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Foco da Brandili é criar moda para crianças

30 de setembro de 2013 0

Lili3Com DNA na moda infantil, a Brandili nasceu há 49 anos, em Apiúna, Vale do Itajaí, quando o casal Carl Brandes e Lili Elza Bernardi Brandes uniu o sobrenome dele e o nome dela para criar a marca. Hoje liderada pelo executivo Eduardo Salvo, produz 15 milhões de peças por ano, tem Duda Bündchen como garota-propaganda e investe alto para crescer (foto de Douglas Seiler, divulgação).

Como a Brandili iniciou atividades e evoluiu até agora?

Eduardo Salvo – A Brandili foi fundada há 49 anos em Apiúna e tem toda uma caracterísitca de negócio voltado para criança. Nesse período, a família fundadora fez uma série de investimentos promovendo o crescimento da empresa que produz, atualmente, cerca de 15 milhões de peças de vestuário por ano. Na sua carteira de clientes estão 15 mil lojas em todo o Brasil, principal mercado da marca. As exportações chegam a 26 países e respondem por 3% do faturamento.

Como estão os investimentos?

Salvo – Nos últimos cinco anos investimos mais de R$ 70 milhões para melhorar a qualidade dos produtos e serviços. Crescemos cerca de 15% ao ano nos últimos quatro anos e pretendemos manter essa média. As principais aquisições envolvem arranjos fabris mais competitivos e tecnologia. Compramos um ERP (software) da Infor, dos EUA, o mesmo usado pela Boeing e pela Ferrari. E para a unidade de Apiúna, adquirimos robôs de movimentação de estoques.

Por que a unidade de Blumenau?
Salvo
– Estamos no meio de um ciclo de renovação e crescimento da marca. A mudança da administração de Apiúna para Blumenau faz parte da busca da empresa pela ampliação do número de talentos. O novo prédio é locado.

O que motivou a fábrica no Paraguai?

Salvo – A mão de obra intensiva que faz parte do nosso modelo de negócio não está sendo fácil de encontrar no Brasil. O crescimento do setor terciário acaba afastando operários da indústria. No Paraguai o custo de produção é menor. Estamos na cidade de Hernandárias. Ao todo, a Brandili tem quatro unidades (três em SC) e emprega cerca de 2 mil pessoas. Em Apiúna temos 100 vagas abertas. Instalamos uma confecção em Otacílio Costa, SC, onde havia mais mão de obra feminina porque o forte era a madeira.

Qual é o foco da empresa?

Salvo – É atender as crianças do Brasil na faixa etária de zero até 12 anos. Toda a estrutura da Brandili é dedicada para criar moda e peças de vestuário a esse público.

E a modelo Duda Bündchen?

Salvo – Fizemos um trabalho muito equilibrado para respeitá-la como criança. Lançamos uma coleção com o nome dela para reforçar o conceito de moda dentro da Brandili. Ela está conosco há seis coleções.

Como vê o futuro da moda do país?

Salvo – Há uma grande capacidade de criação na moda brasileira para ganhar relevância cada vez maior no Brasil e exterior.

Quais são os maiores obstáculos ao setor têxtil e o que poderia ser feito para melhorar?

Salvo – O contexto competitivo do nosso país tem muito o que melhorar. Só que essas melhorias são lentas, mas estão acontencendo e vão acontecer. Temos otimismo com relação a capacidade de articulação e reorientação das instituições do país. Só que a mudança significativa para que possamos ganhar competitividade demora mais. Mas é uma condição igualitária para todos o players do mercado. Por isso temos que usar nossa capacidade de gestão para coneguir resultados adequados a todos os nossos públicos.

 
Família e gestão
Lili1

Após fase de transição na gestão , a fundadora da Brandili, Lili Brandes, assumiu a presidência do conselho há um ano e meio. Escolheu o executivo paulistano Eduardo Salvo, 46 anos, para ser o diretor geral (CEO) da companhia. Na foto, Lili (C) com as netas Bruna Brandes (E), diretora de Marketing da empresa, e Elizabeth Brandes (D), gerente de Negócio Varejo, nos bastidores do Criança Esperança, da Globo, apoiado pela empresa nas duas últimas edições.

Atuação em multinacional
Eduardo Salvo atua há 12 anos no Vale do Itajaí. Veio de São Paulo para trabalhar na Bunge, em Gaspar. Após dez anos saiu da companhia e se tornou consultor nas áreas de projetos, desenvolvimento organizacional e governança corporativa. Foi nessa fase que a Brandili se tornou sua cliente. Quando chegou a hora de trazer um conselheiro de fora para assumir a gestão geral da empresa, a família Brandes o escolheu. Salvo é administrador graduado pela PUC-SP e tem pós-graduação pela Álvares Penteado. É casado com a personal trainer Nanci e tem um filho, Vitor (foto ).Lili2

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