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Posts de janeiro 2013

Tigre compra fábrica de tubos e conexões no Peru

31 de janeiro de 2013 0

Com foco em expansão no mercado internacional, a multinacional joinvilense Tigre anunciou a compra da Comercial Matusita S.A.C., empresa peruana de tubos e conexões com sede em Lima.

- Com mais esta aquisição, que está alinhada à nossa estratégia de expansão, a Tigre reforça a sua presença naquele país. O Peru cresceu acima da média da América Latina nos últimos anos e ainda tem um grande potencial de crescimento – disse Evaldo Dreher, presidente do Grupo Tigre.

Líder nacional na produção de tubos de PVC e outros itens para a construção, como conexões e acessórios, a empresa é uma das maiores do mundo no seu setor. Fundado em 1941 pelo descendente de imigrantes alemães João Hansen Junior, o grupo tem nove plantas no Brasil, incluindo fábrica de pincéis (Pincéis Tigre), perfis de PVC (Claris) e acessórios (Plena) e 13 no exterior (Argentina, Bolívia (2), Chile (3), Colômbia, Equador, Peru, Estados Unidos, Paraguai, Uruguai). Conta com aproximadamente 7 mil  funcionários e fabrica mais de 450 mil toneladas de produtos anualmente. A receita bruta do grupo, em 2013, alcançou R$ 2,9 bilhões.

Vendas de supermercados crescem 4,33% em SC

31 de janeiro de 2013 0

As vendas dos supermercados catarinenses em 2012 fecharam com alta de 4,33% frente ao ano anterior. A expansão ficou dentro das expectativas dos empresários do setor, que projetaram aumento real 4% a 5% desde o início deste ano e sempre mantiveram a estimativa. O resultado de dezembro cresceu 2,76% frente ao mesmo mês de 2011.

No Brasil

A expansão das vendas do setor no Brasil, em 2012, alcançou 5,30% frente a 2011, acima do resultado catarinense. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), foi o melhor resultado desde 2009, quando o setor cresceu 5,51%. O resultado do ano passado mostra uma coincidência: quando o país tem pibinho ou resultado negativo, as vendas dos supermercados crescem mais. Só para lembrar, o ano de 2009 sofreu integralmente o efeito da crise econômica internacional que estourou em setembro de 2008 e o PIB do país teve recuo de 0,20%.

Para este ano, a Abras projeta expansão de 3,5% nas vendas, atenta às novas condições do mercado. Segundo o economista da entidade, Flávio Tayra,  a venda dos supermercados é muito sensível ao efeito renda do trabalhador, mais do que a mudança na taxa de juros. Como a correção do salário mínimo foi para R$ 678 em 2013,  menor do que a do ano passado, as perspectivas de aumento nas vendas também são menores.

 

Carga tributária dos produtos para o Carnaval: caipirinha tem a maior tributação, de 76,66% do valor pago

31 de janeiro de 2013 0

Com a chegada do período de Carnaval, o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) fez o cálculo da carga tributária dos produtos mais consumidos na folia. A caipirinha está à frente 76,66% de tributos, seguida pelo chope, com 62,20% e pela cerveja, com 55,60%. Segundo o presidente do instituto, João Eloi Olenike, porr não serem itens considerados essenciais pela legislação brasileira, esses produtos têm uma elevada carga tributária. Os impostos correspondem a 42,71% do preço da máscara de lantejoulas; 36,41% da fantasia de tecido, 45,96% do colar havaiano; 45,59% do preço da buzina a gás, 43,83% do valor do confete ou serpentina e 45,94% do spray de espuma.

