Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Falta rumo à economia, dizem industriais de SC

06 de agosto de 2013 0

Líderes do setor industrial do Estado que participaram ontem da reunião do Conselho Estratégico da Federação das Indústrias (Fiesc) informaram que falta ao governo federal indicar os rumos da econômia. No debate, que foi antecedido por palestra do cientísta político Bolívar Lamounier, o presidente da Fiesc, Glauco José Côrte, disse que os empresários estão cautelosos sobre novos investimentos porque há uma certa insegurança sobre os rumos da economia. Ninguém investe sem ver um horizonte um pouco mais longo. Se o veto à multa de 10% do FGTS cair e for aprovada a lei da terceirização, o cenário pode ficar melhor para investimentos disse Côrte. Lamounier afirmou que para crescer é preciso ampliar investimentos nacionais e estrangeiros e melhorar a produtividade do trabalho. Para Carlos Schneider, um dos coordenadores do Movimento Brasil Eficiente, só investem alto setores que contam com incentivos do governo.

Gestão pública de risco

Um dos conselheiros presente na reunião de ontem da Fiesc, o ex-ministro Jorge Bornhausen, disse que entre as decisões do governo Dilma que estão endividando estados e municípios estão os incentivos fiscais a diversos setores industriais com base no IPI e na Cide. Essas medidas tiraram receitas. Não bastasse isto, o governo aprovou normas que obrigam o aumento de salários.Isto vem levando estados e municípios a contrair empréstimos que deverão ser pagos no futuro.

Protestos futuros

As manifestações que levaram milhares às ruas em junho continuarão, segundo Bolívar Lamounier, embora com menos intensidade. Para ele, não dá para mensurar os impactos, mas a força da população está em outro patamar. O ex-presidente da Fiesc e sócio da Dígitro Tecnologia, José Fernando Faraco, disse que a classe média foi para as ruas porque viu seus princípios de meritocracia ofendidos pelos políticos.

Comentários

comments

Envie seu Comentário