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Posts de maio 2011

Marca Sadia na China

31 de maio de 2011 0

A BFR Brasil Foods negocia uma joint-venture na China com a empresa local Dah Chong Hong Limited. O objetivo da parceria, segundo comunicado ao mercado divulgado hoje, é ter acesso à distribuição no mercado chinês e ao processamento local para desenvolver a marca Sadia na China, além de alcançar os segmentos de varejo e food service (restaurantes). A empresa informou que assinou um memorando de intenções preliminar e que informará ao mercado qualquer fato concreto que resulte das discussões em curso.

A empresa Dah Chong Hong é uma companhia aberta listada na Bolsa de Hong Kong desde 2007, controlada pelo Grupo Citic Pacific (57,5% de participação). As operações da empresa chinesa incluem os mercados de Hong Kong, Macau e China Continental.


Namorados otimistas

31 de maio de 2011 Comentários desativados

Catarinenses que vão presentear no Dia dos Namorados pretendem gastar, em média, R$ 124,70 em produto ou serviço. Foi isso que apurou a pesquisa mensal da Federação do Comércio, Serviços e Turismo (Fecomércio). Entre os entrevistados, 53,1% pensam em comprar à vista, e o foco será em vestuário (40,5%), perfumes e cosméticos (21,7%), calçados e bolsas (13,4%) e flores (8,7%). O presidente da federação, Bruno Breithaupt, concluiu que, com esses valores, os consumidores continuam otimistas com a economia. Para ele, ainda não houve um impacto das medidas restritivas do governo. O levantamento da Fecomércio apontou que o gasto médio por consumidor de Blumenau será de R$ 151; Florianópolis, R$ 128,63; Chapecó, R$ 122,44; Criciúma, R$ 121; Joinville, R$ 113,25; e Lages, R$ 111,90.

Nas vitrinas

Otimistas com a terceira melhor data do varejo do ano, o Dia dos Namorados, os lojistas usam a criatividade para diferenciar vitrinas. Pesquisa durante a convenção dos lojistas, em Chapecó, apontou que 62,5% esperam vender mais para a data. As empresárias Ione e Luisa Tremel Pereira, da Bobstore (foto) da Capital, que capricharam na decoração, esperam vender 20% mais frente ao mesmo período do ano passado. E as lojas da Cacau Show já expõem linha especial de chocolates para a data.

Portos na mira

31 de maio de 2011 0

Insatisfeito com a guerra fiscal promovida via portos, especialmente pelos estados de Santa Catarina, Espírito Santo, Paraná, Pernambuco e Mato Grosso do Sul, o governo federal quer acabar com essas disputas que, na opinião dele, prejudicam os demais estados. A intenção é enfrentar o problema com a aprovação de uma alíquota única de ICMS de importação, talvez de 2%, informou a revista Exame.

Reajustes salariais vão pressionar a inflação, diz Mailson

30 de maio de 2011 Comentários desativados

O economistas da Tendências Consultoria e ex-ministro Mailson da Nóbrega, que fez palestra sobre o cenário econômico brasileiro na Convenção dos Lojistas, sexta-feira, em Chapecó, disse para a coluna que a elevação da inflação se tornou uma preocupação generalizada no país, há reajustes salariais inflacionários e que a taxa Selic deverá chegar a 12,75% este ano.
_ O Brasil está longe do risco de um descontrole inflacionário, mas a inflação está acima do que o governo gostaria e em linha com o que os analistas previam. Nós, da Tendências, estamos prevendo IPCA de 6,6% este ano porque o Banco Central não agiu tão fortemente como deveria diante dessa ameaça. Para 2012, a maioria dos analistas prevê IPCA acima de 5% _ afirmou. 
 
Para Mailson da Nóbrega, uma das pressões inflacionárias vem de reajustes salariais acima da produtividade. Em agosto e setembro, categorias fortes como petroleiros, comerciários e bancários terão dissídio coletivo. Segundo ele, os reajustes devem ser em linha ou abaixo dos ganhos de produtividade para não gerar inflação. O economista prevê mais três ou quatro altas da taxa Selic de 0,25 ponto percentual nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central. A taxa de juros vai terminar o ano em 12,75% ou 13%.