Veja a carga tributária de outros itens consumidos no Carnaval: 

PRODUTOS


TRIBUTOS %

  

Água de coco

34,13% 

Água mineral

44,55%

Apito

34,48%

Bandolim

39,14%

Banjo

39,21%

Bateria

38,30%

Biquini com lantejoulas

42,19%

Bronzeador

49,08%

Buzina à gás

45,59%

Cadeira de praia

40,62%

Caipirinha

76,66%

Caixas de som amplificadas

45,81%

Câmera fotográfica

44,75%

Cavaquinho

38,33%

Cerveja (lata ou garrafa)

55,60%

Chope

62,20%

Colar havaiano

45,96%

Confete/ Serpentina

43,83%

Cuíca

38,30%

Fantasia – roupa com arame

33,91%

Fantasia – roupa tecido

36,41%

Hospedagem em hotel

29,56%

Mascara de Lantejoulas

42,71%

Pacote hotel, ingresso e Van – Desfile carnaval

36,28%

Pandeiro

37,83%

Preservativo

18,75%

Refrigerante (lata)

46,47%

Refrigerante (garrafa)

44,55%

Spray espuma

45,94%

 Fonte: Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – IBPT

Fiesc lança o Comitê de Petróleo e Gás

31 de janeiro de 2013 0

A Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) lança hoje, às 14h, o Comitê de Petróleo e Gás, durante seminário sobre o tema. O objetivo, segundo a federação, é discutir oportunidades no setor para as indústrias catarinenses, que podem atuar como fornecedoras de bens e serviços para toda a cadeia produtora. O Estado tem empresas que fornecem para o setor, mas há interesse em ampliar esses negócios, especialmente com a Petrobras, que é a maior investidora do Brasil. Atualmente, SC fornece tubos, motores elétricos, tintas, peças especiais, tecidos e outros itens.


Fazenda faz esforço para aumentar a arrecadação do Estado

31 de janeiro de 2013 0

A cada quatro meses, a Secretaria do Tesouro Nacional avalia os gastos dos estados para que mantenham o equilíbrio dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal. A folha, por exemplo, não pode consumir mais do que 46,55% da Receita Corrente Líquida. O governo catarinense chegou a 46,46% no último quadrimestre do ano passado, faltaram apenas R$ 12 milhões para acender a luz vermelha, afirmou o secretário da Fazenda, Antonio Gavazzoni. Os secretários Derly Massaud (Administração), Gavazzoni e João dos Passos Martins (Procurador Geral do Estado) anunciaram o corte de 28% das despesas correntes e investimentos próprios do Estado para equilibrar as contas, uma cifra total de R$ 1,5 bilhão. Se o Estado não cumpre a Lei de Responsabilidade Fiscal tem punições como a perda do direito de garantias e de acesso a linhas de crédito da União e corte de repasses voluntários federais. Conforme Gavazzoni, o corte pode ser temporário, dependendo da evolução da receita. Pelo menos o que foi gasto ano passado com as despesas correntes será mantido. Para melhorar as contas do Estado, o secretário disse que a Fazenda vai se esforçar para atingir aumento de 16% da arrecadação, acima do projetado, que é 7,5%. Para isso, conta com o aumento dos investimentos e maior combate à sonegação de ICMS. Segundo ele, os 18 grupos de especialistas vão arrochar as fiscalizações e punições. Cada grupo definiu de 12 a 15 ações diferentes que começam a colocar em prática.

- O bom empresário é parceiro do Estado, mas o mau empresário, que sonega, vai ser punido. Há uma série de dispositivos no mercado para driblar a arrecadação e os fiscais estão combatendo isso - alertou.

ICMS de combustível será maior

O maior alívio previsto ao cofre do Estado, agora, é o acréscimo de ICMS em função do reajuste dos combustíveis. Conforme o secretário da Fazenda, Antonio Gavazzoni, haverá um aumento de aproximadamente 1% no total arrecadado pelo imposto. Atualmente, os combustíveis respondem por 20% da arrecadação e, provavelmente, passará para 21%.


