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Fiesc reforça plano para atrair a montadora chinesa Geely ao Estado

22 de agosto de 2012 2

Terceira maior montadora chinesa e detentora de tecnologia avançada, a Geely aprofunda negociações para instalar unidade na região do Porto de Imbituba, no Sul do Estado. A companhia, que é totalmente privada e também dona da sueca Volvo e sócia da fabricante dos táxis de Londres, os Cabs, negocia com apoio da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) há sete meses e, nos dois últimos dias, passou a avaliar os incentivos do governo do Estado. O plano da empresa é investir US$ 500 milhões em unidade que vai produzir 60 mil carros por ano e gerar cerca de 1,5 mil empregos numa primeira etapa.

Numa segunda fase, pretende produzir 120 mil carros por ano e empregar um total de 2,4 mil pessoas. Técnicos da empresa também falaram com representantes de bancos, entre os quais o presidente do BRDE, Renato Vianna, sobre a engenharia financeira.Os chineses pretendem decidir sobre o local do investimento até dezembro. A unidade também é disputada por São Paulo e Minas. A instalação será em 2013 e 2014 e a meta é iniciar a produção no final de 2014.

Chineses com o setor de autopeças

Executivos da empresa Geely se reuniram na tarde de ontem com representantes de fabricantes de autopeças (foto) e ficaram satisfeitos com o que poderão comprar em Santa Catarina.A montadora trará cinco sistemistas que já são seus fornecedores na China e vai contratar os demais no Brasil, além de importar peças. O presidente da Câmara de Desenvolvimento de Autopeças da Fiesc, Hugo Ferreira (C), presidiu o encontro no qual as empresas informaram o que produzem e responderam a uma série de perguntas dos chineses. Participaram executivos da ArcelorMittal, Ciser, Caribor, NSO Borrachas, Tupy, Tuper e Zen, entre outras

Foco no Porto de Imbituba

A aproximação da Geely com o Estado foi feita pela companhia TSL do Brasil, do empresário Roberto Borba, que presta serviços para a Santos Brasil, concessionária do Porto de Imbituba. Ele trabalha na atração de empresas que possam movimentar o Tecon Imbituba e ocupar área de 220 hectares que a Santos Brasil, maior operadora portuária da América Latina, adquiriu a cinco quilômetros do terminal, às margens da BR-101. O projeto da Geely é instalar uma fábrica automatizada, nos moldes da sua unidade chinesa. Vai ocupar 500 mil metros quadrados e mais 100 mil para fornecedores.

Fiesc vê potencial para o Sul do Estado

A primeira entidade procurada pelos chineses, com apoio da Santos Brasil, foi a Fiesc, que deu o suporte técnico necessário ao projeto.

– A possibilidade de vinda do investimento nos animou desde o começo das negociações entre a Fiesc, a Santos Brasil e a Geely, devido à importância do projeto para a indústria catarinense. Se confirmada a vinda, será um marco para reverter o atraso que o Sul do Estado vem sofrendo com o ritmo lento nas obras da BR-101, além de alavancar a movimentação do Porto de Imbituba – disse o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte. Segundo o diretor da Fiesc, Henry Quaresma, será uma planta moderna para fornecer ao Mercosul. A Geely já tem unidade no Uruguai, que produz dois modelos e 20 mil carros/ano.

Unidade brasileira fará dois modelos

No Brasil, serão feitos o GC2 (E), que, hoje, competiria com o Fox, e o SC5 (D), que disputaria mercado com o Palio.





Como se diz Geely

Há curiosidade, também, sobre a pronúncia da marca Geely. Se diz “Dgíli”.


Comentários

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Comentários (2)

  • Antonio Sérgio Pereira diz: 25 de agosto de 2012

    PARABENS. Sérgio/BH. (Imbituba/Pref. Beto Martins)

    .

  • Fabiano diz: 5 de outubro de 2012

    Só mais uma, dentra tantas outras.
    É esperar deitado, por que até sentado cansa.

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