Consumidor está cada vez mais plugado

30 de maio de 2011 Comentários desativados

Graças ao avanço da tecnologia e à difusão das redes sociais, o consumidor tem cada vez mais poder. O empresário Hélio Rotenberg, fundador e presidente da Positivo Informática, do Paraná, a maior fabricante de computadores do Brasil, foi o convidado da Federação das CDLs de Santa Catarina para falar sobre o consumidor do futuro, na convenção anual do setor, realizada nos últimos três dias, em Chapecó. Rotenberg traçou um cenário no qual as empresas terão que respeitar mais o consumidor e se adaptar para atendê-lo em multicanais. Nesta entrevista, o empresário também fala sobre as novidades da Positivo para empresas, além das expectativas sobre o lançamento do seu tablet, a sensação do momento.

Hélio Rotenberg

Fundador e presidente da Positivo Informática, a maior fabricante brasileira de computadores e 13ª no ranking mundial. Engenheiro Civil pela Universidade Federal do Paraná e mestre em Informática pela PUC do Rio de Janeiro, ele liderou, em 1989, a criação da Positivo Informática. Ingressou no Grupo Positivo em 1988, quando se tornou o primeiro diretor do curso de Informática das Faculdades Positivo, hoje Universidade Positivo. Foi aí que identificou a oportunidade de produzir computadores. Também inseriu o Brasil no mapa dos exportadores de tecnologia educacional.

O que vai diferenciar o consumidor do futuro?
Hélio Rotenberg – Esta é uma resposta que buscamos exaustivamente. Um estudo divulgado neste ano pelo Instituto Deloitte – intitulado Consumidor 2020: Interpretando os Sinais –, realizado com o objetivo de projetar o perfil do consumidor no ano de 2020, indica que ele está cada vez mais plugado, vem aderindo ao universo online, caracterizando, inclusive, um novo formato de mercado. Hoje, o consumidor já pesquisa, entende mais e conhece melhor as suas marcas preferidas. Ele está cada vez mais exigente, é capaz de reconhecer bons produtos e, a partir de agora, vai querer, principalmente, se surpreender. Somos uma empresa que procura entender o consumidor brasileiro, suas aspirações e suas necessidades como usuário de informática. Por esse motivo, nos preocupamos tanto em estudar o nosso público. Queremos ser a melhor opção de compra em tecnologia.

Quais características do consumidor do presente vão continuar no consumidor do futuro?
Rotenberg – Não existe mais o consumidor como mero receptor de mensagem ou propaganda. Ele vem ganhando voz ativa e se sentindo cada vez mais poderoso, com mais informação e poder de decisão em suas mãos. Agora, ele pode interagir com a empresa. Mais do que isso, tem o poder de escolher e indicar, além de falar das suas boas e más experiências nas redes sociais. Esse caminho é de ida, sem volta.

Como serão as lojas do futuro?
Rotenberg – Como esse novo consumidor está conectado à web, todos os estabelecimentos deverão estar nesse ambiente. Nossos estudos sinalizam que o varejo no Brasil e no mundo terá seu crescimento no formato multicanal, com maior participação digital e mais canais de relacionamento e vendas. Estamos atentos a isso e, hoje, os nossos produtos são comercializados em mais de 8,3 mil pontos no país, inclusive nas maiores redes pontocom.

O senhor está à frente da Positivo, a maior indústria brasileira de computadores. Quais são as principais novidades?
Rotenberg – Nós somos uma empresa nacional que procura entender profundamente o consumidor brasileiro, suas aspirações e suas necessidades como usuário de informática. Quando entramos no varejo, há seis anos, o computador ainda não fazia parte do cotidiano da população. Em um ano de atuação, nos tornamos líderes em vendas nesse mercado e a maior fabricante nacional de PCs. Em 2010, inovamos com a linha Positivo Premium Select, modelo que permite a personalização com a troca da face externa do computador. Temos também uma linha para o mercado corporativo, a Positivo Master, com notebooks, netbooks e desktops desenvolvidos com recursos e funcionalidades específicos para pequenas e médias empresas e grandes empresas. Em novembro, lançamos a linha Positivo Alfa, primeiro leitor digital do país com tela touch, que ganhou um novo modelo, o Positivo Alfa Wi-Fi. Com ele, o leitor pode acessar ao conteúdo de livrarias online e fazer o download de livros digitais.