Javalis atacam lavouras e causam temor no Oeste de SC

31 de janeiro de 2013 1

Quando produzidos para abate, os javalis até se destacam como opção de carne exótica em churrascarias. Mas quando são selvagens, colocam a vida das pessoas e animais domésticos em risco e destroem lavouras inteiras. O Oeste de SC pede ajuda para o abate dos animais, que são da mesma família dos suínos, e estão causando terror, especialmente nos municípios da região do Parque Nacional das Araucárias.

Confira mais detalhes no texto abaixo, da assessoria da Federação da Agricultura do Estado:

Uma população estimada entre 2.000 e 3.000 javalis está atacando propriedades rurais e destruindo plantações na região de Ponte Serrada, no oeste catarinense, causando pesadas perdas aos produtores e criadores. A população está preocupada, pois, além de danificar plantações, os javalis são animais agressivos e significam um risco às pessoas.

A maior parte dos javalis habita o Parque Nacional das Araucárias formado por 12.841 hectares que ocupa parte do território dos municípios de Ponte Serrada e Passos Maia. Quando o alimento escasseia nesse habitat, esses animais migram para as propriedades rurais dos municípios de Ponte Serrada, Passos Maia, Água Doce, Vargeão, Faxinal dos Guedes, Irani e Vargem Bonita, onde atacam as lavouras de milho, hortas e até criatórios de aves e suínos.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Ponte Serrada, José Forestti, a Policia Militar Ambiental já foi chamada para conter a invasão. A maioria dos produtores não está abatendo os animais e prefere chamar a Polícia Militar Ambiental porque, além de uma série de requisitos e procedimentos para o abate, a tarefa é perigosa. Com freqüência os javalis matam os cães de caça e investem com ferocidade contra os caçadores, relata o presidente do Sindicato Rural.

O Sindicado de Produtores Rurais de Ponte Serrada teme que a situação fuja do controle e que, se nada for feito imediatamente, “os agricultores não terão o que colher na próxima safra”.

Problema semelhante surgiu em 2010 na região do planalto catarinense, quando, atendendo apelo da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), a Secretaria da Agricultura declarou o javali sus scrofa nocivo à agricultura catarinense e autorizou seu abate por tempo indeterminado, objetivando o controle populacional. A decisão está de acordo com a instrução normativa 141/2006 do Ibama que regulamenta o controle e o manejo ambiental da fauna sinantrópica nociva. Os javalis que aterrorizam o oeste são da espécie exótica invasora Sus scrofa, que provoca elevados prejuízos às lavouras, especialmente de cereais. Vivem em varas (bandos) de até 50 indivíduos. Esses animais selvagens atacam todas as lavouras, principalmente milho, feijão, soja, trigo, pastagens, etc. e, numa noite, destroem completamente vários hectares de área.

Os órgãos ambientais e a Polícia Militar Ambiental orientam que apenas profissionais caçadores registrados e licenciados façam o abate dos animais. “O agricultor terá que procurar um desses profissionais para fazer o abate para ele na sua lavoura e isso implica em burocracia e em custos adicionais”, reclama o vice-presidente da Faesc, Nelton Rogério de Souza.

Por outro lado, enquanto a portaria autoriza o uso de armas de fogo dentro das propriedades invadidas, a Polícia Ambiental só permite o uso de tranquilizantes ou armadilhas.

PERDAS

Nos últimos cinco anos os produtores catarinenses sofrem de forma mais intensa com a ação dos javalis. Os animais atacam as lavouras já a partir do plantio. Além de pisotear a plantação, permanecem no local se alimentando até a maturação do milho.

Os javalis podem transmitir doenças economicamente graves como a peste suína africana, peste suína clássica e febre aftosa. São considerados espécies “exóticas” (portanto, não protegidas por leis ambientais), porque cruzam com porcos domésticos e até outros animais selvagens, como porco de mato, o que gera filhos conhecidos com “javaporcos”. As fêmeas produzem em média duas ninhadas por ano e uma média de oito filhotes em cada uma. Por isso, o controle se torna difícil. O macho adulto pesa entre 150 e 200 quilos e a fêmea entre 50 e 100 quilos. Os javalis que aterrorizam Santa Catarina vieram do Rio Grande do Sul.

