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Posts de agosto 2011

Cade aprova compra da Seara pela Marfrig

31 de agosto de 2011 0

Como era esperado e sem maiores polêmicas, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou na manhã de hoje, por unanimidade e sem restrições, a compra da catarinense Seara pela Marfrig. A informação é do portal Exame. O processo foi votado em bloco. Segundo o relator do caso, Marcos Veríssimo, as participações de mercado das duas companhias, mesmo atuando no mesmo setor, eram baixas.

Unidades da Brasil Foods

A aprovação desse processo pelo Cade, que já vinha se arrastando há quase dois anos, pode ser a abertura de caminho para a Marfrig comprar o bloco de unidades da Brasil Foods, que terá que ser vendido até março conforme exigência do próprio conselho para preservar a concorrência após a fusão Sadia-Perdigão. Pela avaliação de lideranças desse mercado, a Marfrig é a empresa que tem mais condições de estabelecer uma disputa melhor nesse mercado concentrado de derivados de carnes.

Brasil Foods quer investir mais em SC

31 de agosto de 2011 0

Ocupada em cumprir as ordens do Cade para a fusão Sadia-Perdigão, a diretoria da Brasil Foods tem mantido contatos frequentes com o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo. Segundo ele, a companhia pretende ampliar atuação no Estado para retomar o espaço que perdeu no mercado nacional em função da retirada da marca Perdigão. Mês que vem, a empresa vai inaugurar a unidade de abate de suínos de Campos Novos, com capacidade para 7 mil suínos/dia. A fábrica de Herval do Oeste, que abate 3 mil cabeças/dia e emprega 700 pessoas, que seria fechada, será mantida. A unidade de Videira será reformulada.
O governo de SC está atento ao destino das fábricas da Brasil Foods de Lages e de Salto Veloso, que terão que ser vendidas pela empresa. Elas serão vendidas até março. Raimundo Colombo diz que a expectativa é de ambas sejam ampliadas pelo novo dono. Em Lages, são produzidas pizzas e massas, e em Salto Veloso, hambúrgueres.

Governo lança Juro Zero e fala em ampliação

31 de agosto de 2011 0

Com a apresentação do programa Juro Zero para microempreendedores individuais, ontem, o governador Raimundo Colombo inicia o cumprimento de uma das suas principais promessas de campanha. Mas o plano não ficará por aí. Acompanhado do secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Paulo Bornhausen, e do presidente do Badesc, Nelson Santiago, Colombo disse que esta é a primeira etapa. Está sendo elaborado plano para beneficiar com o Juro Zero também micro e pequenas empresas.
Essa nova etapa, segundo Bornhausen, será desenvolvida com base em linhas de financiamento do governo federal via BNDES, para que fique mais acessível aos cofres do Estado. Segundo o governador, há uma preferência por inovação tecnológica, mas a ideia é ampliar isso, incluindo, se possível, até capital de giro.
Com o juro é zero, não será criada estrutura para a execução deste novo programa. As operações serão feitas pelas 19 Oscips de microcrédito do Estado, incluindo a Blusol, ligada à prefeitura de Blumenau, e a Juriti, de Jaraguá do Sul, que é privada. O tomador do empréstimo poderá obter até R$ 3 mil, em oito parcelas, mas terá que pagar sete para ter o benefício da última, que será dispensada ao bom pagador.

 

Assessoria técnica
O novo programa catarinense, pioneiro no país, vai ajudar a manter na formalidade os microempreendedores individuais, ou, como o Sebrae prefere denominar, empreendedores individuais (EI), que já abriram o negócio. Segundo o secretário Paulo Bornhausen, por não saberem a fazer a declaração anual de renda, muitos estão perdendo o cadastro, o que causa mais obstáculos aos negócios porque eles passam a ser ilegais.

- Nós vamos suprir isso, dar educação para que ele possa fazer essa prestação de contas - afirma o secretário.

Hoje são 48.590 EI em Santa Catarina e 1,5 milhão no Brasil.



Debate sobre a classe C é adiado

30 de agosto de 2011 0

O sociólogo Bolívar Lamounier, que faria palestra na manhã de hoje sobre a Classe C brasileira, na Fecomércio, não conseguiu chegar a Florianópolis por falta de teto no aeroporto da Capital. Por isso a diretoria da entidade cancelou o evento, que será realizado em outra data. Cerca de 150 pessoas, entre empresários e estudantes da UFSC, tinham confirmado presença.

