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Posts de agosto 2011

Cade aprova compra da Seara pela Marfrig

31 de agosto de 2011 0

Como era esperado e sem maiores polêmicas, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou na manhã de hoje, por unanimidade e sem restrições, a compra da catarinense Seara pela Marfrig. A informação é do portal Exame. O processo foi votado em bloco. Segundo o relator do caso, Marcos Veríssimo, as participações de mercado das duas companhias, mesmo atuando no mesmo setor, eram baixas.

Unidades da Brasil Foods

A aprovação desse processo pelo Cade, que já vinha se arrastando há quase dois anos, pode ser a abertura de caminho para a Marfrig comprar o bloco de unidades da Brasil Foods, que terá que ser vendido até março conforme exigência do próprio conselho para preservar a concorrência após a fusão Sadia-Perdigão. Pela avaliação de lideranças desse mercado, a Marfrig é a empresa que tem mais condições de estabelecer uma disputa melhor nesse mercado concentrado de derivados de carnes.

Brasil Foods quer investir mais em SC

31 de agosto de 2011 0

Ocupada em cumprir as ordens do Cade para a fusão Sadia-Perdigão, a diretoria da Brasil Foods tem mantido contatos frequentes com o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo. Segundo ele, a companhia pretende ampliar atuação no Estado para retomar o espaço que perdeu no mercado nacional em função da retirada da marca Perdigão. Mês que vem, a empresa vai inaugurar a unidade de abate de suínos de Campos Novos, com capacidade para 7 mil suínos/dia. A fábrica de Herval do Oeste, que abate 3 mil cabeças/dia e emprega 700 pessoas, que seria fechada, será mantida. A unidade de Videira será reformulada.
O governo de SC está atento ao destino das fábricas da Brasil Foods de Lages e de Salto Veloso, que terão que ser vendidas pela empresa. Elas serão vendidas até março. Raimundo Colombo diz que a expectativa é de ambas sejam ampliadas pelo novo dono. Em Lages, são produzidas pizzas e massas, e em Salto Veloso, hambúrgueres.

Governo lança Juro Zero e fala em ampliação

31 de agosto de 2011 0

Com a apresentação do programa Juro Zero para microempreendedores individuais, ontem, o governador Raimundo Colombo inicia o cumprimento de uma das suas principais promessas de campanha. Mas o plano não ficará por aí. Acompanhado do secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Paulo Bornhausen, e do presidente do Badesc, Nelson Santiago, Colombo disse que esta é a primeira etapa. Está sendo elaborado plano para beneficiar com o Juro Zero também micro e pequenas empresas.
Essa nova etapa, segundo Bornhausen, será desenvolvida com base em linhas de financiamento do governo federal via BNDES, para que fique mais acessível aos cofres do Estado. Segundo o governador, há uma preferência por inovação tecnológica, mas a ideia é ampliar isso, incluindo, se possível, até capital de giro.
Com o juro é zero, não será criada estrutura para a execução deste novo programa. As operações serão feitas pelas 19 Oscips de microcrédito do Estado, incluindo a Blusol, ligada à prefeitura de Blumenau, e a Juriti, de Jaraguá do Sul, que é privada. O tomador do empréstimo poderá obter até R$ 3 mil, em oito parcelas, mas terá que pagar sete para ter o benefício da última, que será dispensada ao bom pagador.

 

Assessoria técnica
O novo programa catarinense, pioneiro no país, vai ajudar a manter na formalidade os microempreendedores individuais, ou, como o Sebrae prefere denominar, empreendedores individuais (EI), que já abriram o negócio. Segundo o secretário Paulo Bornhausen, por não saberem a fazer a declaração anual de renda, muitos estão perdendo o cadastro, o que causa mais obstáculos aos negócios porque eles passam a ser ilegais.

- Nós vamos suprir isso, dar educação para que ele possa fazer essa prestação de contas – afirma o secretário.

Hoje são 48.590 EI em Santa Catarina e 1,5 milhão no Brasil.



