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Posts de outubro 2011

Randon compra a Folle, de Chapecó

31 de outubro de 2011 1

Agora é oficial. A Randon Implementos e Participações, de Caxias do Sul, comprou a Folle, fabricante de carrocerias frigoríficas de Chapecó. A aquisição foi oficializada em reunião das diretorias das empresas de Caxias do Sul e do Oeste de SC com o governador Raimundo Colombo, no final da tarde de hoje. A Randon vai transferir toda a sua produção de semirreboques frigoríficos para Chapecó. O investimento entre a aquisição e ampliação da produção será da ordem de R$ 100 milhões. Segundo o governador Raimundo Colombo, a produção da Folle será quintuplicada.

A Randon vê um mercado crescente para o segmento no Brasil porque país poderá transportar muitas cargas refrigeradas que hoje são movimentadas em caminhões comuns, como é o caso de frutas, verduras e vinhos. Na foto, a partir da esquerda,o diretor executivo da Randon Implementos, Norberto Fabris; o vice-presidente da empresa, Erino Tonon; o secretário da Fazenda de SC, Nelson Serpa; o presidente das empresas Randon, David Abramo Randon; o governador Raimundo Colombo; Nilso Folle, fundador da Folle; seu filho Nilson Folle Junior; e o prefeito de Chapecó, José Caramori.

A Randon assume a gestão da Folle nesta terça-feira, 1 de novembro. Nilson Folle Junior continuará atuando, por um tempo, como executivo da companhia fundada por seu pai. Um dos motivos pelos quais a empresa gaúcha decidiu centralizar a produção de semirreboques frigoríficos em Santa Catarina é que o Estado consome 30% desses produtos em função da sua dinâmica agroindústria de carnes e de frutas.

Presidente do BNDES fará palestra na Fiesc

31 de outubro de 2011 0

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, fará palestra na Fiesc, durante o Seminário Sul Competitivo e o evento BRDE 50 anos: Economia e Desenvolvimento, que serão realizados quinta-feira à tarde, a partir das 13h30min. A programação inclui assinatura do termo de apoio BRDE e Fiesc, ao projeto Sul Competitivo, a abordagem de Coutinho e mais três palestras. O economista João Randolfo Pontes falará sobre o impacto do petróleo e gás no desenvolvimento de SC, o presidente da SCPar, Ênio Branco, abordará o tema O estado em parceria com o desenvolvimento, e Olivier Gerard e Renato Pavan, da Macrologística Consultoria, falarão sobre o Projeto Sul Competitivo. O evento é aberto a interessados, que devem fazer inscrição no endereço carolina.oliveira@brde.com.br.

Bombeiro, socorrista e empresário

31 de outubro de 2011 0

Se os EUA sofrem com furacões, e a Ásia, com tufões, Santa Catarina e o Brasil enfrentam, com certa frequência, chuvas, alagamentos, enchentes, deslizamentos, secas e outras catástrofes climáticas. Foi logo após a enchente de 2008 que o jovem industrial Adriano Bornschein Silva, no trabalho como bombeiro voluntário de Joinville, identificou a necessidade de criar uma central de emergência, que atendeu a 14 municípios. No início deste ano, reativou a central para socorrer vítimas do Rio de Janeiro e de SC. Para difundir esse modelo que acelera a ajuda logo após catástrofes, ele acaba de criar a ONG Força Empresarial para Emergências, a FEE (lê-se fé), que tem como slogan União das forças pelo bem. O trabalho, que tem apoio do Conselho das Federações Empresariais do Estado (Cofem), vai começar em SC e, depois, será expandido para o Brasil e até ao exterior, se necessário. Por isso haverá a FEE Brasil e a FEE World. O serviço voluntário, incluindo uma noite por semana como socorrista dos bombeiros, é exercido por Adriano paralelamente à função de vice-presidente do Laboratório Catarinense, o maior e mais tradicional fabricante de medicamentos de Santa Catarina.

