aqui e lá fora devido à alta carga tributária. A economia mostra, também, a necessidade de conter a valorização do real, a pressão inflacionária e o crescimento dos gastos públicos. Avanço na educação também ajudaria.

    Woa entrega praça revitalizada

    29 de outubro de 2010 0

    A família Koerich, sócia da nova empresa Woa Empreendimentos Imobiliários, entregou oficialmente, nesta manhã, a revitalização da Praça Governador Celso Ramos, que fica entre o Hotel Majestic e o McDonald’s, na Avenida  Beira-mar Norte. Os 12.473 metros quadrados ganharam novo paisagismo, mas foram preservadas as árvores antigas. A feira de hortifrutigranjeiros, que acontecia dentro da praça, foi transferida para o estacionamento em frente.

    Agora, o desafio é manter o espaço seguro e organizado, afirmou o empresário Walter Silva Koerich, diretor da Woa, que patrocinou a renovação dos dois espaços com o apoio da prefeitura de Florianópolis, Floran, Ipuf, FloripaAmanhã e a Associação dos Moradores e Amigos da Praça Governador Celso Ramos, entre outros. Este não é o primeiro projeto urbanístico que recebe apoio dos Koerich. A Praça XV, no Centro da Capital, ganhou vitalização financiada pelas Lojas Koerich e Carioca Calçados. Segundo o empresário, o próximo projeto será fazer uma parceria com o Exército Brasileiro, dono da área em frente ao Beiramar Shopping e ao lado do Majestic, para fazer uma renovação por lá.

    Entre os presentes no evento, o prefeito Dário Berger, o presidente da CDL da Capital, Osmar Silveira, o procurador Alexandre Herculano Abreu, o superintendente da Floram, Gerson Basso e a presidente da ONG FloripAmanhã, Zena Becker. Na foto, a partir da direita, os Koerich: Walter, Ronaldo, Orlando e Sérgio.

    Foto Guto Kuerten

    Mutirão para abrir empresas vai até amanhã

    29 de outubro de 2010 0

    O mutirão do Sebrae/SC e da  prefeitura de Florianópolis para formalizar empresas dentro da Lei do Microempreendedor Individual, realizado em barraca ao lado do Mercado Público, no Centro, vai até amanhã, às 12h. O serviço é para quem quer formalizar empresa individual ou simplesmente buscar mais informações sobre como abrir o novo negócio com menores riscos.

    De acordo com o coordenador do Sebrae para a Grande Florianópolis, Januário Serpa, até ontem mais de 2,5 mil pessoas tinham sido atendidas pelo mutirão e cerca de 250 aproveitaram para abrir a empresa. Além da consultoria para abrir o negócio, os interessados podem participar de palestras sobre administração de empresas. Nesta sexta, o atendimento começa às 9h e vai até às 18h, sem intervalo para almoço.

    Com parceira dos EUA

    28 de outubro de 2010 0

    A C-Pack, de São José, multinacional que é líder latino-americana no segmento de embalagens tipo bisnaga, anuncia joint venture com a americana Orange Product. A nova empresa vai produzir esferas de roll-on e complementos para o mercado de higiene pessoal, prevê faturamento de R$ 10 milhões e vai oferecer 60 empregos diretos, segundo informações do presidente da C-Pack, Luiz Gonzaga Coelho.

    A nova empresa ocupará prédio de 2 mil metros quadrados, no bairro Pagará, em Santo Amaro da Imperatriz.

    Um luxo só

    28 de outubro de 2010 0

    Um dos mais luxuosos condomínios da Beira-Mar Norte, que começou a ser edificado em frente ao bar Koxixo’s, deve ser lançado em breve. É o primeiro projeto da Woa, a nova empresa imobiliária dos Koerich, voltada a imóveis de alto padrão, que tem como sócias a Lojas Koerich e as construtoras Zita e Koerich.

     O diretor da Woa, Walter Silva Koerich, vai liderar amanhã, às 8h30min, no Majestic, evento de entrega da revitalização da Praça Governador Celso Ramos, feita com recursos da empresa, da prefeitura, Amapraça, FloripAmanhã e outras firmas.