Debate sobre a classe C é adiado

30 de agosto de 2011 0

O sociólogo Bolívar Lamounier, que faria palestra na manhã de hoje sobre a Classe C brasileira, na Fecomércio, não conseguiu chegar a Florianópolis por falta de teto no aeroporto da Capital. Por isso a diretoria da entidade cancelou o evento, que será realizado em outra data. Cerca de 150 pessoas, entre empresários e estudantes da UFSC, tinham confirmado presença.

Ação anticrise em boa hora

30 de agosto de 2011 0

A decisão do governo federal de elevar em R$ 10 bilhões a meta do superávit primário deste ano, numa medida preventiva frente à crise global, é correta. As dificuldades das economias dos Estados Unidos, Europa e Japão continuam, e o Brasil, embora seja um emergente que desfruta de bom ritmo de crescimento, com estimativa de alta do PIB de 4% a 4,5% este ano, vai ser atingido indiretamente pela retração econômica mundial que implicará em redução de exportações e maior pressão por importações a preços baixos.
O aumento da meta do superávit, segundo o governo, será obtido com a contenção de gastos do Tesouro, Banco Central e Previdência. Os cortes devem ser feitos nos segmentos de custeio da máquina e não nos investimentos que geram emprego e desenvolvimento. Anualmente, o governo gasta mais do que arrecada e a maior parte dos recursos vai para despesas que não geram serviços diretos ao país. No primeiro semestre deste ano, os gastos da União com pessoal aumentaram mais de 10% enquanto os investimentos públicos ficaram em cerca de 1,5% do PIB. Conforme o ministro Guido Mantega, a mudança do superávit será para o BC reduzir os juros. Uma condição para o país promover uma redução efetiva da taxa básica de juros é a União parar de gastar mais do que arrecada.

Quem paga mais
Os gastos do governo federal excedem o total arrecadado, apesar das receitas avançarem bem acima do crescimento do PIB. Mas o peso da carga tributária é maior para as famílias mais pobres. Segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 60% dos impostos pagos pelas pessoas físicas são indiretos, ou seja, sobre o consumo. Conforme o levantamento, os 10% mais pobres pagam 10 vezes mais tributos indiretos do que os mais ricos. Hoje, enquanto os donos de carro popular pagam ICMS, os donos de iates são isentos.

Expectativa pelo Pró-Comércio

30 de agosto de 2011 1

Agora é com o governo. A Fecomércio entregou ontem para o secretário de Desenvolvimento Sustentável, Paulo Bornhausen, a sua proposta de incentivos de ICMS para investimentos ao setor, com estudo elaborado pela entidade, com assessoria do BRDE e da Martinelli Advocacia Empresarial. A Fazenda do Estado sinaliza que não pode mais abrir mão de receita. Mas o presidente da Fecomércio, Bruno Breithaupt, argumenta que o incentivo é sobre parte da arrecadação futura, de novos investimentos. O pleito é de postergação parcial de até cinco anos. Na foto, o presidente da Fecomércio, Bruno Breithaupt (terceiro à direita) e o secretário Paulo Bornhausen (terceiro à esquerda), durante a apresentação do Pró-Comércio, ontem.

Incentivo a investimentos no comércio

29 de agosto de 2011 0

A Federação do Comércio do Estado, a Fecomércio, apresenta nesta tarde ao secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Paulo Bornhausen, proposta para tratamento diferenciado de ICMS a investimentos do setor. O estudo foi elaborado por comissão técnica integrada por executivos da entidade e do BRDE, com assessoria jurídica da Martinelli Advocacia Empresarial, de Joinville.  

