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SC cria 11 distritos regionais de inovação

30 de dezembro de 2012 0

Entre as ações do governo catarinense para impulsionar a competitividade está a implantação de 11 distritos de inovação. As regiões contempladas são as de Florianópolis, Blumenau, São Bento do Sul, Joinville, Chapecó, Criciúma, Itajaí, Jaragua do Sulo, Joaçaba, Tubarão e Lages. Segundo o secretário de Desenvolvimento Sustentável, Paulo Bornhausen, 10 já estão sendo instalados.

Como está a implantação dos distritos de inovação no Estado?

Paulo Bornhausen – A partir de um diagnóstico de 2007 e 2008, criamos um grupo técnico no governo em 2011, contratamos a Fundação Certi e definimos um rumo para impulsionar a tecnologia e inovação. Constituímos o Inova@SC vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (SDS) e, a partir dele, estamos implantando 11 polos de inovação e 10 já estão alinhados. Preparamos 30 gestores com cursos aqui e em Barcelona, onde fizemos uma parceria na área e, pela primeira vez, temos um alinhamento catarinense. Este plano tem o respaldo das associações empresariais, universidades, prefeituras e lideranças regionais. Isso tem um grande valor intangível. Há uma unanimidade. É um novo conceito que muda a história de Santa Catarina. Saímos de um modelo disperso, para um alinhamento que já vem repercutindo nacionalmente.

O que está previsto para 2013?

Bornhausen – Um segundo ponto é que conseguimos, pela primeira vez, um alinhamento político das forças estaduais e federais para a alocação de recursos. No Estado, com a SDS e a Fapesc, e, em Brasília, da bancada catarinense junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Temos cerca de R$ 40 milhões para investir. O Inova fez os projetos executivos de nove centros de inovação, que terão a construção iniciada em 2013. O de Lages será feito pela prefeitura. Somente o de Tubarão está em estágio inicial. Em dois anos, devemos ter atividade plena desses empreendimentos.

Haverá um centro de referência?

Bornhausen – O Sapiens Parque, de Florianópolis, vai sediar centro de inovação que será um farol do sistema. O Sapiens vinha num ritmo lento e, por meio dessa nova ação do Inova e da SDS, houve uma aceleração. O Sapiens Parque virou um modelo imobiliário, por isso acelerou seu desenvolvimento. A Petrobras tem unidade de pesquisa lá e a empresa Softplan/Poligraf vai transferir sua sede para o parque.

Quando será inaugurado o laboratório pré-clínico para biofármacos?

Bornhausen – Vamos inaugurar o Centro de Referência em Farmacologia Pré-Clínica (CRF) do Sapiens em fevereiro. É um investimento polpudo do governo do Estado. Estão sendo destinados R$ 10 milhões para o centro e, além disso, teremos mais uma verba do governo federal. É uma nova visão. Será o único pré-clínico em funcionamento no Brasil, fundamental para produzir biofármacos. Por isso já vem despertando interesse do setor no país.

O que mais o Innova vem fazendo?

Bornhausen – O Inova, dirigido por Luiz Antonio Oliveira, não é apenas um programa focado em ciência, tecnologia e inovação.Temos sob seu guarda-chuva, também, o Jardim Botânico de Itacorubi, que está em construção, tem recurso alocado, iniciou obras e tem projetos executivos em fase de finalização. Outra função do Inova é a atração de empresas de setores estratégicos como defesa, tecnologia, saúde, educação e automobilismo. Todo o processo da BMW, incluindo os aspectos burocráticos e outros, está com ele.

O que falta para a BMW assinar o acordo com o governo catarinense?

Bornhausen – O Estado aguarda o enquadramento da montadora no Inovar-Auto, programa do governo federal. Como conhecemos a BMW, sabemos que ela é bem meticulosa na definição de acordos. Acredito que seja isso porque a cultura alemã (a montadora é da Alemanha) é de discutir ao extremo antes para não ter problema de execução. As empresas que já conseguiram o Inovar estão instaladas no Brasil. No caso da BMW é um processo novo.

E a indústria tradicional?

Bornhausen – Estamos trabalhando em parceria com o Sebrae e o Senai. A indústria tradicional está procurando se reinventar, há empresas avançando em nichos competitivos. Além disso, temos três setores competitivos em SC: tecnologia da informação, logística (cinco portos) e a indústria naval.

Notas

Trajetória

Secretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável do Estado desde março do ano passado, quando atendeu a convite do governador Raimundo Colombo, Paulo Bornhausen, 48 anos, é deputado federal licenciado. Graduado em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), segue a carreira política. Foi eleito três vezes deputado federal (incluindo o mandato atual) e, uma vez para deputado estadual.

Com a família

Os momentos de lazer Bornhausen dedica à família. É casado com Ana Paula (D) e tem três filhos: Roberto, Bruno e Gabriel (C). Sua atuação no governo envolve também, eventualmente, o apoio a eventos que têm impacto positivo na economia catarinense. Um deles foi a regata Volvo Ocean Race, em 2011. Como deputado, ciente das dificuldades de entidades usuárias de trabalho voluntário, propôs a Lei do Serviço Voluntário.

Tecnologia

Atento a novidades digitais, Paulo Bornhausen aproveitou para testar, ano passado, a mesa interativa criada pela Sábia Experience, uma das empresas do Sapiens Parque. Entre as vantagens do equipamento está a possibilidade de estudar ou trabalhar em grupo, o que aumenta os resultados, tanto de aprendizado quanto de soluções conjuntas de equipes.

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