Quando a Positivo vai lançar o seu tablet?
Rotenberg – Sempre concentrada em todas as oportunidades de popularização da tecnologia, em especial as voltadas à educação, nossa empresa lançará um tablet no segundo semestre deste ano. Nossa meta constante é estabelecer e ampliar o relacionamento com os consumidores. Queremos entendê-los para traduzir as suas aspirações e oferecer produtos adequados às suas necessidades e desejos.

A maioria dos consumidores, hoje, só quer comprar tablet?
Rotenberg – O mercado de tablets no país é recente, portanto, ainda é cedo para fazermos essa avaliação. A penetração do computador nos lares brasileiros é de apenas 32%. A primeira compra deve continuar sendo de um desktop ou de um notebook, pelo conforto de um teclado e um mouse ou do touchpad. O netbook também é muito vendido no Brasil como primeiro computador portátil. Acreditamos que a máquina de primeira compra não deve ser substituída por um tablet, mas a segunda pode ser. É importante lembrar que o tablet é feito mais para consumir do que para produzir conteúdo. Isso deve ser levado em conta no momento da compra. O grande aprendizado sobre tablets é que para se ter um produto vencedor não basta apenas a qualidade do hardware, é preciso ter um ecossistema com conteúdos focados nos brasileiros.

Notas

Do futuro

Entre os grupos de consumidores que mais podem revolucionar as vendas mundiais está a geração “Z”, que nasceu com acesso ao mundo digital, observou o presidente da Positivo, Hélio Rotenberg em Chapecó. Segundo ele, o consumidor mais digital é exigente, faz pesquisa de preço, de qualidade, comenta se foi bem tratado ou não. É uma pessoa com o mundo na ponta do dedo. Hoje, existe a geração “Y”, que tem entre 20 e 30 anos e é bem mais exigente do que no passado. Se for maltratada em um restaurante, na mesma hora comunica para todo o seu grupo de conexão. Por isso, as empresas precisam repensar a sua atuação.

Tablet

Ao enquadrar o tablet na Lei do Bem, ele poderá ser vendido a preços mais baixos no Brasil, acelerando o amadurecimento do mercado nacional para essa nova ferramenta, avalia o empresário Hélio Rotenberg. Segundo ele, isso vai contribuir, de forma bastante efetiva, para a inclusão digital, o que vai agilizar a chegada do produto à casa de um número cada vez maior de brasileiros. Rotenberg diz que a Positivo está fazendo um produto muito bem feito. O tablet complementa o computador.

A Positivo

Com 22 anos de atividades completados na última quinta-feira, a Positivo Informática é a 13ª maior fabricante de computadores do mundo e a primeira do Brasil. No ano passado, teve receita bruta de vendas de R$ 2,3 bilhões e lucro líquido de R$ 89 milhões. A empresa iniciou, no final do ano passado, uma série de medidas para melhorar sua eficiência operacional. No primeiro trimestre de 2011, a receita bruta alcançou R$ 425 milhões e o resultado final ficou negativo em R$ 30 milhões.

Inscrição para a Expogestão com desconto

29 de maio de 2011 Comentários desativados

Empresários e executivos interessados em participar da Expogestão 2011, que acontece em Joinville de 7 a 10 de junho, podem fazer a inscrição com desconto até esta segunda-feira, dia 30 de maio. Há, também, a possibilidade de comprar o plano corporativo, que amplia o benefício com bonificação para aquisições para grupos acima de cinco pessoas. Outras informações no site www.expogestao.com.br ou pelo fone (47) 3451-5656.

Somente 3,5% dos catarinenses compram pela internet

29 de maio de 2011 Comentários desativados

Apesar do avanço do uso da internet, apenas 3,5% dos consumidores catarinenses fazem compras pela rede. A informação foi destacada pelo palestrante Conrado Adolpho Vaz, que falou sobre Google Marketing, na manhã de sábado, na Convenção Estadual do Comércio Lojista, em Chapecó. Segundo ele, desses consumidores de SC que compram pela internet, 88% fazem aquisições de lojas de São Paulo, o que significa que o varejo do Estado vem perdendo 88% das vendas. Vale observar que enre os produtos mais adquiridos pela rede estão livros e cosméticos. Conrado Vaz aconselhou os lojistas a abrirem lojas virtuais e usarem as redes sociais para divulgar e ampliar os seus negócios e disse que a Região Sul é a que mais vai avançar nas vendas virtuais.