Adriano Bornschein Silva

Vice-presidente do Laboratório Catarinense, socorrista dos Bombeiros Voluntários de Joinville e fundador da ONG Força Empresarial para Emergências, a FEE Brasil e FEE World. Adriano Bornschein Silva, 33 anos, casado, é administrador de empresas formado pela Universidade de Mackenzie, de São Paulo. Quando fazia graduação, trabalhou para agência paulista que atendia o Laboratório e, ao retornar para Joinville, assumiu como assistente de informações e mercado da empresa. Depois, foi para a gerência de produtos, de marketing, diretoria comercial e, este ano, assumiu a vice-presidência. É o filho do meio dos empresários Ney Osvaldo Silva Filho, presidente do Laboratório Catarinense, e Karin Bornschein Silva. É bombeiro voluntário e socorrista há oito anos.

Como se tornou um gestor de doações após catástrofes?
Adriano Bornschein Silva – Em 2008, no sábado da enchente que atingiu SC, eu estava em Garopaba e fiquei ilhado lá. Cheguei em Joinville na segunda, fui ajudar na sede dos Bombeiros Voluntários e, ao atender ligações, percebi que a maioria era de pessoas que queriam saber como ajudar e não tinham um local para fazer entregas. Aí falei para os meus pais, que em 1983 tinham trabalhado o atendimento a vítimas da enchente, que precisava criar uma central para receber e distribuir doações. Eles aprovaram. Pedi ajuda para a Amanda Pickler, presidente da Associação Joinvilense de Obras Sociais (Ajos), e ela trouxe o Rotary. Conseguimos criar a central no Expocentro Ingo Doubrawa. Na quarta já estávamos recebendo doações. Após 15 dias, tínhamos 5 mil pessoas trabalhando na central e entregamos mais de 140 caminhões para 14 municípios, incluindo Joinville. O fluxo de doações e distribuições foi muito rápido.

E a ajuda ao Rio e Rio do Sul?
Adriano
– Com a enchente do Rio, em janeiro, minha mãe sugeriu abrir a central de novo. Liguei para a mesma turma e, dois dias depois, estávamos com a central montada. Tivemos várias grandes doações. A Embraco doou R$ 200 mil em produtos. Enviamos sete caminhões ao Rio, com kits organizados. Nesse período, choveu em Joinville e distribuímos mais cinco carretas no município. Nossa organização foi elogiada pela defesa civil e Rotary do Rio. No alagamento de Rio do Sul, em setembro, eu estava na França de férias, logo retornei, mas não deu para montar a central em Joinville porque o expocentro estava ocupado. Decidimos ir até Rio do Sul e ver como estavam organizados. Como já havia uma estrutura, optamos por acelerar o processo da FEE.

 Por que fundou a FEE?
Adriano – Meu pai assumiu a vice-presidência Estratégica da Fiesc e eu queria lançar um projeto amplo, que pudesse ajudar mais pessoas com o nosso modelo de central de emergências. Isto porque o setor público atende, mas demora de 15 a 30 dias. Então, criamos a Força Empresarial de Emergêncais (FEE). Temos o apoio do Conselho das Federações Empresariais (Cofem), que vai nos ajudar a custear uma estrutura mínima. A FEE terá sede em Joinville e, inicialmente, centrais regionais em Brusque e Rio do Sul. Depois, o Dr. Glauco, presidente da Fiesc, disse que vai ajudar a difundir a ONG no país, com apoio da CNI.

Há quanto você atua como bombeiro voluntário?
Adriano -
Eu estou há oito anos como socorrista de ambulância. É a minha paixão. Já atendi mais de 800 acidentes, a maioria, hoje, com motociclistas. Trabalho uma noite por semana, entro às 18h30min e saio às 6h30min. Para ser socorrista voluntário, fiz um curso durante um ano, todos os domingos. A primeira vez que entrei no Hospital Municipal como socorrista foi um choque. Muita gente no corredor. E continua tudo igual. Acho que o problema é mais de administração do que falta de recursos. Há muitos profissionais na área que são heróis.

