Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Fiesc cria a Câmara da Agroindústria

15 de junho de 2012 0

A maior aproximação do agronegócio catarinense com a Federação das Indústrias (Fiesc) vai trazer maior entregação de setores importantes da economia catarinense, debates, defesa de interesses comuns e maior desenvolvimento econômico ao Estado. Essa interação maior começou ainda na gestão passada da Fiesc, que tinha à frente o empresário Alcantaro Corrêa, e se consolida agora, na gestão de Glauco Côrte, com a criação da Câmara de Desenvolvimento da Agroindústria, que tem à frente o presidente da Coopercental Aurora, Mário Lanznaster.

Leia, abaixo, a notícia sobre a primeira reunião da câmara, divulgada pela Fiesc:



Primeira reunião da Câmara teve a participação de representantes de diversas empresas do setor (foto: Dâmi Radin)

Primeira reunião da Câmara teve a participação de representantes de diversas empresas do setor (foto: Dâmi Radin)

Florianópolis, 14.6.2012 – Na primeira reunião da Câmara de Desenvolvimento da Agroindústria da Federação das Indústrias (FIESC), realizada nesta quinta-feira (14), em Florianópolis, o setor definiu como prioridade a mobilização por melhores condições de infraestrutura para transportar os produtos e para receber os insumos. “Nossa batalha é pela construção de uma ferrovia para que os insumos venham com frete mais barato”, defendeu o presidente da Câmara, o industrial Mário Lanznaster, para quem a falta de infraestrutura pode inviabilizar a agroindústria catarinense.

Lanznaster também chamou a atenção para a situação da BR-282, que faz os produtos do Oeste chegarem aos Portos do Estado. “A principal bandeira será a defesa da infraestrutura para manter as empresas aqui. A BR-282 está intransitável, é uma carnificina. O movimento na rodovia aumentou dez vezes e a capacidade continua a mesma. Isso faz com que as empresas realmente comecem a repensar”, disse.

Até há poucos anos, as empresas do Oeste compravam o milho no Paraná, mas o Estado vizinho já se tornou o maior produtor de frangos do Brasil e consome todo o insumo produzido. Então, as agroindústrias catarinenses precisam comprar o insumo do Mato Grosso e do Paraguai, explica o presidente da Câmara. “Hoje, em Sorriso (MT), o milho está R$ 13 a saca. No entanto, o produto chega ao Oeste a R$24, ou seja, a matéria-prima praticamente dobra de valor só por causa do frente. A alimentação de frangos e suínos, composta por milho e farelo de soja, representa 70% do custo de produção”, informou. “Isso é muito caro. É inconcebível. Ou as empresas se instalam onde têm os insumos ou elas fecham”, acrescentou.

O industrial, que também preside a Aurora Alimentos, afirmou que a criação da Câmara é importante em função do peso segmento na indústria catarinense. “Existem desafios a serem vencidos. Se não prestarmos atenção agora, vamos pagar caro por isso no futuro”, afirmou.

No encontro, que teve a presença do secretário de Infraestrutura, Valdir Cobalchini, o diretor de relações industriais e institucionais da FIESC, Henry Quaresma, afirmou que em breve as Federações de Indústria do Sul vão apresentar o Projeto Sul Competitivo, o maior estudo até hoje realizado sobre modais logísticos na região. “O trabalho vai surpreender. Vai desmistificar muitas questões e ser um balizador para os governos federal e estaduais”, salientou Quaresma.

Na reunião, o economista e professor da UFSC, Sílvio Cário, apresentou os principais gargalos e o que é preciso fazer para aumentar a competitividade do setor.

No encontro também estiveram presentes representantes do Grupo Marfrig, BR Foods, Frigorífico Pamplona, Sindicarne e a Associação Catarinense de Avicultura.

Comentários

comments

Envie seu Comentário