Cadastro positivo para breve

28 de maio de 2011 Comentários desativados

Os lojistas do país esperam que a presidente Dilma Rousseff sancione o Cadastro Positivo dentro de 20 a 30 dias e, logo após, a nova lei entrará em vigor. A afirmação é do presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Júnior, que falará sobre a nova lei  para presidentes de CDLs do Estado, hoje, em Chapecó, onde acontece a Convenção Estadual do Comércio Lojista, com mais de 1,6 mil participantes.Ele explica que, primeiro, o será formada a base de dados dos consumidores e, dentro e um ano ou um ano e meio, as pessoas já poderão sentir os benefícios da nova lei.

Os dados dos últimos cinco anos do cadastro negativo farão parte dos registros, mas o cadastro positivo será muito maior. Vai informar, por exemplo, o limite de crédito de cada consumidor de acordo com o nível de financiamento.  O novo sistema vai permitir taxas de juros mais baixas aos bons pagadores e isso deverá provocar uma redução da inadimplência. O cadastro positivo será feito pelos birôs do mercado: Serasa, SCP, Boa Vista Serviços e Equifax.

Nuno Cobra ensina a ter menos estresse

28 de maio de 2011 Comentários desativados

Os participantes da Convenção Estadual do Comércio Lojista, que acontece em Chapecó, além de palestras sobre temas técnicos, acompanharam atentamente, ontem, abordagem sobre qualidade de vida feita pelo consultor e preparador físico Nuno Cobra. Segundo ele, o que os empresários e executivos do país mais perguntam é como reduzir o estresse e dormir melhor. O especialista concentra seus conselhos em quatro pontos básicos: sono reparador de aproximadamente 9 horas, alimentação adequada, movimento sistemático e agradável (atividade física) e respiração completa e relaxante.

Plateia experiente

26 de maio de 2011 Comentários desativados

O secretário da Fazenda, Ubiratan Rezende, foi prestar contas da gestão do ano passado para o Tribunal de Contas do Estado (TCE), ontem, onde contou com uma plateia experiente. Três ex-secretários da Fazenda acompanharam a explanação: Max Bornholdt, Antonio Gavazzoni e Cleverson Siewert. Ubiratan, além de apresentar os números, falou sobre reformas.

Radical

– Eu não acredito que haja reformas possíveis no atual aparato estatal. Nós precisaríamos nos engajar num processo de reestruturação radical da forma como o Estado recolhe, investe e aloca seu recurso. Isto passa por uma reforma, uma mudança do processo político. Não existe condições de técnicas de gestão ou a definição de indicadores resultarem no tipo de ação estatal que a população precisa e quer. Os problemas são estruturais. Então o Tribunal cumpre a sua função, mas a lógica do status quo – disse o secretário Ubiratan Rezende.

Correção

 Os ex-secretários assitiram a explanação do relator conselheiro Salomão Ribas. Durante a sessão, o secretário Ubiratan abriu mão de falar. O comentário sobre as reformas ele fez depois da sessão. As duas primeiras notas acima foram publicadas na íntegra na coluna Informe Econômico do DC de hoje.


Brasil Foods faz oferta

25 de maio de 2011 Comentários desativados

Com planos de investir R$ 2 bilhões no Brasil este ano, a BRF Brasil Foods ofereceu, ontem, R$ 60 milhões pela unidade de processamento e produção de leite longa vida da Alimentos Nilza, de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. O laticínio teve falência decretada em janeiro último e aguarda julgamento de um recurso. A unidade tem capacidade de produção de 820 mil litros de leite por dia, além de derivados como manteiga, queijos e bebidas lácteas.