Como estão as vendas do Laboratório?
Adriano -
A gente vem mantendo uma média anual de 15% a 20% de crescimento nos últimos três anos. Produzimos fitoterápicos (produtos à base de plantas) mas, também, medicamentos alopáticos e similares. São mais de 60 produtos e estamos fazendo pesquisas para criar outros. A marca Melagrião é líder, temos o xarope, pastilhas e spray, que respondem por 20% do faturamento da empresa. Em SC, são fortes no mercado a Camomila Catarinense, o Bálsamo Branco e o Elixir Paregórico. Com o Melagrião, em 2008, atingimos o primeiro lugar em vendas no Brasil, segundo o instituto de pesquisa da IMS Health.

Notas

Força

Adriano Silva explica que a sigla FEE (fé) foi uma coincidência e não a escolha de uma palavra religiosa, embora seja preciso fé para trabalhar após uma catástrofe. A intenção era incluir no nome da nova ONG as palavras força e empresarial. Atualmente, o grupo trabalha no registro da ONG, que será um instituto. Depois, será transformado em Oscip, organização que permite receber doações públicas, embora esse não seja o foco. O objetivo é fazer trabalho temporário após os problemas climáticos e, também, difundir medidas de prevenção.

Empresa

O trabalho voluntário é um dos pontos fortes da gestão de pessoas do Laboratório Catarinense. Companhia que já tem administradores da quinta geração do fundador, desenvolve projetos como jardins cultivados por funcionários e programa de inclusão social que envolve a empresa, a prefeitura e o Exército, para formação de meninos.

Pesquisas

Entre os parceiros do Laboratório Catarinense para pesquisar novos medicamentos está a USP. A partir do produto Catuama, ela pesquisa um desfibrilador cardíaco e um antidepressivo.Outra instituição estuda, a partir do Catuama, um suplemento para pessoas com câncer. Segundo Adriano, o Laboratório é a maior empresa do setor em Santa Catarina.

SC convida argentinos para visitar o Estado

30 de outubro de 2011 0

O presidente da Santur Valdir Walendowsky e outras lideranças dos segmentos público e privado do turismo marcam presença na FIT, a Feira Internacional de Turismo da América Latina, que vai até terça-feira, em Buenos Aires. A mostra conta com 1.769 expositores, 45 países participantes, 33 mil profissionais de turismo e 89 mil visitantes. O foco dos catarinenses é o turismo o ano inteiro, mas a preferência dos hermanos é pelas praias, no verão. A disputa pelos visitantes é grandes porque a maioria dos estados brasileiros está na mostra.

Assita ao vídeo feito sobre a FIP e o estande de SC pela gerente

de comunicação da Secretaria de Turismo, Tatiana Kinoshita:



Celta, a melhor incubadora do Brasil pela terceira vez

29 de outubro de 2011 0

O Celta, de Florianópolis, foi eleita a Melhor Incubadora do Ano de 2011 pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Aprotec). Esta é a terceira vez que o Celta, criado pela Fundação Certi, conquista a primeira colocação nacional. E a empresa Welle Laser, baseada na instituição, foi eleita a Melhor Empresa Incubada em função da oferta de tecnologia a laser para marcação de metais e polímeros.

Na foto acima, o diretor da Welle, Rafael Bottós (E); e o diretor do Celta, Tony Chierighini, com a diretora do InfoDev, do Banco Mundial, Valerie D’Costa, durante a premiação, no Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras, em Porto Alegre. Primeira incubadora no Brasil, a Celta, fundada em 1986, chega aos 25 anos com 35 empresas incubadas, que faturam juntas em torno de R$ 45 milhões por ano e empregam 750 pessoas.