Kia avança no Oeste

30 de janeiro de 2013 0

A montadora coreana Kia avança no Oeste catarinense. Abriu em Chapecó uma das maiores concessionárias do Brasil, a Kia Sperandio. O evento de inauguração, na semana passada, teve até a presença do presidente da KIA Motors Brasil, José Luiz Gandini. A loja fica ao lado da Ford Sperandio, empresa do mesmo sócio.

Grupo Nexxera cresce 26%

30 de janeiro de 2013 0

Com foco no mercado de tecnologia para transações financeiras online, o Grupo Nexxera, de Florianópolis, fechou 2012 com faturamento de R$ 50 milhões, 26% superior ao do ano anterior. A empresa, que tem duas décadas de atuação, conquistou uma base de clientes 80% maior no segmento mercantil. Para este ano, buscará novas frentes de negócio. Entre os clientes da Nexxera estão o Bradesco, Itaú, BB e CEF.

Celesc faz empréstimos de R$ 200 milhões para cobrir custo de energia térmica

30 de janeiro de 2013 2

Com o objetivo de cobrir os custos adicionais da energia térmica que tem que comprar, devido ao baixo nível de chuvas, a Celesc Distribuição contratou dois empréstimos desde o final do ano passado, um de R$ 110 milhões e outro de R$ 89 milhões, informa o presidente da estatal, Cleverson Siewert. Segundo ele, o custo maior alterou o caixa da empresa, mas ela está conseguindo cumprir seus compromissos e manter os investimentos. Para se ter ideia da variação dos preços, o MW gerado por usinas hidrelétricas tem custo de R$ 100 a R$ 150, enquanto a geração de térmica começa a partir de R$ 500 por MW e vai até R$ 1.000, explica Siewert. Esse custo será pago pelos consumidores, mas, pela norma atual, será só a partir de agosto, com o aumento da tarifa.

Antecipação

Como a conta das térmicas é elevada, tanto a Celesc quanto outras distribuidoras, por meio da Abradee, a associação do setor, estão cobrando soluções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Cleverson Siewert, da Celesc, diz que entre as alternativas estão um encargo de emergência, uma revisão tarifária extraordinária ou o uso de verba da Conta de Desenvolvimento Energético. A cada mês de geração térmica, a conta de luz sobre 1,25 ponto percentual.

SC vai expor em feira aeronáutica dos EUA

29 de janeiro de 2013 0

Atentos ao potencial do polo aeronáutico catarinense, a Fiesc e o governo do Estado fazem ações conjuntas. Segundo o presidente da entidade, Glauco José Côrte (D) e o empresário Cesar Olsen, idealizador do curso de mecânicos de aviões do Senai/SC, o Estado participará, com estande próprio, da feira Sun ‘n Fun, nos EUA, em abril. Ontem, Côrte visitou a empresa Wega, de Jocelito Wildner (E), que fabrica aviões experimentais em Palhoça. Conforme Olsen, as aeronaves são feitas com motores e outros itens dos EUA, mas o acabamento é melhor do que fazem por lá, por isso vê potencial interesse do mercado.

 O estande de SC terá dois aviões Wega 180 e o projeto da Novaer Craft, que produzirá aviões em série a partir de 2015, em Lages. A mostra Sun ‘n Fun é a segunda maior do mundo. As duas aeronaves da Wega irão voando até a Flórida. Dois pilotos em cada uma farão o percurso em cerca de 40 horas, com diversas paradas.