    Preço de imóveis aumenta 15%

    28 de outubro de 2010 0

    Avalorização de imóveis em Florianópolis, uma das cidades com o setor imobiliário mais dinâmico do Brasil, segue em 15% ao ano, em média, apesar das dificuldades que a indústria do setor enfrentou nos últimos meses. Conforme o presidente do Sindicato da Indústria da Construção da Capital, Helio Bairros, esse aumento é registrado, principalmente, em imóveis de padrão A e B.
    Segundo o empresário, as empresas estão retomando o mesmo nível de produção do início deste ano, após enfrentarem dificuldades burocráticas nos últimos cinco meses, que causaram perdas de R$ 45 milhões em vendas, salários e impostos.

    Às classes A e B

    O preço médio do metro quadrado da construção para a classe AA, em Florianópolis, vai de R$ 10 mil ou mais, diz o presidente do Sinduscon, Helio Bairros. A maioria desses imóveis está na Beiramar Norte e Jurerê Internacional. Para a classe AB, o metro quadrado varia de R$ 4 mil a R$ 8 mil, também em regiões mais nobres, como a Beiramar, João Paulo, Cacupé e outras. Bairros observa que, com o crescimento imobiliário do Brasil, algumas áreas de São Paulo e Rio voltaram a ter valorizações maiores do que as de Florianópolis e Balneário Camboriú.

    Itaguaçu abre 346 vagas

    27 de outubro de 2010 0

    O Shopping Itaguaçu, de São José, está abrindo 346 novas vagas de trabalho neste final de ano com a inauguração de novas lojas e postos para as vendas de Natal. Só a Burger King, que abrirá nos próximos dias, gerou 60 empregos diretos. O Itaguaçu oferece 1.537 empregos diretos. 

    Empregados da Celesc vão à Justiça

    27 de outubro de 2010 0

    A decisão do conselho de administração da Celesc, de cancelar o lançamento de um novo plano de demissão voluntária incentivada (PDVI), teria causado transtornos à maioria dos empregados da companhia que haviam preenchido fichas confirmando que poderiam aderir ao programa. Por isto, dois trabalhadores já ingressaram na Justiça com ações contra a Celesc Distribuição e sua diretoria executiva, cobrando perdas, afirma o superintendente jurídico da estatal, Ronaldo Jardim.

    Há informações de que boa parte dos cerca de 1,3 mil empregados que pretendiam aderir ao PDVI também tem intenções de entrar na Justiça, com uma ação coletiva, para cobrar perdas. Isto porque muitos tinham certeza de que o plano sairia e, por isso, já fizeram investimentos futuros prevendo o que receberiam.


    Weg lucra R$ 142 milhões

    27 de outubro de 2010 0

    O grupo Weg, de Jaraguá do Sul, acaba de divulgar o seu balanço do terceiro trimestre do ano, com lucro líquido de R$ 142 milhões, 11,3% menor que o do mesmo período do ano passado, mas 22,2% superior ao do trimestre imediatamente anterior.

    A receita operacional bruta do período alcançou R$ 1,419 bilhão, 10,7% superor a dos mesmos meses de 2009, e os investimentos de janeiro a setembro deste ano totalizaram R$ 188,9 milhões.

    Explicações na estatal

    27 de outubro de 2010 0

    O representante dos empregados da Celesc no conselho de administração da companhia, Jair Fonseca, se reuniu ontem com grupo de trabalhadores no hall da empresa, na Capital. Ele explicou as razões pelas quais votou a favor da suspensão do novo PDVI, na última reunião do conselho. Segundo Fonseca, pesaram na decisão a ação do Ministério Público do Trabalho que exigia o pagamento com base no salário relativo ao concurso feito quando o trabalhador ingressou e a exigência dos minoritários de que não haveria contratação para repor os demitidos. Para isso, os acionistas queriam mudança no estatuto, o que os trabalhadores não aceitam. A reunião do conselho ocorreu dia 14 deste mês.

     


    Unisul na geração de energia limpa

    26 de outubro de 2010 0

    A Unisul vai receber 400 mil euros (R$ 900 mil) da Comissão Europeia para financiar o projeto Geração de Energia Elétrica através de Fontes Limpas (REGSA) em Florianópolis. A iniciativa visa a fomentar energias alternativas na América do Sul e tem a liderança da Universidade de Hamburgo (Alemanha). Segundo o professor Youssef Ahmad Yousef, da Unisul, o projeto, que é liderado pela professora Elisa Moek, vai extrair biocombustível dos resíduos urbanos para gerar energia em comunidades carentes.

