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De operário a empreendedor da construção

18 de novembro de 2013 0

AmConsDescendente de imigrantes alemães de Águas Mornas, na Grande Florianópolis, o empresário Antonio Hillesheim, 59 anos, começou como operário da construção civil aos 17 anos. Com 24 anos fundou a AM, hoje uma das maiores construtoras de SC, com atuação em São José e Palhoça. O empreendedor gosta de negociar e segue com foco na região.

Como o senhor se tornou um industrial da construção civil?

Antonio Hillesheim – Deixei minha terra natal, Águas Mornas, com 17 anos e vim para a cidade. Meu primeiro emprego foi num depósito de bebidas. Trabalhei lá 90 dias. Concluí que não teria futuro lá. Então decidi ser servente na construção civil. Quando tinha folga, aproveitava para aprender as atividades de pedreiros. Em quatro anos comecei a fazer pequenas empreitadas de forma independente. Aos 24 anos, me tornei empresário e, aos 29 anos, consegui financiamento da Caixa para fazer o primeiro prédio da empresa, o Edifício Uirapuru, em Capoeiras, Florianópolis, com 28 apartamentos.

A AM Construções completou 35 anos em 24 de outubro. Como chegou até aqui e quais são os planos futuros?

Antonio – Já construímos mais de 4 mil unidades (apartamentos). É quase uma cidade do tamanho de Águas Mornas. Hoje estamos construindo sete empreendimentos que totalizam 14 edifícios. Temos 230 mil metros quadrados de obras em andamento. O maior projeto é o condomínio Santos Dumont, em São José, com quatro torres e área de 55 mil metros quadrados. Gosto de obras grandes, sempre gostei de desafios. Estamos fazendo o edifício mais alto de Palhoça, o Dolce Vitta, com 25 andares e 38 mil metros quadrados de área em duas torres. Temos crescido numa média de 8% a 10% ao ano. Preferimos assim. Não precisa crescer demais. Continuaremos construindo em São José é Palhoça. Há muito mercado aqui.

Qual foi o momento mais difícil e o melhor na trajetória da empresa?

Antonio – O mais difícil foi na época dos planos do presidente Fernando Collor, quando ele congelou saldos de contas bancárias acima de de 50 mil cruzados novos. Conseguimos dar um jeito e continuar. O melhor momento é o atual, estou vivo, feliz e trabalhando muito.

Quais são as razões do sucesso da AM?

Antonio – Honestidade, persistência e muito trabalho. Também considero importante nunca desviar dinheiro da empresa e aplicar tudo no próprio negócio. Temos ainda uma excelente equipe.

O senhor constrói com financiamento bancário ou com recursos próprios?

Antonio – Começamos com financiamento bancário mas hoje preferimos fazer com recursos próprios. Também oferecemos financiamento próprio para clientes.

Que projetos a AM apoia na área social?

Antonio – Colaboramos com a Apae de São José e a Orionópolis há anos. Quando a AM fez 35 anos, a única coisa que me veio à mente foi agradecer a Deus. Se ele me deu tanto posso ajudar quem precisa mais.

Com a família
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Antonio Hillesheim planejou se tornar conselheiro da AM aos 50 anos e passar a gestão para os filhos Douglas e Milene (foto) que integram a diretoria. Mas decidiu postergar essa fase e continuar à frente de grandes projetos, sempre com o apoio da família, especialmente da esposa e sócia Maurina (E). – Somos todos bem unidos – diz Antonio.

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