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Como o dólar alto afeta SC

28 de agosto de 2013 0

O dólar mais alto nas últimas semanas causa reflexos diferenciados para empresas e consumidores catarinenses. Até o momento, o impacto maior no varejo é o aumento do pão em função do trigo mais caro, afetado pela variação da moeda e também pela menor oferta do cereal na América do Sul. Mas a indústria tem uma diversidade maior de impactos, que se estendem gradativamente. Enquanto aumentam os insumos importados, o setor fica mais competitivo para exportar e ganha mercado interno devido à queda das importações. O presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), Glauco José Côrte, acredita que, com os esforços do governo para conter as oscilações do dólar, a moeda vai se estabilizar em torno de R$ 2,35. Outro impacto ocorre nas empresas que têm dívidas em dólar. Além disso, o setor observa atentamente o que o Banco Central fará com a taxa básica de juros Selic na reunião de hoje com o objetivo de conter a inflação causada inclusive pelo dólar.
– No curto prazo tem o efeito das importações. Vai haver contenção de compras externas de itens que não forem essenciais e
que podem ser substituídos por produtos nacionais, como roupas e eletrodomésticos – diz Glauco Côrte.
As empresas exportadoras buscam negócios lá fora porque o mercado interno está contido.

A Associação Catarinense de Supermercados (Acats) informa que, por enquanto, o impacto não é tão grande aos consumidores do setor porque, na maioria das redes, os importados representam apenas cerca de 1% da oferta de produtos.

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