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Francês made in SC

25 de novembro de 2012 0

 





 

 

 

 

 

Um dos novos investidores que aportaram em Santa Catarina é o administrador francês Etienne Gruhier,38 anos. Ele é sócio e diretor da Flexicotton, de Santo Amaro da Imperatriz, empresa líder nacional no segmento de marcas próprias de produtos de algodão hidrófilo para higiene e também dono da marca Bella Cotton. Com o sócio Jacinto Silveira, de SC, divide a gestão da companhia, que cresce numa média de 25% ao ano. Na lista de produtos estão hastes flexíveis, curativos e discos de algodão. Entre os planos, uma unidade no Nordeste.

Como nasceu a Flexicotton?
Etienne Gruhier
– A Flexicotton foi fundada em fevereiro de 1997, em Araucária, no Paraná, pelo grupo francês Lemoine, líder mundial em produtos de higiene à base de algodão. Os sócios fundadores foram a Lemoine e a Igebras, do PR, com início das operações em 1998. Os primeiros clientes foram o Walmart, Carrefour e Cremer. Em 2004, a produção foi diversificada. Em 2008 transferimos a empresa para Santo Amaro da Imperatriz, com um mix maior. Lançamos a marca Bella Cotton para atender a médias e pequenas empresas que não atuam com marca própria e representam cerca de 60% do mercado.

Por que vocês compraram a empresa?
Etienne
– Em 2009, devido à crise de 2008 na Europa, o grupo Lemoine se desinteressou pela operação no Brasil. Ele comprou empresas europeias que quebraram e vendeu a unidade brasileira, que representava menos de 1% do seu faturamento global. Eu e o Jacinto compramos a Flexicotton em janeiro de 2009. Remodelamos algumas coisas, investimos mais na fábrica, em automação e produtividade. A Bella Cotton ganhou força e a Flexicotton também. Nosso primeiro objetivo era não perder clientes e, depois, crescer dentro deles. Tínhamos dois itens no Carrefour, queríamos chegar a nove itens.

Como está receita?
Etienne
– Em 2009, faturamos R$ 10 milhões; em 2010, R$ 14 milhões; e no ano passado, atingimos R$ 20 milhões. Este ano vai chegar em R$ 32 milhões. Neste período, nossa empresa triplicou. No ano que vem, vamos chegar a R$ 48 milhões. Apostamos no mercado de marcas próprias. Hoje, 80% da receita vem desse segmento.

E os investimentos?
Etienne
– Estamos finalizando um projeto de investimento de R$ 3 milhões iniciado em 2010. Até meados do ano que vem, vamos transferir a fábrica para um novo condomínio industrial aqui perto. No futuro, pretendemos instalar uma unidade no Nordeste para atender aquele mercado e exportar para a América Central. Em 2009 tínhamos 38 funcionários, hoje temos 140. Nossa fábrica é bem automatizada. Atuamos em dois turnos, de segunda a sexta.

Como vê o mercado brasileiro?
Etienne
– É muito promissor. Estamos crescendo, em média, 25% ao ano. No segmento para cosméticos, como discos de algodão, crescemos bem mais. Produzíamos 10 mil pacotes/mês há três anos e, hoje, são 300 mil por mês. Também temos produtos especiais para bebês. A classe média está comprando mais. Oferecemos itens de qualidade com preço acessível.Nossa meta é faturar R$ 4 milhões por mês em 2013.

Notas 

Da Borgonha

O empresário Etienne Gruhier nasceu no interior da França, na cidade de Chabis, da região vinícola da Borgonha. Seu irmão é produtor de vinhos lá. Cursou Administração em Lille, no Norte do país e fez um intercâmbio em Sevilha, Espanha. Seu ingresso no setor de algodão ocorreu porque fez TCC e estágio no grupo Lemoine. Veio ao Brasil para período de um ano e meio e ficou.

Ser empresário

Trabalhar na Flexicotton, em Curitiba, aos 23 anos, foi uma escolha para substituir o serviço militar. Quando encerrou o prazo, Etienne foi convidado a continuar na empresa. Na hora em que o grupo decidiu vender a unidade, em 2009, ele optou por comprá-la e convidou Jacinto Silveira (E), então executivo, para ser seu sócio.

Ao ar livre

Responsável pelas práticas sustentáveis da Flexicotton, Etienne valoriza o contato com a natureza. Seus esportes preferidos são kitesurfe na Lagoa da Conceição (foto), na Capital, e andar de bike. Na agenda anual, sempre uma viagem à França, onde visita a família e toma vinhos feitos pelo irmão.

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