Ação anticrise em boa hora

30 de agosto de 2011 0

A decisão do governo federal de elevar em R$ 10 bilhões a meta do superávit primário deste ano, numa medida preventiva frente à crise global, é correta. As dificuldades das economias dos Estados Unidos, Europa e Japão continuam, e o Brasil, embora seja um emergente que desfruta de bom ritmo de crescimento, com estimativa de alta do PIB de 4% a 4,5% este ano, vai ser atingido indiretamente pela retração econômica mundial que implicará em redução de exportações e maior pressão por importações a preços baixos.
O aumento da meta do superávit, segundo o governo, será obtido com a contenção de gastos do Tesouro, Banco Central e Previdência. Os cortes devem ser feitos nos segmentos de custeio da máquina e não nos investimentos que geram emprego e desenvolvimento. Anualmente, o governo gasta mais do que arrecada e a maior parte dos recursos vai para despesas que não geram serviços diretos ao país. No primeiro semestre deste ano, os gastos da União com pessoal aumentaram mais de 10% enquanto os investimentos públicos ficaram em cerca de 1,5% do PIB. Conforme o ministro Guido Mantega, a mudança do superávit será para o BC reduzir os juros. Uma condição para o país promover uma redução efetiva da taxa básica de juros é a União parar de gastar mais do que arrecada.

Quem paga mais
Os gastos do governo federal excedem o total arrecadado, apesar das receitas avançarem bem acima do crescimento do PIB. Mas o peso da carga tributária é maior para as famílias mais pobres. Segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 60% dos impostos pagos pelas pessoas físicas são indiretos, ou seja, sobre o consumo. Conforme o levantamento, os 10% mais pobres pagam 10 vezes mais tributos indiretos do que os mais ricos. Hoje, enquanto os donos de carro popular pagam ICMS, os donos de iates são isentos.

Expectativa pelo Pró-Comércio

30 de agosto de 2011 1

Agora é com o governo. A Fecomércio entregou ontem para o secretário de Desenvolvimento Sustentável, Paulo Bornhausen, a sua proposta de incentivos de ICMS para investimentos ao setor, com estudo elaborado pela entidade, com assessoria do BRDE e da Martinelli Advocacia Empresarial. A Fazenda do Estado sinaliza que não pode mais abrir mão de receita. Mas o presidente da Fecomércio, Bruno Breithaupt, argumenta que o incentivo é sobre parte da arrecadação futura, de novos investimentos. O pleito é de postergação parcial de até cinco anos. Na foto, o presidente da Fecomércio, Bruno Breithaupt (terceiro à direita) e o secretário Paulo Bornhausen (terceiro à esquerda), durante a apresentação do Pró-Comércio, ontem.

Incentivo a investimentos no comércio

29 de agosto de 2011 0

A Federação do Comércio do Estado, a Fecomércio, apresenta nesta tarde ao secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Paulo Bornhausen, proposta para tratamento diferenciado de ICMS a investimentos do setor. O estudo foi elaborado por comissão técnica integrada por executivos da entidade e do BRDE, com assessoria jurídica da Martinelli Advocacia Empresarial, de Joinville.  

China inicia mudança de rumo

29 de agosto de 2011 0

O país que nos últimos 30 anos fabricou produtos baratos e ajudou a conter a alta de preços em diversos países está ficando para trás. A China que os empresários que participaram da missão da Fecomércio/SC puderam observar ainda apresenta, em boa medida, essas características, mas suas principais metrópoles, como Pequim e Xangai, mostram o caminho que o país do dragão quer trilhar: design diferenciado, marcas fortes, mais consumo e qualidade de vida aos seus cidadãos. Como os custos chineses ainda são muito baixos, os próximos cinco ou 10 anos ainda vão apresentar vantagens a quem quer importar insumos ou produtos acabados, mas a tendência é de preços maiores para ajustar o país a uma nova realidade.
Segundo o embaixador do Brasil na China, Clodoaldo Hugheney, o país concluiu que não poderá dar continuidade ao atual modelo de crescimento baseado nas exportações e taxas de investimentos acima de 40%. Além disso, atendendo a demandas sociais, quer implantar sistema público de saúde, previdência e tentar evitar a crescente concentração de renda. Essas metas estão incluídas nos planos do governo dos próximos cinco a 10 anos. Tudo está sendo conduzido com atenção em função das pressões inflacionárias e, também, porque no ano que vem haverá renovação política no país e é preciso agradar as províncias apesar de a China ter partido único.

Normas comerciais
O embaixador Clodoaldo Hugheney, em reunião com empresários catarinenses na última semana, que foi acompanhada por esta colunista, disse que vê muitas oportunidades ao Brasil no futuro das relações com a China. Segundo ele, a presidente Dilma Rousseff deixou claro na visita ao país de que esse avanço deve acontecer respeitando as normas comerciais.