Einsenbahn conquista três ouros na Inglaterra

29 de outubro de 2011 0

 A Eisenbahn, que foi desenvolvida em Blumenau e, em 2008, vendida ao Grupo Schincariol, é já é a cerveja brasileira mais premiada do mundo, com 26 medalhas internacionais. Ela acaba de ganhar três ouros no World Beer Awards 2011, na Inglaterra. A Baden Baden, outra marca premium da Schincariol, também conquistou uma premiação no mesmo concurso. Os rótulos vencedores são os Eisenbahn Pale Ale, Eisenbahn Rauchbier, Eisenbahn Weizenbier e Baden Baden Bock.

Como é o consurso

O World Beers Awards é composto por quatro etapas onde os juízes, por meio de testes cegos, avaliam o aroma, sabor, aparência, equilíbrio, características, complexidade e qualidade das cervejas. Os profissionais levam em conta quatro etapas, sendo a primeira a avaliação dos melhores estilos por região. As cervejas classificadas passam para a segunda etapa, onde são julgados os melhores estilos do mundo. A terceira fase consiste em avaliar as melhores bebidas por categoria, resultando na escolha da melhor cerveja do mundo, no grupo correspondente. O World Beers Awards é realizado pela revista inglesa Beers Of The World.

Empresário Aldo Silva será sepultado amanhã

29 de outubro de 2011 0

O empresário Aldo Silva, que faleceu ontem, em São Paulo, será sepultado às 10h30min deste domingo, no Cemitério Parque Jardim da Paz, em Florianópolis. O velório está previsto para começar às 20h deste sábado.



Morre o empresário Aldo Silva, da Casas da Água

28 de outubro de 2011 0

O empresário Aldo Silva, 48 anos, sócio da Casas da Água, rede de comércio de materiais de construção da Grande Florianópolis, faleceu hoje à tarde, em São Paulo, onde estava fazendo tratamento de saúde. Filho do fundador da empresa, José Nitro da Silva, Aldo deixa esposa, três filhos e uma filha. Até o momento, ainda não há definição sobre os horários do velório e sepultamento.

Com 16 lojas no Estado, a Casas da Água foi uma das pioneiras no conceito de rede de materiais de construção e eletrodomésticos em Santa Catarina. A companhia, da qual Aldo foi diretor, se destaca também em ações filantrópicas e de responsabilidade social nas cidades onte atua.    

 

Geada fora de época é bela, mas preocupa

28 de outubro de 2011 0

Uma das cidades mais frias de Santa Catarina, Urupema registrou na madrugada de hoje 0,9 graus centígrados por volta das 5h. O clima gelado formou geada, um belo espectáculo. Mas os fruticultores estão preocupados, porque a geada fora de época prejudica o desenvolvimento da maçã, diz o engenheiro agrônomo Alessandro Pereira.

Lições de exportação

28 de outubro de 2011 0

Um dos pioneiros das exportações catarinenses, o executivo e consultor Hans Kress, natural de Blumenau, acaba de escrever o livro Fascinantes viagens pelo mundo dos negócios, contando a sua trajetória de 51 anos de atividades no comércio exterior. A obra aborda informações e imagens sobre 126 países nos quais Kress trabalhou para desbravar mercados e fazer vendas para empresas catarinenses como a Embraco, Consul (hoje Whirlpool), Marisol, Duque e outras, indiretamente, por consultoria. Com abordagem sobre exigências para produtos, prazos, negociações e características de cada mercado, o livro de Kress será um importante guia, tanto para empresários e executivos de comércio exterior, quanto para estudantes da área. Kress está finalizando negociações para viabilizar a publicação. Hans Kress é um dos poucos profissionais de exportação ainda ativos após cinco décadas de trabalho na área.

Brasil Foods lucra R$ 365 milhões no trimestre

27 de outubro de 2011 0

A BRF Brasil Foods encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 365 milhões, 73% superior ao do mesmo período do ano passado. A receita líquida de vendas alcançou R$ 6,3 bilhões, 10,4% superior ao de igual trimestre de 2010.  Segundo a companhia, os bons resultados foram proporcionados pelo desempenho operacional registrado especialmente nos negócios de carnes e reforçado pela captura de sinergias, mesmo diante do cenário desafiante de câmbio e os custos elevados das principais matérias-primas, que pressionaram as margens no trimestre.

