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"Não há uma solução rápida para a crise"

09 de agosto de 2011 0

Após mais um dia de pânico nos mercados acionários globais, os principais questionamentos, no Brasil, são: até quando a crise vai durar e qual será o impacto no país. Para o secretário de Estado da Fazenda, Ubiratan Rezende (foto), que acompanha a situação dos EUA de perto porque trabalhou lá até ofinal do ano passado, não há uma solução rápida para a crise porque ela tem raiz políticae jogou o mundo numa recessão.

– Isso significa que a demanda por commodities, tanto minerais quanto agropecuárias, que são o carro-chefe das exportações do Brasil, vai diminuir, e os preços também cairão – afirma.
O dinheiro que entra no país via setor primário vai principalmente para o governo federal, que redistribui aos estados e municípios. Segundo o secretário, a crise, que ele lembrou ter previsto há seis meses, vai atingir o Brasil por essa via, a da restrição de consumo e redução dos preços das commodities. Para Ubiratan, a crise pode se prolongar até por todo o ano que vem porque há eleição nos EUA. Os mercados estão nervosos porque estão duvidando da capacidade dos EUA pagar sua dívida.

ICMS único

O secretário Ubiratan Rezende afirma que, se integrasse o governo federal, procuraria adotar mecanismo para reduzir as importações visando a manutenção das reservas cambiais. Ele acredita que o governo poderá tentar, rapidamente, implantar uma alíquota única de ICMS, interna e externa, para evitar os regimes diferenciados de alguns estados. Tem uma proposta de São Paulo de alíquota de 4% do ICMS para tudo. Essa decisão tornaria mais cara a importação. Ubiratan estima que, se a União fizer isto, SC terá perda de arrecadação grande, de quase R$ 3 bilhões. Mas o governo federal tem mecanismos para negociar isto.
– A crise vai atingir o Brasil, mas não terá o mesmo efeito devastador como nos EUA, que está com desemprego de quase 10%, e na Europa, que está em situação muito complicada – comenta o secretário.

Investimentos 

Ubiratan Rezende rebate críticas de lideranças industriais de que o Estado não está investindo. Ele disse que os investimentos estão acontecendo em diversas áreas, especialmente na saúde e educação. O que acontece é que o governador não faz “fanfarra” sobre o que está sendo feito, observa. Houve um contingenciamento de 32% do orçamento nos primeiros quatro meses, mas a maior parte dos recursos foi destinada ao reajuste dos professores. Sobra cerca de 2% para investir.

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