Trem da história
O cônsul do Brasil em Xangai Gláucio Veloso, diretor de promoção comercial, disse que um olhar sobre a cidade chinesa remete à pergunta: onde o Brasil perdeu o trem da história? Com 23 milhões de habitantes, a nova Xangai foi erguida nos últimos 20 anos. É num ritmo parecido que a China quer tirar mais 400 milhões de pessoas da pobreza. Para isso, o Brasil é um dos principais parceiros comerciais. Dos US$ 31 bilhões importados do país, a liderança ficou com minério de ferro (cerca de US$ 15 bilhões), seguido por alimentos. Outra prioridade é o petróleo.

Apoio para negócios

Com a expansão do mercado interno chinês, crescem as oportunidades para exportar ao país. O consulado do Brasil em Xangai, visitado pela missão da Fecomércio, desenvolve o trabalho de suporte para o lançamento de produtos brasileiros. Por enquanto, a demanda maior é por produtos alimentícios, mas há espaço para outros itens de qualidade, diz o cônsul Gláucio Veloso. Recentemente, o consulado apoiou o lançamento de vinhos da Miolo na China. O grupo de SC pediu apoio para atrair investidores chineses ao turismo.

SC quer atrair investimento em turismo

29 de agosto de 2011 0

MISSÃO CHINA

Comitiva de 20 empresários catarinenses visitou o gigante asiático em busca de novas parcerias

Apontada como um polo de oportunidades e ameaças, a China surpreendeu favoravelmente os 20 empresários que participaram da primeira missão da Fecomércio-SC ao país. O grupo retornou quinta-feira com importações encaminhadas e contatos promissores para a atração de capital chinês a investimentos turísticos no Estado. Coordenador da missão, o vice-presidente da entidade, Celio Spagnoli, disse que os resultados foram além do esperado.
Nas audiências, agendadas com a colaboração do governo do Estado, Spagnoli, mais o presidente da Câmara de Turismo da Fecomércio, João Eduardo Moritz, e o diretor-executivo da entidade, Marcos Arzua, puderam apresentar o potencial do turismo catarinense e a disposição do Estado em receber investimentos chineses, especialmente em resorts.

O secretário-adjunto de Turismo do Estado, Oseias Mafra Filho, e o diretor de Economia da Secretaria de Articulação Internacional, Amir Hamad, fizeram a representação do governo e também apresentaram o potencial de SC para atrair investimentos.
– Recebemos informações importantes, como a de que há um empresário chinês interessado em investir em resort no litoral e a indicação do embaixador do Brasil na China, Clodoaldo Hugheney, de que o interior do país oferece um potencial enorme para negócios. Há província com 30 milhões de habitantes que cresce 15% ao ano – disse Spagnoli.
O Estado recebeu convite para participar de três feiras de turismo na China, em Pequim, Xangai e Yiwu. Por enquanto, segundo Amir Hamad, os chineses estão procurando o governo de SC para identificar investimentos em energia limpa e infraestrutura. A expectativa é de que outros setores entrem nessa agenda.

* A colunista viajou a convite da Fecomércio-SC

Direto da China

24 de agosto de 2011 1

Para facilitar mais a vida

A volta do voo direto de Pequim a São Paulo pela Air China, se concretizada, vai facilitar mais a vida de muitos que querem chegar mais rápido ao país asiático.
Isto porque hoje são necessários cerca de dois dias de viagem, considerando a diferença de 11 horas do fuso horário.
A propósito, a Air China não foi a única a tentar voo direto ao Brasil. A companhia Varig chegou a anunciar linha para Pequim, mas entrou em crise e desistiu.

De volta

O último compromisso da missão da Fecomércio/SC à China é hoje à tarde, na embaixada brasileira em Pequim. As lideranças vão pedir apoio para a atração de investidores e turistas para SC. Além disso, a missão buscará mais informações sobre a economia chinesa, que segue em ritmo acelerado apesar da crise no Primeiro Mundo. O grupo embarca à noite para o Brasil.

Europeus?

Um equívoco em pomposa recepção para uma autoridade política europeia, na Cidade Proibida, segunda-feira, divertiu os catarinenses. Policiais chineses isolavam o grupo dos demais, mas incluíram o presidente da Câmara de Turismo da Fecomércio, João Moritz, e o diretor executivo da entidade, Marcos Arzua, por terem visual de europeu.

Às compras

Para entender a China, o grupo da Fecomércio foi conhecer um dos pontos de varejo mais visitados do país, o Mercado de Seda de Pequim. Não só se impressionaram com o jeito chinês de negociar até concluir a venda, como aproveitaram para comprar lembranças do país.