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Chineses podem investir em hotelaria no Estado

17 de agosto de 2011 0

A proposta da Fecomércio/SC de atrair investidores chineses para equipamentos turísticos no Estado encontrou sintonia no país asiático. Em reunião, ontem, com o Consul Geral do Brasil em Xangai, Marcos Caramuru; e o diretor de promoção comercial do consulado, Glaucio Veloso, comitiva da missão catarinense foi informada de que um grupo de empresários chineses, liderado por Michael Browne, está interessado em investir em resorts e hotéis de alto padrão no litoral brasileiro. O presidente da Câmara de Turismo da Fecomércio, João Eduardo Moritz, combinou de fazer contato com o investidor para oferecer oportunidades em Santa Catarina.

Como o grupo vai priorizar projetos de luxo, Moritz adianta que vai sugerir os empreendimentos Txai Ganchos e Quinta dos Ganchos, em Governador Celso Ramos, e outros com perfil semelhante. Segundo Veloso, o empresário Browne é do segmento de iates de luxo e também planeja atuar no Brasil.

Quanto à proposta da Câmara da Fecomércio de atrair turistas chineses, Caramuru explica que a oportunidade está no segmento de negócios. Quando esse turista vai ao Brasil, ele pode estender a sua visita por três a quatro dias, com o objetivo de lazer. É que uma viagem entre Brasil e China demora dois dias e, como o visitante precisa descansar, ele pode optar por viagens internas. Os locais mais procurados são Rio de Janeiro, São Paulo, Foz do Iguaçu e Amazônia. Atrair apenas o turista de lazer é mais difícil porque eles têm período de férias semanais na China e isso acaba impulsionando o turismo interno.

Também participaram da reunião no consulado o secretário adjunto de Turismo de SC, Ozéas Mafra; o diretor de Economia da Secretaria de Estado de Articulação Internacional, Amir Hamad; o chefe da missão da Fecomércio à China, Célio Spagnoli, e o diretor-executivo da entidade, Marcos Arzua. Hamad entregou material sobre oportunidades de negócios em Santa Catarina, dando ênfase a logística portuária.

Segundo Caramuru, a tendência é os chineses importar cada vez mais alimentos e exportar capital e conhecimento. Esses investimentos externos podem demorar mais porque os chineses não têm experiência. A China tende a ter recursos crescentes porque a taxa de poupança interna fica em torno de 50%. Essa economia acima da média é para fazer frente a tratamentos de saúde, que são particulares na China.

Na foto, a partir da esquerda, Arzua, Spagnoli, Veloso, Caramuru, Hamad, Moritz e Mafra, após a reunião no consulado.

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