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Celesc contesta dados da Firjan

11 de agosto de 2011 0

A Celesc divulgou texto, hoje à tarde, contestando os dados da pesquisa divulgada pela Firjan, de que a indústria catarinense tem custo de energia acima da média nacional.

As explicações da estatal:

A Celesc contestou veementemente os dados publicados pela imprensa nesta quinta-feira (11) com base em pesquisa da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).
“Escutei pessoalmente do diretor geral da Aneel, Nelson Hubner, e novamente na reunião pública da homologação do reajuste tarifário, no dia 2 de agosto, que nossa tarifa é uma das mais baratas do Brasil – só não é a mais barata por conta dos subsídios às cooperativas e supridas estabelecidos pela ANEEL – que inflacionam, aproximadamente, em 5% a nossa tarifa – sendo a segunda menor conforme tabela abaixo – só perde para a Eletropaulo”, disse o presidente da Celesc, Antonio Gavazzoni. Assim mesmo, segundo ele, porque a Eletropaulo está com a tarifa está congelada desde o mês de julho do ano passado.

O atual reajuste tarifário da Celesc, homologado no início do mês e que passou a vigorar no último dia 7, teve efeito médio de 1,19% de acréscimo para o consumidor, sendo que, para a classe consumidora industrial o reflexo foi de 0,7%. Em 2010, o efeito médio ao consumidor foi de 9,85%.“Considerando a inflação do período, na prática, temos uma energia mais barata, hoje em Santa Catarina, do que há um ano”, diz Gavazzoni.

O presidente acredita que a pesquisa da Firjan está prejudicada pelas diferentes datas de reajuste tarifário das distribuidoras, bem como pela metodologia adotada na determinação dos valores das tarifas consideradas para a comparação.O presidente ressaltou ainda que a pesquisa da Firjan abrangeu 27 países, e que a tarifa da energia elétrica do Brasil é a terceira mais cara do mundo. “Não podemos dizer que Santa Catarina tem uma das tarifas mais caras, e sim o Brasil – em grande parte pela incidência de tributos de diversas naturezas, que no caso da Celesc, respondem por cerca de 40% do valor da tarifa”, disse.

Ressalta ainda, a pressão da Federação das Indústrias de SP, para a não renovação das atuais concessões de serviços públicos de energia elétrica, colocando em risco a manutenção das concessões das empresas controladas societariamente pelo governo federal e pelos governos estaduais.

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