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Milho caro coloca em risco o futuro de seis agroindústrias de SC

07 de setembro de 2012 1

O alto preço do milho em função da maior seca dos Estados Unidos e do elevado custo do frete da Região Centro-Oeste até Santa Catarina, estão ameaçando o futuro de seis médias agroindústrias do Estado. O alerta é do vice-presidente da Federação da Agricultura e Pecuária (Faesc), Enori Barbieri, que também é presidente da Cidasc. Segundo ele, essas empresas estão com dificuldades para manter suas atividades diante do alto custo da alimentação animal, por isso é fundamental o governo federal e o governo estadual buscarem alternativas para ajudar o setor. Ele lembra que o agronegócio tem garantido o superávit comercial do país há anos e, por isso, deve receber apoio. Vale lembrar que uma média empresa do setor emprega de 1 mil a 2 mil pessoas diretamente.
Uma sugestão para o problema foi feita pelo deputado federal Valdir Colatto. Ele propôs à Conab repassar aos estados o valor que paga hoje pelo frete, R$ 250 por tonelada de milho, e os estados complementariam a diferença até mais de R$ 300, que é o preço total. Colatto conversou com o ministro da Agricultura Mendes Ribeiro, e com o governador Raimundo Colombo. O governador autorizou ele a negociar com o governo federal um acordo. A busca do insumo será em Goiás e no Mato Grosso.

Nenhum avanço

A Conab realizou ontem um leilão para a contratação de frete para 30 mil toneladas de milho, mas somente quatro empresas participaram e uma só seria para Santa Catarina. A nota técnica da Conab sai segunda. Não falta milho no Brasil, o que falta é transporte. Segunda, às 15h, a Conab fará mais uma reunião com o Ministério da Fazenda para buscar uma saída. A propósito, a ferrovia Norte-Sul, que ainda é só um projeto, faz muita falta.

Ministro em SC

A crise nos segmentos de frango e suíno motiva visita do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro, ao Estado. Ele confirmou participação na reunião da Câmara da Agroindústria, presidida por Mário Lanznaster, quinta-feira, na sede da Fiesc, na Capital. Lideranças de vários setores do Estado estão empenhadas em buscar soluções porque SC é o maior produtor brasileiro de carne suína, com 782 mil toneladas em 2011, e o segundo maior de frangos, com 946,7 milhões de aves abatidas no ano passado.

Comentários

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Comentários (1)

  • Jair diz: 8 de setembro de 2012

    Porque o governo teria que subsidiar as Agroindustrias que faturaram bilhões nos anos anteriores? Economia de mercado é isso mesmo há o tempo de contabilizar lucros e o tempo de assumir prejuízos, como em qualquer negócio. Esse pessoal da agricultura é assim mesmo, quer privatizar os lucros e na hora difícil sempre apronta uma choradeira e quer socializar os prejuízos. Ou temos uma Economia de Mercado ou então Socializamos tudo, inclusive os lucros não é mesmo? Porque o trabalhador tem que pagar a conta do tomate caro por causa da estiagem e a Agroindustria não pode pagar a conta do milho caro pela mesma causa?

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