As medidas anunciadas ontem pelo governo federal para conter a queda desenfreada do dólar por meio do controle de derivativos futuros foram bem recebidas pela economia, embora com críticas do setor financeiro. A intenção, além de conter a valorização do real, é aumentar a prudência da economia frente a uma mudança no cenário externo, como ocorreu com o câmbio em 2008, na crise global. O economista da Somma Investimentos, de Florianópolis, Álvaro da Luz, avalia que as medidas são inteligentes. Segundo ele, os investidores apostam na posição vendida, fazem contrato de dólar a R$ 1,55 e apostam que ele vai estar a R$ 1,50 daqui a 30 dias, para ganhar a diferença. O que o Banco Central fez foi colocar uma tributação em cima de variações positivas nessa posição. Foi um ataque a excessos do futuro, porque o câmbio está irreal. Pelos cálculos da Somma, o dólar deveria estar hoje, no Brasil, R$ 1,75 a R$ 1,80 em função do crescimento da economia brasileira diante dos EUA, que é o país-referência. A medida também permitirá ao governo frear mais a especulação.
<!-- O Brasil é o melhor lugar do mundo para investir capital (dinheiro), afirma o economista da Somma, Álvaro da Luz. Enquanto a taxa de juros estiver em 12,5% ao ano e com expectativa de alta, vai continuar assim. Essa é uma das principais razões da queda do dólar. Para reduzir os juros, ele diz que o governo federal precisa poupar. Mas o que se vê são gastos explosivos de custeio e pouco investimento.
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O melhor lugar
O Brasil é o melhor lugar do mundo para investir capital (dinheiro), afirma o economista da Somma, Álvaro da Luz. Enquanto a taxa de juros estiver em 12,5% ao ano e com expectativa de alta, vai continuar assim. Essa é uma das principais razões da queda do dólar. Para reduzir os juros, ele diz que o governo federal precisa poupar. Mas o que se vê são gastos explosivos de custeio e pouco investimento.