Summers diz que Obama tem a melhor proposta para emprego

27 de outubro de 2011 0

A economia dos EUA enfrenta falta de demanda e, para resolver isso são necessárias medidas que estimulem o consumo das famílias, investimentos em infraestrutura, crédito e incentivo a emprego. A avaliação é do economista Larry Summmers, ex-diretor do Conselho Econômico da Casa Branca, que fez palestra na abertura do Encontro Nacional da Indústria. Ele disse, também, que os governos europeus precisam tomar decisões mais efetivas para combater seus problemas econômicos. Do contrário, vão arrastar o mundo para crise. Ele criticou a política recessiva do governo britânico. O painel com Summers teve mediação do jornalista William Waack.

Protestos e empregos

Qual será o impacto do movimento Ocupem Wall Street na eleição dos EUA no ano que vem? A esta pergunta da coluna, Summers disse que o movimento defende empregos e vai ganhar a eleição o candidato que tiver a melhor proposta de geração de postos de trabalho. Nesse caso, ele disse que o presidente Barack Obama tem as melhores propostas e não os que governaram o país (os republicanos), nos oito anos anteriores.

Mercado global

Larry Summers elogiou a indústria e a economia brasileira, mas recomendou ao Brasil olhar o longo prazo no mercado internacional. Uma crítica a políticas pontuais de restrição ao acesso de produtos no mercado doméstico. 

Facebook

William Waack questionou Larry Summers porque, quando reitor de Harvard, encaminhou para a Justiça resolver o impasse entre os jovens empreendedores do Facebook. Ele disse que entendeu que seria a melhor solução e, hoje, ainda acredita que foi a melhor medida para aquela questão. O Facebook se tornou a maior rede social do mundo e virou filme, no qual Summers é citado.

 

Facisc realiza posse festiva hoje

27 de outubro de 2011 0

Os empresários Alaor Tissot e Ernesto Reck assumem hoje à noite mais um mandato de dois anos à frente da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina, a Facisc, como presidente e vice-presidente, respectivamente. Entre as missões estão a continuidade da defesa por mais competitividade para as empresas diante da elevada carga tributária, carência de infraestrutura, juros altos e câmbio desfavorável. Outro tema que preocupa mais os empresários é a crescente corrupção no país.  A posse será hoje à noite, a partir das 20h, na Associação Catarinense de Medicina (ACM), na Capital. São esperados cerca de 600 empresários do Estado.

Infraestrutura de qualidade

27 de outubro de 2011 0

O problema crônico da infraestrutura brasileira esteve em evidência no ENAI. Segundo o primeiro vice-presidente da Fiesc, Mário Cézar de Aguiar, que recém retornou da China, o que chama atenção na comparação com o Brasil é que os chineses fazem obras de infraestrutura bem feitas, enquanto, aqui, temos obras de baixa qualidade. Alguma coisa está errada, as obras demoram e são caras, diz. Ele cita o caso da duplicação da BR-101 Sul, que nem foi inaugurada e já precisa de reparos.

Industriais cobram condições para competir

27 de outubro de 2011 0

Grupo de 70 lideranças industriais catarinenses participa do Encontro Nacional da Indústria (ENAI) que abriu ontem e continua hoje, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. Atentos a análises do atual cenário e projeções, os empresários acompanham o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte e o primeiro vice-presidente da entidade, Mário de Aguiar. O vice-presidente da CNI, Alcântaro Corrêa, também participa.

Segundo Glauco Côrte, as dificuldades para a indústria brasileira persistem. O que falta é ter condições isonômicas de competitividade em relação aos concorrentes internacionais. A carga tributária continua altíssima, a infraestrutura é deficiente e a legislação não favorece o ambiente de negócios.

