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BRF lucra R$ 153 milhões e planeja investir até R$ 2,5 bilhões

27 de abril de 2012 0

Maior empresa catarinense, a BRF Brasil Foods registrou lucro líquido de R$ 153 milhões no primeiro trimestre do ano, queda de 60% frente aos R$ 383 milhões do mesmo período de 2011. A receita líquida cresceu 5%, para R$ 6,337 bilhões, ante R$ 6,020 bilhões de janeiro a março de 2011. Segundo a empresa, os números refletem o resultado conjuntural desafiador do mercado externo. A receita no mercado interno somou R$ 3,919 bilhões no primeiro trimestre, 9% acima dos R$ 3,592 bilhões do mesmo período de 2011. Já as exportações somaram R$ 2,418 bilhões, quase igual às do mesmo trimestre de 2011, que ficaram em R$ 2,428 bilhões.

Investimentos

O vice-presidente de Finanças, Administração e de Relações com Investidores da companhia, Leopoldo Saboya, reafirmou os planos de investimentos e captura de sinergias com a fusão com a Sadia. Disse que a BRF vai investir entre R$ 2 bilhões e R$ 2,5 bilhões nos próximos três anos. Somente no primeiro trimestre, os aportes somaram R$ 594 milhões, alta de 128% ante o mesmo período de 2011. Segundo ele, as cifras são elevadas, mas é que no ano passado a empresa estava com o ‘freio de mão puxado’ por causa da espera da posição do Cade sobre a fusão com a Sadia. Agora, retomou os níveis normais de investimentos.

Com relação às sinergias em função da fusão, Saboya reafirmou a captura de sinergias líquidas antes de impostos de R$ 1 bilhão por ano entre 2012 e 2013 e a estabilização nesse patamar desse período em diante. A BRF encerrou março com uma dívida líquida de R$ 5,9 bilhões, alta de 9,3% ante a cifra de R$ 5,4 bilhões do mesmo período de 2011. Do total do endividamento bruto, 45% estão no curto prazo e 55%, no longo prazo.

_ O caixa da companhia no período era de R$ 2,3 bilhões, mas temos uma liquidez de caixa de R$ 3,2 bilhões, incluindo os US$ 500 milhões do crédito rotativo fechado hoje _ explicou o executivo.

Segundo ele, com a conquista dos três graus de investimento atribuídos pelas agências de classificação de risco Standard & Poor’s, Fitch e Moody’s, a BRF tende a ser uma frequente emissora no mercado (frequent issuer), não descartando eventuais próximos acessos ao mercado no ano. Se feitas, os recursos serão para alongar dívidas de curto prazo. Sobre aquisições, o executivo não quis dar mais detalhes, mas afirmou que a companhia está sempre olhando oportunidades.


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