China inicia mudança de rumo

29 de agosto de 2011 0

O país que nos últimos 30 anos fabricou produtos baratos e ajudou a conter a alta de preços em diversos países está ficando para trás. A China que os empresários que participaram da missão da Fecomércio/SC puderam observar ainda apresenta, em boa medida, essas características, mas suas principais metrópoles, como Pequim e Xangai, mostram o caminho que o país do dragão quer trilhar: design diferenciado, marcas fortes, mais consumo e qualidade de vida aos seus cidadãos. Como os custos chineses ainda são muito baixos, os próximos cinco ou 10 anos ainda vão apresentar vantagens a quem quer importar insumos ou produtos acabados, mas a tendência é de preços maiores para ajustar o país a uma nova realidade.
Segundo o embaixador do Brasil na China, Clodoaldo Hugheney, o país concluiu que não poderá dar continuidade ao atual modelo de crescimento baseado nas exportações e taxas de investimentos acima de 40%. Além disso, atendendo a demandas sociais, quer implantar sistema público de saúde, previdência e tentar evitar a crescente concentração de renda. Essas metas estão incluídas nos planos do governo dos próximos cinco a 10 anos. Tudo está sendo conduzido com atenção em função das pressões inflacionárias e, também, porque no ano que vem haverá renovação política no país e é preciso agradar as províncias apesar de a China ter partido único.

Normas comerciais
O embaixador Clodoaldo Hugheney, em reunião com empresários catarinenses na última semana, que foi acompanhada por esta colunista, disse que vê muitas oportunidades ao Brasil no futuro das relações com a China. Segundo ele, a presidente Dilma Rousseff deixou claro na visita ao país de que esse avanço deve acontecer respeitando as normas comerciais.


Trem da história
O cônsul do Brasil em Xangai Gláucio Veloso, diretor de promoção comercial, disse que um olhar sobre a cidade chinesa remete à pergunta: onde o Brasil perdeu o trem da história? Com 23 milhões de habitantes, a nova Xangai foi erguida nos últimos 20 anos. É num ritmo parecido que a China quer tirar mais 400 milhões de pessoas da pobreza. Para isso, o Brasil é um dos principais parceiros comerciais. Dos US$ 31 bilhões importados do país, a liderança ficou com minério de ferro (cerca de US$ 15 bilhões), seguido por alimentos. Outra prioridade é o petróleo.

Apoio para negócios

Com a expansão do mercado interno chinês, crescem as oportunidades para exportar ao país. O consulado do Brasil em Xangai, visitado pela missão da Fecomércio, desenvolve o trabalho de suporte para o lançamento de produtos brasileiros. Por enquanto, a demanda maior é por produtos alimentícios, mas há espaço para outros itens de qualidade, diz o cônsul Gláucio Veloso. Recentemente, o consulado apoiou o lançamento de vinhos da Miolo na China. O grupo de SC pediu apoio para atrair investidores chineses ao turismo.

SC quer atrair investimento em turismo

29 de agosto de 2011 0

MISSÃO CHINA

Comitiva de 20 empresários catarinenses visitou o gigante asiático em busca de novas parcerias

Apontada como um polo de oportunidades e ameaças, a China surpreendeu favoravelmente os 20 empresários que participaram da primeira missão da Fecomércio-SC ao país. O grupo retornou quinta-feira com importações encaminhadas e contatos promissores para a atração de capital chinês a investimentos turísticos no Estado. Coordenador da missão, o vice-presidente da entidade, Celio Spagnoli, disse que os resultados foram além do esperado.
Nas audiências, agendadas com a colaboração do governo do Estado, Spagnoli, mais o presidente da Câmara de Turismo da Fecomércio, João Eduardo Moritz, e o diretor-executivo da entidade, Marcos Arzua, puderam apresentar o potencial do turismo catarinense e a disposição do Estado em receber investimentos chineses, especialmente em resorts.

O secretário-adjunto de Turismo do Estado, Oseias Mafra Filho, e o diretor de Economia da Secretaria de Articulação Internacional, Amir Hamad, fizeram a representação do governo e também apresentaram o potencial de SC para atrair investimentos.
– Recebemos informações importantes, como a de que há um empresário chinês interessado em investir em resort no litoral e a indicação do embaixador do Brasil na China, Clodoaldo Hugheney, de que o interior do país oferece um potencial enorme para negócios. Há província com 30 milhões de habitantes que cresce 15% ao ano – disse Spagnoli.
O Estado recebeu convite para participar de três feiras de turismo na China, em Pequim, Xangai e Yiwu. Por enquanto, segundo Amir Hamad, os chineses estão procurando o governo de SC para identificar investimentos em energia limpa e infraestrutura. A expectativa é de que outros setores entrem nessa agenda.