A produção de aviões no Estado tem a colaboração de uma empresária brasileria radicada nos EUA há 15 anos. Ana Fontes, que é fornecedora de peças, já atende a Wega, ajudará a divulgar o polo de SC. Ela esteve no Estado semana passada, quando conversou com a Fiesc e o governo. Na foto, Cesar Olsen (E), Ana Fontes e Glauco Côrte.  


Imagem de Filipe Scotti

Queda na conta de luz não vai reduzir preços, diz FCDL

29 de janeiro de 2013 2

O desconto na conta de luz, anunciado pelo governo, não vai baixar os preços do comércio varejista, afirmou o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL-SC), Sérgio Medeiros. Com o desconto, o gasto médio de consumo de energia em uma única loja catarinense pode baixar de R$ 350 ao dia para R$ 273.

Apesar dessa informação do empresário, os preços poderão ter redução ao consumidor porque a indústria terá menor custo e poderá reduzir preços em função disso. Temos alguns setores da economia que têm concorrência quase perfeita. Têxteis e alimentos estão entre eles.

BR-101 ganha novas passarelas

28 de janeiro de 2013 0

A BR-101 está com três novas passarelas para a travessia de pedestres, duas em Joinville e uma em Biguaçu. Até o final de fevereiro, Barra Velha e Camboriú também terão novas unidades. Para reforçar a segurança contra atropelamentos, a Autopista Litoral Sul instalou 15 quilômetros de tela, que impedem a passagem pelas pistas da rodovia. Desde o início do contrato, em 2008, a concessionária investiu R$ 28 milhões na construção de dispositivos de acesso.

Precauções necessárias

28 de janeiro de 2013 0

Da coluna de hoje do DC:

Cidade-polo do centro do Rio Grande do Sul, forte em universidades, prestação de serviços e agropecuária, Santa Maria estampou manchetes do mundo, ontem, em função de tragédia causada por motivo banal que matou mais de duas centenas de jovens numa casa noturna. Especialistas em segurança sempre alertam que entre milhares de atos e condições inseguras apenas algumas realmente resultam em acidentes trágicos. E esta, pelo que foi noticiado, teve uma série de atos inseguros: falta de vistoria de bombeiros, local de difícil acesso, excesso de público, uso de efeitos pirotécnicos…

As grandes empresas privadas conseguem prevenir mais os atos inseguros. Em Santa Catarina, é cultural as indústrias terem suas brigadas de incêndio e bombeiros voluntários que atuam inclusive na corporação municipal de combate a sinistros. O que se espera é que, a partir de agora, no Brasil, as normas e vistorias não sejam apenas para fazer de conta, que realmente sejam cumpridas pelos responsáveis.

 Além disso, a tecnologia para a prevenção de incêndios avançou muito. Há desde espuma de isolamento acústico até tintas, móveis, tecidos e pisos antichamas. Seria importante que, gradativamente, os ambientes fechados, que oferecem esse tipo de risco, fossem revestidos por esses materiais especiais. A tragédia de ontem me abalou especialmente porque sou da região de Santa Maria e estudei na mesma universidade da maioria das vítimas, a UFSM. Logo que fui avisada por um familiar de Porto Alegre fiz uma série de ligações para minhas irmãs porque tenho dos sobrinhos que estudam Agronomia na instituição. Felizmente, não estavam entre os mortos, mas perderam amigos e colegas. Tentavam saber, pela web, a situação de conhecidos. Além da solidariedade às famílias que perderam seus jovens, é preciso zelar, com rigor, para prevenir tragédias assim.

Quando uma tragédia abala o mundo

28 de janeiro de 2013 1

Quase ninguém fica indiferente ao saber de uma tragédia como a de ontem, em Santa Maria. Para você ter ideia de como notícia ruim corre, uma amiga que mora nos EUA e trabalha num shopping em Orlando, ontem à tarde foi informada por vários amigos sobre o incêndio. Um deles é de Marrocos e viu a notícia numa TV árabe. O outro é egípcio. A informação foi destaque de capa nos sites dos principais jornais do mundo durante todo o dia de ontem.

