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Fusão das cerâmicas e custo Brasil

26 de dezembro de 2011 1

 Acomunicação da fusão, sexta-feira, da Portobello e da Eliane, duas das maiores indústrias de revestimentos do Brasil, que formarão a empresa número um do país e uma das maiores do mundo no setor, foi uma novidade por incluir as cerâmicas no já dinâmico mercado de incorporações e fusões do país. Mas não surpreendeu quem acompanha de perto as dificuldades enfrentadas pelo setor em função dos custos brasileiros de produção frente à concorrência asiática. Na última década, passou a ser crescente a importação de produtos cerâmicos da China pelas indústrias do setor e, mais recentemente, a situação ficou mais difícil para elas porque o varejo, que revende materiais de construção, passou a importar diretamente dos chineses, reduzindo mais os preços ao consumidor.
A lista de obstáculos à produção cerâmica no país inclui alta carga tributária, alto custo da mão de obra, dólar baixo e o elevado custo do gás natural, que fica em torno de 18% das despesas totais das empresas e supera os valores destinados aos salários. Pelo acordo, a Portobello vai incorporar a Eliane e assumirá dívidas, por isso terá 80% do capital da nova empresa, que fecha este ano com faturamento de R$ 1,1 bilhão.

 Repensar o setor

 É preocupante quando um setor como o de revestimentos cerâmicos tem grandes dificuldades para competir num mercado continental como o brasileiro. A cerâmica é um produto de peso e volume elevados, envolvendo uma logística cara, por isso deveria ser feito regionalmente. Além disso, o Brasil tem matéria-prima abundante e muitos precisando de emprego. Há, também, o controle de qualidade, que aqui é mais rigoroso. Estas questões deveriam ser avaliadas pelo Planalto e governos estaduais para que o nosso parque fabril não seja todo transferido para a Ásia.

Comentários

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Comentários (1)

  • Helton diz: 7 de janeiro de 2012

    Mais a maior preocupação hoje aqui na região sul, e´a questão do futuro “facão” no setor cerâmico com a fusão da Portobello, pois ja que ela vai entrar com a maior parte das ações.

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