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SC é destino preferido de imigrantes haitianos

18 de janeiro de 2014 2

Trabalhar em Santa Catarina é o sonho da maioria dos haitianos que deixa o seu país para buscar oportunidade de vida nova no Brasil. O servidor Damião Borges de Melo, coordenador do abrigo da cidade de Brasileia, no Acre, que faz a recepção dos imigrantes vindos pelo Peru, estima que SC já abriga mais de 5 mil egressos do país da América Central. Eles começaram a chegar em 2010 quando o Haiti foi devastado por um terremoto. Enquanto o governo do Acre e os habitantes da divisa consideram um problema receber cerca de 70 por dia, eles são bem-vindos em empresas catarinenses, especialmente nos setores agroindustrial, de construção e têxtil.

Ontem, o Acre prorrogou por mais 90 dias a situação de emergência nas cidades de Brasileia e Epitaciolândia para garantir ajuda federal. As projeções são de que o Brasil já tenha recebido 25 mil haitianos. Segundo Damião, cerca de 25 cidades de SC são procuradas, entre as quais Chapecó, Florianópolis, Itajaí, Navegantes, Balneário Camboriú, Jaraguá e Criciúma.

Uma das empresas que mais contrataram haitianos é a Aurora, de Chapecó. Os primeiros chegaram em 2010 e hoje são 352. A Fibratec e a Coppi, do Oeste, também contrataram. Durante os feriados de final de ano as empresas do país pararam de contratar e os abrigos da divisa do Acre com o Peru ficou com mais de 1,3 mil haitianos, o que causou preocupação na região. Na última semana voltaram as contratações e o número começou a cair.

Mulheres têm mais dificuldades para conseguir vagas

Conforme Damião, diversas empresas catarinenses aparecem lá para contratar mais de 100 trabalhadores, algumas trazem 50 ou um número menor. Eles são trazidos de ônibus. Uma preocupação é a baixa empregabilidade de mulheres. Ontem, 170 estavam no acampamento. Elas têm preferência por trabalhar no setor têxtil e, por isso, têm interesse em vir para SC.

As empresas que trazem os profissionais oferecem alojamentos por cerca de três meses, até que os haitianos consigam ter uma vida independente. Quando começam a acumular alguma poupança, muitos tratam de trazer toda a família.

Comentários

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Comentários (2)

  • Nat Turner diz: 15 de abril de 2014

    Parece que Brasil está fazendo o bem para os haitianos,
    é bom ler esta história.
    Estranho é, a pessoa que postou em um site racista,
    afirma que este bom trabalho é um ato de “genocídio branco”,
    Agora, há uma nova maneira de pensar que ignora todos os fatos e
    reivindicações não pessoas brancas são racistas.
    Brasil, por favor continue a ajudar o seu pequeno vizinho,
    Obrigado,

  • TheRealTruth diz: 28 de abril de 2014

    There’s no such thing as “good work” and Haitians. If Haitians could work “good” then Haiti wouldn’t be full of crime, AIDS, and illegitimate children. They’re spreading.

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