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Especialista defende mais mulheres nos conselhos das empresas

25 de novembro de 2013 0

GasparinosssO debate sobre a inclusão de cotas para mulheres nos conselhos de administração de empresas avança no país. Um projeto de lei defende 40%. Para o coordenador do núcleo catarinense do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Marcelo Gasparino da Silva, que também é conselheiro de cinco companhias, a participação feminina permite mais equilíbrio nas decisões. O começo pode ser pelas estatais.

Diversos países adotaram cotas para mulheres em conselhos de administração de empresas com resultados positivos. Como esse tema evolui no Brasil?

Marcelo Gasparino da Silva – Há uma discussão para a definição de um percentual mínimo de mulheres nos conselhos. Isso vai acontecer provavelmente para estatais através de legislação federal a partir de 2015. Modulando a regra de acordo com a realidade, acho que cota de 10% seria aplicável. Hoje, o Novo Mercado exige 20% de conselheiros independentes. Quando o conselho tem oito membros, não chega a 20%. No nosso escritório de advocacia, que eu presido, temos 11 sócios e uma sócia. Ela é o ponto de equilíbrio em muitas discussões.

Há poucas mulheres nos conselhos, diretorias e presidências de empresas. Como ampliar essa presença?

Gasparino – Hoje, 8% dos membros de conselhos de administração do país são mulheres. A maioria em grupos privados. Nas estatais, elas ocupam só 6% das cadeiras. Quanto a mulheres na presidência de empresas, avalio que isso deve ocorrer por competência, meritocracia. Em SC, temos vários exemplos. A Sônia Hess, presidente da Dudalina, dobrou o tamanho da empresa em dois anos. Em Joinville temos a Maria Regina Loyola Alves à frente da Lepper e, em Jaraguá, a Monika Conrads preside o conselho da Duas Rodas.

O senhor acaba de liderar a criação do núcleo de SC do IBGC. Qual é o foco?

Gasparino – A gente vinha trabalhando há três anos com palestras, eventos e cursos. Neste ano, formalizamos o núcleo no Estado. O IBGC tem como objetivo disseminar as melhores práticas de governança nas empresas brasileiras. Governança corporativa é o sistema pelo qual as empresas são dirigidas, monitoradas e incentivadas. Tem por objetivo criar uma relação harmônica entre os sócios, gestores e o meio onde a companhia está inserida. Só faz sentido ter conselho se ele for importante para a empresa. Ele tem a função de tratar da estratégia, do orçamento e moritorar o plano de metas.

Como se tornou um conselheiro?

Gasparino – Minha família tem pequenas empresas. Mas eu comecei minha carreira como advogado. Em 2006 fui diretor da Celesc e saí em 2009. Daí busquei formação para atuar em governança corporativa. Hoje sou conselheiro da Celesc, Eletrobras, Usiminas, Tecnisa e suplente na SCGás.

O que faz o novo grupo de governança do qual participa?

Gasparino – Ele é integrado por conselheiros de grandes empresas que juntas faturaram, em 2012, R$ 68 bilhões. O objetivo é, como representantes de acioniostas minoritários, ter mais influência na gestão. Hoje, 8% dos membros de conselhos de administração são mulheres. A maioria em grupos privados.

Em família
Gasparino222Nascido em Florianópolis, Marcelo Gasparino, 42 anos, é casado com a servidora pública Denise Bastos (E). O filho João Artur, 15 anos, joga futebol. A filha de sete anos, Luísa, adotou o sobrenome da mãe por sugestão da Xuxa, atua como modelo e pretende ser atriz. Na foto, a família com Beatriz, mãe de Denise, em Queenstown, Nova Zelândia.

Agenda múltipla
Marcelo Gasparino é conselheiro de companhias abertas na área de Direito e conselheiro profissional de cinco empresas. Ao mesmo tempo, lidera negócios familiares como a Gaspart (Posto ECO GNV na BR 101), incorporações (condomínios Cap Ferrat e Villa Gasparino em Jurerê) e hotelaria (Jurerê Beira Mar Hotel).

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