    JP Morgan compra a Gávea

    25 de outubro de 2010 0

    O banco JP Morgan, dos EUA, vai anunciar amanhã a compra da Gávea Investimentos, empresa do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga. Pelo acordo, Fraga ficará à frente da Gávea por cinco anos. As informações são do jornalista Lauro Jardim e foram divulgadas no blog Radar On-line, do site da revista Veja.

    A Gávea Investimentos é dona de 12,6428% do Grupo RBS.

    Hoje é o Dia Mundial do Macarão

    25 de outubro de 2010 1

    Hoje é comemorado mais um Dia Mundial do Macarrão. O sabor do prato, que é quase unanimidade global, é o mesmo, mas o preço está mais salgado. Tudo por conta da menor oferta de trigo no mercado mundial. O Grupo M. Dias Branco, maior fabricante de massa do Brasil e dono da marca Isabela, lembra que, atualmente, o consumidor tem facilidade com as massas e molhos pré-prontos. Um dos restaurantes que está pronto para celebrar a data, hoje, com mais vendas, é o Spedini, do Shopping Iguatemi, que faz um Festival de Massas até quarta-feira.

    Faltam as propostas econômicas

    25 de outubro de 2010 0

    A uma semana do segundo turno da eleição, os candidatos à Presidência da República, Dilma Rousseff e José Serra, ainda não revelaram claramente as suas propostas para a área econômica. Não é por falta do que fazer. Há uma guerra cambial no mundo e o risco de o Brasil ser inundado por moedas de fora, os gastos públicos federais estão crescendo de forma acelerada e o país precisa de reformas com urgência para se tornar mais competitivo e evitar riscos futuros.

    Com a reforma fiscal, o país teria um melhor controle dos gastos do dinheiro dos impostos e a reforma tributária deveria reduzir a burocracia, distorções, e iniciar uma redução da carga de impostos. A reforma trabalhista é importante para reduzir custos sobre a mão de obra e incluir os quase 50% dos trabalhadores brasileiros que estão na informalidade, enquanto a da Previdência precisa ser feita para evitar que, no futuro, o país tenha problemas como os da Grécia e da França, com uma conta quase impagável. Como os candidatos não abrem o jogo, o eleitor terá que votar deduzindo o que farão com base nas suas trajetórias até aqui.

    Para adotar as normas contábeis internacionais

    24 de outubro de 2010 0

    O Brasil está aderindo às normas internacionais de contabilidade também para pequenas empresas. Por isso, será realizado na manhã desta segunda-feira, no Hotel Bourbon, em Joinville, um seminário sobre o tema, promovido pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), juntamente com o Conselho Regional de Contabilidade e Martinelli Auditores. O evento, que começa às 8h30min, vai ser ministrado pelo professor da FGV e doutor em controladoria, Ricardo Lopes Cardoso.

    As regras já são adotadas em cerca de 100 países. Mais informações sobre as normas internacionais de contabilidade nos sites www.ibracon.com.br ou www.cfc.org.br.

    Para imitar o Vale do Silício no social

    23 de outubro de 2010 0


    Emmett Carson, convidado especial do TiB – Together is Better

    Todas empresas devem ter projetos sociais porque são beneficiadas por eles. Esta é a síntese da mensagem de uma das maiores autoridades mundiais em investimentos comunitários, o fundador e presidente da Fundação Comunitária do Vale do Silício (Silicon Valley Community Foundation), Emmett Carson, convidado especial do TiB – Together is Better – Seminário Internacional de Tecnologia para a Mudança Social, realizado quarta e quinta-feira, em Florianópolis. A Fundação do Vale do Silício tem um patrimônio de US$ 1,7 bilhão, constituído por mais de 1,5 mil de fundos de doações de empresas de tecnologia da Califórnia, entre as quais a Facebook, eBay, Google e Sun Microsystems. Ela faz a gestão para que os resultados sociais sejam alcançados. Antes da palestra de quarta-feira, Carson conversou com a coluna. Leia a entrevista.