* A colunista viajou a convite da Fecomércio-SC

Direto da China

24 de agosto de 2011 1

Para facilitar mais a vida

A volta do voo direto de Pequim a São Paulo pela Air China, se concretizada, vai facilitar mais a vida de muitos que querem chegar mais rápido ao país asiático.
Isto porque hoje são necessários cerca de dois dias de viagem, considerando a diferença de 11 horas do fuso horário.
A propósito, a Air China não foi a única a tentar voo direto ao Brasil. A companhia Varig chegou a anunciar linha para Pequim, mas entrou em crise e desistiu.

De volta

O último compromisso da missão da Fecomércio/SC à China é hoje à tarde, na embaixada brasileira em Pequim. As lideranças vão pedir apoio para a atração de investidores e turistas para SC. Além disso, a missão buscará mais informações sobre a economia chinesa, que segue em ritmo acelerado apesar da crise no Primeiro Mundo. O grupo embarca à noite para o Brasil.

Europeus?

Um equívoco em pomposa recepção para uma autoridade política europeia, na Cidade Proibida, segunda-feira, divertiu os catarinenses. Policiais chineses isolavam o grupo dos demais, mas incluíram o presidente da Câmara de Turismo da Fecomércio, João Moritz, e o diretor executivo da entidade, Marcos Arzua, por terem visual de europeu.

Às compras

Para entender a China, o grupo da Fecomércio foi conhecer um dos pontos de varejo mais visitados do país, o Mercado de Seda de Pequim. Não só se impressionaram com o jeito chinês de negociar até concluir a venda, como aproveitaram para comprar lembranças do país.

Mercado da seda

23 de agosto de 2011 0

A China fabrica muita coisa e sabe vender seus produtos aos visitantes. O primeiro ponto turístico recomendado por hotéis é o Silk Market, ou Mercado da Seda, um prédio de seis andares repleto de lojinhas que vendem produtos típicos, sedas e outras confecções, malas e calçados feitos no país e até imitações de grifes famosas. É comum encontrar estrangeiros e os vendedores falam inglês ou pelo menos as principais expressões para fazer uma boa venda, sempre com muita negociação. Para se ter idéia, um preço inicial que começa por 500 yuan pode chegar a 100 ou 50 yuan para que a venda seja efetivada.

Diário da China

23 de agosto de 2011 0

Contatos em Pequim

Lideranças do grupo que integra a missão da Fecomércio na China se reúnem hoje com executivo de turismo da prefeitura de Pequim. A intenção é buscar parcerias e difundir o potencial turístico catarinense com o objetivo de atrair investidores chineses para o setor, e também visitantes.

O encontro recebe atenção especial do vice-presidente da Fecomércio e coordenador da missão, Celio Spagnoli; do presidente da Câmara de Turismo da entidade, João Moritz; e do diretor executivo, Marcos Arzua. O secretário adjunto de Turismo do Estado, Oseias Mafra Filho; e o diretor de Economia da Secretaria de Articulação Internacional, Amir Hamad, fazem a representação do Estado de Santa Catarina.


Duas feiras

Por meio da missão da Fecomércio, o Estado foi convidado a participar de duas feiras de turismo, uma em Xangai, em outubro, e outra em Yiwu, em maio de 2012. Para João Moritz, é importante dar atenção porque a China terá cada vez mais recursos para investir no exterior e cresce como emissora de turistas.


Turismo

O forte do turismo na China é o interno. Esta semana é uma das três em que os chineses têm férias no ano. Ontem, tanto a gigantesca Praça da Paz Celestial quanto os pontos de visitas da Muralha estavam lotados.


