Como as medidas de apoio aos atingidos pela enchente do último dia 8, no Estado, ainda não são suficientes para reconstruir suas vidas e seus negócios, um grupo de empresários e prefeitos vai pedir mais ajuda ao governo federal. Segundo o presidente do Conselho Estadual dos Jovens Empreendedores (Cejesc), Amandio da Silva Júnior, está sendo elaborada uma proposta para solicitar à presidente Dilma Rousseff, se possível ainda esta semana, a isenção de impostos para alimentos, móveis e eletrodomésticos aos afetados. Segundo ele, centenas de pessoas perderam tudo com as águas, e a isenção da carga tributária, de aproximadamente 40%, representará uma ajuda concreta para a retomada dos negócios e reposição de móveis, equipamentos e eletrodomésticos.
Segundo ele, em Rio do Sul boa parte das empresas vai demorar meses para retomar as atividades. A maioria do varejo perdeu tudo: estoques, móveis e equipamentos. Pelo menos cinco empresários já contaram a ele que não terão condições de reabrir as lojas.
Amandio da Silva vai discutir uma proposta de isenção de impostos hoje, com o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, e, ainda esta semana, a intenção é agendar uma audiência com a presidente Dilma para apresentar o pleito a ela. O prefeito de Rio do Sul, Milton Hobus, e outras lideranças também deve participar da audiência.
Para doações
O presidente do Conselho Estadual dos Jovens Empreendedores (Cejesc), Amandio da Silva Junior, diz que as cidades atingidas pela enchente, especialmente Rio do Sul, ainda necessitam de doações. Há falta de alimentos, água, roupas, colchões, móveis e outros produtos. Entre as empresas que estão recolhendo doações estão as farmácias do Sesi. Para doações em dinheiro, a FCDL/SC, em parceria com a CDL de Rio do Sul, abriu a conta SOS - Rio do Sul, na Caixa Econômica Federal, agência 0423-5, conta corrente 3900-9.
<!-- A enchente atingiu 17 mil empresas no Estado, conforme levantamento realizado pelo Sebrae/SC. O presidente do conselho da instituição, Alcantaro Corrêa, conversou com o vice-presidente de Agronegócio e Pequenas Empresas do Banco do Brasil, Osmar Dias. Solicitou alternativas de crédito a essas empresas.
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