SC vai exportar bovinos à Turquia

25 de maio de 2011 Comentários desativados

O secretário de Estado da Agricultura e da Pesca, João Rodrigues, que lidera missão à Europa, assinou ontem, em Roma, acordo com a União de Importadores e Exportadores de Carnes e Derivados da Itália (Uniceb) para a exportação de terneiros vivos de Santa Catarina para a Turquia. Rodrigues também fez a entrega oficial do termo de cessão e uso de terreno, na região do Porto de Imbituba, para a concentração dos animais antes do embarque. As obras desse centro deverão ficar prontas em 30 dias e a primeira exportação, de mil cabeças de bovinos, está prevista para o final de julho. Segundo o presidente da Cidasc, Enori Barbieri, as exportações vão ocorrer após cinco anos de negociações com a Uniceb, presidida por Renzo Fossato. A meta é exportar 20 mil bovinos até o ano que vem.

O novo Código Florestal

25 de maio de 2011 Comentários desativados

A aprovação, na Câmara, do novo Código Florestal Brasileiro, ontem à noite, mostrou que a maioria dos parlamentares votou de acordo com as suas convicções e informações sobre o tema. Apesar das pressões da presidente Dilma Rousseff, boa parte da base governista seguiu o relatório do deputado Aldo Rebelo, que foi amplamente discutido em busca de um consenso possível. 

O novo Código, que ainda terá que passar pelo Senado, está em sintonia com os desejos de boa parte dos pequenos agricultores catarinenses e brasileiros, que reivindicavam uma solução para a condição ilegal que vinham enfrentando, por ocupar ou produzir em áreas às margens de rios, muitas desmatadas há décadas. A mata ciliar desmatada terá que ser recomposta em 15 metros no caso de rios com 10 metros de largura, apesar de a lei manter a necessidade de 30 metros de reservas. As medidas aprovadas também aliviam os produtores de maçã e uva dos campos de altitude que acabaram entrando na ilegalidade só por atuar em um município situado a mais de mil metros acima do nível do mar.

A maioria dos pequenos produtores que não tem um aposentado na família tem renda baixa e dificuldade para investir qualquer valor em mudança de benfeitoria para atender leis ambientais. Muitas dessas propriedades de décadas atrás foram construídas perto de rios justamente porque, por não ter qualquer infraestrutura, tinham que usar a água do rio para se descolar e atender as necessidades da residência e dos animais. Vale observar que o Código não prevê desmatamentos. Já as grandes propriedades tem mais renda e, em casos de desmatamentos recentes fora da lei, deveriam ser punidas.

Apesar das mudanças, falta ainda ao Brasil compensar quem preserva a natureza, quem mantém reservas, a exemplo do que fazem o Canadá e os Estados Unidos. Santa Catarina previu a remuneração de serviços ambientais no seu Código Ambiental, mas não regulamentou ainda.

  

Indústria de SC planeja investir R$ 2,5 bilhões até 2013

24 de maio de 2011 Comentários desativados

As indústrias catarinenses planejam investir R$ 2,48 bilhões no período de 2011 a 2013, segundo o levantamento feito pela Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) por meio da publicação Desempenho e Perspectivas da Indústria Catarinense 2011, com apoio do BRDE. Do total estimado, mais da metade, R$ 1,6 bilhão, será investida este ano. Esse valor é 18% superior ao investido no ano passado, que ficou em R$ 1,3 bilhão. Para 2012 as empresas projetam investir R$ 411 milhões e, para 2013, R$ 469,9 milhões. A publicação foi divulgada hoje à tarde pelo presidente da Fiesc, Alcantaro Corrêa, o diretor de Relações Industriais e Institucionais da entidade, Henry Quaresma, e o presidente do BRDE, Renato Vianna.

 A maior parte dos investimentos programados para o triênio ficará em Santa Catarina (72%). Outros estados receberão (25%), 1% vai para o exterior e 2% em local a ser definido. Com os investimentos previstos até 2013, estima-se que sejam gerados 18 mil novos empregos, sendo 14 mil em Santa Catarina e quatro mil fora do estado.

Polêmicas do Código

24 de maio de 2011 Comentários desativados

Do Informe Econômico de hoje:

A votação do projeto do novo Código Florestal Brasileiro, apesar das intensas polêmicas, inclusive de última hora, está prevista para a manhã de hoje na Câmara Federal. Entre as maiores preocupações dos ambientalistas, estão o perdão de multas a grandes produtores que desmataram ilegalmente e a autorização do uso de áreas de preservação permanente (APPs) já desmatadas para algumas culturas, como ocorre em determinadas regiões de Santa Catarina.

