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Na crise, Fiesc foca o mercado interno

10 de agosto de 2011 0

O cenário econômico global talvez não seja tão grave quanto o mercado financeiro está sinalizando, mas vai reduzir o ritmo da economia brasileira. A avaliação é do empresário Glauco José Côrte, que assume sexta-feira a presidência da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), sucedendo Alcantaro Corrêa. Segundo ele, o Brasil e Santa Catarina deverão sentir menos do que a maioria dos países os efeitos da crise porque o mercado interno é muito forte, a população adquiriu uma condição de consumo muito boa. Para Côrte, há risco de uma recessão mundial mais prolongada, mas ele não acredita que chegará a esse ponto.

–O mercado financeiro se antecipa muito e se torna extremamente volátil. Não quero diminuir a gravidade da situação econômica internacional, mas tudo indica que os países têm condições de superar essa crise. Os governos devem trabalhar e tomar medidas para que a situação não chegue a um ponto de ruptura – afirma Côrte.

Os EUA, no início da década, eram destino de 30% das exportações catarinenses. Agora, compram 12%. É um percentual menor, mas continuam o principal parceiro de SC.

Competitividade

O empresário Glauco José Côrte adianta que a prioridade da sua gestão à frente da Fiesc será o incentivo à maior competitividade das indústrias. A entidade vai investir em educação e inovação. Segundo ele, essa estratégia é compatível especialmente a esse momento de crise mundial. Para Côrte, como as empresas não podem esperar muito do governo, têm que inovar, investir em melhoria de qualidade e redução de custos.

<!– Os problemas econômicos nos Estados Unidos vão se prolongar até o ano que vem, com a eleição, porque o país está dividido politicamente, analisa o secretário da Fazenda, Ubiratan Rezende. Segundo ele, há uma dúvida se os EUA voltarão a priorizar uma economia mais livre ou maior participação estatal, com mais programas sociais, com jeito de socialismo europeu, como quer o presidente Obama. Avança no país a ala republicana do Tea Party (partido do chá), que defende maior liberdade econômica numa referência ao partido que conseguiu a independência do país.

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