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As razões do sucesso da WEG

03 de março de 2014 0

O ingresso dos fundadores da multinacional WEG entre os bilionários da Forbes não surpreende quem conhece o consistente e diversificado negócio do grupo catarinense. Líder mundial em motores elétricos, foi fundado há 52 anos por três sócios cujas iniciais formam a marca da empresa: Werner Voigt é o W, Eggon João da Silva, o E, e Geraldo Werninghaus o G.

A partir do convite de Eggon, os amigos de Jaraguá do Sul decidiram unir capital equivalente a três fuscas (hoje cerca de R$ 90 mil) e passaram a fabricar motores elétricos. Eggon, que era o administrador, me falou em entrevista anos atrás que entre as principais razões do êxito da empresa estavam a oferta de produtos de qualidade e o cumprimento do prometido aos clientes. Outro ponto citado por ele foi a continuidade da sociedade. Sempre que surgia um obstáculo, o assunto era discutido em conjunto e encontrada a melhor solução para o sucesso do negócio.

Um divisor de águas para a WEG, nos primeiros anos de atividades, foi uma viagem que os fundadores fizeram à Alemanha, quando conheceram o modelo industrial do país europeu, calcado na educação técnica. Quando retornaram, fundaram o Centro WEG de formação de profissionais para a empresa, que garantiu um salto à companhia. A propósito, foi lá também que fez curso técnico Décio da Silva, filho de Eggon que presidiu a WEG por 18 anos quando ela cresceu numa média de 20% ao ano.

Vale destacar que Eggon, que tem no seu currículo ainda a recuperação da Perdigão quando essa estava falindo em 1992 e hoje resultou na BRF, estabeleceu com os sócios da WEG  oito princípios para nortear os negócios, na linha do   atendimento das necessidades dos clientes, treinamento e motivação de colaboradores e respostas rápidas ao mercado.

Hoje com gestão profissional e receita líquida de R$ 6,8 bilhões (em 2013), o grupo cresce no Brasil e exterior com aumento da produção e diversificação. Uma das maiores expansões está na área de energia limpa. Pela série de soluções oferecidas, tudo indica que a WEG seguirá trajetória consistente e acumulará mais bilhões aos seus discretos sócios que, por orientação dos fundadores, evitam exibir riqueza e investem mais em negócios que impulsionam a economia. Só para citar dois exemplos, enquanto a família Silva comprou e modernizou a Oxford, de São Bento do Sul; a Werninghaus abriu uma instituição de microcrédito, o Juriti Microfinanças; e a Voigt investe em construção.

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