Apesar de o Brasil ter a maior reserva florestal tropical do planeta, há abusos em desmatamentos, especialmente na região amazônica. Frente a isso, o novo Código deveria ser rígido, com elevadas penalidades a quem não cumpre a lei ou não cumpriu nos últimos anos, apesar de ter conhecimentos sobre os impedimentos. Sobre a ocupação de campos de altitude e áreas em margens de rios, muitos desmatados há mais de 50 anos, e envolvendo pequenas propriedades, a legislação deveria ser mais flexível com o passado, conforme está no projeto.

Serviço ambiental

Os pequenos produtores rurais catarinenses estão satisfeitos com o que prevê o Código Ambiental Catarinense, que admite a continuidade da produção em áreas consolidadas, mesmo em APPs. É isto que está previsto também no novo Código Florestal. Emenda prevê delegar aos estados, por meio do Programa de Regularização Ambiental, o poder de estabelecer, além de atividades agrossilvipastoris, o ecoturismo e o turismo rural. Caso o Congresso decida obrigar os pequenos produtores a repor áreas de florestas desmatadas há décadas, seria importante definir ajuda financeira para essa preservação, porque os produtores não têm renda para bancar esse custo.

Recompensas

O presidente da Federação da Agricultura de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo, defende a definição de serviços ambientais e recompensas econômicas aos produtores rurais brasileiros. Para ele, isso é necessário porque estão deixando de produzir alimentos, divisas e empregos para preservar o meio ambiente. Na avaliação de Pedrozo, é preciso criar um programa de adequação produtiva às normas ambientais. Nos EUA, por exemplo, os agricultores ganham US$ 114 por hectare/ano para preservar florestas. No Brasil, quem arca com o custo da reserva é o produtor.

Expo Money

24 de maio de 2011 Comentários desativados

Quem quer saber alternativas para o dinheiro render mais pode reservar algumas horas dos dias 8 e 9 de junho para participar da Expo Money, no CentroSul, em Florianópolis. Maior evento de finanças pessoais da América Latina, a Expo é gratuita e acontece pela quarta vez na Capital. É voltada tanto para iniciantes em educação financeira quanto para pessoas que têm conhecimentos avançados, mas querem explorar ou diversificar a carteira de investimentos.

Luta para ser sustentável

23 de maio de 2011 Comentários desativados

Nesta fase de ações concretas ou discursos sobre a preservação ambiental pelo mundo, chama a atenção o programa de reciclagem de uma indústria catarinense, a Termotécnica, de Joinville, fabricante de embalagens de poliestireno expandido (EPS), conhecido como isopor, para eletrodomésticos e outros produtos. Em processo liderado pelo seu presidente, Albano Schmidt, a empresa investiu em centros nas suas oito fábricas para receber de volta embalagens usadas e transformá-las em subprodutos ou em nova matéria prima em minirrefinaria. Com o impulso da nova política nacional de resíduos sólidos, a empresa conta com o apoio de grandes varejistas e terá a colaboraçãode prefeituras para coletar, receber e reciclar parte crescente dos seus produtos. Albano Schmidt, que tem empreendedorismo no DNA – já fundou empresas de software, seguro e logística portuária –, busca alternativas para o uso do EPS reciclado com retorno financeiro. O empresário, que acaba de ser indicado para receber a Medalha do Mérito Industrial de Santa Catarina pela Fiesc, também mostra inquietação com a qualidade da gestão pública.

Albano Schmidt

O empresário Albano Schmidt, 50 anos, é presidente da indústria de embalagens Termotécnica, da Associação Brasileira do Poliestireno Expandido e da Câmara de Energia da Fiesc. É graduado em Engenharia de Produção pelo Instituto de Engenharia Paulista e tem pós-graduação no Babson College, dos EUA. Neto de Albano Schmidt, fundador da Tupy, e filho de Dieter Schmidt, que sucedeu o pai à frente da empresa, Albano já presidiu diversas entidades e atuou como executivo. Em 1999, assumiu a Termotécnica, empresa que ficou com a família quando a Tupy foi vendida, em 1995. É casado com a empresária do setor de decoração Scheila Schmidt, e tem dois filhos, Albano Francisco (21 anos), estudante de Direito na Univille, e Antônio Cecílio, 13 anos, estudante.