Mais pressão por mudanças

A ausência da presidente Dilma Rousseff e do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, na abertura do Encontro Nacional da Indústria (ENAI), ontem, decepcionou a maioria dos empresários presentes, especialmente os de Santa Catarina, que esperavam pelo menos algumas medidas para impulsionar o setor. Mas o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Andrade, conclamou a todos que é fundamental o setor estar mais em Brasília para participar das decisões porque, quando deixam apenas nas mãos dos políticos, o país e a indústria ficam prejudicados, a exemplo do que ocorreu com a Constituição de 1988.

Segundo ele, a CNI monitora, hoje, mais de 130 políticas públicas e mais de 4,5 mil projetos de lei. Enquanto isso, confederação industrial da Grã-Bretanha, sua colega, monitora menos de 20 projetos. Conforme Andrade, essa avalanche de projetos revela importantes disfunções do sistema político e uma importante parte é puro combustível para a indústria do custo Brasil.

Indústria debate o seu futuro

26 de outubro de 2011 0

Nesta fase de cenário mais difícil para a produção industrial, com recuo de 6,3 pontos em setembro frente a agosto, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), realiza, hoje e amanhã, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, o 6º  Encontro Nacional da Indústria (ENAI). O tema central é o fortalecimento da competitividade do setor e, Santa Catarina, contará com uma delegação de 70 industriais, liderada pelo presidente da Fiesc, Glauco José Côrte.

O evento contará com a participação de lideranças influentes para o setor como os ministros Guido Mantega (Fazenda), Fernando Pimentel (Desenvolvimento), Aloízio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e Fernando Haddad (Educação), e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. Da ala privada, além do presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, estarão André Gerdau (Grupo Gerdau), José Rubens de La Rosa (Marcopolo), Cledorvino Belini (Fiat) e Josué Gomes da Silva (Coteminas). Na lista de temas polêmicos está o aumento da taxação de importações de alguns produtos, o que beneficia a indústria mas encarece a vida do consumidor.

 Com Larry Summers

A estrela do Encontro Nacional da Indústria, este ano, é o ex-secretário do Tesouro dos EUA no governo de Bill Clinton e ex-diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca na gestão de Barack Obama, Larry Summers. O economista fará a primeira palestra do evento, às 10h30min, sobre os rumos da crise internacional e seus efeitos no Brasil. Será ouvido antentamente pelos cerca de 1,5 mil participantes porque, apesar do deslocamento gradativo do eixo econômico para a Ásia-Pacífico, os EUA ainda respondem por mais de 20% da economia mundial. Resta saber até que ponto ele vai abrir o jogo sobre o seu país.  

Falta demanda

Conforme sondagem feita pela CNI, uma das maiores preocupações é a falta de demanda. Entre as pequenas empresas ouvidas, 24% apontaram falta de demanda no último trimestre. Das grandes empresas, o problema atinge 26,2%. Apesar dessa dificuldade, as indústrias esperam manter estável o número de empregos nos próximos seis meses. Foram ouvidas 1.737 empresas, em todo o país, entre 3 e 18 deste mês.  

Vem aí o primeiro estádio solar da América Latina

25 de outubro de 2011 0

O presidente do Instituto Ideal para Energias Alternativas (Ideal), Mauro Passos, e a Universidade Federal de Santa Catarina têm muitas razões para comemorar. É que a Coelba/Neoenergia anunciou para 4 de dezembro, última participação do Bahia no campeonato brasileiro, a inauguração do primeiro estádio solarizado da América Latina, o Pituaçu. A empresa implantou o projeto de estádio solar lançado pelo Ideal e a UFSC para a Copa. Conforme Mauro Passos, desde a ideia inicial aos estudos de viabilidade houve participação intensa dessas duas instituições de SC. O investimento é de R$ 5,2 milhões e a instalação da energia solar será feita pela empresa alemã Gehrlicher.

J.A. Construções no Figueirense

25 de outubro de 2011 0

Satisfeito com os resultados obtidos por meio da exposição da marca J.A. Construções na camisa do Figueirense, o empresário Davi Corrêa de Souza assina, hoje, contrato de patrocínio com o clube para todo o ano que vem. O contrato anterior inclui até o final deste ano. A empresa, que atua há 20 anos no mercado regional, já tem nome consolidado mas quer reforçar mais.

