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Posts do dia 9 julho 2012

Marisol sai da Bolsa

09 de julho de 2012 1

 

A Marisol, de Jaraguá do Sul, empresa do setor de moda e confecções, dona de marcas como a Lilica Ripilica (foto), Tigor T. Tigre, Marisol, Mineral, Pakalolo e da rede de valor One Store, foi informada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que o seu registro de companhia aberta foi cancelado. A controladora da empresa GFV, da família Donini, fez uma Oferta Pública de Aquisição de Ações (OPA) no ano passado e conseguiu comprar os papéis que estavam com outros acionistas por mais de R$ 200 milhões. O presidente da companhia, Giuliano Donini, disse recentemente para esta coluna que a decisão de sair da Bolsa foi porque a companhia não está mais necessitando buscar capital por meio de ações.


SC mais perto de exportar ostras

09 de julho de 2012 1

 Até o final do ano, empresas produtoras de ostras da Grande Florianópolis que detém certificação pelo Sistema de Inspeção Federal (SIF) vão finalizar as análises de produtos para poderem exportar. As fazendas marinhas Ostravagante, Atlântico Sul, Ostraviva, Molúskolos e Cavalo Marinho estão investindo recursos próprios em testes de águas e da carne do molusco. Depois, vão solicitar aos ministérios da Agricultura e da Pesca as licenças de exportação. Segundo o empresário Paulo Antônio Constantino, o Paulé, da Ostravagante, é grande o interesse pelo produto catarinense no exterior.

_ Recebo e-mails semanais de empresas da Europa, Estados Unidos e África do Sul, interessadas em importar ostras catarinenses. É mais fácil entregar ostras em Paris do que em certas regiões do Brasil _ afirma.

Para vender ao exterior, são necessários três anos de testes. Hoje, o setor vende, no Estado, cerca de mil dúzias por dia, o que gera faturamento anual de aproximadamente R$ 12 milhões. As vendas para outros estados alcançam mais de R$ 25 milhões.

Preços e renda

A produção de ostras avança na geração de renda e emprego na Grande Florianópolis. O setor oferece, atualmente, cerca de 1,5 mil empregos diretos e indiretos. Segundo Paulé Constantino, o salário médio de quem atua nas fazendas marinhas está em R$ 1,4 mil. Na opinião dele, o preço da dúzia ao produtor deveria ser maior. Enquanto a outros estados são cobrados R$ 8 por dúzia, no Mercado Público da Capital sai R$ 4 ou R$ 6. Na opinião de Paulé, esse preço deveria ser maior, de R$ 8. Ao exterior, a meta é vender pelo dobro, R$ 16.

Como o Badesc acelera investimentos

09 de julho de 2012 0

O ritmo de liberação de recursos pelo Badesc, a Agência de Fomento do Estado de Santa Catarina, está muito acima da média de investimentos do Brasil. No período de janeiro a junho deste ano, a instituição emprestou para empresas, prefeituras e microempreendedores individuais, R$ 196,028 milhões, cifra 70,85% superior à contratada nos mesmos meses do ano passado, quando alcançou R$ 114,737 milhões. O presidente do Badesc, Nelson Santiago, explica que o crescimento foi menor do que o de 2011, quando o total de empréstimos cresceu 90% frente ao ano anterior. Como a economia brasileira enfrenta dificuldades para crescer, ele diz que o governador Raimundo Colombo quer que o Badesc faça o máximo pela economia do Estado. Por isso, destinou R$ 100 milhões dos recursos liberados pela União para compensar perdas futuras de ICMS de importações para capitalizar a instituição.O Badesc também é o financiador do Juro Zero, programa voltado a microempreendedores.

Nelson Santiago

Presidente do Badesc, instituição do Estado de Santa Catarina que financia investimentos. Nelson Santiago, 40 anos, de Blumenau, é graduado em Administração pela Furb, com pós-graduação em Marketing. Começou a trabalhar aos 13 anos como office-boy do Jornal de Santa Catarina onde ingresou na reportagem, foi repórter e apresentador da RBS TV e empresário do setor de comunicação. Entrou na política em 2001, foi secretário da Fazenda do prefeito João Paulo Kleinübing e assumiu o Badesc em janeiro de 2011

A principal mudança no Badesc foi a criação do Juro Zero. Como evolui o programa?