Foto de Lula

Enquanto a Rússia segue colocando barreiras às carnes brasileiras, na China as churrascarias avançam. Há dezenas no país. Parte do grupo catarinense jantou ontem na Beijing Brasil, baseada em bairro nobre, aquela em que, em 2004, o então presidente Lula e dona Marisa Letícia comemoraram os 30 anos de casamento. Na parede do restaurante, o maior quadro é a foto do casal presidencial.


Direto da China

22 de agosto de 2011 0

Para aquecer o turismo

Os principais equipamentos feitos pela China para as Olimpíadas de 2008 – o Estádio Ninho de Pássaro, o Cubo d’Água e as quilométricas calçadas ajardinadas – hoje funcionam como atração turística. O visitante paga 50 yuan (R$ 12) para ver o estádio olímpico e mais um ingresso para visitar o Cubo. A missão da Fecomércio à China visitou ontem essa infraestrutura e ficou convencida de que o desenvolvimento turístico depende da criação de atrativos.

De metrô

Para chegar até o complexo olímpico a comitiva catarinense usou metrô, pagou R$ 0,50 de passagem e fez conexão com quatro trens. Participaram da visita o vice-presidente, Celio Spagnoli, e o diretor da Fecomércio, Marcos Arzua; o presidente da Câmara de Turismo, João Moritz, o diretor da Secretaria de Turismo, Oseias Mafra Filho, e o diretor da Secretaria de Articulação, Amir Hamad.

Nas alturas

O que impressiona na China é como o país consegue praticar preços tão baixos enquanto, no Brasil, há valores nas alturas e inadimplência em alta. É claro que os chineses têm carga tributária menor, mas o diretor da Fecomércio, Marcos Arzua, preocupado com a inadimplência, avalia que uma das razões desse fôlego do mercado brasileiro é a maior oferta de crédito.

Descontos

A empresária Regiane Rodrigues, da loja Jomar, de Jaraguá do Sul, ficou impressionada com a negociação dos chineses e sua persistência para fechar negócios. No Mercado da Seda ela fez compras após retornar três vezes à mesma loja e pedir muito desconto.

Agora em Pequim

20 de agosto de 2011 0

Missão empresarial da Fecomércio à China:

Chegamos ao último destino da nossa viagem, Pequim, a capital chinesa, por volta das 23 horas deste sábado.

A viagem de Yiwi até aqui não foi confortável para a maioria. Entre as surpresas dos costumes chineses, calor no avião e refrigerantes mornos, sem gelo. Além disso, como os asiáticos são mais baixos do que a média dos brasileiros, a distância entre as poltronas é menor. Isto dificultou ainda mais a situação para boa parte dos empresários e executivos da missão porque o brasileiro, em média, tem porte maior. Alguns integrantes da missão têm quase dois metros de altura e tiveram dificuldades para sentar. Ainda bem que nos vôos internacionais não é assim (o grupo viaja com a companhia Emirates).

A agenda em Pequim vai até quarta feira, inclui visitas a mercados, reunião na embaixada brasileira na China e passeios a monumentos históricos. O Jianguo Garden Hotel, onde estamos hospedados, fica a três quadras da Praça da Paz Celestial.

Diário da China

20 de agosto de 2011 0

Coisas pequenas

Os mais de 80 centros atacadistas da cidade de Yiwu formam o maior complexo de venda de “coisas pequenas” do mundo. Foi essa a expressão usada pela vice-diretora da prefeitura local, Monica Huang, ontem, quando recebeu a missão da Fecomércio/SC. Segundo ela, um terço da produção é feito no município; um terço, na província; e a outra parte vem de fora. Monica convidou o Estado para as feiras de turismo e florestas. Coincidência: tanto SC quanto Yiwu destacam o turismo de aventura. O grupo catarinense segue hoje para Pequim.

 



Precária

Apesar dos avanços, as condições de trabalho continuam precárias para os chineses, constatou o vice-presidente de Serviços da Fecomércio, Paulo Roberto dos Santos, ao visitar uma metalúrgica, ontem, em Yiwu, a convite de empresário local. Segundo ele, faltam equipamentos de segurança, climatização e outros confortos para um calor em torno de 35ºC.

