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Posts do dia 28 março 2011

Festa sustentável

28 de março de 2011 0

 O Clube do Champanhe, de Florianópolis, intensifica preparativos para a sua festa anual, que será quarta-feira, no Floripa Music Hall. A jornalista Adriana Althoff, diretora do clube e âncora do programa de mesmo nome na TVCOM, e a âncora Natália Casassola, estarão de plantão hoje e amanhã, em horário comercial, no Floripa Music Hall, para atender quem quiser fazer o cartão Platinum ou comprar ingressos para a festa.

Uma das principais novidades desta edição é a compensação das emissões de gases que causam efeito estufa, com o plantio de árvores pelo Instituto Mãos da Mata. A empresa inventariante é a Econsciente. Conforme Adriana, se cada um fizer a sua parte na preservação ambiental, a nova geração vai viver em um mundo muito melhor.

 

Embraco inventa ar-condicionado pessoal

28 de março de 2011 0

Maior fabricante mundial de compressores para refrigeradores e freezers, a Embraco, de Joinville, controlada da Whirlpool, dos EUA, acaba de desenvolver um microcompressor com múltiplas utilidades, que pode ser usado inclusive como ar-condicionado pessoal, em roupas. A sugestão inicial é para vestes de bombeiros, forças armadas, mineração e corridas automotivas, mas pode ir além. A versão menor do aparelho pesa 100 gramas, tem o tamanho de uma caneta e seis centímetros de diâmetro. A maior pesa 1,1 quilo, tem o mesmo diâmetro e 15 centímetros de comprimento. A capacidade de refrigeração pode variar entre -5°C e 20°C.
_O meu objetivo é vender roupa refrigerada. Quando se começa abordar o cliente pela solução e não pelo produto, ele paga mais por isso _ disse João Carlos Brega, presidente da companhia, ao O Estado de S. Paulo.
Para mostrar o produto na roupa, a Embraco mandou confeccionar um colete de refrigeração, no qual aparece a caixinha do compressor (foto).
Como funciona
O aparelhinho é semelhante ao usado em refrigeradores, que transforma o ar quente em frio e vice-versa. Pode ser usado, também, para caixas de transporte de órgãos para transplantes, mantas para reduzir sangramentos e telões de LCD. Recebe energia de uma bateria de 12 ou 24 volts. As pesquisas iniciaram em 2005, a pedido de uma empresa que queria solução para refrigerar CPUs de computadores. A Embraco investe de 3% a 4% da receita bruta em pesquisa e desenvolvimento e tem mais de mil patentes mundiais.

Para avançar como "Vale do Silício"

28 de março de 2011 0

A cidade de Florianópolis, já reconhecida internacionalmente como o Vale do Silício da América Latina, precisa se projetar como polo-grife desse segmento para se consolidar nessa liderança. Alcançará esse estágio se conseguir atrair o grande capital internacional de risco, avalia o empresário Rui Luiz Gonçalves, presidente da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate), entidade que completa 25 anos quarta-feira. Ela foi criada para unir as forças de sete empresas instaladas na primeira incubadora de base tecnológica do Brasil, a Celta, fundada com a articulação do professor Carlos Alberto Schneider.
– Se conseguimos tudo isto do nada em 25 anos, imagina o que poderemos avançar nos próximos 25 anos – pergunta Rui Gonçalves.
Ele diz que SC tem o que é mais importante para desenvolver o setor, os empreendedores. E os governos podem contribuir fomentando tecnologias. O empresário defende, também, a instalação de banda larga de ponta no Estado, mais formação de mão de obra e eventos para ajudar a enfrentar a desindustrialização.

Rui Luiz Gonçalves

Presidente da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate) e fundador, sócio e diretor da AltoQI, empresa líder nacional no segmento de softwares para engenharia civil. Rui Gonçalves, 46 anos, é natural de Ilhota, SC, e preside a entidade há três anos. Além da atividade associativa, que define como empreendedorismo cívico, faz palestras para estudantes, nas quais os incentiva a fundarem empresas de tecnologia. É separado e tem um filho.

 

 

Por que Florianópolis pode ter o título de Vale do Silício da América Latina?
Rui Luiz Gonçalves – Nós Temos aqui na Capital mais de 500 empresas de tecnologia (software e hardware). Só para fazer uma comparação, o governo do Chile anunciou a criação de um Vale do Silício (alusão à região da Califórnia, EUA, que é líder em empresas de tecnologia no mundo). O plano era, em 2010, chegar a 10 empresas de tecnologia, e em 2014, a mil empresas. SC tem hoje cerca de 1,5 mil empresas do setor. Das mais de 500 que temos em Florianópolis, cerca de 300 têm atividades intensas, com marcas fortes. Se nós arrancamos com uma diferença desse tamanho, não podemos deixar o Chile passar na nossa frente. Já formos reconhecidos pelo jornal Corriere de la Serra, da Itália, e pela BBC, de Londres, como Sillicon Valley da América Latina. O polo de Recife não fatura o que uma empresa nossa fatura. São Paulo é maior, mas é tudo disperso, não tem essa característica regionalizada.

