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Posts do dia 5 dezembro 2011

Vida mais longa reduz valor da aposentadoria

05 de dezembro de 2011 0

O aumento da expectativa de vida do brasileiro, divulgado na última semana, vai implicar numa redução média de 0,42% no valor da aposentadoria do trabalhador que solicitar o benefício por tempo de serviço. Este achatamento da renda ocorre em função do fator previdenciário, mecanismo utilizado pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) para quem se aposenta mais cedo, por tempo de contribuição. Leva em conta que esse segurado vai receber o benefício por mais tempo.

Segundo levantamento do IBGE, a expectativa de vida do brasileiro, ao nascer, passou para 73 anos, 5 meses e 24 dias em 2010. O cálculo considera a idade da pessoa ao se aposentar, tempo de contribuição para a Previdência Social e a expectativa de sobrevida após o início da aposentadoria.

 Previdência

Como os gastos com a Previdência estão entre os mais pesados para o Tesouro Nacional e não param de subir, a pressão para as pessoas postergarem a aposentadoria é cada vez maior. Mas o Brasil deve resolver, ainda, a questão da previdência do setor público, que precisa ser equiparada a do setor privado, com a criação de previdência complementar. A mudança seria só para novos servidores públicos, mas o governo insiste em não adotar.  

Döhler faz 130 anos com visão 360º

05 de dezembro de 2011 0

Com o melhor crescimento do seu setor. É assim que a Döhler SA, indústria têxtil de cama, mesa, banho e decoração de Joinville, vai comemorar os seus 130 anos de atividades terça-feira, 6 de dezembro de 2011. Fundada pelo casal de imigrantes alemães Carl e Ernestine Döhler em 1881, a companhia vive um novo momento, voltada ao futuro, com qualidade e inovação. Quem lidera esse processo é o diretor comercial, Carlos Alexandre Döhler, da quinta geração de empreendedores, que diz ter orgulho de vestir a camisa cinza com a marca Döhler bordada em verde (foto). Segundo ele, é isto também que sentem os 3 mil colaboradores da empresa. Apaixonado pelo setor e à frente das decisões executivas desde novembro de 2008, está adotando o modelo visão de 360º, com atenções dentro e fora da companhia. A Döhler implanta programas de gestão, processos de qualidade, trabalha na projeção da marca junto a consumidores, em programas sociais e de qualidade de vida da equipe. A empresa fechou novembro com 1,365 mil tonelada produzida, recorde da sua história, embalada pelo consumo da nova classe B, segundo o empresário. Ela vai fechar este ano com faturamento de R$ 380 milhões e lucro líquido de R$ 24 milhões.

Carlos Alexandre Döhler

Diretor comercial e gestor da Döhler SA desde novembro de 2008. Carlos Alexandre Döhler, 50 anos, é administrador de empresas pela Univille e técnico têxtil pelo Cetiqt Rio. Membro da quinta geração da família Döhler, é filho de Roland, o maior acionista da companhia.Começou a fazer estágio na empresa aos 14 anos e atuou em todas as áreas, “sempre como os outros empregados”, antes de se tornar o executivo principal. Casado com Maristela Döhler, tem dois filhos: Carlos Alexandre Junior, 24 anos, que cursa Administração de Empresas em Curitiba e pretende seguir carreira na área de fotografia e propaganda; e Rodrigo, 21 anos, que está fazendo curso de piloto em São Paulo e também faz Administração. A Döhler tem como diretor- presidente Udo Döhler, e como diretor superintendente, Roland Döhler.

Como a Döhler chega a esta marca especial de 130 anos?
Carlos Döhler –
Com muito orgulho. Nossos 3 mil colaboradores têm orgulho de trabalhar na empresa e dos resultados que estamos alcançando. Fechamos novembro com produção de 1,365 mil tonelada, o nosso recorde. Atingimos nossas metas de janeiro a setembro e vamos fechar o ano dentro do que planejamos, com faturamento de quase R$ 380 milhões. Queríamos um lucro de R$ 24 milhões e vamos chegar a essa marca. O setor têxtil brasileiro teve um ano mais difícil, mais complicado. Nosso resultado foi bem melhor do que o da média nacional. O ano foi com mais dificuldades por causa da importação elevada. No começo do ano, o lojista importou e o consumidor comprou. Em julho, o lojista começou a ter uma dor de barriga com o importado, que parece denorex, mas não é. Se importou muito roupão, o consumidor se encantou e, depois, concluiu que o produto não tinha qualidade. Por isso, as vendas de produtos nacionais voltaram a crescer. O consumidor tem melhor formação, está mais exigente, quer mais qualidade.