    Emmett D. Carson

    É fundador, presidente e diretor executivo da Fundação Comunitária do Vale do Silício (Silicon Valley Community Foundation). Baseada em Mountain View, Califórnia, é uma das principais instituições de desenvolvimento social dos EUA. É um estudioso da área, trabalhou para o congresso americano, a Fundação Ford, que é a maior do país, e, depois, dirigiu a Fundação Comunitária de Minneapolis. Natural de Chicago, tem pós-doutorado em Relações Públicas pela Universidade de Princeton e é autor de mais de cem trabalhos sobre justiça social e análise de políticas sociais. É casado e tem uma filha.

    O senhor veio a Florianópolis para falar sobre investimento social para empresas de tecnologia. Como vê essa oportunidade?

    Emmett Carson _ Chamam Florianópolis de Silicon Valley do Brasil. Acho essa troca de ideias importante porque vocês podem aprender conosco e nós podemos aprender com vocês. As empresas podem contribuir muito com base no modelo do Silicon Valley, que desenvolve trabalhos junto com a comunidade.

    Como as empresas podem contribuir para a filantropia?

    Carson _ A minha mensagem é que, tanto pequenas quanto grandes empresas podem colaborar com doações em dinheiro ou com o talento intelectual dos seus colaboradores. A filantropia é medida não pelo tamanho, mas pelo fato de fazê-la. Um exemplo é o das crianças. Elas terão mais dificuldades se não aprenderem cedo.

    Qual é o melhor investimento social?

    Carson _ Vou começar mudando a pergunta. Uma grande escolha, a mais importante é que a gente tenha oportunidade de escolha. Para algumas pessoas é a globalização; para outras, é a fome. O desafio é fazer esta escolha e investir em filantropia.

    Como nasceu a Fundação Comunitária do Vale do Silício?

    Carson _ Nasceu há quatro anos. Ela reúne mais de 1,5 mil fundos de empresas, famílias e organizações sociais. Hoje, temos um patrimônio de US$ 1,7 bilhão e investimos, anualmente, a remuneração desse patrimônio, em torno de US$ 240 milhões. (A fundação é administrada por uma equipe especializada em investimentos).

    De que forma são escolhidos os projetos na fundação?

    Carson _ É uma pergunta difícil, porque cada indivíduo que investe na área social tem decisões e interesses diferentes. Eles aconselham e os técnicos da fundação decidem. Os investidores dão prioridade para a educação, que vai desde o jardim de infância até a faculdade.

    Como são distribuídos os investimentos?

    Carson _ No ano passado, cerca de US$ 138 milhões, o equivalente a 57%, foram destinados para educação. Para a área de construções comunitárias, US$ 13 milhões, o que corresponde a 13%; em preservação ambiental, US$ 22 milhões, 9%; na área de saúde, US$ 17 milhões, 7%; em suporte familiar, US$ 12 milhões, 5%; em artes e cultura, US$ 10 milhões, 4% e em outras áreas, US$ 12 milhões, o equivalente a 5%.

    Há poucos dias, a fundação recebeu doação de US$ 100 milhões do dono do Facebook, o jovem bilionário Mark Zuckerberg. Onde ele quer investir?

    Carson _ Ele vai investir do outro lado do país, em New Wark, ao lado de Nova York, porque ele conhece pessoas de lá e confia no projeto deles. Os recursos vão para escolas públicas, para fortalecer o ensino de ciências. O investimento social é uma mistura de arte e ciência. A arte é para ter as condições sociais e a ciência é para poder analisar bem tudo. Este é um exemplo de como pensar estrategicamente. Em New Wark ele encontrou as pessoas, o grupo que pode fazer a diferença, e quem vai fazer a gestão financeira é a Silicon Valley.

    Um dos novos projetos da fundação é o reforço do ensino para crianças afrodescendentes e latinos, que estão aprendendo menos do que os americanos e descendentes de asiáticos na região da Califórnia.

    Carson _ É um trabalho de parceria com as escolas para elevar o padrão de aprendizado dessas crianças. Um dos passo é a pesquisa para saber qual a causa dessa diferença. Uma problemática encontrada, foi que as crianças da oitava série têm a mesma nota, mas alguns repetem de ano, não vão adiante, por razão desconhecida. Primeiro serão examinados os fatos, depois será feita a comunicação na mídia. Uma semana atrás, eles fizeram uma reunião que atraiu 900 participantes. Agora, eles tem uma força-tarefa de ações não-governamentais, que busca solução para que todas as crianças tenham o mesmo resultado, o mesmo desempenho. Tudo isto custou apenas US$ 15 mil. Liderança não é tomar muito dinheiro, o importante é a coragem de fazer.