 



Golpe do yuan

Os chineses não usam violência, mas são experts em enganar por dinheiro. É preciso ficar de olho nos taxistas para não trocarem uma nota de 100 yuan (cerca de R$ 25) verdadeira por uma falsa na hora de pagar a corrida. Se ele consegue trocar, diz que o dinheiro é falso e pede outra cédula, deixando o prejuízo com o cliente.

 



No Brasil

Questionada se prefere morar na China ou no Brasil, Iara, chinesa que faz tradução ao grupo de SC, diz preferir o Brasil. Isto porque nossos salários são maiores, a jornada é menor e há mais férias. Aqui, o salário médio é de 800 yuan (R$ 206) e a jornada, das 7h às 19h.

A ala feminina da missão da Fecomércio à China

19 de agosto de 2011 1

Integrada por 23 pessoas, a primeira missão à China da Fecomércio de Santa Catarina conta com cinco mulheres no grupo, quatro empresárias e esta colunista.

Na foto, a partir da esquerda, as irmãs jaraguaenses Regiane e Vergimari Rodrigues, sócias da indústria e comércio de confecções Jomar; Losindi Spagnoli, sócia da rede Supermercados Alvorada e esposa do vice-presidente da Fecomércio e coordenador da missão, Celio Spagnoli; Rosélia Gabrieli do Nascimento, sócia da distribuidora Pick Pack Embalagens e esposa do vice-presidente da Fecomércio, Amarildo José da Silva; e a titular deste blog. Estamos diante do acesso principal de centro atacadista de Yiwu. 

 

Diário da China

19 de agosto de 2011 0

Gargalos no atacadão

Apesar dos investimentos acelerados na China, há muito o que fazer por aqui também em infraestrutura. A cidade de Yiwu, maior atacado do mundo,  visitado ontem pela comitiva da Fecomércio/SC, têm um trânsito caótico, engarrafado, onde poucos respeitam semáforos. O Heitor Fiorotto, supervisor da UCB Turismo, de São Paulo, que atende a Fecomércio pelo China Trade Center, aponta a falta de bons restaurantes e locais para lazer à noite na cidade, que fica na província de Zhejiang.

 Infância

O chinês faz tudo para economizar. Um dos costumes que surpreendem aqui é que boa parte das mulheres trabalha acompanhada do filho (a) ou filhos(as), em centros comerciais. É comum ver criança de 1 ano ou pouco mais brincando com pilhas de teclados de computadores, dormindo sobre cadeiras ou no chão de estandes. Acabam ficando sem uma infância ideal nos conceitos ocidentais, mas isso explica um pouco o foco dos chineses nos negócios. Na foto, menino dorme ao lado de computadores no estande onde sua mãe trabalha.

Compras

O diretor de Economia da Secretaria de Articulação Internacional, Amil Hamad, 26 anos, acompanhou o grupo que buscou eletrônicos ontem, em Yiwu. Engenheiro mecânico pela UFSC e atento à tecnologia, ajudou a identificar produtos de qualidade.

Garimpo no maior atacado do mundo

19 de agosto de 2011 0

Quando o visitante entra pela primeira vez nos corredores de centros atacadistas de Yiwu, cidade chinesa a 300 quilômetros de Xangai, tem a impressão de que todas as quinquilharias do mundo são compradas ali. De fato, a cidade, fundada há mais de 4 mil anos, abriga o maior atacado do mundo, com 82 centros comerciais que exigiriam mais de um ano para uma breve visita a cada loja. Com cerca de 1,2 milhão de habitantes, Yiwu reúne fabricantes de quase toda a China e recebe cerca de 20 mil estrangeiros por dia. Segundo informações do mercado, há oferta de produtos simples ou sofisiticados, dependendo da necessidade do cliente.

