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O trabalho, até hoje, é só para pagar impostos

24 de maio de 2012 0

Com uma das maiores cargas tributárias do mundo, de 36% do Produto Interno Bruto (PIB), o cidadão brasileiro terá que trabalhar até hoje (150 dias) só para pagar impostos federais, estaduais e municipais, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Por isso, o Maio Azul, quando as pessoas passam a trabalhar para si, será amanhã, com o Dia Nacional de Respeito ao Contribuinte e da Liberdade de Impostos.

Para alertar sobre a alta carga tributária e a falta de eficiência nos gastos públicos, a Câmara dos Deputados realiza uma sessão solene hoje, a partir das 12h, por sugestão do deputado Sandro Mabel. Entre os convidados para debater estão os coordenadores do Movimento Brasil Eficiente, o vice-presidente da Acij, Carlos Rodolfo Schneider, e o economista Paulo Rabello de Castro. Apesar da alta carga tributária, o contribuinte paga ainda mais para comprar serviços que o Estado não oferece, como plano de saúde, segurança e educação de qualidade, diz Schneider.

Para virar o jogo

O Movimento Brasil Eficiente propõe que os gastos correntes, como custeio da máquina pública, previdência e outros, cresçam com taxa de um terço do PIB, explica Carlos Schneider (foto), um dos coordenadores. Então, se a economia cresce 6%, os gastos deveriam avançar até 2% a mais. Isto seria possível com melhor gestão pública. Assim, viabilizaria a redução da carga tributária em 1% ao ano até chegar a 30% do PIB. Esse novo cenário permitiria reduzir os juros e aumentar os investimentos em infraestrutura e do setor privado, criando um novo ciclo virtuoso na economia, com possibilidade de crescimento de 5% ou 6% ao ano, comenta Schneider. Pela projeção do economista Paulo Rabello de Castro, em 10 anos, o Brasil poderia obter um PIB a mais, ou seja, R$ 3,5 trilhões. Para se obter isso, a gestão eficiente dos gastos públicos é fundamental.

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