Oktoberfest aumentou em 4% a receita do comércio

24 de outubro de 2011 0

A Oktoberfest, que se encerrou ontem, em Blumenau, além de muita animação, deixou maior receita para empresários da região, segundo pesquisa realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio). Houve aumento de 3,84% no faturamento do comércio em relação ao mesmo período de 2010, e de 5,64% frente ao período imediatamente anterior. Dos turistas ouvidos, 92% disseram que pretendem retornar ao evento. O relatório completo da pesquisa sobre a 28ª Oktoberfest será apresentado na Vila Germânica, sexta-feira, às 10h, em mais uma edição do Painel Fecomércio Debate. O evento é aberto a interessados e as inscrições, gratuitas, podem ser feitas pelo eventos@fecomercio-sc.com.br

"Jobs tinha claro que design não é casca"

24 de outubro de 2011 0

O alemão Gui Bonsiepe, que é um dos maiores nomes do design na América Latina, está entre os que admiravam o talento do fundador da Apple, Steve Jobs, e a capacidade de inovar da companhia. Usuário dos produtos da Apple desde 1987, Bonsiepe disse não conhecer empresário tão apaixonado por design quanto Jobs. Para o consultor, que tem mais de 10 livros publicados e veio para Florianópolis no início dos anos 1980, quando o CNPq o contratou para montar o Programa Brasileiro de Desenho Industrial e incluiu, na Capital, o Laboratório Brasileiro de Desenho Industrial (já fechado), o país vem se destacando internacionalmente no design. Esse diferencial vem sendo alcançado porque o Brasil conta com 380 cursos da especialidade e o governo ajuda os profissionais a participarem de concursos e premiações no exterior. Segundo ele, muitas pessoas, inclusive nomes de destaque mundial, como o palestrante Tom Peters, dos EUA, não sabem o que é design. Explica que a profissão ajuda a facilitar a tecnologia na vida dos usuários. Entre as empresas que Bonsiepe atendeu em SC está a Olsen. Ele desenhou a primeira cadeira odontológica da empresa (veja computador da foto).

Gui Bonsiepe

Professor, consultor e escritor alemão que se tornou um dos maiores nomes do design industrial no Brasil e na América Latina. Gui Bonsiepi ou Georg Hans Max Bonsiepe, 77 anos, divide seu tempo escrevendo ou prestando consultoria. Reside em Florianópolis e em La Plata, na Argentina. Em 1964, foi para Buenos Aires visitar um colega da Escola de Design de Ulm, Alemanha, se encantou com a região e passou a trabalhar na Argentina, Chile e Brasil, onde foi contratado pelo CNPq em 1981 e trabalhou em Florianópolis. Tem três filhos do primeiro casamento que residem em SC, e sua atual esposa, Silvia Fernández, também é designer.

 Como avalia a paixão de Steve Jobs (fundador da Apple, que morreu dia 16) pelo design?
Gui Bonsiepe –
Eu não conheci empresário tão apaixonado pelo design quanto Steve Jobs. Ele procurou sempre os melhores profissionais da área e lançou produtos inovadores. Eu estava nos EUA quando ele lançou o primeiro Macintosh. Eu usava somente o Windows em 1987, integrava um grupo científico, me colocaram o computador na mesa e disseram: você aprende a usar este aparelho. A partir daquela data eu passei a usar só Macintosh. O Windows teve que seguir o caminho da interface gráfica. Então, eu considero que ele tinha muito claro que design não é casca, só o exterior. É muito importante isso. Geralmente, na opinião pública, se associa design com uma casquinha bonitinha, como uma estética aplicada. Isso é errado. Seria como identifiar as cirurgias da medicina só pela cirurgia estética.


