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Fiesc cobra mudanças trabalhistas

23 de julho de 2013 0

Enquanto o custo do trabalho sobe acima da média no Brasil, a produtividade dos trabalhadores não acompanha. Isto encarece a produção nacional e inibe o crescimento. Para começar a virar esse jogo, a indústria catarinense promete ser mais ativa. Em reunião, ontem, da Câmra de Relações Trabalhistas da Fiesc, o presidente da federação, Glauco José Corte, disse que os industriais do Estado iniciam uma mobilização para que a presidente Dilma Rousseff sancione o fim da contribuição adicional de 10% ao FGTS e para que o Congresso aprove o projeto de lei que regulamenta a terceirização no país.

- Não se trata de retirar direitos dos trabalhadores, mas agregar novas discussões. Temos que debater custos e produtividade – disse Côrte.

Para se ter ideia do problema de produtividade e custos do Brasil, o presidente do Conselho Temático de Relações do Trabalho da CNI, Alexandre Furlan, presente na reunião, informou que de 2001 a 2011, enquanto a produtividade aumentou apenas 3,7%, o salário médio, em dólar, subiu 101,7% e o custo unitário do trabalho, 95%. Isso afeta muito o trabalho formal, grande parte desse custo não reverte em ganhos ao trabalhador e esses valores maiores derivam de negociações salariais e aumento de obrigações. Furlan apresentou as 101 propostas de modernização trabalhista da indústria. Uma delas prevê carteira de trabalho eletrônica.

Custo salarial 183% maior

Pesquisa feita pela FGV mostrou que um trabalhador chega a custar 183% a mais do que o salário bruto mensal que recebe. Se ele tem uma remuneração de R$ 1 mil, custa mais R$ 1 mil de encargos e, além disso, o empregador investe mais R$ 830 em benefícios de saúde, alimentação e outros. O exemplo calculado pela FGV foi de custo de uma empresa do setor têxtil. Isto acontece porque o trabalhador não têm acesso a serviços públicos de saúde.

Burocracia ao setor privado

O deputado federa Valdir Colatto, que participou da reunião da Fiesc, disse que a área trabalhista é uma das mais emblemáticas e precisa de mudanças profundas. Falou que gasta mais de 90% do seu tempo para resolver problemas de burocracia criados pelo governo ao setor produtivo. Há um consenso de que é preciso valorizar mais as negociações entre as partes, a exemplo do que ocorre nos EUA e no Japão.

 

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