 

Associação com entidades dos EUA é inédita

28 de janeiro de 2013 1

O diretor de Turismo da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis, Ernesto S. Thiago, alertou sobre o fato de não ser inédita a diretoria  internacional da Acif, destacada na entrevista que fiz para o DC de domingo, com o titular do cargo, o advogado Klaus Raupp (leia post abaixo). Lembrou que na gestão anterior, de Dilvo Tirloni, Ricardo Valls ocupou a diretoria.

Mas o que Raupp considerou ineditismo foram as associações da Acif às câmaras empresariais EUA-Brasil de Nova York e Flórida. No texto, acabei publicando que a diretoria era inédita, mas não é o caso.  A diretoria existia, foi desativada, e agora voltou também por sugetão de Raupp.

Mais negócios com os EUA

28 de janeiro de 2013 0

Numa iniciativa inédita, a Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif) criou a Diretoria de Relações Internacionais, ocupada pelo advogado Klaus da Silva Raupp, sócio da entidade, que reside em Nova York. O momento favorece mais negócios com os EUA, maior economia do mundo, que tem PIB de US$ 15 trilhões e projeta crescer 2,5% este ano. Um dos focos é a busca de investidores ao setor de tecnologia do Estado.

DC – Quais são os focos do trabalho como “embaixador” de negócios nos EUA?

Klaus da Silva Raupp – Estou tentando fazer uma ponte de negócios entre os Estados Unidos e Santa Catarina. O foco principal é o setor de tecnologia da informação, mas atuo em outros setores, todo o tipo de negócio possível, principalmente procurando trazer investimentos para Florianópolis. Priorizo pequenos e médios investidores, os que eles chamam de lower middle market, segmento não trabalhado por grandes corporações. São aportes de até US$ 50 milhões. Há muito capital nos EUA, mas esses investidores não conhecem as boas oportunidades brasileiras. E tem outra coisa. A maioria dos nossos empresários continua buscando recursos em bancos porque não tem a cultura de captar recursos no mercado.

DC –Por que a Acif está se tornando sócia de entidades nos EUA?

Raupp – A gente escolheu, inicialmente, se associar às câmaras Brasil – Estados Unidos de Nova York e da Flórida porque são as duas portas de entrada dos brasileiros, tanto para turismo quanto para contatos visando a negócios. O dinheiro para TI ainda está em Nova York. A cidade está se constituíndo no terceiro polo americano do setor. O primeiro é a Califórnia, e o segundo é Austin, no Texas.

DC – Quem mais está sendo envolvido nessa aproximação internacional?

Raupp – Fui à Facisc, que é a nossa federação, e também ao governo do Estado. Estamos com planos de fazer uma rodada nas regionais da Facisc, talvez em junho, para falar sobre mercado de capitais, como se chega ao investidor americano e que benefícios é possível ter com isso. Também falei com o governo sobre a possibilidade de fazer missões em conjunto. Iniciamos conversas para viabilizar uma missão empresarial da Flórida para Santa Catarina. Além de Florianópolis, gostaríamos de levar os empresários para outras cidades do Estado para ampliar contatos. E, em setembro, pretendemos fazer uma missão aos Estados Unidos. Goiás, por exemplo, fez um evento na Câmara Brazil – EUA, em Nova York.

DC – Como as empresas poderiam aproveitar mais o potencial da economia americana?

Raupp – Os carros mais vendidos no mercado norte-americano são os japoneses e coreanos. Se você mostra eficiência e qualidade consegue mercado, facilmente, nos EUA. Outro fato importante é que não podemos focar só exportação, mas buscar presença global e atrair investimentos americanos ao Estado. A abertura de mercado oferece muitas oportunidades. E a gente tem uma cultura de pouco risco. É só olhar o nosso investidor. Na média, a maioria opta por aplicações conservadoras. A gente não tem muito a cultura de ver a empresa crescer por meio do investimento de um terceiro no negócio.

