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Cooperativismo une profissionais e eleva renda em SC

29 de julho de 2013 1

O sistema cooperativo reúne profissionais de atividades comuns e, assim, permite que tenham maior renda. Em SC, são 12 ramos com 1,5 milhão de associados e receita anual superior a R$ 17 bilhões. Quem está à frente desse processo é a Organização das Cooperativas do Estado (Ocesc), presidida por Marcos Antonio Zordan, também diretor da Coopercentral Aurora e sócio da transportadora MZ.

Qual é o impacto das cooperativas na economia catarinense?

Marcos Antonio Zordan – Se você considerar o agronegócio, o cooperativismo é de suma importância porque é a única forma de viabilizar as pequenas propriedades. O agronegócio responde por 65% da receita do sistema em SC. As pioneiras foram as cooperativas de tabaco e crédito, em Blumenau, que não tiveram muito sucesso. Em 1989, chegou a agropecuária. Atualmente, o Estado tem 263 cooperativas que faturaram ano passado um total de R$ 17,337 bilhões. Deste valor, R$ 11,2 bilhões foram da agropecuária. Em segundo lugar ficou o ramo de saúde, com R$ 2,334 bilhões.

SC tem a maior participação da população no setor. Como está hoje?

Zordan – Estamos completando 1,5 milhão de associados. Se considerarmos os dependentes desses sócios, temos 4,5 milhões de pessoas ligadas ao setor, cerca de dois terços da população do Estado, hoje em torno de 6,4 milhões.

Quantos ramos atuam e o que falta?

Zordan – Temos no Estado 12 ramos de cooperativas: agropecuária, trabalho, crédito, saúde, transporte, habitacional, educacional, consumo, infraestrutura, produção, mineral e especial. Só falta o ramo de turismo. Como somos o melhor estado do Brasil em turismo, profissionais do setor poderiam abrir cooperativas. Pela lei, só pessoas físicas podem ser sócias.

Como vê o futuro do setor?

Zordan – O mundo e o Brasil têm percebido que o cooperativismo é a melhor forma de trabalho com justiça social. Ele tem um futuro promissor, é uma forma de fazer com que o produtor menor tenha a capacidade do grande. Um exemplo é a exportação de carnes dos nossos pequenos agropecuaristas. Se não fosse o cooperativismo isto não aconteceria. O sistema é uma mistura do social com o capitalistmo, permite às pessoas participarem dos resultado por isso elas têm receita maior. O modelo foi criado em Rochdale, na Inglaterra, em 1844. A Europa é forte em crédito. Em outras regiões, como no Brasil, o ramo de agronegócio tem maior participação.

Por que o ramo de crédito vem se destacando mais?

Zordan – Ele começou com o crédito rural mas já tem o maior número de sócios do Estado. São 870 mil porque abriu também para pessoas da área urbana, com cooperativas de livre admissão. Cresce porque, além do sócio ter a cota de capital, ele tem acesso a isenção de taxas bancárias, menores juros e outras vantagens. O setor de saúde, com as cooperativas Unimed e Uniodonto também avança de forma expressiva.

Como ingressou no setor?

Zordan – Depois que terminei o curso de Medicina Veterinária na PUC de Porto Alegre vim trabalhar na Cooperativa Itaipu, de Pinhalzinho. Após sete anos, em 1985, me convidaram para ser o presidente. Logo fundei a cooperativa de crédito Itaipu. Fiquei até 2008 quando vim para a diretoria da Coopercentral Aurora e assumi a presidência da Ocesc.

Empreendedor

Marcos Zordan, 59 anos, tem trajetória empreendedora. Começou a trabalhar com oito anos, ajudando a mãe quando a família, em Cacique Doble, RS, teve uma queda súbita de renda. Com 13 anos foi trabalhar e estudar. Seu pai, com o caminhão ao lado (restaurado recentemente por Zordan), ajudou os cinco filhos a cursar faculdade. Marcos se tornou sócio do pai na transportadora MZ que, mais tarde, transferiu para Pinhalzinho.

Em família

Com ritmo acelerado durante a semana, Zordan dedica os finais de semana à família. Gosta de acompanhar futebol, notícias e de cozinhar. Tem até receita exclusiva de lasanha. É casado com a artista plástica Dalva, com quem tem três filhos: Marcos Junior e Thaís, que administram a transportadora MZ; mais Matheus, que faz Engenharia Mecânica em Passo Fundo. Marcos Junior é o pai de Luiz Antônio, de 1 ano (foto), primeiro neto do casal.

Comentários

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Comentários (1)

  • João Cirino Gomes diz: 29 de julho de 2013

    Enquanto houver a lei de imunidade e o foru privilegiado para acobertar os políticos corruptos e os juízes que vendem sentenças, só os pobres sem poder aquisitivo serão punidos!

    Sem distinção de cor, raça, credo, ou partido; a história vem nos mostrando que todo ser que se diz humano busca vantagens pessoais!

    Diante das atuais circunstancias, acabamos sendo obrigados a eleger o político que vai atar nossas mãos, e nos escravizar para manter suas mordomias e vantagens pessoais!

    Enquanto toda a população não souber como funciona uma eleição, o voto deve ser facultativo!

    A população não pode ser obrigada a votar, pois da maneira que esta, não é eleição, e sim enganação, pois é o mesmo que o cidadão ser obrigado a jogar determinado jogo, sem conhecer suas regras.

    Depois das alianças entre os partidos, os eleitores podem votar em A, ou em B, que seu voto pode servir para eleger o C; Ou seja, o voto pertence ao partido, e serve para fortalecer os presidentes de partido, para eleger um candidato do mesmo partido e até da coligação!

    O governo, digo desgoverno deveria dar estas instruções, mas já agem desta maneira de caso pensado, a intenção das raposas velhas é se manterem mamando eternamente nas tetas suculentas da Nação!

    Então o abaixo assinado pelo fim da imunidade é a solução, seja político quem quiser, mas se roubar, desviar ou superfaturar, devera ser julgado por um júri popular; e não por seus iguais; e se condenado, deve ser punido e devolver o valor que surrupiado!

    Quem é eleito pelo povo, deve ser julgado por quem o elegeu, em um júri popular.

    Chega de aturar corruptos nos enganando, escravizando, roubando e rindo da nossa cara.

    http://www.peticaopublica.com.br/?pi=Janciron
    Se estiver de acordo, assine e ajude a divulgar!

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