Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Para entender os desequilíbrios do Brasil

20 de junho de 2013 0

Com o propósito de colaborar para o entendimento das razões pelas quais a ecomomia cresce pouco e serviços públicos como saúde, segurança e educação deixam muito a desejar o blog ouviu um dos idealizadores do Movimento Brasil Eficiente (MBE), lançado em 2010, o empresário joinvilense Carlos Rodolfo Schneider. Ele disse acreditar que a mobilização nas ruas vai colaborar para provocar mudanças para melhorar o Brasil, especialmente na alocação dos recursos públicos e qualidade dos serviços.

Segundo ele, o maior desequilíbrio das contas públicas está no avanço do gasto corrente (despesas da máquina governamental que inclui salários, aposentadorias, seguridadade social e outras) acima do crescimento do PIB. No ano passado, enquanto o PIB cresceu 0,9%, os gastos correntes avançaram cerca de 8%. O MBE defende expansão desses gastos abaixo do crescimento da economia. Assim o país passará a ajustar suas contas e sobrará mais dinheiro para investir. O país investe hoje 18% a 19% do PIB, mas precisa aumentar para cerca de 24% a 25% para alcançar taxa de expansão de 5% a 6% do PIB ao ano.

 R$ 9 trilhões

Pelos cálculos do MBE, feitos pelo economista Paulo Rabello de Castro, se o Brasil crescer à taxa de 5% ou mais, em 20 anos, lá por volta de 2030, terá um PIB de bônus. Isto significa que em vez ter uma economia de R$ 6 trilhões, somará R$ 9 trilhões. Atualmente, está em R$ 3 trilhões.

Conforme Schneider, hoje os gastos correntes correspondem a 21% do PIB. Como o setor público arrecada cerca de 36% de toda a riqueza do Brasil, a outra parte vai para o pagamento de juros e outros serviços da dívida. Para ele, um dos ajustes que podem ser feitos inicialmente no Brasil é a redução do número de funcionários de cargos de confiança. O empresário lembra que, enquanto na Alemanha um novo governo pode nomear 170 pessoas e na Grã-Bretanha 300 (dados publicados pela Exame) o governo federal pode nomear 22 mil pessoas.

Além de ajustes, é preciso cobrar mais eficiência dos serviços de saúde, segurança e educação. Comparado com o que é oferecido no exterior para a mesma carga tributária brasileira, a qualidade, aqui, deixa muito a desejar.







Comentários

comments

Envie seu Comentário