Por que o esforço da Termotécnica para reciclar?
Albano Schmidt
– Nossa empresa trabalha exclusivamente com uma matéria-prima, o EPS, em todos os ramos que pode ser aplicada. Dos nossos negócios, 70% são para embalagens de eletrodomésticos como refrigeradores, frezzeres, fogões, aparelhos de som e outros; cerca de 20% são aplicações na construção civil, como isolante térmico, alívio de peso em laje e estamos indo para uma linha a ser usada em painéis construtivos, o ICF, para montar imóveis rapidamente. Também fazemos caixas para transportar alimentos. Como o EPS é totalmente reciclável e não prejudica o meio ambiente nem a camada de ozônio, decidimos buscar alternativas de transformação.
Como a empresa está no mercado, e há plano de expansão?
Albano Schmidt
– Somos líderes no merdado brasileiro e na América Latina, somos verticalizados na ferramentaria e projetos.Temos oito fábricas no Brasil, em Joinville, São José dos Pinhais, três em São Paulo (Rio Claro, Sumaré e Indaiatuba), Goiânia e Manaus. Além disso, temos centro de distribuição em Sapucaia do Sul (RS) e estamos investindo em nova unidade em Petrolina, no Nordeste. Geramos, atualmente, mais de 1,5 mil empregos diretos.
Esse projeto ambiental enfrentou muita resistência?
Albano
– Começamos por vola de 2000. Apesar de ser um produto totalmente reciclável, foi difícil. Nossos parceiros da indústria evitavam, temiam que o governo fizesse exigências. Os grandes varejistas de eletrodomésticos foram resistentesno início. Eles disseram que éramos os parceiros que eles queriam, mas afirmaram que esse negócio de reciclagem era problema nosso. Coletar isso do meio ambiente é responsabilidade do ente público. Aí fomos atrás de cidade que tem coleta seletiva. Dos 5.650 municípios do Brasil, não exitem 300 com coleta seletiva, e, desses, você não consegue 30 que funcionam bem. Continuamos o trabalho e, depois, por pressão dos consumidores que começaram a fazer coleta seletiva, os varejistas passaram a recolher as embalagens e levar para os seus centros de distribuição (CDs). Então, decidimos instalar centros de coleta nas nossas fábricas para receber e reciclar esse material, num processo de logística reversa.
O que a empresa faz com o EPS reciclado?
Albano
– Usamos para itens de construção civil. Se não moemos, desgaseificamos ele por um processo simples, pelo qual a gente obtém PS, uma materia-prima que pode ser usada em “n” aplicações, como para fazer piscinas, canetinhas, capas de CD, réguas e outros produtos. E a empresa, pelo fato de fazer a própria materia-prima, tem uma pequena petroquímica em Joinville que reintroduz isso no seu processo, e obtém uma matéria-prima virgem novamente. Nos últimos 10 anos, investimos mais de R$ 1 milhão em pesquisa e equipamentos para essa unidade. Nossa intenção é fazer subprodutos que gerem retorno. São processos que precisam se pagar e acreditamos que isso é possível. A nova política nacional de resíduos sólidos vai ajudar. Começamos em 2007 coletando perto de 40 toneladas por mês e fechamos 2010 com mais de 400 toneladas. Para você ter ideia, numa carreta de 80 a 100 metros cúbicos não é possível carregar mais do que 500 quilos de EPS. Todos os meses, mais de 800 carretas entram nas nossas unidades com materiais pós-consumo para serem reciclados. Isso deve chegar, até o final do ano, a mais de 500 toneladas.
Como analisa a baixa competitividade do Brasil?
Albano
– A gente tem reclamado muito da pesada carga tributária e, cada vez mais, isso tem ficado um ônus para o empresariado. Eu tenho dito que ser empresário neste país é ser herói. Antigamente, a gente competia com China, a Ásia. Hoje, nossos produtos estão mais caros do que os europeus devido a essa carga tributária maluca. Tudo no Brasil é mais caro do que nos EUA. Até a comida, que era mais barata aqui já não é mais. Isso é resultado da nossa ineficiência de infraestrutura e essa truculência arrecadatória do governo. Temos carga tributária da Suécia e serviços públicos de Terceiro Mundo.
E o projeto do Código Florestal?
Albano
– Está uma vergonha, uma discussão da bancada ruralista com xiitas e ONGs. Temos que ter uma legislação adequada, mas que respeite direitos já existentes de pequenas propriedades, como as de SC. É preciso coibir os desmatamentos de ruralistas, que são uma vergonha.