Ele aplicou este conceito?
Bonsiepe – Ele compreendeu isto. Não se pode separar, fazer um corte, entre o interior de uma máquina, o aspecto técnico, e o exterior. Esses dois aspectos são ligados. Ele tinha isso bastante claro. Os designers que ele contratou sempre entenderam isso, começaram a desenvolver os produtos a partir do interior e não do exterior. Para a metodologia do design é importante o foco dele, que começou nos anos 1950, inclusive na Alemanha, onde estudei na Escola de Design de Ulm.

Como define design?
Bonsiepe – É uma profissão que ajuda a facilitar a tecnologia na vida dos usuários. Na parte digital, nossos vizinhos imediatos são os programadores, e na parte física, são os engenheiros. Somos responsáveis pela articulação de interface entre o artefato físico com o usuário. Design não é arte. Os economistas dizem que design é valor agregado. O design não se agrega, se faz design bem ou mal. Tom Peters, guru do marketing, se diz apaixonado por design, mas não entendeu, ainda, o que é.

Na Alemanha, o design acompanha a tecnologia?
Bonsiepe
– O forte do design alemão é o casamento com a tecnologia. Um exemplo é a indústria automotiva. As pessoas da linha de produção sabem falar com os especialistas e trabalham em equipe. Por isso os produtos alemães têm qualidade. O preço não é, hoje, o argumento decisivo para dominar mercados internacionais. Muitas vezes, o consumidor paga mais por um produto que tem um bom design.

O design italiano tem fama de ser o melhor do mundo. Qual é a sua avaliação?
Bonsiepe –
Os italianos são fortes, sobretudo nas áreas de móveis e luminárias, design interior. Além disso, há excelentes profissionais e, às vezes esquecem que há empresários orgulhosos dos produtos que estão fazendo. Se falamos do design italiano, devemos falar, também, dos empresários italianos, que são pessoas que respeitam o valor cultural de um produto industrial.

E na moda?
Bonsiepe –
No design de moda há uma grande necessidade de renovação, a cada seis meses. Não é o mesmo caso de uma máquina, que precisa durar pelo menos 10 anos ou mais. É um setor muito dinâmico, no qual a inovação formal é condição sine qua non. Os italianos estão fazendo design de moda também com a tecnologia de fibras, eles fazem inovações em tecidos que é difícil de copiar.

Como vê o design brasileiro?
Bonsiepe –
O Brasil é um dos poucos países latino-amerianos que têm apoio público, sobretudo na participação de designers em concursos internacionais. O Sebrae nos ajudou a fazer contratos com a indústria. O ensino do design explodiu. Hoje, existem 380 cursos de graduação de design no Brasil, nas áreas de interiores, indústria, moda, têxtil… O design se consolidou como profissão. Quando eu cheguei em 1981, a Santa Catarina, a palavra design era desconhecida pela maioria dos empresários. Atualmente, quando se fala em design latino-americano, o Brasil tem maior projeção.

Notas

Livros

Perfecionista, Gui Bonsiepe está feliz com a qualidade do seu livro lançado há poucos dias no país, Design, Cultura e Sociedade, pela Editora Blucher. É ela, também, que fará a reedição da sua obra mais procurada por estudantes no Brasil, Tecnologia da Tecnologia. Bonsiepe também lançou livro com sua esposa Silvia Fernández, em espanhol, História del Diseño em America Latina y el Caribe.

Escritor

Apesar de ser escritor, Gui Bonsiepe não tem rotina. Fala sete idiomas e se desloca muito pelo mundo para conferências, acompanhado da esposa Silvia, que conheceu na mesma rua de La Plata onde residia a sua primeira mulher, que faleceu há 10 anos. Ele também acumula uma série de títulos de doutor honoris causa. Recebeu um, há poucos dias, no México. Mais dois serão entregues em breve.
 

Inovação

Hoje, o design que predomina no mundo é o europeu. Mas a Coreia do Sul começa a se destacar e, num futuro breve, haverá o design chinês. O país do dragão forma 10 mil profissionais por ano. Para Bonsiepe, o design italiano vem perdendo espaço porque o país passou a fabricar em outras regiões devido aos custos, o que afeta a inovação.