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Acionistas da Celesc votam contra a renovação das concessões das usinas

30 de novembro de 2012 4

Os acionistas da Celesc, em assembleia extraordinária realizada hoje à tarde, decidiram votar pela não renovação das concessões de sete usinas hidrelétricas da estatal. Eles seguiram decisão da diretoria executiva e do conselho da companhia, que foi baseada em estudo técnico. A assembleia de hoje durou cerca de meia hora. Participaram um representante do governo estadual, que é o acionista controlador, mais um da Previ e um da Intercel, que representa os sindicatos. Também acompanharam a assembleia o presidente da empresa, Antonio Gavazzoni, e o presidente do conselho, Pedro Bittencourt. Quem votou pelo governo foi o conselheiro Derly Massaud. O representante dos sindicatos votou pela renovação das concessões, apesar de a decisão não desempregar trabalhadores porque todos são funcionários da Celesc Distribuição.

As empresas têm até terça-feira para comunicar se aceitam ou não renovar as concessões. Quem não concordar, operará as usinas até o final do prazo e, depois, entregará ao governo federal que fará um novo leilão.

Confira o texto divulgado pela assessoria da estatal:

Celesc não vai antecipar renovação das concessões de suas usinas de Geração
Antecipação proposta pela MP 579 traria queda de quase 80% no faturamento. Empresa impetrou ações judiciais para suspender prazos das assinaturas de contratos

A Assembleia Geral Extraordinária (AGE) de acionistas da Celesc deliberou nesta sexta-feira (30) por não antecipar a renovação das concessões de sete das 12 usinas da Celesc Geração. As usinas Bracinho, Garcia, Cedros, Salto, Ivo Silveira, Palmeiras e Pery se enquadram nos critérios da Medida Provisória 579, editada pelo Governo Federal, que prevê antecipar as concessões – que venceriam até 2017 – para agora por mais 30 anos. A contrapartida, porém, é que o Governo Federal define os valores de comercialização dos megawatts dessas Usinas. Caso a Celesc aceitasse antecipar as renovações, teria redução de 79% do faturamento, causando prejuízo de R$ 600 milhões em valores presentes.
A AGE seguiu indicativo prévio da diretoria executiva e do Conselho de Administração da Celesc. A Empresa encomendou estudos e análises de cenários dentro da empresa e por meio de consultorias, e todas as recomendações foram unânimes pela não antecipação.
“O Governo Federal impôs condições que, hoje aplicadas à Celesc Geração, acarretariam em um rombo que precisaria ser suportado pela Celesc Holding, o que prejudicaria fatalmente todo o Grupo. Não podemos concordar: queremos as concessões, mas não a este preço”, disse o presidente da Celesc, Antonio Gavazzoni.
O presidente destaca que não antecipar é diferente de não renovar. “Não estamos abrindo mão das concessões. Continuaremos à frente das Usinas até 2017 e lutaremos pela proteção do patrimônio da Empresa, inclusive com ingresso na justiça e atuação junto à bancada catarinense no Congresso, pressionando por alterações na Medida Provisória”, disse.

Na justiça – A Celesc já impetrou demandas judiciais relativas ao tema com pedido liminar para a suspensão do prazo para assinatura do Contrato de Concessão que venceria no próximo dia 4 de dezembro, especialmente em relação à usina Pery, até o exame definitivo do Recurso Administrativo interposto pela concessionária. “Vamos lutar na justiça pela prorrogação das nossas usinas por mais vinte anos conforme legislação anterior”, completa Gavazzoni.

Distribuição – No caso da Celesc Distribuição, maior empresa do Grupo, a situação é diferente. A Celesc foi a primeira concessionária de energia a protocolar o pedido de prorrogação da concessão após o anúncio da Medida Provisória 579, em setembro. Os documentos foram entregues ainda em setembro pelo presidente da Celesc, Antonio Gavazzoni, ao diretor geral da Agência Nacional do Setor Elétrico/Aneel, Nelson Hubner. A renovação na Distribuidora ocorreu de forma natural, já que a Celesc D é regulada e já passa pelos ciclos tarifários impostos pelo regulador.

Comentários

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Comentários (4)

  • Eliel v. Karkles diz: 30 de novembro de 2012

    consultorias, e todas as recomendações foram unânimes… Ler isso de um jornalista é duro. Imagine se “unânimes” fosse só alguns. Assim fica difícil.

  • marcelocardosodasilva diz: 1 de dezembro de 2012

    …à quem “INTERESSA” toda esta “PRIVATARIA”???…Porque “INFRINGIR” o poder do “ESTADO”???

  • valerio diz: 1 de dezembro de 2012

    A CELESC tabalhando a favor do povo….uma contribuição exemplar aos acionistas. E o consumidor paga a conta.
    Obrigado!

  • Carlos diz: 1 de dezembro de 2012

    Esta CELESC é um grande cabide de emprego para apadrinhado politico. Dizem que so no escritorio central em Florianopolis estão se esbarrando mais ou menos 4.500 funcionarios. Haja arrecadação de impostos pra essa turma.

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