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China inicia mudança de rumo

29 de agosto de 2011 0

O país que nos últimos 30 anos fabricou produtos baratos e ajudou a conter a alta de preços em diversos países está ficando para trás. A China que os empresários que participaram da missão da Fecomércio/SC puderam observar ainda apresenta, em boa medida, essas características, mas suas principais metrópoles, como Pequim e Xangai, mostram o caminho que o país do dragão quer trilhar: design diferenciado, marcas fortes, mais consumo e qualidade de vida aos seus cidadãos. Como os custos chineses ainda são muito baixos, os próximos cinco ou 10 anos ainda vão apresentar vantagens a quem quer importar insumos ou produtos acabados, mas a tendência é de preços maiores para ajustar o país a uma nova realidade.
Segundo o embaixador do Brasil na China, Clodoaldo Hugheney, o país concluiu que não poderá dar continuidade ao atual modelo de crescimento baseado nas exportações e taxas de investimentos acima de 40%. Além disso, atendendo a demandas sociais, quer implantar sistema público de saúde, previdência e tentar evitar a crescente concentração de renda. Essas metas estão incluídas nos planos do governo dos próximos cinco a 10 anos. Tudo está sendo conduzido com atenção em função das pressões inflacionárias e, também, porque no ano que vem haverá renovação política no país e é preciso agradar as províncias apesar de a China ter partido único.

Normas comerciais
O embaixador Clodoaldo Hugheney, em reunião com empresários catarinenses na última semana, que foi acompanhada por esta colunista, disse que vê muitas oportunidades ao Brasil no futuro das relações com a China. Segundo ele, a presidente Dilma Rousseff deixou claro na visita ao país de que esse avanço deve acontecer respeitando as normas comerciais.


Trem da história
O cônsul do Brasil em Xangai Gláucio Veloso, diretor de promoção comercial, disse que um olhar sobre a cidade chinesa remete à pergunta: onde o Brasil perdeu o trem da história? Com 23 milhões de habitantes, a nova Xangai foi erguida nos últimos 20 anos. É num ritmo parecido que a China quer tirar mais 400 milhões de pessoas da pobreza. Para isso, o Brasil é um dos principais parceiros comerciais. Dos US$ 31 bilhões importados do país, a liderança ficou com minério de ferro (cerca de US$ 15 bilhões), seguido por alimentos. Outra prioridade é o petróleo.

Apoio para negócios

Com a expansão do mercado interno chinês, crescem as oportunidades para exportar ao país. O consulado do Brasil em Xangai, visitado pela missão da Fecomércio, desenvolve o trabalho de suporte para o lançamento de produtos brasileiros. Por enquanto, a demanda maior é por produtos alimentícios, mas há espaço para outros itens de qualidade, diz o cônsul Gláucio Veloso. Recentemente, o consulado apoiou o lançamento de vinhos da Miolo na China. O grupo de SC pediu apoio para atrair investidores chineses ao turismo.

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