Foi no centro atacadista Yiwu International Trade Mart, com quase 100 alas distintas, que os integrantes da missão da Federação do Comércio de SC (Fecomércio) fizeram a primeira visita, com o auxílio de quatro intérpretes. Inicialmente, a maioria avaliou que a qualidade oferecida ainda está aquém do esperado e identificou poucos negócios.

O vice-presidente da Fecomércio e diretor de Operações do Angeloni Supermercados, Atanázio dos Santos Netto, disse que participa da missão pela entidade para entender como a China se movimenta, que oportunidades e ameaças ela oferece às empresas. Além disso, também pesquisa potenciais fornecedores ao Angeloni.

_ Buscamos desenvolver alguma coisa na área de equipamentos como carrinhos, gôndolas e a parte de refrigeração. Até o momento a gente viu alguma possibilidade, mas não conseguiu chegar em alguma coisa mais avançada _ afirmou o executivo.

As empresárias Vergimari e Regiane Rodrigues, da loja de departamento de moda Jomar, de Jaraguá do Sul, avaliaram que as confecções oferecidas estão bem aquém da qualidade oferecida pela empresa, que também fabrica suas coleções. Segundo Vergimari, apenas alguns aviamentos despertaram seu interesse. O grupo que procurou eletrônicos para consumo próprio não gostou da qualidade dos produtos chineses e optou por marcas reconhecidas globalmente.Nesta sexta-feira, além de novas visitas aos atacados, os empresários têm audiência com representantes da prefeitura de Yiwu, agendada pelo diretor de Economia da Secretaria de Articulação Internacional, Amir Hamad, que também integra a missão. Na foto, integrantes da missão visitam ala de utilidades para o lar do atacado de Yiwu.

Diário da China

18 de agosto de 2011 1

Centrais de compras

Um dos objetivos da busca de oportunidades na China pela Fecomércio/SC é a criação de seis centrais de compras regionais para tornar pequenos supermercados e pequenas empresas de varejo mais competitivas. Essas centrais farão compras em geral, no Brasil e exterior, incluindo a China, explica o coordenador da missão da federação ao país asiático e vice-presidente da entidade, Celio Spagnoli. Como essas empresas têm margem pequena, o lucro pode ser obtido mais nas boas compras do que nas vendas ao consumidor, explica o empresário, que é sócio da rede Supermercados Alvorada, de Lages.

Regionais

A Fecomércio planeja incentivar a criação de centrais de compras nas regiões da Grande Florianópolis, Joinville, Itajaí, Criciúma, Lages e Chapecó. Célio Spagnoli está satisfeito com as informações sobre o mercado chinês obtidas no consulado do Brasil e com o HSBC em Xangai e pelas visitas ao varejo local.

Há vagas

Entre as razões que levam empresários da indústria a conhecer alternativas de compras na China está a falta de mão de obra qualificada em SC, o pleno emprego em algumas cidades e o alto custo para empregar. Em Jaraguá do Sul, grupos como Breithaupt e Weg estão trazendo, diariamente, pessoas de São Bento que perderam emprego no setor moveleiro, hoje com dificuldade para exportar. Há vagas em todas as empresas em Jaraguá. Só não trabalha quem não quer.

Em Yiwu

A missão de SC conhece hoje e amanhã a região de Yiwu, perto de Xangai, que fabrica boa parte dos produtos exportados pela China. Amanhã, o grupo será recebido por executivo da prefeitura local.

Só para comparar preços baixos da China

17 de agosto de 2011 0

Acostumados com os preços elevados da alimentação em Santa Catarina e no Brasil, os integrantes da missão da Fecomércio à China se surpreendem com os valores baixos daqui. Estamos hospedados no Hyde Jianguo Hotel, da bandeira internacional americana Ramada, que está entrando no mercado catarinense com a gestão de dois hotéis, e os preços das refeições são bem acessíveis.

Um prato de massa à bolonhesa sai por 48 iuan, que equivalem a R$ 12,4; um jantar em buffet internacional custa 98 iuan, R$ 25,48 e o melhor café da manhã sai por 88 iuan (R$ 22).