DC – E como trabalha o seu escritório?

Raupp – Além da representação empresarial, tenho minha atividade de advogado. Atuo com dois focos. Um é o relacionamento com escritórios de advocacia porque lá o advogado é um intermediador de negócios, principalmente no mercado de capitais. E o outro é o relacionamento com os bancos de investimentos. São as empresas que fazem todas as consultorias aos investidores. Eu apresento empresas de TI de SC, algumas que são clientes nossas e outras não. Eles ficam encantados. Uma delas, a Agriness, que atua com software e é vice-líder mundial no seu setor, negocia aporte de venture capital. Investidores buscam negócios seguros.

Notas

Pela Acif

Nascido em Florianópolis, graduado em Direito pela UFSC e em Administração pela Esag/Udesc, Klaus Raupp, 36 anos, é sócio da Acif e sócio-diretor da Raupp Advocacia Empresarial. Foi ele quem sugeriu a criação da diretoria internacional ao presidente da entidade, Doreni Caramori. Antes, foi diretor de Assuntos Tributários da associação e liderou proposta de reforma tributária.

Em NY e Flórida

Uma das primeiras ações de Klaus Raupp para aproximar empresários de Florianópolis com os EUA foi selar, dia 9 deste mês, a associação da Acif à Brazil Cham, Câmara de Comércio Brasil – Estados Unidos em Nova York. E na semana que se inicia, fará a associação da entidade à Câmara da Flórida (BACCF). Na foto, o catarinense (E) com o diretor-executivo da Brazil Cham, José Roberto David de Azevedo.

País que funciona

Morar nos EUA foi um desejo de Raupp e da esposa Patrícia, que é auditora licenciada do Tribunal de Contas do Estado. O casal, que tem uma filha de 2 anos, decidiu ter a experiência de viver num país desenvolvido, onde há um respeito maior pelo coletivo. Segundo ele, é ótimo, nos EUA, não ver notícias de dezenas de mortes no trânsito porque as leis são cumpridas.

Festa de Santa Maria que virou tragédia

27 de janeiro de 2013 1

A festa que resultou na maior tragédia do Rio Grande do Sul tinha apoio de estudantes de Agronomia e Veterinária da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Pedagogia e Tecnologia de Alimentos. Segundo um estudante de Agronomia que preferiu não ser identificado neste post, era comum turmas de cursos universitários apoiar festas no local para ficar com uma parte da renda para a realização da festa de formatura. Ele disse que da turma de Agronomia que promoveu, 30 não foram localizados e podem estar entre as vítimas. A maioria era jovem de 18 a 20 anos e de famílias da região.

Como sou natural de Faxinal do Soturno e fiz graduação em Santa Maria, na UFSM, a primeira coisa que fiz ao saber da tragédia foi ligar para minhas irmãs para saber se nenhum familiar estava entre as vítimas. Felizmente, nada aconteceu, mas três sobrinhos meus, que fizeram ou fazem Agronomia, perderam amigos no incêndio.

 

Senai oferece ajuda à Celesc para despoluir área atingida no Sul da Ilha

26 de janeiro de 2013 0

O Instituto Senai de Tecnologia Ambiental, do Sistema Fiesc, baseado em Blumenau e que atua no monitoramento de recursos hídricos, qualidade do ar e resíduos, ofereceu ajuda à Celesc no controle e recuperação da área atingida pelo óleo que vazou de transformador de energia no Sul da Ilha de SC. O diretor regional do Senai Sérgio Arruda, e o presidente da Celesc, Cleverson Siewert, vão conversar sobre o assunto na próxima semana embora a estatal já tenha contratado a empresa Caruso Junior para fazer o trabalho de retirada do óleo e recuperação da região.

