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Como a nova classe média pode crescer

27 de setembro de 2011 0

A nova classe média, também conhecida como classe C, de famílias com renda entre R$ 1.126 e R$ 4.854, é apontada como a grande responsável pelo salto do consumo no Brasil, na última década. Mas como esses emergentes podem manter esse status e melhorar, cada vez mais, sua renda média? Em painel sobre esse grupo de consumidores, realizado ontem, em Florianópolis, pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio/SC), o cientista político e escritor, Bolívar Lamounier, disse que isso será possível por meio de mais educação e empreendedorismo.

Também participaram do painel o presidente da Fecomércio, Bruno Breithaupt, e o vice-presidente de Varejo da entidade, Cláudio Salfer. O debate sobre os cenários para Santa Catarina foi baseado em pesquisa feita pela Fecomércio, apresentada no evento pelo diretor executivo da entidade, Marcos Arzua. O levantamento apurou, entre outros dados, que dos integrantes da classe C do Estado, 48% têm emprego com carteira assinada, 68% contam com imóvel quitado, 71% têm cartão de crédito e 81% têm computador ligado à internet.

Educação de qualidade

Os participantes do painel reforçaram a importância da educação de qualidade para a maior ascensão da classe C. Para o cientista Bolívar Lamounier, as famílias brasileiras e o setor público devem se envolver mais na busca de melhor qualidade do ensino, que, no geral, é catastrófica. Lembrou que a USP, melhor universidade brasileira, ficou em 180º lugar em pesquisa entre as melhores do mundo. Disse que os estudantes devem sentar se concentrar e estudar mais mesmo, especialmente matemática, português e ciências. Bruno Breithaupt falou da parceria das federações empresariais de SC com o governo do Estado para oferecer mais ensino técnico e disse que a Fecomércio está ampliando oferta de ensino fundamental.

Câmbio e inflação preocupam

Apesar da alta do dólar e da inflação o comércio de SC deverá ter um final de ano razoável, avaliou Bruno Breithaupt no painel. O vice-presidente da Fecomércio, Cláudio Salfer, alertou que alguns segmentos estão fortemente vinculados a insumos importados e devem sofrer um impacto considerável nos preços em função do dólar.

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