    O senhor acompanha algo sobre a área social do Brasil. Pode dar alguma opinião?Carson _ Sou um observador casual, mas aconselho mais informação para mudanças. O Brasil tem uma única oportunidade, agora, porque foi um dos últimos a entrar na crise global de 2008 e um dos primeiros a sair. E com isso houve essa ascensão da classe média. Seria uma oportunidade de transformar a realidade social para o país ter uma sociedade mais justa. A pergunta filosófica que deveriam fazer a essas classes média e alta é se elas vão querer pegar tudo para si ou vão compartilhar melhor para que todos cresçam juntos. As empresas fazem melhor quando elas vendem algum produto. Para conseguir sucesso, você precisa de pessoas bem educadas para o mercado de trabalho.

    Qual é o risco de não investir na comunidade?

    Carson _ É interesse das empresas investir nas suas comunidades porque elas vão precisar de pessoas educadas, preparadas. Todas devem ter projetos sociais, são beneficiadas por isso. O inverso também é verdade, os produtos ficam mais caros e, aí, volto para a favela do Rio que conheci. Quando você não investe na comunidade você cria uma situação de desequilíbrio social que não é bom para as empresas. As pessoas não saem nas ruas, não consomem. É quase como um business case sobre porque você precisa investir. Você precisa de uma comunidade saudável, com renda, para comprar produtos.

    Notas

    Fundação

    O principal objetivo do evento TiB em Florianópolis, foi promover uma aproximação do setor de tecnologia, que é o maior gerador de impostos da Capital, com a área social, seguindo o modelo do Vale do Silício. Lúcia Dellagnelo, que convidou Emmett Carson para o TiB, preside o Instituto Comunitário da Grande Florianópolis (ICom) que é uma fundação comunitária nos moldes da californiana.

    _ No Vale do Silício, as empresas de tecnologia têm um papel muito grande nas suas comunidades e elas escolhem investir por meio da fundação comunitária. As empresas de tecnologia daqui podem fazer investimentos na comunidade e uma das alternativas é pelo ICom _ diz Lúcia Dellagnelo.

    Educação

    O modelo de fundação comunitária nos Estados Unidos existe há mais de 20 anos e está sendo difundido pelo mundo. Para Emmett Carson, essa difusão pode fazer a diferença. As pessoas podem identificar oportunidades e levantar dinheiro para investir.Nos EUA, as empresas priorizam projetos educacionais, especialmente em ciências e matemática, para que haja um bom nível educacional da população. Assim, as pessoas estarão mais qualificadas para o trabalho.

    Filantropia

    A atuação das pessoas em projetos comunitários é muito valorizada nos EUA. Tanto que eles são conhecidos mundialmente por serem os maiores doadores sociais e também para igrejas. Quando a economia americana entra em crise, o Vaticano também sofre.A importância é tal que até na ficha de solicitação de visto ao país eles pedem para a pessoa enumerar todas as organizações sociais e de caridade para as quais contribui ou trabalha.

    Desafios ao exportador industrial

    23 de outubro de 2010 1

    A guerra cambial promovida por diversos países pode aumentar as medidas protecionistas, afetando mais as exportações de manufaturados. O alerta é do embaixador Rubens Barbosa, um dos palestrantes do Seni 2010, Seminário de Negócios Internacionais, realizado ontem pela Associação Empresarial de Joinville, em Balneário Camboriú. Conforme os rumos dessa guerra, o governo brasileiro poderá tomar mais medidas, observa o embaixador.

    Diante da série de dificuldades para exportar manufaturados, ele recomenda aos empresários do setor pressionarem o governo para reduzir o custo Brasil, incluindo carga tributária, burocracia e mais infraestrutura. Na sua avaliação, o novo governo deverá prestar mais atenção ao setor exportador de manufaturado. Uma das medidas seria reforçar a Camex, transformando-a em um órgão ligado diretamente à Presidência da República, e outra seria a busca de mais acordos bilaterais com mercados importantes.