Conforme Arruda, o Senai está investindo R$ 9 milhões para ampliar o instituto, tanto em espaço físico quanto na contratação de técnicos.Pablo Karena, assistente da diretoria da Celesc, disse que toda ajuda é bem-vinda. A empresa está priorizando a solução do problema ambiental com a maior urgência possível. O acidente gerou a interdição de 30% da maricultura do Sul da Ilha.

Consumidor residencial de SC tem queda de 18,48% na tarifa de energia

26 de janeiro de 2013 0

Após o anúncio de redução das alíquotas de energia feito pela presidente Dilma Rousseff, a Celesc divugou ontem como vai ficar a redução da tarifa de energia para os catarinenses. Os consumidores residenciais da área de concessão da Celesc serão favorecidos com redução de 18,48% e a redução na indústria, em média, será de 20,03%.

Veja as informações para cada consumidor:

Classe/Cálculo de redução da tarifa

Baixa Tensão:

B1 – residencial = 18,48%

B2 – rural = 18,48%

B3 – demais classes = 18,48%

B4 – iluminação pública = 18,48%

Média do Grupo B = 18,48%

 

Indústria (conforme nível de tensão)

A2 – 88 a 138 kV = 21,84%

A3 – 69 kV = 20,92%

A3a – 30 a 44 kV = 19,09%

A4 – 2,3 a 25 kV = 19,01%

Média do Grupo A = 20,03% 

 

Comércio – varia conforme nível de tensão    de 18,48% a 19,01%

 

Explicações da Celesc:

Desde quando aconteceu a redução?

O Governo promoveu revisão extraordinária das tarifas a partir de 24 de janeiro e os consumidores sentirão o efeito do reajuste a partir das próximas faturas, considerando o consumo a partir dessa data.

Quais encargos serão suprimidos/reduzidos:

A lei prevê a extinção da RGR (Reserva Global de Reversão), cessando a cobrança para as distribuidoras de energia, transmissoras e geradoras;

Não será mais realizada a cobrança do encargo CCC (Conta de Consumo de Combustíveis), cujos custos para o sistema isolado será suportado pelo tesouro nacional;

A cobrança da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético) será reduzida para 27% do valor atual;

Os recursos da CDE continuarão sendo destinados para tarifa social, programa Luz para Todos, e para as Fontes Alternativas.


Quais são os impactos para a área de concessão da Celesc?

Os clientes da Celesc serão todos beneficiados pela medida governamental e também terão suas tarifas reduzidas, nos mesmos parâmetros dos demais consumidores em todo o País;

O fato de a Celesc decidir por não aderir ao processo de prorrogação da concessão das usinas da Celesc Geração não interfere na redução da tarifa, considerando o percentual de seu parque gerador em relação à totalidade das usinas velhas que passam pelo processo. Tal decisão se deu pelo fato de defesa do patrimônio da Empresa, que poderá perder até 80% de seu faturamento com as novas medidas, conforme divulgado anteriormente.

Tupy vai ao Novo Mercado da Bovespa

25 de janeiro de 2013 0

Fundição que é fornecedora destacada ao setor automotivo mundial, a Tupy SA, de Joinville, uma multinacional brasileira, iniciou as tratativas para ingressar no Novo Mercado da BM&FBovespa. O plano, anunciado há três anos pelo presidente Luiz Tarquínio Sardinha Ferro, tem data para começar. Dia 8 de fevereiro a assembleia geral de acionistas da companhia vai aprovar as mudanças necessárias. Uma delas é a conversão de todas as ações preferenciais em ações ordinárias. Pela sua relevância, a Tupy acredita que seus papéis vão atrair os investidores. Hoje, o controle da empresa está com a Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil, e com o BNDESPar, braço de investimentos do BNDES. Cada um tem 35,8% do capital da empresa. O fundo de pensão Telos, da Embratel, tem 13,3%; o Aeros, fundo dos ex-funcionários da Varig, 8%; e outros acionistas têm 7%.