 Como a Döhler começou, quais foram o seu melhor momento e o mais difícil?
Carlos Döhler –
Quando o sr. Carl e a sua esposa Ernestine chegaram ao Brasil, ele veio para ser agricultor. Aí percebeu a carência de produtos têxteis. Como era tecelão na Alemanha, se voltou ao setor. Fez os dois primeiros teares com madeira. Os momentos mais difíceis foram durante a Segunda Grande Guerra, com escassez de matéria-prima e racionamento de energia elétrica. A mudança mais arrojada se deu na década de 1960, quando o Brasil resolveu incentivar a produção de manufaturados para diversos mercados. A Döhler investiu alto em equipamentos e avançou. Em 2000, chegou a exportar 60% da produção.


O que mudou com a sua gestão?

Carlos Döhler – Estamos priorizando qualidade, inovação e marketing, para consolidar nossa marca. Também desenvolvemos diversos programas internos, como o lean manufacturing (produção enxuta), com o treinamento de todos os colaboradores. Estamos implantando a avaliação 360º para analisar melhor nossos profissionais e processos. Cada pessoa será avaliada por sete colaboradores. Nosso programa de participação nos resultados deverá pagar mais de meio salário este ano. Além disso, desenvolvemos programas sociais, ambientais e de qualidade de vida. Tudo o que fazemos aqui deve ser verdadeiro. Estamos ampliando a participação das pessoas em todos os programas. Se vamos ter programa de responsabilidade social, ele vai ter que existir. Não pode ser apenas para fazer um fôlder.

Quais são os planos de investimentos da empresa?
Carlos Döhler –
Estamos investindo R$ 17 milhões em nova tecelagem climatizada. Nossa nova tinturaria vai receber R$ 8 milhões, e a expedição, R$ 1,5 milhão. São investimentos para os próximos 24 meses. Um dos focos futuros serão produtos em jacquard.

A empresa vai seguir o seu atual foco ou vai diversificar?
Carlos Döhler –
Entendemos que temos, ainda, muita coisa para fazer no nosso segmento. O Brasil vai crescer nos próximos 15 anos e vamos produzir e vender mais. Não vemos muita mudança no mercado para a próxima década. Por isso não pretendemos diversificar com lojas próprias ou outros negócios.

Qual é o projeto para os EUA?
Carlos Döhler -
Exportamos 8% do faturamento, basicamente para a América do Sul e América do Norte. Nos EUA, temos a Döhler USA, que está sendo transferida de Nova York para Miami este mês. Estamos procurando um depósito e vamos operar com um centro de distribuição. Já temos um executivo lá, que nasceu em Joinville, mas vive nos EUA há 20 anos. Nossa ideia é crescer devagar, olhando para um mercado de varejo, que está nascendo e vai nascer na Europa também. Os EUA são um leão adormecido, com toda a crise que estão passando, têm desemprego de 9%. Quando esse leão rugir com muita força eu quero estar do lado dele.

E a nova classe B?
Carlos Döhler –
Você une duas pessoas com renda de classe C, de R$ 1,2 mil a R$ 1,8 mil mensais e, aí, tem a família de classe B. Todos estavam dizendo que o Brasil teria problemas porque a classe C estava endividada. Eu não concordava. Qual foi o grande patrimônio desse grupo de consumidores nos últimos 20 anos? O crédito. Saiu uma pesquisa semana passsada informando que o menor endividamento da classe C foi em outubro. Essas pessoas fazem tudo muito calculado. O brasileiro tem um cuidado muito grande com um patrimônio valiosíssimo, que é o crédito. O Natal vai ser de consumo, embora não tão eufórico quanto o do mesmo mês do ano passado.

Notas

Familiar 

A Döhler é uma sociedade anônima (SA) listada na BM&FBovespa, com 11% das ações no mercado e as demais com a família. Atualmente, são 32 membros de três gerações da família Döhler. A comemoração dos 130 anos da companhia será discreta. Um dos eventos será o Momento Döhler, voltado a consumidoras, de terça a quinta-feira, em Joinville. A empresa também vai reformar sua sede recreativa e promover atividades de lazer com os colaboradores. Uma delas será um passeio em montanha da região.

A marca

Uma das novas ações da Döhler para consolidar sua marca no país é o programa Momento Döhler, quando a companhia promove eventos em grandes cidades brasileiras e reúne até 3 mil consumidoras durante mais de três horas. Segundo Carlos Döhler, o programa visa à oferta de lazer, atividade manual e aproximação de pessoas. Quando ele fala por cerca de oito minutos para esse público, explicando que entende a série de compromissos familiares e de trabalho que as mulheres têm diariamente, elas aplaudem com entusiasmo. O evento inclui, também, doação à entidade beneficente da cidade contemplada.

Sistema

Entre os diferenciais da Döhler está o sistema próprio de gestão da empresa, que disponibiliza todas as informações necessárias aos colaboradores via internet. Os executivos podem trabalhar em qualquer lugar do mundo em computadores ou iPads. A divulgação da marca inclui o site e as redes sociais, com destaque para o Blog da Dedê. A Döhler também investe em pesquisa e inovação, incluindo tecidos para as forças armadas e outros.