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Conselheiro da Previ é contra a renovação de concessões pela Celesc

14 de novembro de 2012 0

As decisões do governo federal para reduzir as tarifas de energia aos consumidores a partir de janeiro do ano que vem afetam a receita das empresas geradoras e estão causando uma crise no setor elétrico. É que a Medida Provisória 579, que define regras para a renovação de concessões de usinas, prevê um preço muito baixo para a remuneração do MW da energia, cerca de R$ 20, enquanto era esperado R$ 30. O valor oferecido, segundo analistas do setor, não cobre os custos de operação e manutenção. Além disso, seria necessário uma margem de remuneração ao acionista e outra para obter empréstimos para investimentos futuros.

Das 12 pequenas centrais hidrelétricas da Celesc, oito são atingidas pela medida. A empresa está concluindo os estudos para decidir se vai renovar ou não as concessões. Vai apresentar os resultados, a partir da semana que vem, para sua diretoria e acionistas.Mas um dos conselheiros da Celesc que repreenta o fundo Previ, Arlindo Magno de Oliveira, já antecipou que vai votar pela não renovação da concessão.Isto porque as atividades não podem gerar prejuízo. A Cemig, uma grande geradora, disse que vai recorrer à Justiça.

Dentro do governo, lideranças ligadas ao Ministério das Minas e Energia dizem que essas usinas envolvidas na medida já remuneraram o capital, por isso não vão gerar prejuízo. Nessa discussão toda, vale lembrar uma frase famosa do ex-presidente JK é: Energia cara é a que não tem. Analistas do setor alertam que o tiro pode sair pela culatra, ou seja, a decisão do governo, ao invés de reduzir o preço da energia pode aumentar para as empresas e inibir investimetnos futuros.

 

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