Qual é o nosso diferencial?
Rui
– Temos uma natureza empreendedora maior do que todos os outros estados do Brasil. Foi aqui que foram fundadas indústrias fortes em diversos setores da economia. Em muitos locais criam polos tecnológicos, mas falta empreendedor. O Facebook, para virar grife, foi ao Vale do Silício, na Califórnia. Temos também esse objetivo, criar o ambiente estrela de tecnologia. Para virar grife vai ter que estar em Florianópolis.

Investidores de fora virão?
Rui
– Quando descobrirem que SC tem as melhores empresas de tecnologia do Brasil e baratas, os investidores globais vão aparecer. Outro diferencial nosso são marcas próprias. Somos o único polo do Brasil que não é ancorado por uma grande multinacional. Contamos com pessoas e qualidade técnica. A única coisa que falta aqui é dinheiro, investimento em massa. Fui para a Califórnia conhecer o setor. O Facebook recebeu da Microsoft, por 1, 28% dela, US$ 300 milhões. Eu falei para um executivo da Silicon Valley que com US$ 6 milhões você entra em boa parte das nossas empresas, com participação de até 40% de negócios consolidados e potencial para ser empresa mundial.

Como governos podem ajudar?
Rui
– Precisamos utilizar o poder de compra do Estado para fomentar a indústria tecnológica. Quem criou o Google Map foi a Nasa e deu para o Google. A internet nasceu para atender a uma demanda do exércio americano. O governo pode ajudar contratando serviços necessários. Enfrentamos falta de 180 mil profissionais no setor no país, mais de mil em Florianópolis, e perdemos talentos para o exterior. Precisamos de incentivos para retê-los.

O que a Acate prioriza?
Rui
– A Acate foi fundada pelos sete primeiros empresários que fundaram a primeira incubadora tecnologia do Brasil, com o professor Carlos Alberto Schneider. O José Fernando Faraco, da Dígitro, foi o idealizador da Acate e primeiro presidente.Uma das principais lutas foi pela política de isenção ou redução de impostos. Hoje, ela é uma coordenadora de um arranjo produtivo, com atuação em núcleos regionais, como Criciúma, Chapecó, Lages, Tubarão, Jaraguá do Sul. Busca soluções ao setor, especialmente nas áreas de recursos humanos e capital.

Como fundou a AltoQI?
Rui
– Sou exemplo de como a educação muda a vida das pessoas. Vivi até os 13 anos no interior de Ilhota, sem energia elétrica. Vi o primeiro computador aos 18 anos, quando entrei no curso de Computação da UFSC. Meu sonho era ser engenheiro, mas precisava trabalhar durante parte do dia. Tive propostas de emprego, mas minha mãe me incentivou a abrir a empresa, o que fiz com um sócio engenheiro, há 22 anos. Hoje, todos os prédios de Florianópolis são feitos com um software da AltoQI. Em SC, mais de 90% dos edifícios são projetados com nossos sistemas e cerca de 50% dos que são feitos no Brasil também. Temos perto de 25 mil clientes, entre os quais a Petrobras e a Vale. Empregamos 120 pessoas, boa parte para vendas.
 

Notas

Acate

A Acate tem cerca de 270 empresas associadas no Estado, a maioria em Florianópolis. Nos últimos anos, tem criado verticais de empresas (núcleos por segmentos) para impulsionar negócios. Além disso, criou a Universidade Acate para aprimorar mão de obra, trabalho que tem apoio, também, da prefeitura da Capital. O setor é o maior arrecadador de impostos de Florianópolis, onde fatura mais de R$ 1,2 bilhão por ano.Com matriz no Bairro Trindade, próximo da UFSC, a Acate tem dois condomínios, um junto a sua sede e outro no Corporate Park, na SC-401. O terceiro será na Pedra Branca, em Palhoça. Além disso, a associação abriga o Midi Tecnológico, incubadora com 15 empresas na unidade e mais 10 incubadas virtualmente. O Sebrae/SC é o mantenedor. Florianópolis conta, também, com o Celta, condomínio administrado pela Fundação Certi, e o Sapiens Parque, que precisa de mais infraestrutura e atrativos a empreendedores.

Atuação

Com matriz no Bairro Trindade, próximo da UFSC, a Acate tem dois condomínios, um junto a sua sede e outro no Corporate Park, na SC-401. O terceiro será na Pedra Branca, em Palhoça. Além disso, a associação abriga o Midi Tecnológico, incubadora com 15 empresas na unidade e mais 10 incubadas virtualmente. O Sebrae/SC é o mantenedor. Florianópolis conta, também, com o Celta, condomínio administrado pela Fundação Certi, e o Sapiens Parque, que precisa de mais infraestrutura e atrativos a empreendedores.

Banda larga

Rui Gonçalves assegura que a tecnologia digital vai trazer uma avanço fantástico, especialmente diante do potencial empreendedor catarinense e brasileiro. Por isso a Acate incentiva ao governo do Estado instalar banda larga de ponta em todos os 293 municípios. Segundo ele, se fizer isto, o governador vai ser convidado para dar palestra na ONU, em função dos avanços que serão alcançados. A tecnologia pode ajudar o Estado a resolver os problemas causados pela desindustrialização.