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Segware exporta software de segurança para os EUA e América Latina

12 de agosto de 2013 0

bonatti1Líder nacional em soluções para segurança eletrônica, a Segware, de Florianópolis, participa nesta semana da feira Cumbre Gerencial Alas, nos EUA.Presidida por Luiz Henrique Bonatti, a empresa é uma das poucas exportadoras de software do país. Tem escritório em Miami, onde atende uma universidade, e atua na Colômbia, Costa Rica e Uruguai.

Como nasceu a Segware?

Luiz Henrique Bonatti – A Segware foi fundada em 2001 a partir de um sistema criado dentro da Back, empresa da nossa família, prestadora de serviços de segurança e outros. Eu comecei a trabalhar no grupo como estagiário e, em 2005, após intercâmbio nos EUA, eu assumi a Segware. Ela estava sem gestão, meu pai e meus tios da Back me apoiaram, surgiu a oportunidade de me tornar sócio e aí a gente começou a batalha.

Qual é o mercado da empresa e como está a expansão no Brasil?

Bonatti – Atuamos com soluções para segurança eletrônica externa. Praticamente 70% do mercado brasileiro das empresas de monitoramento de alarme é atendido com o nosso sistema, o Sigma Security Suite. Temos 30 funcionários e estamos crescendo numa média de 35% ao ano.

A maioria das empresas brasileiras terceiriza vigilância externa?

Bonatti – Sim. É comum ter um monitoramento terceirizado e um próprio. Os bancos e muitas grandes empresas fazem isso. Realizamos só a vigilância externa. A Magazine Luiza e a Colombo, por exemplo, fazem seu monitoramento interno.

Como a Segware iniciou exportações?

Bonatti – Foi uma etapa de dois anos de planejamento, de procurar as melhores estratégias. Participei de feiras e eventos tanto da parte de segurança quanto de mercado e de estrutura tributária para estudar quais seriam as melhores opções. Definimos que iríamos atuar na América Latina, em função da proximidade e custo menor. O primeiro negócio no exterior foi com a empresa Cecom, de Huila, na Colômbia, especializada em monitoramento de grandes petroleiras como Petrobras e Ecopetrol. A Segware também fez contratos com outras empresas na Colômbia, Costa Rica e Equador. Atualmente, está prospectando clientes no México e Uruguai.

E a abertura do escritório em Miami?

Bonatti – Nosso escritório está fazendo um ano este mês. Temos um distribuidor muito forte que atua na Flórida, tem 52 anos de mercado e foco também na Amércia Central. Através dele a gente conseguiu contrato com a Florida International University (FIU), que é uma das maiores universidades dos Estados Unidos, tem mais de 30 mil alunos e é referência no uso de tecnologia. É um grande case. Vamos consolidar esse cliente e, no início do ano que vem, faremos uma estrutura para crescer mais nos EUA. É um mercado que não permite errar.

Que conselho você dá para jovens empresários que querem transformar suas empresas em multinacionais?

– Um ponto muito importante é relacionamento. A nossa estratégia foi muito bem aplicada em termos de custo-benefício, principalmente em função de contatos pela nossa participação na Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate) e com a Apex Brasil.

Carreira
O jovem empresário Luiz Henrique Bonatti, que fez 30 anos na última semana, nasceu em Rio do Sul, cidade onde a sua avó Eulália Back fundou a empresa Back, hoje sob o controle da Orsegups. Mudou para Florianópolis com a família, cursou Ciência da Computação na Univali e MBA em Administração pela FGV. Atuou em diversos setores na empresa da família, entre os quais instalação de equipamentos de alarme, vendedor de alarme e operação de central de monitoramento. Em 2004, fez seis meses de intercâmbio em Dakota do Sul, EUA, antes de assumir a Segware, em 2005.

bonatti2Prioridades
Atento aos desafios do mercado de software, Luiz Henrique Bonatti não descuida das inovações para os sistemas, nem da qualidade dos serviços aos clientes. Na feira, em Miami, esta semana, a empresa vai expor o sistema Sigma e também o Red Call, um aplicativo de proteção pessoal para celulares que permite acionar familiares e amigos em situações de emergência. Com um toque na tela, ele faz o alerta para uma central de monitoramento.

Piloto de kart
Antes de ser empresário do setor de tecnologia, o sonho de Luiz Henrique (D) era ser piloto da Fórmula 1. Até o ano passado, disputava provas nacionais de kart por hobby. Nesse esporte, sempre teve apoio do pai, Luiz Bonatti (E). Agora, deu uma trégua para trabalhar na expansão da empresa no exterior, o que exige muitas viagens. Também por esse motivo, postergou um pouco o projeto de ser pai. É casado com uma assistente social que é servidora pública.

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