Notas

Reciclável

Um dos desafios da Termotécnica foi provar para gigantes mundiais do setor de eletrodomésticos que o EPS (isopor) é um produto mais sustentável do que o papel e outros. Para reciclar EPS se consome pouca energia e quase nada de água.
No caso do papel, é preciso usar muita água e muita energia. Além disso, o processo de transformação do papel gera efluente, e do EPS não, explica Albano Schmidt.O papelão em aterro, segundo ele, gera metano, que é 20 vezes pior do que o CO2.

Mundo

Embalagens da Termotécnica também são enviadas ao exterior com os produtos, mas o Brasil é consignatário de um acordo internacional de responsabilidade pela reciclagem de todo material, até das embalagens que chegam aos seus territórios.
– Nós estamos participando de eventos internacionais para mostrar a nossa experiência, que é economicamente viável reciclar EPS– diz Albano.

Energia

A energia vai encarecer no mundo todo porque a geração está cada vez mais cara. Para Albano Schmidt, mudar a matriz energética do país para eólica é muito caro, a energia nuclear é muito perigosa e as fontes de carvão também são caras. Na sua avaliação, o Brasil deve continuar apostando em hidrelétricas, mas é preciso investimentos constantes para ter a oferta necessária.

Portugueses querem parcerias em TI

22 de maio de 2011 Comentários desativados

Comitiva de Portugal se reúne, a partir desta segunda-feira, com empresas e entidades da Grande Florianópolis, em busca de parcerias nas áreas de ciência e tecnologia. São representantes da Universidade do Porto, do Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, da Faculdade de Engenharia e seis representantes de empresas incubadas na Uptec, incubadora da instituição. Os empresários querem identificar parceiros que facilitem a entrada das suas tecnologias no Brasil. Eles ficarão na Capital até quarta-feira e terão reuniões na incubadora Celta e na Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate).

Na Fiesc

20 de maio de 2011 Comentários desativados

A diretoria da Federação das Indústrias realiza a sua reunião mensal na manhã de hoje. Na agenda, uma homenagem ao Diário Catarinense pelos seus 25 anos. O vice-presidente do Grupo RBS, Eduardo Smith, falará sobre as prioridades do jornal em sintonia com o setor produtivo do Estado.

O presidente da Celesc, Antonio Gavazzoni, e o secretário executivo do Ministério de Relações Institucionais da Presidência da República, Cláudio Vignatti, também são convidados da Fiesc e falarão sobre as atividades das suas pastas.


Cooperativas de SC faturam R$ 12,5 bilhões

20 de maio de 2011 Comentários desativados

O setor cooperativista catarinense cresceu mais do que a média da economia do país no ano passado. As 262 cooperativas catarinenses registraram receita operacional bruta de R$ 12,5 bilhões no ano passado, com crescimento de 10,5% frente ao ano anterior. O número de sócios aumentou 11,8% e atingiu mais de 1,126 milhão de pessoas.
O presidente da Organização das Cooperativas do Estado (Ocesc), Marcos Zordan, explica que, considerando as famílias cooperadas, metade da população catarinense, hoje mais de 6 milhões de pessoas, está vinculada ao cooperativismo. Segundo ele, no ano passado o setor conseguiu recuperar perdas do ano anterior, quando o impacto da crise global foi forte.
As cooperativas encerraram o ano passado com um total de 34.521 empregos diretos. Houve crescimento de 8,2% frente ao ano anterior. O setor arrecadou R$ 670,9 milhões em impostos, 22,8% mais do que em 2009.