Nelson Santiago – Este foi o primeiro desafio diferente que o governador Raimundo Colombo nos colocou. O programa foi efetivado em novembro do ano passado, numa parceria do Badesc, Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (SDS), Sebrae e instituições de microcrédito (Oscips). Conseguimos elaborar uma equação financeira interessante, com empréstimos de até R$ 3 mil, nos qual a oitava parcela é o juro. Os primeiros contratos começaram a vencer em maio e a inadimplência é baixa, está em pouco mais de 1%.

Qual está sendo o papel do Badesc no apoio à economia?

Santiago – O foco é a política de desenvolvimento econômico. A maior demonstração disso é que o governador decidiu, dentro do pacote de recursos que o Estado vai receber como compensação da Resolução 13 (da alíquota única de ICMS para importação), destinar R$ 100 milhões para capitalizar o Badesc. Temos um patrimônio líquido de R$ 460 milhões e essa nova cifra vai significar um aumento de mais de 20% do capital. Ele não faria isso se não tivesse a confiança de que vamos aplicar bem esses recursos. Nós atuamos com duas fontes de recursos, do BNDES e próprio. Como ele vai entrar no nosso bolo de recursos irá, majoritariamente, para as prefeituras. Às empresas, atuamos mais com recursos do BNDES, que está reduzindo taxas e ampliando prazos.

Como são as linhas de crédito para as prefeituras?

Santiago – Os municípios representam quase 50% da nossa carteira de financiamentos, pelo programa Badesc Cidades, que financia quase todos os tipos de investimentos, desde compra de máquinas, software, construções e outros. No ano passado, essa linha contratou R$ 196 milhões. Financia por quatro anos, com 12 meses de carência e 36 de amortização. Essa linha não tem inadimplência porque as parcelas são cobradas do ICMS que vai para os municípios. As taxas são de TJLP mais 7,5% ao ano ou mais 9% ao ano.

E quais são as opções de financiamento para empresas?

Santiago – O leque é bem maior. Focamos financiamentos para empresas com recursos do Badesc, o que não é possível fazer com linhas do BNDES. Os empresários do segmento de pequenas empresas reclamavam que não havia recursos para comprar imóveis usados. Incluímos entre os itens financiados por nós a aquisição de imóveis já construídos. O BNDES também não tinha, até há pouco, um apetite maior para capital de giro. Mas para alguns setores, o giro é fundamental para o crescimento. Aos têxteis, onde o ciclo de produção pode chegar a seis meses, o capital de giro é tão importante quanto o investimento. Por isso decidimos preencher essas lacunas. Os recursos do BNDES são mais baratos para giro, com taxas de 11% a 13% ao ano. As nossas têm taxas de 15% a 18% ao ano.

Notas

Juro zero

O presidente do Badesc, Nelson Santiago, informa que, por enquanto, não há definição para ampliar o Juro Zero para outras empresas, além dos empreendedores individuais. Quando o programa foi criado, o governo avaliou que precisaria de um ano para avaliar a sua evolução. Em junho, chegou a sete meses, com empréstimos totais superiores a R$ 10 milhões e atendimento a 3,6 mil empreendedores. No final do ano será feita uma avaliação e análise para ver a possibilidade do ponto de visa operacional e financeiro de oferecer a outros segmentos.

Financiamentos

Entre os maiores equívocos das empresas, segundo Nelson Santiago, está o fato de muitas usarem capital próprio para investir em máquinas e equipamentos e, depois, irem buscar dinheiro no banco para capital de giro. O certo é solicitar linhas de crédito mais baixas do BNDES ou Badesc para o investimento e usar o recurso próprio para giro porque o do banco é caro.

Empresas

O Badesc está mais rígido na liberação de recursos. O objetivo é evitar a inadimplência. A instituição conta com um departamento para cobrar débitos antigos. Atualmente, cerca de 50% dos recursos liberados são para empresas. No primeiro semestre, o setor alcançou R$ 81 milhões, 61,12% mais do que até junho do ano passado.